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Agosto 2005
 

 
 


PETROBRAS VAI INVESTIR US$ 56,4 BILHÕES EM CINCO ANOS

O plano de negócios da Petrobras para o período 2006-2010 prevê investimentos de US$ 56,4 bilhões e a geração de 419 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Do total a ser investido, 65% dos investimentos serão empregados em projetos desenvolvidos no país. O planejamento foi aprovado na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, no Rio, com a presença dos ministros Antônio Palocci, da Fazenda, Dilma Roussef, da Casa Civil, Silas Randeau, de Minas e Energia, Jaques Wagner, da Coordenação Política, além do presidente da Petrobras, Sergio Grabrielli e de toda a diretoria da estatal.

MATRIZ DA ALEMÃ THYSSEN APROVA USINA DE US$ 2 BILHÕES NO BRASIL

Num cenário de incertezas em relação a todos os projetos siderúrgicos anunciados nos últimos meses, a alemã ThyssenKrupp Steel garantiu os recursos necessários à construção da Companhia Siderúrgica Atlântica (CSA), no distrito de Santa Cruz, no Rio, um empreendimento de US$ 2 bilhões.

PETROBRAS RETIRA INCENTIVO DO GÁS DA BOLÍVIA


A Petrobras informou aos seus clientes a substituição do preço-teto do gás boliviano por um sistema temporário de descontos, implicando reajustes médios sobre o preço-final (commodity mais transporte) de 13% a partir de 1º de setembro de 2005 e de 10% adicionais a partir de 1º de novembro de 2005. As condições contratuais para o gás boliviano -- sem desconto -- voltarão a ser aplicadas, integralmente, a partir de 1º de janeiro de 2006.
A decisão foi tomada após a Petrobras ter absorvido, desde janeiro de 2003 (32 meses) reajustes de preços ocorridos no contrato de compra do gás da empresa boliviana YPFB, utilizando mecanismos comerciais para incentivar o mercado atendido pelo gás da Bolívia. O preço de aquisição do gás boliviano está vinculado a uma cesta de derivados de petróleo, que tem sofrido aumentos significativos nos últimos meses, refletindo no incremento do seu preço.

SETOR DE PAPEL E CELULOSE LUCRA MAIS

A trajetória de queda do dólar no primeiro semestre de 2005 inflou os resultados da indústria de celulose e papel. É o que revela um levantamento da consultoria Economática, de São Paulo. Avaliação feita a partir dos balanços financeiros de janeiro a junho mostra que o lucro líquido de R$ 1,643 bilhão, 36,1% (em termos reais) superior ao do mesmo período do ano passado, foi ajudado pela desvalorização do dólar.


FIBRA CURTA TERÁ MAIOR PRESENÇA NA INDÚSTRIA

O desenvolvimento de novas aplicações para a celulose de eucalipto, aliado à valorização da moeda canadense e à limitação nos cortes de madeira nas florestas norte-americanas, pode levar a uma substituição da celulose de fibra longa pela de fibra curta em alguns nichos papeleiros.
Esta é a opinião de Kurt Schaefer, economista norte-americano, que ressalta a grande oportunidade de ampliação nos negócios mundiais que esta tendência traria aos brasileiros.

GRANDES EMPRESAS SAEM DE PROJETOS HIDRELÉTRICOS

As altas estratosféricas dos custos de transmissão de energia levaram investidores como a Vale do Rio Doce e a BHP Billiton a tentar vender algumas de suas participações em projetos hidrelétricos já licitados. Estatais como Furnas e Eletronorte demonstram interesse e deverão ocupar o lugar desses grandes consumidores nos empreendimentos.

SETOR DE GÁS NATURAL ALERTA PARA RISCO DE DESABASTECIMENTO

O déficit de gás natural no Brasil neste ano será de 18 milhões de m3 por dia. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) lançou um alerta para o fato de haver desabastecimento em dois anos. Na Bahia, o mais antigo consumidor de gás natural do país, vigora neste momento um racionamento.

