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PETROBRAS
E PDVSA ASSINAM CINCO DOCUMENTOS PARA ATUAÇÃO CONJUNTA
EM REFINO E EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO
Com
a presença dos presidentes do Brasil e da Venezuela, Luiz
Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, foram assinados
no dia 29 de setembro, em Brasília, pelos presidentes da
Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e da Petróleos
de Venezuela – PDVSA, Rafael Ramirez, convênios e acordos
entre as duas empresas, envolvendo a construção de
uma refinaria em Pernambuco e parcerias nas áreas de exploração
e produção.
Para a construção de uma refinaria no Nordeste do
Brasil, no Estado de Pernambuco, foi assinado documento prevendo
o detalhamento dos estudos, iniciados em fevereiro deste ano. A
refinaria, com participação de 50% de cada empresa,
terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo
pesado por dia, metade da Petrobras e metade da PDVSA. O projeto,
em fase de identificação de oportunidades, prevê
investimentos de US$ 2,5 bilhões.
FLUXO DE PETRÓLEO MUDA NO SOLIMÕES
Baixo
nível do principal formador do Amazonas faz Transpetro restringir
navegação de petroleiros entre Coari e Manaus
A Transpetro, subsidiária da Petrobrás responsável
pelo transporte de petróleo, foi obrigada a restringir o
tráfego de petroleiros na região amazônica em
razão do baixo nível do Rio Solimões que, junto
com o Rio Negro, é o principal formador do Amazonas. Giovanni
Cavalcante Paiva, gerente da Transpetro Norte, informou que a mudança
da operação logística necessária ao
abastecimento da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), localizada
em Manaus, gerou um custo 50% maior que o normal.
ARACRUZ E STORA ENSO PODEM ESTENDER PARCERIA
Empresas
inauguram a Veracel com expectativa de produzir 450 mil toneladas
este ano. Os negócios no Brasil entre a Aracruz e a sueco-finlandesa
Stora Enso poderão se ampliar. Na véspera da inauguração
oficial da Veracel, joint venture formada a partir das duas gigantes
do setor de celulose, o diretor-presidente da Aracruz, Carlos Aguiar,
não descartou a possibilidade de formação de
mais uma parceria para construção de uma nova fábrica.
O presidente mundial da Stora Enso, Jukka Härmälä,
anunciou que o grupo europeu pretende construir uma nova fábrica
de celulose e de papel no País, provavelmente no Rio Grande
do Sul, onde possui plantações de eucaliptos e pinos.
"Não há conversas em andamento com a Stora Enso
sobre o assunto, mas como somos bons parceiros na Veracel, na Bahia,
também poderemos ser bons parceiros lá no Rio Grande
do Sul. Se formos convidados, vamos avaliar", disse Aguiar.
KLABIN INCENTIVA PEQUENO PRODUTOR A PLANTAR FLORESTA
A Klabin vai atuar como avalista
de pequenos e médios produtores de SC interessados em obter
recursos para plantação de florestas. O objetivo é
aumentar a participação de terceiros no fornecimento
de madeira à empresa. Em SC, o programa será voltado
para as regiões do Planalto e Alto Vale do Itajaí.
O lançamento do programa foi ontem, em Ibirama, com a assinatura
do Termo de Cooperação Técnica entre a Klabin
e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural
de Santa Catarina. A Klabin vai usar duas das linhas de financiamento
já disponíveis no mercado, para as quais, em geral,
os pequenos e médios produtores têm dificuldade de
acesso, principalmente no que se refere as garantias que são
exigidas pelos órgãos financiadores. A dívida
do fomentado para com a Klabin será paga com parte da madeira
resultante do projeto financiado. Na primeira fase, as operações
vão girar em torno de R$ 14 milhões e visam implantar
5,5 mil hectares de florestas de pínus e eucalipto em Santa
Catarina e Paraná.
