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24 de Novembro de 2005
 

 
 

BRASIL NÃO ATRAI GIGANTES DO PETRÓLEO

Atentados no Oriente Médio, furacões no Golfo do México, ações de manifestantes contra instalações petrolíferas na Nigéria assustam operadores e levam as cotações do petróleo às alturas. Mesmo assim, o Brasil, considerado um dos países menos arriscados para investimentos em petróleo, está longe das prioridades das principais companhias do setor. Nos últimos anos, é grande a participação de empresas de médio porte ou petroleiras independentes nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas as quatro maiores - as americanas Chevron e Esso, a britânica BP e a francesa Total - não oferecem lances desde 2001. O Brasil está se tornando o paraíso das independentes (empresas de menor porte, com atuação apenas na área de exploração e produçãoque aceitam maior risco exploratório em áreas ainda não inflacionadas pelas grandes). Dentre as maiores, apenas a Shell tem apostado forte no País.
Em 1999, no primeiro leilão da ANP, o Brasil era o líder do ranking.

DIRETOR DA PETROBRAS APOSTA EM PRODUÇÃO DE CAMPOS NA NIGÉRIA

O impacto da entrada em produção, prevista para 2008, dos dois campos de petróleo na Nigéria, nos quais a Petrobras participa em associação com a Shell e a estatal Nioc (Nigerian Oil Company), será significativo para a empresa brasileira de petróleo e gás, em razão da produção. A avaliação foi feita hoje pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa. Ele informou que se trata de dois campos gigantes cuja produção de petróleo leve, da qual o Brasil ainda é carente, "deve ser próxima ou maior do que 100 mil barris/dia". Barbassa admitiu que, como a Petrobras é importadora da Nigéria, parte dessa produção de óleo leve poderá vir para o Brasil. Observou, entretanto, que "não necessariamente esse precisa ser o destino desse petróleo". Os técnicos da área de comercialização da estatal irão examinar a conveniência em matéria de custos e deslocamentos, acrescentou.

PAPEL E CELULOSE INTENSIFICAM AÇÕES DE APOIO A COMUNIDADES

As empresas do setor de papel e celulose, que estão investindo mais de R$ 780 milhões em ações sócio-ambientais este ano, têm ampliado a sua atuação social com o desenvolvimento de projetos além das áreas tradicionais, tendo como atuação também a saúde, capacitação profissional, apoio à comunidade, integração social e voluntariado. É o que aponta o levantamento sobre o trabalho de Responsabilidade Social das Empresas do Setor de Celulose e Papel, que será divulgado em dezembro pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Segundo Mario Leonel, diretor executivo da Bracelpa e membro do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor de celulose e papel tem destacada participação na indução do desenvolvimento social no Brasil, além de desempenhar importante papel no crescimento econômico. “A nossa função social é muito acentuada porque nossas instalações industriais e áreas florestais estão situadas em locais distantes dos centros urbanos e substanciais investimentos tornam-se, por isso, necessários”, avalia. O levantamento realizado pela Bracelpa trará uma amostragem das ações sociais de 20 empresas, que representam 95% da produção nacional de celulose e 62% da produção nacional de papel. Votorantim Papel e Celulose (VCP), Ripasa , Orsa , Suzano Papel e Celulose e Klabin são alguns exemplos de empresas que já desenvolvem projetos sólidos voltados ao desenvolvimento comunitário das regiões em que atuam.

VOTORANTIM É A EMPRESA NACIONAL MAIS ADMIRADA POR EMPRESÁRIOS

Pesquisa realizada pelo Diário do Comércio e da Indústria de São Paulo (DCI) com empresários e executivos brasileiros entrevistados pelo jornal aponta a Votorantim como a Empresa mais admirada entre as de capital nacional. A publicação afirma que a recorrência do Grupo Votorantim não é novidade, pois a Empresa havia ficado em segundo lugar no primeiro ano, e depois assumiu e manteve a liderança geral. A pesquisa é feita anualmente. Este ano, além da Votorantim, o DCI destaca a Petrobras como a empresa mais admirada entre as de controle estatal e a Nestlé como a mais admirada entre as multinacionais.

DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL DO CAMPO DE MEXILHÃO VAI ENVOLVER UM INVESTIMENTO DE US$ 1,9 BILHÃO

Este investimento incluirá a construção de uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de US$ 300 milhões em Caraguatatuba, de onde o gás será levado por meio de dutos para Taubaté. A informação é do gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Francisco Nepomuceno. A estimativa é de que o primeiro gás de Mexilhão seja produzido em julho de 2008, quando a empresa terá capacidade para extrair do campo cerca de 12 milhões de metros cúbicos, valor que poderá chegar a 30 milhões de metros cúbicos até julho de 2010. O modelo de engenharia a ser adotado já foi aprovado pela diretoria da estatal, e contará também com uma plataforma fixa de produção instalada a uma lâmina d'água de 170 metros. Até agora, a Petrobras está arcando integralmente com os investimentos de Mexilhão, mas até o fim deste ano deverá contar também com aportes financeiros da espanhola Repsol, que será sua parceira no projeto. Os detalhes da parceria ainda não foram fechados porque envolvem também negócios de ambas as empresas em países do Cone Sul, como Argentina e Bolívia.

