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BRASIL
NÃO ATRAI GIGANTES DO PETRÓLEO
Atentados no Oriente Médio, furacões no Golfo do México,
ações de manifestantes contra instalações
petrolíferas na Nigéria assustam operadores e levam
as cotações do petróleo às alturas.
Mesmo assim, o Brasil, considerado um dos países menos arriscados
para investimentos em petróleo, está longe das prioridades
das principais companhias do setor. Nos últimos anos, é
grande a participação de empresas de médio
porte ou petroleiras independentes nos leilões da Agência
Nacional do Petróleo (ANP), mas as quatro maiores - as americanas
Chevron e Esso, a britânica BP e a francesa Total - não
oferecem lances desde 2001. O Brasil está se tornando o paraíso
das independentes (empresas de menor porte, com atuação
apenas na área de exploração e produçãoque
aceitam maior risco exploratório em áreas ainda não
inflacionadas pelas grandes). Dentre as maiores, apenas a Shell
tem apostado forte no País.
Em 1999, no primeiro leilão da ANP, o Brasil era o líder
do ranking.
DIRETOR
DA PETROBRAS APOSTA EM PRODUÇÃO DE CAMPOS NA NIGÉRIA
O
impacto da entrada em produção, prevista para 2008,
dos dois campos de petróleo na Nigéria, nos quais
a Petrobras participa em associação com a Shell e
a estatal Nioc (Nigerian Oil Company), será significativo
para a empresa brasileira de petróleo e gás, em razão
da produção. A avaliação foi feita hoje
pelo diretor financeiro e de relações com investidores
da Petrobras, Almir Barbassa. Ele informou que se trata de dois
campos gigantes cuja produção de petróleo leve,
da qual o Brasil ainda é carente, "deve ser próxima
ou maior do que 100 mil barris/dia". Barbassa admitiu que,
como a Petrobras é importadora da Nigéria, parte dessa
produção de óleo leve poderá vir para
o Brasil. Observou, entretanto, que "não necessariamente
esse precisa ser o destino desse petróleo". Os técnicos
da área de comercialização da estatal irão
examinar a conveniência em matéria de custos e deslocamentos,
acrescentou.
PAPEL
E CELULOSE INTENSIFICAM AÇÕES DE APOIO A COMUNIDADES
As
empresas do setor de papel e celulose, que estão investindo
mais de R$ 780 milhões em ações sócio-ambientais
este ano, têm ampliado a sua atuação social
com o desenvolvimento de projetos além das áreas tradicionais,
tendo como atuação também a saúde, capacitação
profissional, apoio à comunidade, integração
social e voluntariado. É o que aponta o levantamento sobre
o trabalho de Responsabilidade Social das Empresas do Setor de Celulose
e Papel, que será divulgado em dezembro pela Associação
Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Segundo Mario Leonel,
diretor executivo da Bracelpa e membro do Conselho Temático
Permanente de Responsabilidade Social da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), o setor de celulose e papel
tem destacada participação na indução
do desenvolvimento social no Brasil, além de desempenhar
importante papel no crescimento econômico. “A nossa
função social é muito acentuada porque nossas
instalações industriais e áreas florestais
estão situadas em locais distantes dos centros urbanos e
substanciais investimentos tornam-se, por isso, necessários”,
avalia. O levantamento realizado pela Bracelpa trará uma
amostragem das ações sociais de 20 empresas, que representam
95% da produção nacional de celulose e 62% da produção
nacional de papel. Votorantim Papel e Celulose (VCP), Ripasa , Orsa
, Suzano Papel e Celulose e Klabin são alguns exemplos de
empresas que já desenvolvem projetos sólidos voltados
ao desenvolvimento comunitário das regiões em que
atuam.
VOTORANTIM
É A EMPRESA NACIONAL MAIS ADMIRADA POR EMPRESÁRIOS
Pesquisa
realizada pelo Diário do Comércio e da Indústria
de São Paulo (DCI) com empresários e executivos brasileiros
entrevistados pelo jornal aponta a Votorantim como a Empresa mais
admirada entre as de capital nacional. A publicação
afirma que a recorrência do Grupo Votorantim não é
novidade, pois a Empresa havia ficado em segundo lugar no primeiro
ano, e depois assumiu e manteve a liderança geral. A pesquisa
é feita anualmente. Este ano, além da Votorantim,
o DCI destaca a Petrobras como a empresa mais admirada entre as
de controle estatal e a Nestlé como a mais admirada entre
as multinacionais.
DESENVOLVIMENTO
DA PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL DO CAMPO DE MEXILHÃO
VAI ENVOLVER UM INVESTIMENTO DE US$ 1,9 BILHÃO
Este investimento incluirá
a construção de uma Unidade de Processamento de Gás
Natural (UPGN) de US$ 300 milhões em Caraguatatuba, de onde
o gás será levado por meio de dutos para Taubaté.
A informação é do gerente executivo de Exploração
e Produção da Petrobras, Francisco Nepomuceno. A estimativa
é de que o primeiro gás de Mexilhão seja produzido
em julho de 2008, quando a empresa terá capacidade para extrair
do campo cerca de 12 milhões de metros cúbicos, valor
que poderá chegar a 30 milhões de metros cúbicos
até julho de 2010. O modelo de engenharia a ser adotado já
foi aprovado pela diretoria da estatal, e contará também
com uma plataforma fixa de produção instalada a uma
lâmina d'água de 170 metros. Até agora, a Petrobras
está arcando integralmente com os investimentos de Mexilhão,
mas até o fim deste ano deverá contar também
com aportes financeiros da espanhola Repsol, que será sua
parceira no projeto. Os detalhes da parceria ainda não foram
fechados porque envolvem também negócios de ambas
as empresas em países do Cone Sul, como Argentina e Bolívia.