GÁS
NATURAL SPS COMPLETA CINCO ANOS DE CONCESSÃO
A Gás Natural São
Paulo Sul comemora os primeiros cinco anos do contrato de concessão
para exploração de serviços de distribuição
de gás canalizado a 93 municípios da região
Sul do Estado de São Paulo com a marca de 17 mil consumidores
em onze cidades do interior. Desde o início de suas atividades,
a Gás Natural SPS construiu uma rede de distribuição
de quase 700 km de extensão. Foram investidos R$ 742 milhões,
somados os recursos para a aquisição do contrato de
concessão e para a realização de obras de infra-estrutura,
expansão e saturação das redes de distribuição
do combustível. A empresa ainda estima um aporte de R$ 290,0
milhões nos próximos quatro anos, em um total de mais
de R$ 1 bilhão investidos até 2009. Em maio de 2005,
as vendas alcançaram a média de 1 milhão de
m³/dia. A empresa ainda estima um aporte de R$ 290,0 milhões
nos próximos quatro anos, em um total de mais de R$ 1 bilhão
investidos até 2009.
EXPANSÃO
DO GÁS NATURAL SURPREENDE MERCADO
A média do consumo de gás
natural registrada no mês de agosto atingiu o volume de 42,4
milhões de metros cúbicos diariamente, de acordo com
os dados consolidados pela Associação Brasileira das
Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado – ABEGÁS.
No mês anterior, o volume consumido foi de 41 milhões
de m³/dia, o que representa um crescimento de 3,7 % em apenas
um mês. A comparação do volume consumido diariamente
nos oito meses deste ano com o mesmo período do ano passado
é bem mais significativa. Comparando os valores consumidos,
a alta é de quase 11%.
Este ano, o volume mensal comercializado no país tem apresentado
números favoráveis ao mercado. Mesmo com os rumores
de um possível desabastecimento em 2008/9, a média
continua em alta, e vemos que, há espaço para o gás
natural na cultura do brasileiro.
Porém, no mês de agosto o setor residencial comparado
com o mês anterior obteve um êxito de 11,3%, e já
atingiu a marca de mais de 1,2 milhões de clientes nas diversas
regiões atendidas pelo gás natural. A perspectiva
é de grande evolução desse segmento de mercado
que, juntamente com o segmento comercial vem sendo objeto de um
grande esforço de todas as distribuidoras, cuja rede de canalizações
atualmente já ultrapassa os 12 mil km.
O setor de Cogeração, outro que vem se destacando,
obteve destaque na consolidação dos dados, uma vez
que está atingindo bons níveis de consumo, devido
sua importância na melhoria da oferta de geração
de energia elétrica no país, quando atingiu a excelente
marca de 2 milhões de m³ diariamente no mês de
agosto, sendo que em julho o consumo foi de 1,56 milhões
de m³/dia crescendo, portanto mais de 28%.
A falta de um planejamento energético com estratégias
bem definidas tem sido um dos maiores entraves para o desenvolvimento
da indústria do gás natural no Brasil, de acordo com
o presidente da ABEGÁS, Romero de Oliveira e Silva. “Existe
tempo hábil para a definição de estratégias
que venham a dar conforto para os investidores ao invés de
simplesmente amedrontá-los. É inconcebível
que haja tanto apetite por parte dos consumidores e falte uma política
de maior envergadura por parte do Governo Federal em que estimule
rapidamente as novas ofertas existentes”, complementa Oliveira.
Continuou ainda dizendo que “a natureza tem feito a parte
dela com o Brasil, o que está faltando é à
parte de nós brasileiros”.
RS
QUER SEDIAR FÁBRICA DA TOYOTA
O Estado do Rio Grande do Sul está
saindo na frente na disputa pela atração de uma nova
unidade fabril que a Toyota está planejando para o Brasil.
No início de agosto, em viagem que fez à Ásia,
o governador Germano Rigotto esteve na sede mundial da Toyota, em
Nagóia, no Japão, a convite da direção
da empresa. Ao retornar ao Brasil, Rigotto disse estar bastante
entusiasmado com a possibilidade de o Rio Grande do Sul abrigar
a nova unidade industrial. A Toyota detém hoje de 4% elevar
a participação para 10% até 2010. Hoje, o Estado
já conta com o Centro de Distribuição da Toyota,
em Guaíba, inaugurado em março. No mesmo local, o
governo estadual já diz dispor de área física
para oferecer à montadora.
