Em 1980, a ABENDE conseguiu realizar o I Seminário Nacional de Ensaios Não Destrutivos, em São Paulo. Apesar de modesto, o Seminário conseguiu atingir o obejtivo: apresentar os trabalhos técnicos, afirma Rossi, o primeiro da direita para esquerda
 

Os primeiros cinco anos da ABENDE

"Uma parceria inédita começou a trilhar os primeiros passos da ABENDE nos programas de treinamentos. Em convênio com a Petrobras, a associação implantou o Programa de Treinamento de Inspetores de END"

Este ano, a ABENDE completa bodas de prata! Afinal são vinte e cinco anos de história. Para entender como surgiu a Associação, precisamos voltar para o final da década de 70. O ambiente industrial brasileiro era marcado por uma forte política governamental de substituição de importações. Profissionais que atuavam na área de ensaios não destrutivos de materiais, no controle da qualidade e na inspeção de equipamentos, sentiram necessidade de criar uma associação específica para organizar e orientar a expansão tecnológica de END no Brasil. "Não havia treinamento, nem processo de qualidade de END", diz Oswaldo Rossi Jr., um dos sócios fundadores da associação.
Em 1978, inúmeras reuniões foram realizadas para planejar como a entidade seria criada, até que em 27 de março de 1979, cerca de trinta profissionais fundaram em São Paulo, a ABENDE. A grande dificuldade no primeiro ano foi a falta de recursos. Havia ainda a falta de adesão. Mesmo assim, em 1980, a ABENDE conseguiu realizar o I Seminário Nacional de Ensaios Não Destrutivos, em São Paulo. "Apesar de modesto, o seminário conseguiu atingir o objetivo: apresentar os trabalhos técnicos", afirma Rossi.
Um ano depois, uma parceria inédita começou a trilhar os primeiros passos da ABENDE nos programas de treinamentos. Em convênio com a Petrobras, a associação implantou o Programa de Treinamento de Inspetores de END. Apenas oito alunos participavam por aula. Graças a este programa, só para se ter uma idéia, hoje, pelo menos o dobro se inscreve. Rossi conta que em 1982, a ABENDE começava a ganhar espaço na área: "o volume de adesão havia aumentado, o clima já era de euforia", diz. A Associação participou do convênio de Formação de Inspetores de END "ABENDE/SENAI/IBP", e ampliou o leque na troca de informações com entidades. Se os convênios estavam dando certo no Brasil, por que não realizar parcerias com outros países? Bastou a idéia para que surgisse em 1983, o I "CLAEND" - Congresso Latino Americano de Ensaios Não Destrutivos, em São Paulo.
O congresso foi um estímulo para a ampliação do assunto. No ano seguinte, a ABENDE teve uma participação ativa no Projeto Regional de Ensaios Não Destrutivos da América Latina e Caribe. Treze técnicos brasileiros foram para o exterior participar do evento, criado pela AIEA Agência Internacional de Energia Atômica, através da ONU, e reuniu dezoito países da América Latina. "O Brasil foi um doador de tecnologia", diz Rossi. 1984 foi um marco e encerrou os primeiros cinco anos da ABENDE. "Foram anos dourados. Conseguimos o que queríamos: marcar o nome da associação", finaliza.

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