PRODUÇÃO
DE PETRÓLEO E GÁS DA PETROBRAS CRESCE 8% EM RELAÇÃO
A OUTUBRO DE 2004
A
produção de petróleo e gás natural da
Petrobras, no Brasil e no exterior, cresceu 8,4% em outubro, na
comparação com o mesmo mês do ano passado. Em
comparação a setembro deste ano, porém, a produção
média diária ficou ligeiramente menor: 0,8%. Foram
produzidos 2,23 milhões de barris de óleo equivalente
(petróleo e gás), mantendo praticamente estável
a média diária. Considerando apenas os campos nacionais,
a produção de óleo e gás natural equivalente
atingiu a média diária de 1,99 milhão de barris/dia.
Neste caso também houve queda em relação a
setembro deste ano: 0,1%; e crescimento em relação
a outubro do ano passado: 11,2%. A produção da Petrobras
no exterior atingiu em outubro a média diária de 242,2
mil barris de petróleo e gás equivalente, resultado
menor em 6% sobre setembro. Segundo a Petrobras, está brusca
retração no exterior, entre um mês e outro,
foi motivada pela greve ocorrida no sul da Argentina e a uma parada
programada de produção em Angola para manutenção
preventiva nas instalações. Ainda em relação
a produção no exterior, foram extraídos pela
Petrobras em outubro 153,49 mil barris de média diária
de petróleo, que significou uma queda de 4,6% em relação
a setembro. Já em relação ao gás natural,
a produção externa em outubro atingiu 15,81 milhões
de metros cúbicos por dia - uma queda de 8,4% sobre o mês
anterior.
BRASIL
CEDE A PRESSÕES DA ARGENTINA E VAI NEGOCIAR NOVO ACORDO AUTOMOTIVO
O
Brasil decidiu fazer concessões à Argentina nas regras
comerciais que regem o Mercosul. Segundo o secretário-executivo
da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário
Mugnaini, o governo brasileiro concordou em negociar um novo acordo
automotivo com o país vizinho. O atual regime acaba no fim
deste ano, mas os argentinos alegam que ainda não estão
preparados para abrir seu mercado. Outra proposta da Argentina é
a prorrogação, por mais dois anos, da lista de exceções
do Mercosul, ou seja, a relação dos produtos que não
podem entrar no bloco livremente, pois representam um risco à
indústria nacional. Segundo Mugnaini, o Brasil concorda com
essa prorrogação, mas apenas se houver um compromisso
de que a lista seja reduzida gradativamente ao longo do tempo. As
propostas argentinas serão discutidas numa reunião
do Mercosul que será realizada em Montevidéu no início
de dezembro. Kirchner usa economia para rebater críticas.
DELPHI APRESENTA TECNOLOGIAS EM COMBUSTÍVEIS NO XIII
SIMEA
A Delphi, uma das líderes mundiais em tecnologia de eletrônica
móvel, componentes e sistemas de transportes, apresentou
o futuro da tecnologia automotiva em combustíveis no XIII
Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. O evento
aconteceu de 03 a 05 de outubro, no Centro de Desenvolvimento de
Profissionais de Educação (KM 21 da Anchieta), São
Bernardo. A Delphi é uma das empresas pioneiras em sistemas
de multi-combustíveis. A empresa que se destacou com a tecnologia
Multifuel para dois combustíveis – gasolina e álcool
– trouxe ao mercado, pouco tempo depois, a tecnologia MultiFuel
para três combustíveis. Os avanços na eletrônica
automotiva possibilitaram aos engenheiros da Delphi desenvolver
um sistema para permitir que um carro possa ser abastecido com gás
natural veicular (GNV), gasolina e/ou álcool ou a mistura
dos dois combustíveis líquidos em qualquer proporção,
sem prejuízo algum para o meio ambiente, ou desempenho do
veiculo. No sistema desenvolvido pela Delphi, uma mesma unidade
de gerenciamento do motor faz com que o veículo se locomova
utilizando três combustíveis.
PORTO
DE ITAJAÍ EM MARCHA LENTA
A
cadeia logística em torno do Porto de Itajaí permanece
em ritmo de marcha lenta. Entre os segmentos mais afetados estão
transportadores, despachantes aduaneiros, terminais de contêineres
e empresas exportadoras. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas
de Veículos de Carga de Itajaí, Rogério Benvenutti,
cerca de 200 companhias trabalham com uma redução
de 70% no número de viagens até o porto. O rendimento
sobre as mercadorias transportadas também caiu, em razão
dos artigos de valor agregado, como os congelados, estarem barrados
nos pátios de contêineres.
MARICÁ
É A NOVA 'MENINA DOS OLHOS' DO SETOR PETROLÍFERO
O
petróleo que já mudou cidades como Campos dos Goytacazes,
Macaé e Niterói pode fazer de Maricá um novo
eldorado de emprego e exploração de combustível.
É o que garante o secretário de Energia, Indústria
Naval e Petróleo, Wagner Victer, que aposta no grande potencial
de produção do setor BS 500, que fica próximo
à região de Maricá, no Campo de Mexilhão,
na Bacia de Santos, para transformar a cidade nos próximos
cinco anos. "Esse bloco é o grande 'filé mignon'
do litoral brasileiro e será, em pouco tempo a 'menina dos
olhos' da Petrobras", afirmou Victer. A área ainda está
sendo explorada pelos pesquisadores, mas a estatal calcula que somente
em gás, o setor pode gerar 420 bilhões de metros cúbicos.