VOLVO
RETORNA INVESTIMENTOS
A Volvo do Brasil está investindo
US$ 25 milhões em 2005, depois de ficar um ano sem fazer
novos lançamentos. Os recursos, que fazem parte de um pacote
de US$ 100 milhões entre 2003 e 2005, serão aplicados
na adaptação da linha de caminhões médios
VM às normas de emissões Euro III e na fabricação
de novos produtos. “Já estamos preparando um novo ciclo
de investimentos para o próximo ano”, diz Tommy Svensson,
presidente da Volvo do Brasil. Do total de recursos previstos para
este ano, US$ 2 milhões já foram aplicados no lançamento
do ônibus articulado B 9 Salf, que será exportado para
o Transantiago, sistema de transporte urbano de Santiago, no Chile.
NAVIPEÇAS
VÃO MOVIMENTAR US$ 2 BILHÕES
A revitalização da
indústria naval brasileira abre perspectivas de investimentos
da ordem de US$ 2 bilhões para a indústria de navipeças
no Brasil. O assunto foi debatido durante o “Encontro de Mobilização
da Indústria de Navipeças”, promovido pela Abimaq,
em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento
do Estado de São Paulo, no dia 10 de agosto, na sede da entidade.
O evento reuniu empresários e dirigentes da Transpetro, Petrobras,
Promimp, Sinaval, ONIP, BNDES, além de secretários
dos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito
Santo e Amazonas. O presidente da Abimaq, Newton de Mello, ressaltou
que a indústria local está capacitada para atender
à demanda prevista com um índice de conteúdo
nacional superior a 70%.
PLATAFORMA
THUNDER HORSE ESTABILIZADA
A BP conseguiu salvar a plataforma
semi-submersível Thunder Horse, que adernou 20° depois
da passagem do furacão Dennis pelo Golfo do México.
A unidade pesa mais de 50 mil toneladas e tem capacidade para processar
250 mil barris/dia de petróleo. A petroleira informou que
não houve derramamentos de combustível ou substâncias
perigosas.
CHINA
PRODUZ MAIS AÇO
A China vai produzir este ano mais
aço do que se previa anteriormente, gerando um superávit
inesperado quase tão grande quanto à capacidade de
produção siderúrgica da Alemanha, segundo estimativas
de uma agência governamental. Maior produtora e consumidora
mundial de aço, a China deverá produzir 348 milhões
de toneladas do metal e seus derivados em 2005, o que representa
um aumento de 17,7% em relação ao montante produzido
no ano passado.
QUEDA
NO PREÇO DE AÇO NÃO AFETA MINÉRIO DE
FERRO
Os preços do minério
de ferro devem manter-se em nível recorde em 2006, elevando
os lucros de empresas como BHP Billiton, Grupo Tinto e Companhia
Vale do Rio Doce, em um momento em que a demanda por parte da China
dispara em meio à escassez da matéria-prima, segundo
pesquisa de empresas como a State Street Global Advisors e o Deutsche
Bank. Os preços referenciais para o minério de ferro
devem permanecer próximos de US$ 40 por tonelada no ano que
se inicia em 1º de abril de 2006, segundo pesquisa da Bloomberg
feita com oito analistas. Os preços dispararam e registram
alta recorde de 71,5% este ano. Juntas, as três empresas (que
produzem 75% do minério de ferro mundial) estão investindo
US$ 8,5 bilhões em minas e estradas de ferro na Amazônia
brasileira e na Austrália, para aumentar a oferta da commodity.
MINISTRO
DAS CIDADES DIZ QUE SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL TERÁ
REDUÇÃO DE IMPOSTOS
Após ouvir de empresários sobre a necessidade de lançar
medidas tributárias de incentivo à cadeia da construção
civil, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou no
último dia 3 de outubro que o governo federal deve anunciar,
em breve, medidas de desoneração de impostos ao setor.
O primeiro segmento da cadeia atingido será, segundo ele,
o de material de construção. Para as habitações
de interesse social, o ministro disse que se estuda a redução
ou isenção de IPI, dependendo do caso. A notícia
foi dada durante o 6º Construbusiness, Seminário da
Indústria Brasileira da Construção, na Fiesp.
