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Sistema Usiminas planeja novo ciclo de investimentos para médio e longo prazos

 

A sólida situação financeira (apenas nos nove primeiros meses de 2005 foi registrado um lucro líquido de R$ 2,6 bilhões) vai propiciar ao Sistema Usiminas definir novas alternativas e um novo ciclo de investimentos a médio e longo prazo. Para continuar avançando e aumentando ainda mais a sua competitividade e liderança no mercado, foram traçadas duas linhas estratégicas principais: 1) fortalecimento e crescimento interno; e 2) crescimento e internacionalização. Na primeira, serão realizados importantes aportes em qualidade em suas duas usinas (Cubatão e Ipatinga), num programa que somará US$ 1,5 bilhão a ser investido nos próximos cinco anos. Estes recursos possibilitarão à empresa comercializar produtos de valor agregado ainda maior, consolidando, assim, a posição de liderança do Sistema Usiminas no mercado doméstico.

Em Cubatão está prevista a construção de um novo laminador de tiras a quente, com capacidade de até 4 milhões de toneladas por ano e que permitirá ampliar a oferta de produtos de alta qualidade. Também serão reformadas em Cubatão duas máquinas de lingotamento contínuo e equipamentos auxiliares de aciaria, elevando a capacidade total do Sistema Usiminas de 9,5 milhões para 10 milhões de toneladas. Já em Ipatinga será construída uma nova coqueria, que tornará a coque, e outra termelétrica, que aumentará a auto-suficiência unidade auto-suficiente em energética da usina de 25% para 53%. Também serão feitos investimentos em equipamentos de metalurgia secundária, que ajudará a reforçar a liderança tecnológica da Usiminas em setores como montadoras e tubos de grande diâmetro. A segunda linha está direcionada para o aumento da participação do Sistema Usiminas no mercado externo. E o elemento central desta estratégiaserá a construção de uma usina com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas por ano, com aporte da ordem de US$ 3 bilhões. Entretanto, segundo o presidente da Usiminas e da Cosipa, Rinaldo Campos Soares, o novo empreendimento só seria viável mediante duas condições: ser construído em parceria com outras empresas de maneira a minimizar os riscos; e que a produção da nova usina tenha sua demanda assegurada no exterior através de laminação própria ou de contratos de longo prazo.