A produção explorada será de 12 milhões
de metros cúbicos por dia a partir de 2008, quando ela deve
atingir o seu auge.
EXPORTAÇÕES
DE AÇO CRESCEM 43%
A
siderurgia brasileira está se voltando com mais força
para a exportação, no último trimestre do ano,
como forma de compensar o fraco desempenho do mercado doméstico.
Em outubro, as siderúrgicas exportaram um milhão de
toneladas, 43,4% maior do que o de idêntico mês de 2004.
Até outubro, as vendas externas do setor totalizaram 9,4
milhões de toneladas com alta de 3,6% sobre o mesmo período
do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro
de Siderurgia (IBS). Segundo o instituto, as vendas no mercado interno
até outubro somaram 13,5 milhões de toneladas, com
queda de 9,5% sobre os dez meses de 2004. Em outubro, a situação
se agravou: as vendas internas totalizaram 1,2 milhão de
toneladas, queda de 18,2% menor em relação a outubro
do ano passado.
VILLARES
METALS INVESTE EM PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA
Desde sua aquisição
pela Böhler-Uddeholm, em março do ano passado, a Villares
Metals vem passando por mudanças significativas que inclui
a implantação da cultura de melhoria contínua,
com os processos de mudança de atitude para otimização
de todas as etapas da produção, redução
de custos, constante melhoria dos produtos e esforço de inovação
no desenvolvimento de novos produtos. Para apoiá-la nesse
trabalho, a empresa contratou um Projeto de Otimização
de Processos à Roland Berger Strategy Consultants, quinta
maior consultoria de estratégia e alta gestão do mundo.
A consultoria internacional vem desenvolvendo o trabalho desde o
final do ano passado em conjunto com uma equipe de 12 colaboradores
da Villares Metals destacados para essa missão, lideradas
pelo engenheiro industrial Luiz Roberto Sellmer. A primeira fase
do projeto foi finalizada em meados deste ano e incluiu a definição
e análise de processos, produtos e mercados da Empresa, permitindo
estabelecer um caminho para a excelência na Villares Metals,
com aumento de competitividade, melhoria de resultados, e o claro
objetivo de levar a Empresa a conquistar um espaço permanente
no mercado mundial de aços especiais.
ASSINADO
TERMO DE RENOVAÇÃO DA REDE NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA
No
dia 17 de novembro, o ministro da Educação, Fernando
Haddad, e o ministro da C&T, Sergio Rezende, assinaram o termo
de renovação do programa interministerial da Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O diretor-geral da RNP, Nelson
Simões, fez um histórico das dificuldades da rede,
criada em 1989, e falou que, 10 anos depois (1999), o programa foi
relançado por meio de parceria entre os dois ministérios.
“Hoje celebramos cinco anos dessa mudança com o lançamento
da rede de alta capacidade”, disse o diretor. Para Simões,
o principal é mudar a realidade do ensino no Brasil. “Inovar
é mudar a realidade e permitir a mais avançada rede
para os professores e estudantes de todo o Brasil”. A previsão
é de que a nova RNP possibilite o aumento da comunicação
e da interatividade entre 300 instituições de ensino
e pesquisa em todo o país e também com grupos internacionais
de pesquisa. A capacidade total de transmissão deve ser elevada
de 2,5 gigabites para 60 gigabites. 15 EMPRESAS SE BENEFICIAM DA
NOVA LEI DE FALÊNCIAS EM SÃO PAULO Grandes companhias,
como Vasp, Parmalat e Varig, já estão se beneficiando
das prerrogativas da nova lei de falências. Segundo os juristas
e advogados reunidos em seminário organizado pelo Instituto
Brasileiro de Recuperação da Empresa (IBRE) sobre
o tema no último dia 7 de novembro, em São Paulo,
um dos pontos mais importantes da lei, que entrou em vigor em junho,
é o que assegura moratória de 180 dias às companhias
em processo de recuperação. O advogado e deputado
Osvaldo Biolchi (PMDB-RS), relator da lei e coordenador do processo
de recuperação da Vasp, explicou que nesse período
os credores não podem executar duplicatas, hipotecas nem
arrestar bens, veículos e equipamentos das empresas. Sem
esse prazo, acrescentou, a capacidade de se reerguer das companhias
ficava comprometida. Mas a nova lei – que substituiu uma legislação
de 1948 – trouxe ainda uma outra grande mudança.
PETRÓLEO
BRASIL
NÃO ATRAI GIGANTES DO PETRÓLEO
Atentados no Oriente Médio, furacões no Golfo do México,
ações de manifestantes contra instalações
petrolíferas na Nigéria assustam operadores e levam
as cotações do petróleo às alturas.
Mesmo assim, o Brasil, considerado um dos países menos arriscados
para investimentos em petróleo, está longe das prioridades
das principais companhias do setor. Nos últimos anos, é
grande a participação de empresas de médio
porte ou petroleiras independentes nos leilões da Agência
Nacional do Petróleo (ANP), mas as quatro maiores - as americanas
Chevron e Esso, a britânica BP e a francesa Total - não
oferecem lances desde 2001. O Brasil está se tornando o paraíso
das independentes (empresas de menor porte, com atuação
apenas na área de exploração e produçãoque
aceitam maior risco exploratório em áreas ainda não
inflacionadas pelas grandes). Dentre as maiores, apenas a Shell
tem apostado forte no País.