EDITAL DE R$ 1 MILHÃO SERÁ DESTINADO A INCUBADORAS
DE NANOTECNOLOGIA INTERESSADOS DEVEM INSCREVER PROJETO ATÉ
14 DE NOVEMBRO
A
nanotecnologia pode ser uma palavra pouco utilizada no vocabulário
dos brasileiros. Mas sua aplicação está cada
vez mais presente nos serviços e produtos consumidos cotidianamente,
a exemplo dos cosméticos, alimentos, computadores ou produtos
utilizados em cirurgia humana. Trata-se de um campo de pesquisa
e desenvolvimento tecnológico que atua em partículas
tão pequenas ou até menores do que o diâmetro
de um fio de cabelo, equivalente a bilionésimos de um metro.
PETRÓLEO
PETROBRAS E PDVSA ASSINAM CINCO DOCUMENTOS PARA ATUAÇÃO
CONJUNTA EM REFINO E EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO
Com
a presença dos presidentes do Brasil e da Venezuela, Luiz
Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, foram assinados
no dia 29 de setembro, em Brasília, pelos presidentes da
Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e da Petróleos
de Venezuela – PDVSA, Rafael Ramirez, convênios e acordos
entre as duas empresas, envolvendo a construção de
uma refinaria em Pernambuco e parcerias nas áreas de exploração
e produção.
Para a construção de uma refinaria no Nordeste do
Brasil, no Estado de Pernambuco, foi assinado documento prevendo
o detalhamento dos estudos, iniciados em fevereiro deste ano. A
refinaria, com participação de 50% de cada empresa,
terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo
pesado por dia, metade da Petrobras e metade da PDVSA. O projeto,
em fase de identificação de oportunidades, prevê
investimentos de US$ 2,5 bilhões.
Com um esquema de refino orientado para maximizar a produção
de óleo diesel e gás liquefeito de petróleo,
a nova refinaria terá como objetivo principal atender ao
crescimento da demanda de derivados do Nordeste, que hoje é
deficitário em combustíveis. A possível localização
da refinaria foi ampla e detalhadamente estudada em cinco Estados
do Nordeste. Durante a construção e montagem, a estimativa
é de geração de 230 mil empregos ao longo dos
quatro anos (diretos, indiretos e por efeito renda). A previsão
de arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais
é de US$ 970 milhões com entrada em operação
do empreendimento. A refinaria será um projeto com escala
mundial e utilizará, como matéria-prima, petróleo
pesado do Brasil e da Venezuela, países que possuem grandes
reservas desse tipo de óleo. A nova unidade terá seu
projeto voltado para a maximização da produção
de diesel (que terá um índice de 56,5% do volume total
de derivados a serem produzidos) e gás liquefeito de petróleo.
Os investimentos relacionados à refinaria estão contemplados
no Plano de Negócios da Petrobras para o período 2006-2010,
e todas as ações estão alinhadas com a estratégia
da Petrobras de liderar o mercado de petróleo, gás
natural e derivados na América Latina, atuando como empresa
integrada de energia, com expansão seletiva da sua atividade
internacional. A atuação conjunta com a PDVSA permitirá
a expansão das atividades da Petrobras na Venezuela, país
que detém uma das maiores reservas de petróleo do
mundo.
Fonte:
PETROBRAS
FLUXO
DE PETRÓLEO MUDA NO SOLIMÕES
Baixo
nível do principal formador do Amazonas faz Transpetro restringir
navegação de petroleiros entre Coari e Manaus
A Transpetro, subsidiária da Petrobrás responsável
pelo transporte de petróleo, foi obrigada a restringir o
tráfego de petroleiros na região amazônica em
razão do baixo nível do Rio Solimões que, junto
com o Rio Negro, é o principal formador do Amazonas. Giovanni
Cavalcante Paiva, gerente da Transpetro Norte, informou que a mudança
da operação logística necessária ao
abastecimento da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), localizada
em Manaus, gerou um custo 50% maior que o normal.
A empresa gerencia frota própria e fretada para o transporte
de petróleo e GLP do Terminal de Coari (instalado às
margens do Solimões) ao de Manaus. Todo o volume que chega
a Coari é produzido na bacia petrolífera de Urucu.
Por dia, são produzidos entre 6,5 mil a 7 mil m³ de
petróleo e 1,5 mil tonelada de GLP. A primeira parte da logística
de 280 quilômetros é feita por dutos. Mas a baixa vazão
do Solimões obrigou a Transpetro a dividir em duas etapas
o transporte entre Coari e Manaus, trecho de 390 quilômetros.