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS DA PETROBRAS CRESCE 8% EM RELAÇÃO A OUTUBRO DE 2004

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, cresceu 8,4% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em comparação a setembro deste ano, porém, a produção média diária ficou ligeiramente menor: 0,8%. Foram produzidos 2,23 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), mantendo praticamente estável a média diária. Considerando apenas os campos nacionais, a produção de óleo e gás natural equivalente atingiu a média diária de 1,99 milhão de barris/dia. Neste caso também houve queda em relação a setembro deste ano: 0,1%; e crescimento em relação a outubro do ano passado: 11,2%. A produção da Petrobras no exterior atingiu em outubro a média diária de 242,2 mil barris de petróleo e gás equivalente, resultado menor em 6% sobre setembro. Segundo a Petrobras, está brusca retração no exterior, entre um mês e outro, foi motivada pela greve ocorrida no sul da Argentina e a uma parada programada de produção em Angola para manutenção preventiva nas instalações. Ainda em relação a produção no exterior, foram extraídos pela Petrobras em outubro 153,49 mil barris de média diária de petróleo, que significou uma queda de 4,6% em relação a setembro. Já em relação ao gás natural, a produção externa em outubro atingiu 15,81 milhões de metros cúbicos por dia - uma queda de 8,4% sobre o mês anterior.

BRASIL CEDE A PRESSÕES DA ARGENTINA E VAI NEGOCIAR NOVO ACORDO AUTOMOTIVO

O Brasil decidiu fazer concessões à Argentina nas regras comerciais que regem o Mercosul. Segundo o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini, o governo brasileiro concordou em negociar um novo acordo automotivo com o país vizinho. O atual regime acaba no fim deste ano, mas os argentinos alegam que ainda não estão preparados para abrir seu mercado. Outra proposta da Argentina é a prorrogação, por mais dois anos, da lista de exceções do Mercosul, ou seja, a relação dos produtos que não podem entrar no bloco livremente, pois representam um risco à indústria nacional. Segundo Mugnaini, o Brasil concorda com essa prorrogação, mas apenas se houver um compromisso de que a lista seja reduzida gradativamente ao longo do tempo. As propostas argentinas serão discutidas numa reunião do Mercosul que será realizada em Montevidéu no início de dezembro. Kirchner usa economia para rebater críticas.

DELPHI APRESENTA TECNOLOGIAS EM COMBUSTÍVEIS NO XIII SIMEA

A Delphi, uma das líderes mundiais em tecnologia de eletrônica móvel, componentes e sistemas de transportes, apresentou o futuro da tecnologia automotiva em combustíveis no XIII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. O evento aconteceu de 03 a 05 de outubro, no Centro de Desenvolvimento de Profissionais de Educação (KM 21 da Anchieta), São Bernardo. A Delphi é uma das empresas pioneiras em sistemas de multi-combustíveis. A empresa que se destacou com a tecnologia Multifuel para dois combustíveis – gasolina e álcool – trouxe ao mercado, pouco tempo depois, a tecnologia MultiFuel para três combustíveis. Os avanços na eletrônica automotiva possibilitaram aos engenheiros da Delphi desenvolver um sistema para permitir que um carro possa ser abastecido com gás natural veicular (GNV), gasolina e/ou álcool ou a mistura dos dois combustíveis líquidos em qualquer proporção, sem prejuízo algum para o meio ambiente, ou desempenho do veiculo. No sistema desenvolvido pela Delphi, uma mesma unidade de gerenciamento do motor faz com que o veículo se locomova utilizando três combustíveis.

PORTO DE ITAJAÍ EM MARCHA LENTA

A cadeia logística em torno do Porto de Itajaí permanece em ritmo de marcha lenta. Entre os segmentos mais afetados estão transportadores, despachantes aduaneiros, terminais de contêineres e empresas exportadoras. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Veículos de Carga de Itajaí, Rogério Benvenutti, cerca de 200 companhias trabalham com uma redução de 70% no número de viagens até o porto. O rendimento sobre as mercadorias transportadas também caiu, em razão dos artigos de valor agregado, como os congelados, estarem barrados nos pátios de contêineres.

MARICÁ É A NOVA 'MENINA DOS OLHOS' DO SETOR PETROLÍFERO

O petróleo que já mudou cidades como Campos dos Goytacazes, Macaé e Niterói pode fazer de Maricá um novo eldorado de emprego e exploração de combustível. É o que garante o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, que aposta no grande potencial de produção do setor BS 500, que fica próximo à região de Maricá, no Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, para transformar a cidade nos próximos cinco anos. "Esse bloco é o grande 'filé mignon' do litoral brasileiro e será, em pouco tempo a 'menina dos olhos' da Petrobras", afirmou Victer. A área ainda está sendo explorada pelos pesquisadores, mas a estatal calcula que somente em gás, o setor pode gerar 420 bilhões de metros cúbicos. A produção explorada será de 12 milhões de metros cúbicos por dia a partir de 2008, quando ela deve atingir o seu auge.