Em 1999, no primeiro leilão da ANP,o Brasil era o líder
do ranking. Desde então, perdeu posições para
países africanos, Austrália e Inglaterra. Este ano,
a Líbia, que reabriu recentemente seu território para
investimento estrangeiro, é a queridinha do setor. Mas por
que essa falta de apetite em um país considerado pelas consultorias
internacionais o 8.º menos arriscado para o setor petrolífero,
com reservas a descobrir estimadas em 50 bilhões de barris
de petróleo? O vice-presidente de exploração
internacional da Devon, Rick Bott, deu uma pista: "As principais
descobertas foram feitas pela Petrobrás ainda em tempos de
monopólio. Depois disso, não foram encontrados grandes
campos." De fato, Marlim, com quase 3 bilhões de barris,
Marlim Sul e Roncador, na casa dos 2,5 bilhões de barris,
foram descobertos entre 1985 e 1997. Depois disso, o maior campo
encontrado foi Jubarte, com menos de 1 bilhão de barris.
Fonte: O Estado de S. Paulo
DIRETOR
DA PETROBRAS APOSTA EM PRODUÇÃO DE CAMPOS NA NIGÉRIA
O
impacto da entrada em produção, prevista para 2008,
dos dois campos de petróleo na Nigéria, nos quais
a Petrobras participa em associação com a Shell e
a estatal Nioc (Nigerian Oil Company), será significativo
para a empresa brasileira de petróleo e gás, em razão
da produção. A avaliação foi feita hoje
pelo diretor financeiro e de relações com investidores
da Petrobras, Almir Barbassa. Ele informou que se trata de dois
campos gigantes cuja produção de petróleo leve,
da qual o Brasil ainda é carente, "deve ser próxima
ou maior do que 100 mil barris/dia". Barbassa admitiu que,
como a Petrobras é importadora da Nigéria, parte dessa
produção de óleo leve poderá vir para
o Brasil. Observou, entretanto, que "não necessariamente
esse precisa ser o destino desse petróleo". Os técnicos
da área de comercialização da estatal irão
examinar a conveniência em matéria de custos e deslocamentos,
acrescentou.
Fonte: Agência Brasil
PAPEL E CELULOSE
PAPEL
E CELULOSE INTENSIFICAM AÇÕES DE APOIO A COMUNIDADES
As
empresas do setor de papel e celulose, que estão investindo
mais de R$ 780 milhões em ações sócio-ambientais
este ano, têm ampliado a sua atuação social
com o desenvolvimento de projetos além das áreas tradicionais,
tendo como atuação também a saúde, capacitação
profissional, apoio à comunidade, integração
social e voluntariado. É o que aponta o levantamento sobre
o trabalho de Responsabilidade Social das Empresas do Setor de Celulose
e Papel, que será divulgado em dezembro pela Associação
Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Segundo Mario Leonel,
diretor executivo da Bracelpa e membro do Conselho Temático
Permanente de Responsabilidade Social da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), o setor de celulose e papel
tem destacada participação na indução
do desenvolvimento social no Brasil, além de desempenhar
importante papel no crescimento econômico. “A nossa
função social é muito acentuada porque nossas
instalações industriais e áreas florestais
estão situadas em locais distantes dos centros urbanos e
substanciais investimentos tornam-se, por isso, necessários”,
avalia. O levantamento realizado pela Bracelpa trará uma
amostragem das ações sociais de 20 empresas, que representam
95% da produção nacional de celulose e 62% da produção
nacional de papel. Votorantim Papel e Celulose (VCP), Ripasa , Orsa
, Suzano Papel e Celulose e Klabin são alguns exemplos de
empresas que já desenvolvem projetos sólidos voltados
ao desenvolvimento comunitário das regiões em que
atuam. Para Luciana Bueno, coordenadora de responsabilidade social
da Ripasa, o envolvimento dos funcionários com as ações
do terceiro setor é fundamental para o sucesso da sustentabilidade
empresarial. “Em 2001, nós consolidamos nossas ações
socioambientais no programa Ripasa Cidadã e desde então
temos conquistado ótimos resultados. Posso dizer que hoje
nós conseguimos a paridade no percentual de ações
voltadas à educação com às voltadas
ao meio ambiente”, afirma. Segundo a coordenadora, atualmente,
cerca de 40% dos projetos são voltados para educação,
40 % ao meio ambiente e 20 % para cultura. A empresa conta hoje
com mais de 1.800 funcionários e incentiva a participação
da sua equipe nessa ações. “Um de nossos funcionários
estava indo trabalhar no ônibus da empresa, quando se incomodou
ao ver a margem do rio Quilombo, afluente do rio Piracicaba, descuidada.
Ele veio até nós e propôs uma ação.
Em conjunto, vimos que além de plantar mudas, precisaríamos
desenvolver a manutenção. Foi a partir daí
que nasceu o nosso projeto Reflorestando para o Futuro, que hoje
conta com mais de 110 funcionários envolvidos”, diz.
Fonte: DCI
VOTORANTIM
É A EMPRESA NACIONAL MAIS ADMIRADA POR EMPRESÁRIOS
Pesquisa
realizada pelo Diário do Comércio e da Indústria
de São Paulo (DCI) com empresários e executivos brasileiros
entrevistados pelo jornal aponta a Votorantim como a Empresa mais
admirada entre as de capital nacional. A publicação
afirma que a recorrência do Grupo Votorantim não é
novidade, pois a Empresa havia ficado em segundo lugar no primeiro
ano, e depois assumiu e manteve a liderança geral. A pesquisa
é feita anualmente. Este ano, além da Votorantim,
o DCI destaca a Petrobras como a empresa mais admirada entre as
de controle estatal e a Nestlé como a mais admirada entre
as multinacionais.
