| NORMALIZAÇÃO - ONS 58 |
ONS 58 aprova duas novas Normas
Foram homologadas em janeiro de 2006 duas novas Normas Brasileiras de END. A ABNT NBR 8048 - Ensaios Não Destrutivos - Radiografia Industrial - Terminologia que define os termos utilizados no método de Ensaio Não Destrutivo por Radiografia Industrial convencional e digital. E foi também aprovada a Norma - ABNT NBR 15307 - Ensaios Não Destrutivos - Provas de Cargas Dinâmicas em Grandes Estruturas - Procedimento. Esta norma estabelece o procedimento para a realização de provas de cargas dinâmicas em grandes estruturas. Estas Normas já estão disponíveis na ABNT para compra através do site: www.abnt.org.br A importância da Normalização em Radiografia Uma das Comissões de Normalização mais ativas com 10 a 15 representantes presentes por reunião, entre fornecedores, usuários e prestadores de serviço, vindos de todo o Brasil. Acreditamos que isso mostre um pouco da importância da Comissão de Estudos de Radiografia e, sobretudo da necessidade da comunidade em normalizar esta técnica tão amplamente utilizada e com tantas variáveis. A Radiografia Industrial convencional e a digital possuem tantos termos, aplicações, padrões e requisitos de qualidade que a única forma de todos falarem a mesma língua é: a NORMALIZAÇÃO.
Em 2005 terminamos a primeira Norma de Radiografia que, provavelmente, será publicada no início deste ano. Já temos um novo projeto de norma em andamento, sugerido por Heleno Ribeiro da Confab Industrial, em que iremos elaborar uma norma para Radiografia Computadorizada, baseada no ASME - Seção V - artigo 2, na ASTM e 2033 e nos drafts da normas européias EM 14784 partes 1 e 2. O título será "Ensaio Radiográfico de Materiais Metálicos por Raios X ou Gama por Meio de Radiografia Computadorizada - Regras básicas¨. Olhando um contexto mundial, podemos dizer que estamos no mesmo passo e ritmo dos países detentores da tecnologia de fabricação e utilização destas técnicas. Num contexto mais amplo, é uma questão de tempo a substituição da radiografia industrial convencional pela digital. Essa tendência existe por uma série de razões, mas o que nos preocupa é ter normas e diretrizes corretas para a utilização destas tecnologias. Há uma grande variedade de fabricantes, modelos de equipamentos, técnicas de Radiografia, padrões de qualidade, resolução do equipamento, e aplicações que devem e têm que estar normalizadas para que haja a aplicação correta do Ensaio com um único objetivo: o de avaliar a integridade física da peça ou equipamento de uma forma rápida e precisa, sem prejudicar o mesmo, o meio ambiente e preservar o profissional que está realizando o Ensaio. Além de este trabalho enriquecer e ajudar no desenvolvimento da Radiografia no Brasil, estamos trabalhando em conjunto com os países do Mercosul para que nossas normas sejam também aceitas nesses países, tornando a norma brasileira uma norma válida e aplicável em todo Mercosul. Isso ajudará a comunicação e o intercâmbio em empresas que tenham, por exemplo, plantas em outros países do Cone Sul.
Esse trabalho servirá para que possamos trabalhar com as nossas próprias normas, em português, minimizando o risco de dupla interpretação, e voltadas para a nossa realidade. Aproveito ainda para agradecer às empresas que cedem seus funcionários para este importante trabalho e aos colaboradores pela dedicação e valiosa contribuição. Sem essa ajuda, este trabalho não seria possível.
Hermann Schubert
Diretor de Produto - Physical Acoustic South América
Coordenador da Comissão de Estudos de Radiografia