EXPORTAÇÕES DE AÇO CRESCEM 43%

A siderurgia brasileira está se voltando com mais força para a exportação, no último trimestre do ano, como forma de compensar o fraco desempenho do mercado doméstico. Em outubro, as siderúrgicas exportaram um milhão de toneladas, 43,4% maior do que o de idêntico mês de 2004. Até outubro, as vendas externas do setor totalizaram 9,4 milhões de toneladas com alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). Segundo o instituto, as vendas no mercado interno até outubro somaram 13,5 milhões de toneladas, com queda de 9,5% sobre os dez meses de 2004. Em outubro, a situação se agravou: as vendas internas totalizaram 1,2 milhão de toneladas, queda de 18,2% menor em relação a outubro do ano passado.

VILLARES METALS INVESTE EM PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA

Desde sua aquisição pela Böhler-Uddeholm, em março do ano passado, a Villares Metals vem passando por mudanças significativas que inclui a implantação da cultura de melhoria contínua, com os processos de mudança de atitude para otimização de todas as etapas da produção, redução de custos, constante melhoria dos produtos e esforço de inovação no desenvolvimento de novos produtos. Para apoiá-la nesse trabalho, a empresa contratou um Projeto de Otimização de Processos à Roland Berger Strategy Consultants, quinta maior consultoria de estratégia e alta gestão do mundo. A consultoria internacional vem desenvolvendo o trabalho desde o final do ano passado em conjunto com uma equipe de 12 colaboradores da Villares Metals destacados para essa missão, lideradas pelo engenheiro industrial Luiz Roberto Sellmer. A primeira fase do projeto foi finalizada em meados deste ano e incluiu a definição e análise de processos, produtos e mercados da Empresa, permitindo estabelecer um caminho para a excelência na Villares Metals, com aumento de competitividade, melhoria de resultados, e o claro objetivo de levar a Empresa a conquistar um espaço permanente no mercado mundial de aços especiais.

ASSINADO TERMO DE RENOVAÇÃO DA REDE NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA

No dia 17 de novembro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ministro da C&T, Sergio Rezende, assinaram o termo de renovação do programa interministerial da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O diretor-geral da RNP, Nelson Simões, fez um histórico das dificuldades da rede, criada em 1989, e falou que, 10 anos depois (1999), o programa foi relançado por meio de parceria entre os dois ministérios. “Hoje celebramos cinco anos dessa mudança com o lançamento da rede de alta capacidade”, disse o diretor. Para Simões, o principal é mudar a realidade do ensino no Brasil. “Inovar é mudar a realidade e permitir a mais avançada rede para os professores e estudantes de todo o Brasil”. A previsão é de que a nova RNP possibilite o aumento da comunicação e da interatividade entre 300 instituições de ensino e pesquisa em todo o país e também com grupos internacionais de pesquisa. A capacidade total de transmissão deve ser elevada de 2,5 gigabites para 60 gigabites. 15 EMPRESAS SE BENEFICIAM DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS EM SÃO PAULO Grandes companhias, como Vasp, Parmalat e Varig, já estão se beneficiando das prerrogativas da nova lei de falências. Segundo os juristas e advogados reunidos em seminário organizado pelo Instituto Brasileiro de Recuperação da Empresa (IBRE) sobre o tema no último dia 7 de novembro, em São Paulo, um dos pontos mais importantes da lei, que entrou em vigor em junho, é o que assegura moratória de 180 dias às companhias em processo de recuperação. O advogado e deputado Osvaldo Biolchi (PMDB-RS), relator da lei e coordenador do processo de recuperação da Vasp, explicou que nesse período os credores não podem executar duplicatas, hipotecas nem arrestar bens, veículos e equipamentos das empresas. Sem esse prazo, acrescentou, a capacidade de se reerguer das companhias ficava comprometida. Mas a nova lei – que substituiu uma legislação de 1948 – trouxe ainda uma outra grande mudança.

 