A empresa ampliou o número de balsas de 3 para 5. Os comboios
de barcaças, que conseguem passar em canais de navegação
mais rasos, trafegam 100 quilômetros até a região
de Codajás, onde ocorre o transbordo do óleo bruto
para os petroleiros que levam o produto por mais 290 quilômetros
até o terminal de Manaus. Neste trecho, o nível do
rio alcança 7,5 metros de profundidade. Os navios precisam
de 12 metros para navegarem com segurança.
“Para garantir o fluxo, fretamos outro navio petroleiro para
fazer este trajeto. O custo será maior, mas teremos como
garantir o abastecimento da refinaria”, diz Paiva. A Reman
processa 42 mil barris de petróleo por dia, o equivalente
a 7 mil m³ diários. A expectativa da Transpetro é
que a operação especial seja mantida pelo menos até
o final deste mês.
De acordo com Paiva, a queda do nível do Solimões
perdeu velocidade. “Em agosto, tivemos queda do nível
de até 30 centímetros por dia. Nesta semana, a redução
é de apenas 3 centímetros por dia. A tendência
é que se estabilize e haja alguma recuperação
a partir de agora”, afirma. Como nos demais rios amazônicos,
as chuvas e o degelo na Cordilheira dos Andes são as principais
fontes para enchimento da Bacia Amazônica.
Fonte: Portos e Navios
PAPEL
E CELULOSE
ARACRUZ
E STORA ENSO PODEM ESTENDER PARCERIA
Empresas inauguram a Veracel com
expectativa de produzir 450 mil toneladas este ano. Os negócios
no Brasil entre a Aracruz e a sueco-finlandesa Stora Enso poderão
se ampliar. Na véspera da inauguração oficial
da Veracel, joint venture formada a partir das duas gigantes do
setor de celulose, o diretor-presidente da Aracruz, Carlos Aguiar,
não descartou a possibilidade de formação de
mais uma parceria para construção de uma nova fábrica.
O presidente mundial da Stora Enso, Jukka Härmälä,
anunciou que o grupo europeu pretende construir uma nova fábrica
de celulose e de papel no País, provavelmente no Rio Grande
do Sul, onde possui plantações de eucaliptos e pinos.
"Não há conversas em andamento com a Stora Enso
sobre o assunto, mas como somos bons parceiros na Veracel, na Bahia,
também poderemos ser bons parceiros lá no Rio Grande
do Sul. Se formos convidados, vamos avaliar", disse Aguiar.
De acordo com o executivo, caso a parceria com a Stora Enso seja
fechada, esta não será impedimento para a Aracruz
tocar paralelamente projetos próprios de expansão.
A parceria entre os grupos tem rendido números confortáveis
para ambas as partes. Superando as expectativas iniciais, a Veracel
– localizada no município baiano de Eunápolis
– deve fechar o ano com produção de 450 mil
toneladas de celulose. O desempenho é quase 36% maior do
que o estimado no início das operações, em
maio deste ano. "Tivemos um start da produção
melhor que o esperado", explicou o diretor-presidente da Veracel,
Renato Guéron. O grande desafio da Veracel é ser uma
das unidades mais competitivas e econômicas do mundo na fabricação
de celulose. De acordo com o gerente de Recuperação
e Utilidades da empresa, Ari Medeiros, a meta da companhia é
atingir um custo de produção de US$ 235 por tonelada,
quando a média mundial é de US$ 300. Boa parte da
economia virá do corte de custos na logística. "Cerca
de 50% do custo da produção é proveniente da
madeira do eucalipto, que, por sua vez, tem aproximadamente 50%
de seu custo na logística. Na Veracel este custo é
menor porque as plantações estão a um raio
de 45 quilômetros da fábrica. A média internacional
é de uma distância de 300 quilômetros",
explicou o gerente. Soma-se a este fator a tecnologia aplicada no
processo, que permite maior aproveitamento dos insumos.
