Chegamos lá!!!

Se tivéssemos que resumir a história da ABENDE em uma frase podemos dizer que é praticamente uma vida de buscas. Desde que foi criada, em 1979, a ABENDE nunca parou de tentar encontrar seu espaço. Os primeiros anos foram os mais difíceis, talvez. Mas a cada ano que chegava, a Associação passava a descobrir que precisava se superar. Na década de 80, foi importante provar que não se tratava apenas de mais uma Associação. Justificava-se então buscar apoio das Associações de END mais respeitadas do mundo. Na década de 90, mesmo estabelecida no mercado brasileiro, a ABENDE queria alcançar vôos e, de preferência, que atravessassem o Atlântico. A globalização trouxe à tona mais do que um desejo, na verdade, uma necessidade: conquistar o mercado internacional. Como se pôde ver nos anos seguintes, não se tratava apenas de um sonho distante. Se então demos o primeiro passo rumo ao mercado externo, o que esperar dos próximos anos? O que já se imaginava. Fixar o nome no exterior. Criar raízes. É neste contexto que, em 2000, a Associação filia-se à Federação Européia de END. Mas de nada adiantava avançar no mercado internacional se o mercado interno não estivesse caminhando também. Naquele mesmo ano, cria-se um grupo de trabalho para estabelecer o sistema de certificação de empresas prestadoras de serviços de END. Na época, a ABENDE então com 866 sócios realiza uma pesquisa para avaliar o grau de satisfação do associado.
O século XXI mal dá às caras e a ABENDE vai atrás de uma grande realização: o desenvolvimento do projeto para o credenciamento da ABENDE como Organismo de Normalização Setorial - ONS pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Na trilha da qualificação, a ABENDE passa a desenvolver atividades de certificação de pessoal Nível III, conforme Norma ASNT-TC-1A, mediante acordo com a ASNT, com a aplicação de exames em São Paulo. Ainda em 2001, é lançado o “Selo ABENDE” da qualidade, utilizado para atestar a qualidade dos produtos, profissionais e serviços de END. Uma conquista e tanto para uma Associação que sempre lutou pela qualificação dos profissionais de END. Também por isso, a participação na 8ª Conferência Européia de END, realizada em Barcelona, Espanha, foi extremamente significativa.
Um ano depois, preocupada com a qualidade dos treinamentos de END no mercado, a ABENDE desenvolve um novo sistema para o Reconhecimento de Organismos de Treinamento, para ser aprovado em 2003.
A ABENDE avança ainda mais: lança o Projeto Multicliente PT-07 “Radiografia Computadorizada – Normas e Procedimentos” e, percebendo a importância da comunicação, implanta o setor de marketing da ABENDE.
Dois mil e três chega junto com novas idéias e objetivos. A ABENDE realiza a 3ª Conferência Panamericana de END, no Rio de Janeiro, com exposição técnica paralela e a participação de pessoas de diversos países. A Associação lança naquele mesmo ano, em novo formato, o “ABENDE Notícias”, principalmente para divulgar as atividades da entidade. A ABENDE sedia a reunião do Comitê Panamericano de END, realizada no Rio de Janeiro e concretiza o que só estava no papel: inicia o processo de Reconhecimento de Organismos de Treinamento – OTR´s. Naquele mesmo ano reconhece o CETRE como o primeiro Organismo de Treinamento da ABENDE.
Em 2004, o Bureau começou a fazer a aplicação de exames teóricos a fim de reduzir o tempo de espera na qualificação. A ABENDE bate recorde e, em quatro anos, dobra o número de sócios. Isso significou mais responsabilidade. Ainda em 2004, a Associação resolve relançar a revista ABENDE, com tiragem de três mil exemplares. E começa a colher o que plantou nos últimos 25 anos. A Associação Alemã de END resolve apoiar cursos N3 da ABENDE. Paralelamente, a ABENDE e o Instituto Britânico assinam acordo de cooperação em qualificação. E tem mais. Em 2004, a Associação tem a certeza de que apostou certo. A ABENDE é reconhecida pela Federação Européia de END, através do MRA, e os profissionais qualificados pelo SNQC/END podem ter a certificação aceita em países da Europa. Se cumprimos a meta? Ainda é cedo para dizer. Podemos, sim, afirmar, que estamos no caminho certo.

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