PETRÓLEO

BRASIL NÃO ATRAI GIGANTES DO PETRÓLEO

Atentados no Oriente Médio, furacões no Golfo do México, ações de manifestantes contra instalações petrolíferas na Nigéria assustam operadores e levam as cotações do petróleo às alturas. Mesmo assim, o Brasil, considerado um dos países menos arriscados para investimentos em petróleo, está longe das prioridades das principais companhias do setor. Nos últimos anos, é grande a participação de empresas de médio porte ou petroleiras independentes nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas as quatro maiores - as americanas Chevron e Esso, a britânica BP e a francesa Total - não oferecem lances desde 2001. O Brasil está se tornando o paraíso das independentes (empresas de menor porte, com atuação apenas na área de exploração e produçãoque aceitam maior risco exploratório em áreas ainda não inflacionadas pelas grandes). Dentre as maiores, apenas a Shell tem apostado forte no País.
Em 1999, no primeiro leilão da ANP,o Brasil era o líder do ranking. Desde então, perdeu posições para países africanos, Austrália e Inglaterra. Este ano, a Líbia, que reabriu recentemente seu território para investimento estrangeiro, é a queridinha do setor. Mas por que essa falta de apetite em um país considerado pelas consultorias internacionais o 8.º menos arriscado para o setor petrolífero, com reservas a descobrir estimadas em 50 bilhões de barris de petróleo? O vice-presidente de exploração internacional da Devon, Rick Bott, deu uma pista: "As principais descobertas foram feitas pela Petrobrás ainda em tempos de monopólio. Depois disso, não foram encontrados grandes campos." De fato, Marlim, com quase 3 bilhões de barris, Marlim Sul e Roncador, na casa dos 2,5 bilhões de barris, foram descobertos entre 1985 e 1997. Depois disso, o maior campo encontrado foi Jubarte, com menos de 1 bilhão de barris.

Fonte: O Estado de S. Paulo

DIRETOR DA PETROBRAS APOSTA EM PRODUÇÃO DE CAMPOS NA NIGÉRIA

O impacto da entrada em produção, prevista para 2008, dos dois campos de petróleo na Nigéria, nos quais a Petrobras participa em associação com a Shell e a estatal Nioc (Nigerian Oil Company), será significativo para a empresa brasileira de petróleo e gás, em razão da produção. A avaliação foi feita hoje pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa. Ele informou que se trata de dois campos gigantes cuja produção de petróleo leve, da qual o Brasil ainda é carente, "deve ser próxima ou maior do que 100 mil barris/dia". Barbassa admitiu que, como a Petrobras é importadora da Nigéria, parte dessa produção de óleo leve poderá vir para o Brasil. Observou, entretanto, que "não necessariamente esse precisa ser o destino desse petróleo". Os técnicos da área de comercialização da estatal irão examinar a conveniência em matéria de custos e deslocamentos, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil


PAPEL E CELULOSE

PAPEL E CELULOSE INTENSIFICAM AÇÕES DE APOIO A COMUNIDADES

As empresas do setor de papel e celulose, que estão investindo mais de R$ 780 milhões em ações sócio-ambientais este ano, têm ampliado a sua atuação social com o desenvolvimento de projetos além das áreas tradicionais, tendo como atuação também a saúde, capacitação profissional, apoio à comunidade, integração social e voluntariado. É o que aponta o levantamento sobre o trabalho de Responsabilidade Social das Empresas do Setor de Celulose e Papel, que será divulgado em dezembro pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Segundo Mario Leonel, diretor executivo da Bracelpa e membro do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor de celulose e papel tem destacada participação na indução do desenvolvimento social no Brasil, além de desempenhar importante papel no crescimento econômico. “A nossa função social é muito acentuada porque nossas instalações industriais e áreas florestais estão situadas em locais distantes dos centros urbanos e substanciais investimentos tornam-se, por isso, necessários”, avalia. O levantamento realizado pela Bracelpa trará uma amostragem das ações sociais de 20 empresas, que representam 95% da produção nacional de celulose e 62% da produção nacional de papel. Votorantim Papel e Celulose (VCP), Ripasa , Orsa , Suzano Papel e Celulose e Klabin são alguns exemplos de empresas que já desenvolvem projetos sólidos voltados ao desenvolvimento comunitário das regiões em que atuam. Para Luciana Bueno, coordenadora de responsabilidade social da Ripasa, o envolvimento dos funcionários com as ações do terceiro setor é fundamental para o sucesso da sustentabilidade empresarial. “Em 2001, nós consolidamos nossas ações socioambientais no programa Ripasa Cidadã e desde então temos conquistado ótimos resultados. Posso dizer que hoje nós conseguimos a paridade no percentual de ações voltadas à educação com às voltadas ao meio ambiente”, afirma. Segundo a coordenadora, atualmente, cerca de 40% dos projetos são voltados para educação, 40 % ao meio ambiente e 20 % para cultura. A empresa conta hoje com mais de 1.800 funcionários e incentiva a participação da sua equipe nessa ações. “Um de nossos funcionários estava indo trabalhar no ônibus da empresa, quando se incomodou ao ver a margem do rio Quilombo, afluente do rio Piracicaba, descuidada. Ele veio até nós e propôs uma ação. Em conjunto, vimos que além de plantar mudas, precisaríamos desenvolver a manutenção. Foi a partir daí que nasceu o nosso projeto Reflorestando para o Futuro, que hoje conta com mais de 110 funcionários envolvidos”, diz.

Fonte: DCI

VOTORANTIM É A EMPRESA NACIONAL MAIS ADMIRADA POR EMPRESÁRIOS

Pesquisa realizada pelo Diário do Comércio e da Indústria de São Paulo (DCI) com empresários e executivos brasileiros entrevistados pelo jornal aponta a Votorantim como a Empresa mais admirada entre as de capital nacional. A publicação afirma que a recorrência do Grupo Votorantim não é novidade, pois a Empresa havia ficado em segundo lugar no primeiro ano, e depois assumiu e manteve a liderança geral. A pesquisa é feita anualmente. Este ano, além da Votorantim, o DCI destaca a Petrobras como a empresa mais admirada entre as de controle estatal e a Nestlé como a mais admirada entre as multinacionais.