Fonte:
Gazeta Mercantil
KLABIN
INCENTIVA PEQUENO PRODUTOR A PLANTAR FLORESTA
A
Klabin vai atuar como avalista de pequenos e médios produtores
de SC interessados em obter recursos para plantação
de florestas. O objetivo é aumentar a participação
de terceiros no fornecimento de madeira à empresa. Em SC,
o programa será voltado para as regiões do Planalto
e Alto Vale do Itajaí. O lançamento do programa foi
ontem, em Ibirama, com a assinatura do Termo de Cooperação
Técnica entre a Klabin e a Empresa de Pesquisa Agropecuária
e Extensão Rural de Santa Catarina. A Klabin vai usar duas
das linhas de financiamento já disponíveis no mercado,
para as quais, em geral, os pequenos e médios produtores
têm dificuldade de acesso, principalmente no que se refere
as garantias que são exigidas pelos órgãos
financiadores. A dívida do fomentado para com a Klabin será
paga com parte da madeira resultante do projeto financiado. Na primeira
fase, as operações vão girar em torno de R$
14 milhões e visam implantar 5,5 mil hectares de florestas
de pínus e eucalipto em Santa Catarina e Paraná.
Fonte: Diário Catarinense -
SC
GÁS
NATURAL
GÁS
NATURAL SPS COMPLETA CINCO ANOS DE CONCESSÃO
A Gás Natural São
Paulo Sul comemora os primeiros cinco anos do contrato de concessão
para exploração de serviços de distribuição
de gás canalizado a 93 municípios da região
Sul do Estado de São Paulo com a marca de 17 mil consumidores
em onze cidades do interior. Desde o início de suas atividades,
a Gás Natural SPS construiu uma rede de distribuição
de quase 700 km de extensão. Foram investidos R$ 742 milhões,
somados os recursos para a aquisição do contrato de
concessão e para a realização de obras de infra-estrutura,
expansão e saturação das redes de distribuição
do combustível. A empresa ainda estima um aporte de R$ 290,0
milhões nos próximos quatro anos, em um total de mais
de R$ 1 bilhão investidos até 2009. Em maio de 2005,
as vendas alcançaram a média de 1 milhão de
m³/dia. A empresa ainda estima um aporte de R$ 290,0 milhões
nos próximos quatro anos, em um total de mais de R$ 1 bilhão
investidos até 2009.
Fonte:
Revista Petro & Química
EXPANSÃO DO GÁS NATURAL
SURPREENDE MERCADO
A média do consumo de gás
natural registrada no mês de agosto atingiu o volume de 42,4
milhões de metros cúbicos diariamente, de acordo com
os dados consolidados pela Associação Brasileira das
Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado – ABEGÁS.
No mês anterior, o volume consumido foi de 41 milhões
de m³/dia, o que representa um crescimento de 3,7 % em apenas
um mês. A comparação do volume consumido diariamente
nos oito meses deste ano com o mesmo período do ano passado
é bem mais significativa. Comparando os valores consumidos,
a alta é de quase 11%.
Este ano, o volume mensal comercializado no país tem apresentado
números favoráveis ao mercado. Mesmo com os rumores
de um possível desabastecimento em 2008/9, a média
continua em alta, e vemos que, há espaço para o gás
natural na cultura do brasileiro.
Porém, no mês de agosto o setor residencial comparado
com o mês anterior obteve um êxito de 11,3%, e já
atingiu a marca de mais de 1,2 milhões de clientes nas diversas
regiões atendidas pelo gás natural. A perspectiva
é de grande evolução desse segmento de mercado
que, juntamente com o segmento comercial vem sendo objeto de um
grande esforço de todas as distribuidoras, cuja rede de canalizações
atualmente já ultrapassa os 12 mil km.
O setor de Cogeração, outro que vem se destacando,
obteve destaque na consolidação dos dados, uma vez
que está atingindo bons níveis de consumo, devido
sua importância na melhoria da oferta de geração
de energia elétrica no país, quando atingiu a excelente
marca de 2 milhões de m³ diariamente no mês de
agosto, sendo que em julho o consumo foi de 1,56 milhões
de m³/dia crescendo, portanto mais de 28%.
