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Correntes Parasitas
O campo magnético gerado
por uma sonda ou bobina alimentada por corrente
alternada produz correntes induzidas (correntes
parasitas) na peça sendo ensaiada. O fluxo destas
correntes depende das características do metal.
Praticamente as "bobinas" de teste tem a forma
de canetas ou sensores que passadas por sobre
o material detectam trincas ou descontinuidades
superficiais, ou ainda, podem ter a forma de
circular, oval ou quadrada por onde passa o
material. Neste caso detectam-se descontinuidades
ou ainda as características físico-químicas
da amostra.
A presença de descontinuidades superficiais
e sub-superficiais (trincas, dobras ou inclusões),
assim como mudanças nas características físico-químicas
ou da estrutura do material (composição química,
granulação, dureza, profundidade de camada endurecida,
tempera, etc.) alteram o fluxo das correntes
parasitas, possibilitando a sua detecção.
O ensaio por correntes parasitas se aplica em
metais tanto ferromagnéticos como não ferromagnéticos,
em produtos siderúrgicos (tubos, barras e arames),
em auto-peças (parafusos, eixos, comandos, barras
de direção, terminais, discos e panelas de freio),
entre outros . O método se aplica também para
detectar trincas de fadiga e corrosão em componentes
de estruturas aeronáuticas e em tubos instalados
em trocadores de calor, caldeiras e similares.
É um método limpo e rápido de ensaios não destrutivos,
mas requer tecnologia e prática na realização
e interpretação dos resultados. Tem baixo custo
operacional e possibilita automatização a altas
velocidades de inspeção.
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