GÁS NATURAL

DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL DO CAMPO DE MEXILHÃO VAI ENVOLVER UM INVESTIMENTO DE US$ 1,9 BILHÃO

Este investimento incluirá a construção de uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de US$ 300 milhões em Caraguatatuba, de onde o gás será levado por meio de dutos para Taubaté. A informação é do gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Francisco Nepomuceno. A estimativa é de que o primeiro gás de Mexilhão seja produzido em julho de 2008, quando a empresa terá capacidade para extrair do campo cerca de 12 milhões de metros cúbicos, valor que poderá chegar a 30 milhões de metros cúbicos até julho de 2010. O modelo de engenharia a ser adotado já foi aprovado pela diretoria da estatal, e contará também com uma plataforma fixa de produção instalada a uma lâmina d'água de 170 metros. Até agora, a Petrobras está arcando integralmente com os investimentos de Mexilhão, mas até o fim deste ano deverá contar também com aportes financeiros da espanhola Repsol, que será sua parceira no projeto. Os detalhes da parceria ainda não foram fechados porque envolvem também negócios de ambas as empresas em países do Cone Sul, como Argentina e Bolívia.

Fonte: Globo Online

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS DA PETROBRAS CRESCE 8% EM RELAÇÃO A OUTUBRO DE 2004

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, cresceu 8,4% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em comparação a setembro deste ano, porém, a produção média diária ficou ligeiramente menor: 0,8%. Foram produzidos 2,23 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), mantendo praticamente estável a média diária. Considerando apenas os campos nacionais, a produção de óleo e gás natural equivalente atingiu a média diária de 1,99 milhão de barris/dia. Neste caso também houve queda em relação a setembro deste ano: 0,1%; e crescimento em relação a outubro do ano passado: 11,2%. A produção da Petrobras no exterior atingiu em outubro a média diária de 242,2 mil barris de petróleo e gás equivalente, resultado menor em 6% sobre setembro. Segundo a Petrobras, está brusca retração no exterior, entre um mês e outro, foi motivada pela greve ocorrida no sul da Argentina e a uma parada programada de produção em Angola para manutenção preventiva nas instalações. Ainda em relação a produção no exterior, foram extraídos pela Petrobras em outubro 153,49 mil barris de média diária de petróleo, que significou uma queda de 4,6% em relação a setembro. Já em relação ao gás natural, a produção externa em outubro atingiu 15,81 milhões de metros cúbicos por dia - uma queda de 8,4% sobre o mês anterior.

Fonte: Agência Brasil


INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

BRASIL CEDE A PRESSÕES DA ARGENTINA E VAI NEGOCIAR NOVO ACORDO AUTOMOTIVO

O Brasil decidiu fazer concessões à Argentina nas regras comerciais que regem o Mercosul. Segundo o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini, o governo brasileiro concordou em negociar um novo acordo automotivo com o país vizinho. O atual regime acaba no fim deste ano, mas os argentinos alegam que ainda não estão preparados para abrir seu mercado.
Outra proposta da Argentina é a prorrogação, por mais dois anos, da lista de exceções do Mercosul, ou seja, a relação dos produtos que não podem entrar no bloco livremente, pois representam um risco à indústria nacional. Segundo Mugnaini, o Brasil concorda com essa prorrogação, mas apenas se houver um compromisso de que a lista seja reduzida gradativamente ao longo do tempo. As propostas argentinas serão discutidas numa reunião do Mercosul que será realizada em Montevidéu no início de dezembro. Kirchner usa economia para rebater críticas Enquanto isso, a economia argentina continua dando sinais de vigor. Entre janeiro e setembro deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) argentino registrou variação positiva de 9%, acumulando 33 meses seguidos de crescimento. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Indec (o IBGE argentino), em setembro passado a economia do país aumentou 9% frente ao mesmo mês de 2004 e 1,1% na comparação com agosto. O resultado foi comemorado pelo governo do presidente Néstor Kirchner, às voltas com um novo conflito com a Igreja, provocado pela divulgação de um documento no qual as autoridades eclesiásticas do país questionam a ainda crítica situação social do país. — Sabem quanto cresceu a Argentina nos primeiros nove meses do ano? Cresceu 9% e é isso o que temos de cuidar com muita força, porque é o trabalho argentino — disse o presidente Kirchner. O presidente acusou a Igreja de atuar como se fosse um partido político e defendeu a política econômica e social de seu governo.