A falta de um planejamento energético com estratégias
bem definidas tem sido um dos maiores entraves para o desenvolvimento
da indústria do gás natural no Brasil, de acordo com
o presidente da ABEGÁS, Romero de Oliveira e Silva. “Existe
tempo hábil para a definição de estratégias
que venham a dar conforto para os investidores ao invés de
simplesmente amedrontá-los. É inconcebível
que haja tanto apetite por parte dos consumidores e falte uma política
de maior envergadura por parte do Governo Federal em que estimule
rapidamente as novas ofertas existentes”, complementa Oliveira.
Continuou ainda dizendo que “a natureza tem feito a parte
dela com o Brasil, o que está faltando é à
parte de nós brasileiros”.
Fonte:
Abegás
INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
RS
QUER SEDIAR FÁBRICA DA TOYOTA
O Estado do Rio Grande do Sul está
saindo na frente na disputa pela atração de uma nova
unidade fabril que a Toyota está planejando para o Brasil.
No início de agosto, em viagem que fez à Ásia,
o governador Germano Rigotto esteve na sede mundial da Toyota, em
Nagóia, no Japão, a convite da direção
da empresa. Ao retornar ao Brasil, Rigotto disse estar bastante
entusiasmado com a possibilidade de o Rio Grande do Sul abrigar
a nova unidade industrial. A Toyota detém hoje de 4% elevar
a participação para 10% até 2010. Hoje, o Estado
já conta com o Centro de Distribuição da Toyota,
em Guaíba, inaugurado em março. No mesmo local, o
governo estadual já diz dispor de área física
para oferecer à montadora.
Fonte:
Revista da Abifa
VOLVO
RETORNA INVESTIMENTOS
A Volvo do Brasil está investindo
US$ 25 milhões em 2005, depois de ficar um ano sem fazer
novos lançamentos. Os recursos, que fazem parte de um pacote
de US$ 100 milhões entre 2003 e 2005, serão aplicados
na adaptação da linha de caminhões médios
VM às normas de emissões Euro III e na fabricação
de novos produtos. “Já estamos preparando um novo ciclo
de investimentos para o próximo ano”, diz Tommy Svensson,
presidente da Volvo do Brasil. Do total de recursos previstos para
este ano, US$ 2 milhões já foram aplicados no lançamento
do ônibus articulado B 9 Salf, que será exportado para
o Transantiago, sistema de transporte urbano de Santiago, no Chile.
Fonte:
Revista da Abifa
INDÚSTRIA NAVAL
NAVIPEÇAS
VÃO MOVIMENTAR US$ 2 BILHÕES
A revitalização da
indústria naval brasileira abre perspectivas de investimentos
da ordem de US$ 2 bilhões para a indústria de navipeças
no Brasil. O assunto foi debatido durante o “Encontro de Mobilização
da Indústria de Navipeças”, promovido pela Abimaq,
em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento
do Estado de São Paulo, no dia 10 de agosto, na sede da entidade.
O evento reuniu empresários e dirigentes da Transpetro, Petrobras,
Promimp, Sinaval, ONIP, BNDES, além de secretários
dos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito
Santo e Amazonas. O presidente da Abimaq, Newton de Mello, ressaltou
que a indústria local está capacitada para atender
à demanda prevista com um índice de conteúdo
nacional superior a 70%. O objetivo da Transpetro é construir
no Brasil e alcançar até 65% de nacionalização,
índice que pode chegar até 80%, segundo Sérgio
Machado, presidente da Transpetro. A companhia pretende modernizar
sua frota para atingir 100% na cabotagem e 50% no longo do curso.
Para o presidente da ONIP, Elói Férnandez y Férnandez,
a entidade pode representar um papel importante na medição
do conteúdo nacional. Franco Papini, superintendente da ONIP,
informou que a demanda nacional, da ordem de US$ 5,2 bilhões,
é composta por 42 navios para a Transpetro, em 10 anos (US$
2,2 bilhões), e 60 novos navios dos armadores privados em
15 anos (US$ 3 bilhões). A demanda internacional abrange
42 navios em oito anos da subsidiária de transporte da PDVSA,
com investimentos da ordem de US$ 2,2 bilhões, além
de 100 outras unidades ao longo dos 10 anos.
Fonte: Jornal Abimaq
PLATAFORMA
THUNDER HORSE ESTABILIZADA
A BP conseguiu salvar a plataforma
semi-submersível Thunder Horse, que adernou 20° depois
da passagem do furacão Dennis pelo Golfo do México.