GÁS NATURAL
DESENVOLVIMENTO
DA PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL DO CAMPO DE MEXILHÃO
VAI ENVOLVER UM INVESTIMENTO DE US$ 1,9 BILHÃO
Este
investimento incluirá a construção de uma Unidade
de Processamento de Gás Natural (UPGN) de US$ 300 milhões
em Caraguatatuba, de onde o gás será levado por meio
de dutos para Taubaté. A informação é
do gerente executivo de Exploração e Produção
da Petrobras, Francisco Nepomuceno. A estimativa é de que
o primeiro gás de Mexilhão seja produzido em julho
de 2008, quando a empresa terá capacidade para extrair do
campo cerca de 12 milhões de metros cúbicos, valor
que poderá chegar a 30 milhões de metros cúbicos
até julho de 2010. O modelo de engenharia a ser adotado já
foi aprovado pela diretoria da estatal, e contará também
com uma plataforma fixa de produção instalada a uma
lâmina d'água de 170 metros. Até agora, a Petrobras
está arcando integralmente com os investimentos de Mexilhão,
mas até o fim deste ano deverá contar também
com aportes financeiros da espanhola Repsol, que será sua
parceira no projeto. Os detalhes da parceria ainda não foram
fechados porque envolvem também negócios de ambas
as empresas em países do Cone Sul, como Argentina e Bolívia.
Fonte: Globo Online
PRODUÇÃO
DE PETRÓLEO E GÁS DA PETROBRAS CRESCE 8% EM RELAÇÃO
A OUTUBRO DE 2004
A
produção de petróleo e gás natural da
Petrobras, no Brasil e no exterior, cresceu 8,4% em outubro, na
comparação com o mesmo mês do ano passado. Em
comparação a setembro deste ano, porém, a produção
média diária ficou ligeiramente menor: 0,8%. Foram
produzidos 2,23 milhões de barris de óleo equivalente
(petróleo e gás), mantendo praticamente estável
a média diária. Considerando apenas os campos nacionais,
a produção de óleo e gás natural equivalente
atingiu a média diária de 1,99 milhão de barris/dia.
Neste caso também houve queda em relação a
setembro deste ano: 0,1%; e crescimento em relação
a outubro do ano passado: 11,2%. A produção da Petrobras
no exterior atingiu em outubro a média diária de 242,2
mil barris de petróleo e gás equivalente, resultado
menor em 6% sobre setembro. Segundo a Petrobras, está brusca
retração no exterior, entre um mês e outro,
foi motivada pela greve ocorrida no sul da Argentina e a uma parada
programada de produção em Angola para manutenção
preventiva nas instalações. Ainda em relação
a produção no exterior, foram extraídos pela
Petrobras em outubro 153,49 mil barris de média diária
de petróleo, que significou uma queda de 4,6% em relação
a setembro. Já em relação ao gás natural,
a produção externa em outubro atingiu 15,81 milhões
de metros cúbicos por dia - uma queda de 8,4% sobre o mês
anterior.
Fonte:
Agência Brasil
INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
BRASIL
CEDE A PRESSÕES DA ARGENTINA E VAI NEGOCIAR NOVO ACORDO AUTOMOTIVO
O Brasil decidiu fazer concessões
à Argentina nas regras comerciais que regem o Mercosul. Segundo
o secretário-executivo da Câmara de Comércio
Exterior (Camex), Mário Mugnaini, o governo brasileiro concordou
em negociar um novo acordo automotivo com o país vizinho.
O atual regime acaba no fim deste ano, mas os argentinos alegam
que ainda não estão preparados para abrir seu mercado.
Outra proposta da Argentina é a prorrogação,
por mais dois anos, da lista de exceções do Mercosul,
ou seja, a relação dos produtos que não podem
entrar no bloco livremente, pois representam um risco à indústria
nacional. Segundo Mugnaini, o Brasil concorda com essa prorrogação,
mas apenas se houver um compromisso de que a lista seja reduzida
gradativamente ao longo do tempo. As propostas argentinas serão
discutidas numa reunião do Mercosul que será realizada
em Montevidéu no início de dezembro. Kirchner usa
economia para rebater críticas Enquanto isso, a economia
argentina continua dando sinais de vigor. Entre janeiro e setembro
deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas
no país) argentino registrou variação positiva
de 9%, acumulando 33 meses seguidos de crescimento. De acordo com
os dados divulgados ontem pelo Indec (o IBGE argentino), em setembro
passado a economia do país aumentou 9% frente ao mesmo mês
de 2004 e 1,1% na comparação com agosto. O resultado
foi comemorado pelo governo do presidente Néstor Kirchner,
às voltas com um novo conflito com a Igreja, provocado pela
divulgação de um documento no qual as autoridades
eclesiásticas do país questionam a ainda crítica
situação social do país. — Sabem quanto
cresceu a Argentina nos primeiros nove meses do ano? Cresceu 9%
e é isso o que temos de cuidar com muita força, porque
é o trabalho argentino — disse o presidente Kirchner.
O presidente acusou a Igreja de atuar como se fosse um partido político
e defendeu a política econômica e social de seu governo.