GÁS NATURAL GARANTE ECONOMIA DE 50%

O uso do gás natural em indústrias metalúrgicas pode garantir economia de 45% a 50% nos processos produtivos movidos a gás, se comparados ao GLP, sem perder eficiência térmica. Esse é um dos resultados da pesquisa feita pelo Instituto Superior Tupy, da Sociedade Educacional de SC (Sociesc), de Joinville, que será divulgada dia 25 de agosto, às 9h, no auditório da instituição.

DEMANDA PODE AUMENTAR PREÇO DO GÁS

O crescimento na demanda do gás pode levar a Petrobras a reajustar o preço do produto. A informação é do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ele informou que desde 1998 a demanda cresceu numa média de 14 % ao ano, mas somente de 2003 para 2004, superou 19%, e os dados de 2005 continuam indicando para crescimento elevado. "Esse ritmo dificilmente será sustentável em médio prazo", defendeu.

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA CRESCE, MAS HÁ SINAIS DE DESACELERAÇÃO

Produção, vendas e exportações de carros caíram em julho frente a junho. Mas no acumulado do ano, crescimento de 14,5% sobre 2004. Após meses de produção e exportação recordes de veículos, o setor automotivo voltou a registrar queda nos números em julho. Assim como em junho, dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram desaceleração do crescimento da indústria. No mês em questão, tanto a produção como o licenciamento de veículos e as exportações foram menores do que os valores registrados no mês anterior. Já na comparação dos últimos 12 meses, ou seja, julho de 2005 contra julho de 2004, os números continuaram a subir, mas com menor intensidade. Segundo o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, foram fabricados 202,4 mil veículos em julho contra 216 mil em junho — queda de 6,3%. Na comparação com julho de 2004, houve alta de 7,8% na produção de veículos.

DRAGAGEM DE SANTOS DEVE SER RETOMADA NAS PRÓXIMAS SEMANAS, DIZ DIRETOR

Outro problema enfrentado para a implantação do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), a paralisação da dragagem do estuário deve estar solucionada até a segunda quinzena do próximo mês, mesma época prevista para a emissão do alfandegamento, informou o diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico.
O serviço foi suspenso no último dia 18 de julho, devido a irregularidades detectadas pela Cetesb (subordinada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente) nos relatórios de monitoramento ambiental da operação. A avaliação serve para verificar a concentração de poluentes no material escavado do fundo do canal de navegação.

SIDERURGIA PERDE FÔLEGO E MARGEM

O desempenho das siderúrgicas no segundo trimestre já demonstra uma leve desaceleração em comparação aos primeiros três meses do ano e a tendência é de resultados financeiros ainda mais tímidos para o terceiro trimestre, de acordo com especialistas ouvidos pelo Valor. A recuperação de margens e de preços só deverá chegar no fim do ano. Em comparação ao ano passado, as receitas do segundo trimestre foram bem superiores. Entretanto, a margem líquida das usinas praticamente ficou empatada com a de 2004 e caíram drasticamente em relação ao primeiro trimestre. No período, as usinas foram impactadas pelo aumento de custos das matérias-primas e pela queda de preço no mercado internacional. A depreciação do dólar e o consumo interno em desaceleração também foram determinantes para os resultados mais fracos no período.

NÍVEL DE EMPREGO NA INDÚSTRIA PAULISTA REGISTRA CRESCIMENTO

Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o nível de emprego de julho apresentou alta de 0,81% o que representa 16.871 mil novas vagas, contra 5.816 mil em relação a junho. Já com ajuste sazonal, o índice apresenta crescimento de 0,47 %. Os dados divulgados nesta quinta-feira (18/08) mostram que houve uma retomada na geração de empregos na indústria paulista.

ACADÊMICOS FALAM EM GUINADA DA ECONOMIA

Os juros elevados e o baixo crescimento foram fortemente criticados ontem por um grupo de acadêmicos que participou de seminário sobre a obra do economista brasileiro Celso Furtado, encerrado ontem. Eles apóiam uma guinada na política macroeconômica e uma estratégia de desenvolvimento para o País. O economista Yoshiaki Nakano disse que há muito espaço para a queda dos juros. O Banco Central fixa a taxa de juros que remunera a sobra de caixa dos bancos que é a mesma que remunera títulos pós-fixados. Nossa taxa é a mais heterodoxa do mundo e o banco Central é o mais heterodoxo do mundo.