Fonte: Jornal O Globo

DELPHI APRESENTA TECNOLOGIAS EM COMBUSTÍVEIS NO XIII SIMEA

A Delphi, uma das líderes mundiais em tecnologia de eletrônica móvel, componentes e sistemas de transportes, apresentou o futuro da tecnologia automotiva em combustíveis no XIII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. O evento aconteceu de 03 a 05 de outubro, no Centro de Desenvolvimento de Profissionais de Educação (KM 21 da Anchieta), São Bernardo. A Delphi é uma das empresas pioneiras em sistemas de multi-combustíveis. A empresa que se destacou com a tecnologia Multifuel para dois combustíveis – gasolina e álcool – trouxe ao mercado, pouco tempo depois, a tecnologia MultiFuel para três combustíveis. Os avanços na eletrônica automotiva possibilitaram aos engenheiros da Delphi desenvolver um sistema para permitir que um carro possa ser abastecido com gás natural veicular (GNV), gasolina e/ou álcool ou a mistura dos dois combustíveis líquidos em qualquer proporção, sem prejuízo algum para o meio ambiente, ou desempenho do veiculo. No sistema desenvolvido pela Delphi, uma mesma unidade de gerenciamento do motor faz com que o veículo se locomova utilizando três combustíveis. O motorista pode mudar de combustível em qualquer momento, mesmo em movimento. Com previsão de entrada no mercado em 2007, o destaque é o sistema MultiFuel para ônibus e caminhões na versão diesel e gás natural. Esta tecnologia poderá ser chamada de tri-combustível porque também admite a utilização do biodiesel. A nova tecnologia para veículos pesados será responsável pela redução no gasto por quilômetro rodado. Estima-se que a economia sairá 30% mais barata e terá menor índice nas emissões de poluentes além de aumentar a autonomia. As aplicações mais indicadas para o sistema são geradores, ônibus e caminhões. O sistema vai utilizar diesel nas partidas, no entanto, em baixas rotações o sistema inicia a injeção de gás, podendo chegar a uma proporção de 90% a 95% de gás, 5% a 10% de diesel.

Fonte: Delphi


INDÚSTRIA NAVAL

PORTO DE ITAJAÍ EM MARCHA LENTA

A cadeia logística em torno do Porto de Itajaí permanece em ritmo de marcha lenta. Entre os segmentos mais afetados estão transportadores, despachantes aduaneiros, terminais de contêineres e empresas exportadoras. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Veículos de Carga de Itajaí, Rogério Benvenutti, cerca de 200 companhias trabalham com uma redução de 70% no número de viagens até o porto. O rendimento sobre as mercadorias transportadas também caiu, em razão dos artigos de valor agregado, como os congelados, estarem barrados nos pátios de contêineres. Motorista autônomo, Alexandre Silva, em dias de pico, chega a fazer em média oito translados de contêineres carregados, sendo que cada operação custa R$ 110. Ontem, Silva fez apenas duas viagens com contêneires vazios, e o preço pelo serviço custou R$ 60. - O caminhão está na ponta do processo. Cada vez que uma categoria ligada ao porto pára, é esse sufoco - lamentou o motorista. Na região do Vale do Itajaí e Norte de SC, a categoria não se abalou com a notícia que o governo federal vai contratar novos fiscais para substituir os grevistas. - O governo federal está cumprindo com o papel dele. Está sendo pressionado e ainda não houve avanço nas negociações. No entanto, não vamos ceder - disse o dirigente regional dos fiscais, Edmardo Souza. De acordo o fiscal agropecuário, mesmo que ocorra a admissão de novos trabalhadores, há necessidade de tempo para treiná-los. Segundo Souza, a quantidade suficiente de pessoal para suprir a demanda de serviço também é elevada: - Não basta 400 fiscais, o país precisa de 2,3 mil.

Fonte: Diário Catarinense

MARICÁ É A NOVA 'MENINA DOS OLHOS' DO SETOR PETROLÍFERO

O petróleo que já mudou cidades como Campos dos Goytacazes, Macaé e Niterói pode fazer de Maricá um novo eldorado de emprego e exploração de combustível. É o que garante o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, que aposta no grande potencial de produção do setor BS 500, que fica próximo à região de Maricá, no Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, para transformar a cidade nos próximos cinco anos. "Esse bloco é o grande 'filé mignon' do litoral brasileiro e será, em pouco tempo a 'menina dos olhos' da Petrobras", afirmou Victer. A área ainda está sendo explorada pelos pesquisadores, mas a estatal calcula que somente em gás, o setor pode gerar 420 bilhões de metros cúbicos. A produção explorada será de 12 milhões de metros cúbicos por dia a partir de 2008, quando ela deve atingir o seu auge. Maricá aguarda com grande expectativa o início da exploração de petróleo e gás na sua região. Só de royalties, o prefeito Ricardo Queiroz, prevê que a cidade pode chegar a receber R$ 20 milhões por mês. "Maricá hoje recebe como município produtor, de acordo com a nova lei, em torno de R$ 500 mil mensais. Acreditamos que no primeiro ano de exploração, esse capital possa saltar para R$ 2 milhões e chegar a R$ 20 milhões no seu auge", afirmou Queiroz. Querendo se tornar "o futuro município do estado do Rio de Janeiro", nas palavras de seu prefeito, Maricá já está se preparando para se tornar uma nova Campos. A cidade do Norte-Fluminense foi incluída nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como uma das dez cidades com maior participação do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Sua economia passou de 0,4% do PIB nacional em 1999 para 1,1% em 2003.