Fonte:
Jornal O Globo
DELPHI APRESENTA TECNOLOGIAS EM COMBUSTÍVEIS NO XIII SIMEA
A Delphi, uma das líderes mundiais em tecnologia de eletrônica
móvel, componentes e sistemas de transportes, apresentou
o futuro da tecnologia automotiva em combustíveis no XIII
Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. O evento
aconteceu de 03 a 05 de outubro, no Centro de Desenvolvimento de
Profissionais de Educação (KM 21 da Anchieta), São
Bernardo. A Delphi é uma das empresas pioneiras em sistemas
de multi-combustíveis. A empresa que se destacou com a tecnologia
Multifuel para dois combustíveis – gasolina e álcool
– trouxe ao mercado, pouco tempo depois, a tecnologia MultiFuel
para três combustíveis. Os avanços na eletrônica
automotiva possibilitaram aos engenheiros da Delphi desenvolver
um sistema para permitir que um carro possa ser abastecido com gás
natural veicular (GNV), gasolina e/ou álcool ou a mistura
dos dois combustíveis líquidos em qualquer proporção,
sem prejuízo algum para o meio ambiente, ou desempenho do
veiculo. No sistema desenvolvido pela Delphi, uma mesma unidade
de gerenciamento do motor faz com que o veículo se locomova
utilizando três combustíveis. O motorista pode mudar
de combustível em qualquer momento, mesmo em movimento. Com
previsão de entrada no mercado em 2007, o destaque é
o sistema MultiFuel para ônibus e caminhões na versão
diesel e gás natural. Esta tecnologia poderá ser chamada
de tri-combustível porque também admite a utilização
do biodiesel. A nova tecnologia para veículos pesados será
responsável pela redução no gasto por quilômetro
rodado. Estima-se que a economia sairá 30% mais barata e
terá menor índice nas emissões de poluentes
além de aumentar a autonomia. As aplicações
mais indicadas para o sistema são geradores, ônibus
e caminhões. O sistema vai utilizar diesel nas partidas,
no entanto, em baixas rotações o sistema inicia a
injeção de gás, podendo chegar a uma proporção
de 90% a 95% de gás, 5% a 10% de diesel.
Fonte:
Delphi
INDÚSTRIA NAVAL
PORTO
DE ITAJAÍ EM MARCHA LENTA
A
cadeia logística em torno do Porto de Itajaí permanece
em ritmo de marcha lenta. Entre os segmentos mais afetados estão
transportadores, despachantes aduaneiros, terminais de contêineres
e empresas exportadoras. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas
de Veículos de Carga de Itajaí, Rogério Benvenutti,
cerca de 200 companhias trabalham com uma redução
de 70% no número de viagens até o porto. O rendimento
sobre as mercadorias transportadas também caiu, em razão
dos artigos de valor agregado, como os congelados, estarem barrados
nos pátios de contêineres. Motorista autônomo,
Alexandre Silva, em dias de pico, chega a fazer em média
oito translados de contêineres carregados, sendo que cada
operação custa R$ 110. Ontem, Silva fez apenas duas
viagens com contêneires vazios, e o preço pelo serviço
custou R$ 60. - O caminhão está na ponta do processo.
Cada vez que uma categoria ligada ao porto pára, é
esse sufoco - lamentou o motorista. Na região do Vale do
Itajaí e Norte de SC, a categoria não se abalou com
a notícia que o governo federal vai contratar novos fiscais
para substituir os grevistas. - O governo federal está cumprindo
com o papel dele. Está sendo pressionado e ainda não
houve avanço nas negociações. No entanto, não
vamos ceder - disse o dirigente regional dos fiscais, Edmardo Souza.
De acordo o fiscal agropecuário, mesmo que ocorra a admissão
de novos trabalhadores, há necessidade de tempo para treiná-los.
Segundo Souza, a quantidade suficiente de pessoal para suprir a
demanda de serviço também é elevada: - Não
basta 400 fiscais, o país precisa de 2,3 mil.
Fonte:
Diário Catarinense
MARICÁ É A NOVA 'MENINA DOS OLHOS' DO SETOR PETROLÍFERO
O
petróleo que já mudou cidades como Campos dos Goytacazes,
Macaé e Niterói pode fazer de Maricá um novo
eldorado de emprego e exploração de combustível.
É o que garante o secretário de Energia, Indústria
Naval e Petróleo, Wagner Victer, que aposta no grande potencial
de produção do setor BS 500, que fica próximo
à região de Maricá, no Campo de Mexilhão,
na Bacia de Santos, para transformar a cidade nos próximos
cinco anos. "Esse bloco é o grande 'filé mignon'
do litoral brasileiro e será, em pouco tempo a 'menina dos
olhos' da Petrobras", afirmou Victer. A área ainda está
sendo explorada pelos pesquisadores, mas a estatal calcula que somente
em gás, o setor pode gerar 420 bilhões de metros cúbicos.
A produção explorada será de 12 milhões
de metros cúbicos por dia a partir de 2008, quando ela deve
atingir o seu auge. Maricá aguarda com grande expectativa
o início da exploração de petróleo e
gás na sua região. Só de royalties, o prefeito
Ricardo Queiroz, prevê que a cidade pode chegar a receber
R$ 20 milhões por mês. "Maricá hoje recebe
como município produtor, de acordo com a nova lei, em torno
de R$ 500 mil mensais. Acreditamos que no primeiro ano de exploração,
esse capital possa saltar para R$ 2 milhões e chegar a R$
20 milhões no seu auge", afirmou Queiroz. Querendo se
tornar "o futuro município do estado do Rio de Janeiro",
nas palavras de seu prefeito, Maricá já está
se preparando para se tornar uma nova Campos. A cidade do Norte-Fluminense
foi incluída nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) como uma das dez cidades com maior participação
do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Sua economia passou
de 0,4% do PIB nacional em 1999 para 1,1% em 2003.