A unidade pesa mais de 50 mil toneladas e tem capacidade para processar
250 mil barris/dia de petróleo. A petroleira informou que
não houve derramamentos de combustível ou substâncias
perigosas.
Fonte:
Revista Petro & Química
SIDERURGIA
CHINA
PRODUZ MAIS AÇO
A China vai produzir este ano mais
aço do que se previa anteriormente, gerando um superávit
inesperado quase tão grande quanto à capacidade de
produção siderúrgica da Alemanha, segundo estimativas
de uma agência governamental. Maior produtora e consumidora
mundial de aço, a China deverá produzir 348 milhões
de toneladas do metal e seus derivados em 2005, o que representa
um aumento de 17,7% em relação ao montante produzido
no ano passado.
Fonte:
Revista da Abifa
QUEDA
NO PREÇO DE AÇO NÃO AFETA MINÉRIO DE
FERRO
Os preços do minério
de ferro devem manter-se em nível recorde em 2006, elevando
os lucros de empresas como BHP Billiton, Grupo Tinto e Companhia
Vale do Rio Doce, em um momento em que a demanda por parte da China
dispara em meio à escassez da matéria-prima, segundo
pesquisa de empresas como a State Street Global Advisors e o Deutsche
Bank. Os preços referenciais para o minério de ferro
devem permanecer próximos de US$ 40 por tonelada no ano que
se inicia em 1º de abril de 2006, segundo pesquisa da Bloomberg
feita com oito analistas. Os preços dispararam e registram
alta recorde de 71,5% este ano. Juntas, as três empresas (que
produzem 75% do minério de ferro mundial) estão investindo
US$ 8,5 bilhões em minas e estradas de ferro na Amazônia
brasileira e na Austrália, para aumentar a oferta da commodity.
Fonte:
Revista da Abifa
MERCADO
MINISTRO
DAS CIDADES DIZ QUE SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL TERÁ
REDUÇÃO DE IMPOSTOS
Após ouvir de empresários sobre a necessidade de lançar
medidas tributárias de incentivo à cadeia da construção
civil, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou no
último dia 3 de outubro que o governo federal deve anunciar,
em breve, medidas de desoneração de impostos ao setor.
O primeiro segmento da cadeia atingido será, segundo ele,
o de material de construção. Para as habitações
de interesse social, o ministro disse que se estuda a redução
ou isenção de IPI, dependendo do caso. A notícia
foi dada durante o 6º Construbusiness, Seminário da
Indústria Brasileira da Construção, na Fiesp.
Fonte: Fiesp
EDITAL DE R$ 1 MILHÃO SERÁ DESTINADO A INCUBADORAS
DE NANOTECNOLOGIA INTERESSADOS DEVEM INSCREVER PROJETO ATÉ
14 DE NOVEMBRO
A nanotecnologia pode ser uma palavra
pouco utilizada no vocabulário dos brasileiros. Mas sua aplicação
está cada vez mais presente nos serviços e produtos
consumidos cotidianamente, a exemplo dos cosméticos, alimentos,
computadores ou produtos utilizados em cirurgia humana. Trata-se
de um campo de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que
atua em partículas tão pequenas ou até menores
do que o diâmetro de um fio de cabelo, equivalente a bilionésimos
de um metro. Do ponto de vista empresarial, o mercado de nanotecnologia
é dos mais promissores. Para impulsionar este segmento de
nanotecnologia e a competitividade da indústria nacional,
o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende,
anunciou no último dia 4 de setembro, o lançamento
do edital nº 58/2005, para financiar projetos em nanociência
e nanotecnologia no âmbito das incubadoras de empresas. Será
destinado R$ 1 milhão para incubadoras que tenham, ou venham
a ter empresas incubadas voltadas ao desenvolvimento, produção
e comercialização de serviços em nanotecnologia.
Os interessados no novo edital devem buscar informações
no portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico – CNPq (www.cnpq.br) e fazer download
do formulário eletrônico, que deve ser preenchido e
entregue via e-mail até 14 de novembro. A análise
das propostas será feita a partir de 16 de novembro e o resultado
final sai no dia 5 de dezembro.
Fonte: Gestão C&T
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