Fonte: O Fluminense

 

SIDERURGIA

EXPORTAÇÕES DE AÇO CRESCEM 43%

A siderurgia brasileira está se voltando com mais força para a exportação, no último trimestre do ano, como forma de compensar o fraco desempenho do mercado doméstico. Em outubro, as siderúrgicas exportaram um milhão de toneladas, 43,4% maior do que o de idêntico mês de 2004. Até outubro, as vendas externas do setor totalizaram 9,4 milhões de toneladas com alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). Segundo o instituto, as vendas no mercado interno até outubro somaram 13,5 milhões de toneladas, com queda de 9,5% sobre os dez meses de 2004. Em outubro, a situação se agravou: as vendas internas totalizaram 1,2 milhão de toneladas, queda de 18,2% menor em relação a outubro do ano passado. O vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes, avalia que o desempenho do mercado doméstico, no último trimestre do ano, tem ficado aquém do esperado ainda em função dos juros altos, da taxa de câmbio apreciada e dos estoques de aço em mãos da rede distribuidora, os quais estão sendo reduzidos de forma gradativa. Lopes estimou que haverá uma retomada do mercado interno, o que cria ambiente favorável para 2006, mas reconheceu que o instituto poderá rever projeções feitas em agosto que indicavam uma queda de 3,8% nas vendas internas e de 0,6% nas exportações neste ano, na comparação com 2004. Na nova projeção, as vendas internas podem cair ainda mais e as exportações crescerem um pouco. O diretor comercial da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), Benjamin Baptista Filho, reconheceu que, a partir do segundo trimestre, as usinas partiram com mais força para a exportação. "As exportações de produtos planos da indústria devem crescer 15% a 20% este ano sobre 2004." Ele afirmou que há otimismo na recuperação do mercado interno em 2006 por força do ano eleitoral, que deverá levar o governo a liberar mais verbas para obras, e também em função da queda dos juros e da normalização dos níveis de estoques na cadeia distribuidora. De acordo com o IBS, a produção de aço bruto somou 26,3 milhões de toneladas, de janeiro a outubro, com queda de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado. Só em outubro as usinas produziram 2,6 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual mês de 2004.

Fonte: Valor Online

VILLARES METALS INVESTE EM PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA

Desde sua aquisição pela Böhler-Uddeholm, em março do ano passado, a Villares Metals vem passando por mudanças significativas que inclui a implantação da cultura de melhoria contínua, com os processos de mudança de atitude para otimização de todas as etapas da produção, redução de custos, constante melhoria dos produtos e esforço de inovação no desenvolvimento de novos produtos. Para apoiá-la nesse trabalho, a empresa contratou um Projeto de Otimização de Processos à Roland Berger Strategy Consultants, quinta maior consultoria de estratégia e alta gestão do mundo. A consultoria internacional vem desenvolvendo o trabalho desde o final do ano passado em conjunto com uma equipe de 12 colaboradores da Villares Metals destacados para essa missão, lideradas pelo engenheiro industrial Luiz Roberto Sellmer. A primeira fase do projeto foi finalizada em meados deste ano e incluiu a definição e análise de processos, produtos e mercados da Empresa, permitindo estabelecer um caminho para a excelência na Villares Metals, com aumento de competitividade, melhoria de resultados, e o claro objetivo de levar a Empresa a conquistar um espaço permanente no mercado mundial de aços especiais. A fase de implementação das ações propostas transformou-se em um programa contínuo, recebendo o nome de Programa Villares Metals Excelência – VME. Este Programa está organizado em três frentes de trabalho, com objetivos interdependentes. A primeira, focada na melhoria contínua, busca definir o conceito e desenvolver um programa de mudança que leve ao aumento da participação e motivação dos funcionários. A segunda frente de trabalho está cuidando da implementação de uma série de projetos e medidas prioritárias identificadas na primeira fase, e a terceira frente de trabalho está definindo os direcionadores de valores para a Empresa e definindo os indicadores de performance a serem adotados. “O programa está sendo estruturado para promover o que chamamos de “change management”, e tem por objetivo fazer com que a lógica da melhoria contínua passe a fazer parte da cultura da Villares Metals, permitindo que os recursos sejam focados sempre em direção da excelência operacional, com otimização de recursos, redução de 7 a 8% dos custos totais e aumento da eficiência”, afirma o presidente da Empresa, Franz Struzl. Apesar de não divulgar valores investidos, Struzl assegura que essa otimização começou a mostrar resultados desde o início deste ano.