Fonte:
O Fluminense
SIDERURGIA
EXPORTAÇÕES
DE AÇO CRESCEM 43%
A siderurgia brasileira está se voltando com mais força
para a exportação, no último trimestre do ano,
como forma de compensar o fraco desempenho do mercado doméstico.
Em outubro, as siderúrgicas exportaram um milhão de
toneladas, 43,4% maior do que o de idêntico mês de 2004.
Até outubro, as vendas externas do setor totalizaram 9,4
milhões de toneladas com alta de 3,6% sobre o mesmo período
do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro
de Siderurgia (IBS). Segundo o instituto, as vendas no mercado interno
até outubro somaram 13,5 milhões de toneladas, com
queda de 9,5% sobre os dez meses de 2004. Em outubro, a situação
se agravou: as vendas internas totalizaram 1,2 milhão de
toneladas, queda de 18,2% menor em relação a outubro
do ano passado. O vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de
Mello Lopes, avalia que o desempenho do mercado doméstico,
no último trimestre do ano, tem ficado aquém do esperado
ainda em função dos juros altos, da taxa de câmbio
apreciada e dos estoques de aço em mãos da rede distribuidora,
os quais estão sendo reduzidos de forma gradativa. Lopes
estimou que haverá uma retomada do mercado interno, o que
cria ambiente favorável para 2006, mas reconheceu que o instituto
poderá rever projeções feitas em agosto que
indicavam uma queda de 3,8% nas vendas internas e de 0,6% nas exportações
neste ano, na comparação com 2004. Na nova projeção,
as vendas internas podem cair ainda mais e as exportações
crescerem um pouco. O diretor comercial da Companhia Siderúrgica
de Tubarão (CST), Benjamin Baptista Filho, reconheceu que,
a partir do segundo trimestre, as usinas partiram com mais força
para a exportação. "As exportações
de produtos planos da indústria devem crescer 15% a 20% este
ano sobre 2004." Ele afirmou que há otimismo na recuperação
do mercado interno em 2006 por força do ano eleitoral, que
deverá levar o governo a liberar mais verbas para obras,
e também em função da queda dos juros e da
normalização dos níveis de estoques na cadeia
distribuidora. De acordo com o IBS, a produção de
aço bruto somou 26,3 milhões de toneladas, de janeiro
a outubro, com queda de 3,8% sobre o mesmo período do ano
passado. Só em outubro as usinas produziram 2,6 milhões
de toneladas, redução de 1,1% sobre igual mês
de 2004.
Fonte: Valor Online
VILLARES
METALS INVESTE EM PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA
Desde sua aquisição
pela Böhler-Uddeholm, em março do ano passado, a Villares
Metals vem passando por mudanças significativas que inclui
a implantação da cultura de melhoria contínua,
com os processos de mudança de atitude para otimização
de todas as etapas da produção, redução
de custos, constante melhoria dos produtos e esforço de inovação
no desenvolvimento de novos produtos. Para apoiá-la nesse
trabalho, a empresa contratou um Projeto de Otimização
de Processos à Roland Berger Strategy Consultants, quinta
maior consultoria de estratégia e alta gestão do mundo.
A consultoria internacional vem desenvolvendo o trabalho desde o
final do ano passado em conjunto com uma equipe de 12 colaboradores
da Villares Metals destacados para essa missão, lideradas
pelo engenheiro industrial Luiz Roberto Sellmer. A primeira fase
do projeto foi finalizada em meados deste ano e incluiu a definição
e análise de processos, produtos e mercados da Empresa, permitindo
estabelecer um caminho para a excelência na Villares Metals,
com aumento de competitividade, melhoria de resultados, e o claro
objetivo de levar a Empresa a conquistar um espaço permanente
no mercado mundial de aços especiais. A fase de implementação
das ações propostas transformou-se em um programa
contínuo, recebendo o nome de Programa Villares Metals Excelência
– VME. Este Programa está organizado em três
frentes de trabalho, com objetivos interdependentes. A primeira,
focada na melhoria contínua, busca definir o conceito e desenvolver
um programa de mudança que leve ao aumento da participação
e motivação dos funcionários. A segunda frente
de trabalho está cuidando da implementação
de uma série de projetos e medidas prioritárias identificadas
na primeira fase, e a terceira frente de trabalho está definindo
os direcionadores de valores para a Empresa e definindo os indicadores
de performance a serem adotados. “O programa está sendo
estruturado para promover o que chamamos de “change management”,
e tem por objetivo fazer com que a lógica da melhoria contínua
passe a fazer parte da cultura da Villares Metals, permitindo que
os recursos sejam focados sempre em direção da excelência
operacional, com otimização de recursos, redução
de 7 a 8% dos custos totais e aumento da eficiência”,
afirma o presidente da Empresa, Franz Struzl. Apesar de não
divulgar valores investidos, Struzl assegura que essa otimização
começou a mostrar resultados desde o início deste
ano.