Fonte: Associação Brasileira de Metalurgia e Materias

 

MERCADO

ASSINADO TERMO DE RENOVAÇÃO DA REDE NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA

No dia 17 de novembro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ministro da C&T, Sergio Rezende, assinaram o termo de renovação do programa interministerial da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O diretor-geral da RNP, Nelson Simões, fez um histórico das dificuldades da rede, criada em 1989, e falou que, 10 anos depois (1999), o programa foi relançado por meio de parceria entre os dois ministérios. “Hoje celebramos cinco anos dessa mudança com o lançamento da rede de alta capacidade”, disse o diretor. Para Simões, o principal é mudar a realidade do ensino no Brasil. “Inovar é mudar a realidade e permitir a mais avançada rede para os professores e estudantes de todo o Brasil”. A previsão é de que a nova RNP possibilite o aumento da comunicação e da interatividade entre 300 instituições de ensino e pesquisa em todo o país e também com grupos internacionais de pesquisa. A capacidade total de transmissão deve ser elevada de 2,5 gigabites para 60 gigabites. Para isso, serão gastos por ano, em média, R$ 8 milhões dos cofres públicos. O evento contou com a participação, por meio de vídeo gravado, do ministro da Cultura, Gilberto Gil, que falou, entre outras coisas, que o Ministério da Cultura disponibilizará por meio da RNP 60 horas de conteúdo cultural. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que passou os últimos anos ouvindo as críticas ao MEC no sentido de que o ministério deveria priorizar ou o ensino básico ou o ensino superior, mas que, para ele, esses elementos não podem ser dissociados. “Essa visão sistêmica da educação custou ganhar espaço. É a política de foco versus a política de integração”, disse Haddad. Para ele, é possível dar atenção a todo o ciclo escolar. O ministro falou, ainda que, provavelmente no dia 24 deste mês, quando se comemora o dia da educação a distância, haverá o lançamento da Universidade Aberta do Brasil, e que a RNP é essencial para o funcionamento dessa universidade, que tem como objetivo levar o ensino superior a todo o interior dos Estados brasileiros. “Se não nos valermos das nossas tecnologias, não teremos condição de atingir as metas previstas no Plano Nacional de Educação”, frisou o ministro. Mas, para que a Universidade Aberta do Brasil atinja os objetivos, Haddad destacou a necessidade de apoio dos poderes locais. “A adesão dos prefeitos e governadores é essencial para pulverização dos pólos de ensino superior no interior do Brasil”. O ministro da C&T, Sergio Rezende, disse que acompanhou a evolução da RNP e que, com o advento da internet comercial, a rede ficou defasada. Ele disse que, em 2004, falou com o então ministro da C&T, Eduardo Campos, da idéia de fazer a Rede Giga Nordeste, mas que a integração com o Ministério das Comunicações ficou complicada. Foi então que Eduardo Campos falou com Nelson Simões para fazer a nova RNP de alta capacidade e lançar em 2005. “Estamos falando de pouco mais de um ano, e veja o que conseguimos avançar”, disse o ministro. Para Rezende, este é um exemplo do estreitamento da parceria entre o MCT e o MEC e adiantou, para o próximo ano, como ação por meio de recursos dos Fundos Setoriais, uma ação transversal para implementação da Rede do Conhecimento.

Fonte: Gestão C&T online

15 EMPRESAS SE BENEFICIAM DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS EM SÃO PAULO

Grandes companhias, como Vasp, Parmalat e Varig, já estão se beneficiando das prerrogativas da nova lei de falências. Segundo os juristas e advogados reunidos em seminário organizado pelo Instituto Brasileiro de Recuperação da Empresa (IBRE) sobre o tema no último dia 7 de novembro, em São Paulo, um dos pontos mais importantes da lei, que entrou em vigor em junho, é o que assegura moratória de 180 dias às companhias em processo de recuperação. O advogado e deputado Osvaldo Biolchi (PMDB-RS), relator da lei e coordenador do processo de recuperação da Vasp, explicou que nesse período os credores não podem executar duplicatas, hipotecas nem arrestar bens, veículos e equipamentos das empresas. Sem esse prazo, acrescentou, a capacidade de se reerguer das companhias ficava comprometida. Mas a nova lei – que substituiu uma legislação de 1948 – trouxe ainda uma outra grande mudança. Antes, as empresas que entravam com pedido de concordata tinham no máximo dois anos para saldar as dívidas. E o plano de pagamento precisava ser aprovado por unanimidade pela assembléia dos credores. Agora, as negociações tornaram-se mais flexíveis: “A empresa pode discutir com a assembléia de credores as formas e o prazo de pagamento, que não tem mais limite pré-estabelecido”, disse o advogado Ricardo Tepedino, um dos palestrantes. Ele ainda esclareceu que o negociado passa a valer se for aprovado pela maioria da assembléia. A legislação anterior exigia adesão de 100%, o que muitas vezes atravancava por anos as negociações das concordatas. Desde 9 de junho, quando a nova lei entrou em vigor, cerca de 15 processos de recuperação foram apresentados na cidade de São Paulo. Em 2002, lembra Tepedino, o número de concordatas foi de aproximadamente 50. “O processo de recuperação é infinitamente superior ao de concordata”, disse o advogado. Ele lembrou, no entanto, que, por causa de seu custo elevado, o instrumento atende sobretudo a empresas de médio e grande porte.

Fonte: Fiesp

 


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