Fonte:
Associação Brasileira de Metalurgia e Materias
MERCADO
ASSINADO TERMO DE RENOVAÇÃO DA REDE NACIONAL DE ENSINO
E PESQUISA
No
dia 17 de novembro, o ministro da Educação, Fernando
Haddad, e o ministro da C&T, Sergio Rezende, assinaram o termo
de renovação do programa interministerial da Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O diretor-geral da RNP, Nelson
Simões, fez um histórico das dificuldades da rede,
criada em 1989, e falou que, 10 anos depois (1999), o programa foi
relançado por meio de parceria entre os dois ministérios.
“Hoje celebramos cinco anos dessa mudança com o lançamento
da rede de alta capacidade”, disse o diretor. Para Simões,
o principal é mudar a realidade do ensino no Brasil. “Inovar
é mudar a realidade e permitir a mais avançada rede
para os professores e estudantes de todo o Brasil”. A previsão
é de que a nova RNP possibilite o aumento da comunicação
e da interatividade entre 300 instituições de ensino
e pesquisa em todo o país e também com grupos internacionais
de pesquisa. A capacidade total de transmissão deve ser elevada
de 2,5 gigabites para 60 gigabites. Para isso, serão gastos
por ano, em média, R$ 8 milhões dos cofres públicos.
O evento contou com a participação, por meio de vídeo
gravado, do ministro da Cultura, Gilberto Gil, que falou, entre
outras coisas, que o Ministério da Cultura disponibilizará
por meio da RNP 60 horas de conteúdo cultural. O ministro
da Educação, Fernando Haddad, disse que passou os
últimos anos ouvindo as críticas ao MEC no sentido
de que o ministério deveria priorizar ou o ensino básico
ou o ensino superior, mas que, para ele, esses elementos não
podem ser dissociados. “Essa visão sistêmica
da educação custou ganhar espaço. É
a política de foco versus a política de integração”,
disse Haddad. Para ele, é possível dar atenção
a todo o ciclo escolar. O ministro falou, ainda que, provavelmente
no dia 24 deste mês, quando se comemora o dia da educação
a distância, haverá o lançamento da Universidade
Aberta do Brasil, e que a RNP é essencial para o funcionamento
dessa universidade, que tem como objetivo levar o ensino superior
a todo o interior dos Estados brasileiros. “Se não
nos valermos das nossas tecnologias, não teremos condição
de atingir as metas previstas no Plano Nacional de Educação”,
frisou o ministro. Mas, para que a Universidade Aberta do Brasil
atinja os objetivos, Haddad destacou a necessidade de apoio dos
poderes locais. “A adesão dos prefeitos e governadores
é essencial para pulverização dos pólos
de ensino superior no interior do Brasil”. O ministro da C&T,
Sergio Rezende, disse que acompanhou a evolução da
RNP e que, com o advento da internet comercial, a rede ficou defasada.
Ele disse que, em 2004, falou com o então ministro da C&T,
Eduardo Campos, da idéia de fazer a Rede Giga Nordeste, mas
que a integração com o Ministério das Comunicações
ficou complicada. Foi então que Eduardo Campos falou com
Nelson Simões para fazer a nova RNP de alta capacidade e
lançar em 2005. “Estamos falando de pouco mais de um
ano, e veja o que conseguimos avançar”, disse o ministro.
Para Rezende, este é um exemplo do estreitamento da parceria
entre o MCT e o MEC e adiantou, para o próximo ano, como
ação por meio de recursos dos Fundos Setoriais, uma
ação transversal para implementação
da Rede do Conhecimento.
Fonte:
Gestão C&T online
15
EMPRESAS SE BENEFICIAM DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS EM SÃO
PAULO
Grandes companhias, como Vasp, Parmalat e Varig, já estão
se beneficiando das prerrogativas da nova lei de falências.
Segundo os juristas e advogados reunidos em seminário organizado
pelo Instituto Brasileiro de Recuperação da Empresa
(IBRE) sobre o tema no último dia 7 de novembro, em São
Paulo, um dos pontos mais importantes da lei, que entrou em vigor
em junho, é o que assegura moratória de 180 dias às
companhias em processo de recuperação. O advogado
e deputado Osvaldo Biolchi (PMDB-RS), relator da lei e coordenador
do processo de recuperação da Vasp, explicou que nesse
período os credores não podem executar duplicatas,
hipotecas nem arrestar bens, veículos e equipamentos das
empresas. Sem esse prazo, acrescentou, a capacidade de se reerguer
das companhias ficava comprometida. Mas a nova lei – que substituiu
uma legislação de 1948 – trouxe ainda uma outra
grande mudança. Antes, as empresas que entravam com pedido
de concordata tinham no máximo dois anos para saldar as dívidas.
E o plano de pagamento precisava ser aprovado por unanimidade pela
assembléia dos credores. Agora, as negociações
tornaram-se mais flexíveis: “A empresa pode discutir
com a assembléia de credores as formas e o prazo de pagamento,
que não tem mais limite pré-estabelecido”, disse
o advogado Ricardo Tepedino, um dos palestrantes. Ele ainda esclareceu
que o negociado passa a valer se for aprovado pela maioria da assembléia.
A legislação anterior exigia adesão de 100%,
o que muitas vezes atravancava por anos as negociações
das concordatas. Desde 9 de junho, quando a nova lei entrou em vigor,
cerca de 15 processos de recuperação foram apresentados
na cidade de São Paulo. Em 2002, lembra Tepedino, o número
de concordatas foi de aproximadamente 50. “O processo de recuperação
é infinitamente superior ao de concordata”, disse o
advogado. Ele lembrou, no entanto, que, por causa de seu custo elevado,
o instrumento atende sobretudo a empresas de médio e grande
porte.
Fonte:
Fiesp
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