PETRÓLEO

PETROBRAS VAI INVESTIR US$ 56,4 BILHÕES EM CINCO ANOS

O plano de negócios da Petrobras para o período 2006-2010 prevê investimentos de US$ 56,4 bilhões e a geração de 419 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Do total a ser investido, 65% dos investimentos serão empregados em projetos desenvolvidos no país. O planejamento foi aprovado na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, no Rio, com a presença dos ministros Antônio Palocci, da Fazenda, Dilma Roussef, da Casa Civil, Silas Randeau, de Minas e Energia, Jaques Wagner, da Coordenação Política, além do presidente da Petrobras, Sergio Grabrielli e de toda a diretoria da estatal.
O novo plano será detalhado nesta segunda-feira, em entrevista coletiva pelo presidente da Petrobras, mas em linhas gerais adiantadas em nota divulgada pela empresa, ele mantém as "metas agressivas de crescimento da Companhia estabelecidas no plano anterior”. “Foi mantida a meta de produção no Brasil da ordem de 2 milhões 860 mil barris de petróleo e gás natural em barris equivalentes para 2010, o que possibilitará uma maior utilização do petróleo nacional na carga processada (91%), garantindo auto-suficiência para o país já em 2006", disse o texto. No plano, a estimativa é de que a produção total da companhia no Brasil e no exterior chegue em 2010 na casa dos 3,4 milhões de barris diários de petróleo.
O gerente-executivo de Portifólio de Exploração e Produção da Perobras, José Luiz Marcusso, relatou a evolução da produção e as perspectivas da auto-sufiência de petróleo para o país já em 2006. "Nós fechamos o primeiro semestre do ano com uma produção média diária de produção de 1,637 milhão de barris. No segundo trimestre, esta média de produção vai crescer algo em torno de 120 a 130 mil barris por dia. Já a partir do último trimestre deste ano, a gente pode atingir a auto-suficiência em termos mensais, mas não será uma auto-suficiência em média anual", diz.
A Petrobras conta com essa meta a partir da entrada gradativa de outras unidades produtivas na Bacia de Campos, no Norte Fluminense. "[A auto-suficiência em petróleo] só acontecerá no próximo ano quando a companhia estará produzindo uma média diária da ordem de 1,910 milhão de barris de petróleo pordia – para atender a um mercado da mesma ordem de grandeza – isto sim, é a auto-suficiência", garantiu.
Em seu plano de negócios, a estatal também prevê um aumento de 74% para 91% do processamento de óleo nacional no parque de refino da companhia.

Fonte: Correio Braziliense


MATRIZ DA ALEMÃ THYSSEN APROVA USINA DE US$ 2 BILHÕES NO BRASIL

Num cenário de incertezas em relação a todos os projetos siderúrgicos anunciados nos últimos meses, a alemã ThyssenKrupp Steel garantiu os recursos necessários à construção da Companhia Siderúrgica Atlântica (CSA), no distrito de Santa Cruz, no Rio, um empreendimento de US$ 2 bilhões.
Na sexta-feira, dia 20 de agosto, a direção mundial da companhia, maior siderúrgica da Alemanha, bateu o martelo e aprovou o projeto, onde terá participação de 90% e aplicará US$ 1,88 bilhão. Sua parceira será a Companhia Vale do Rio Doce, que terá 10% e deverá investir US$ 200 milhões, como informou ao Valor Erwin Schneider, assessor da ThyssenKrupp Steel alemã.
Schneider disse que o Brasil é estratégico para o grupo alemão no mercado mundial. Segundo ele, a empresa produzirá 4,4 milhões de toneladas de placas a partir de 2008, para exportação para os Estados Unidos e Europa. Ele não mencionou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como futuro sócio da empresa, apenas a Vale. Mas, fontes do banco informaram que estavam aguardando a aprovação do projeto pela Thyssen para retomarem as conversas com o grupo alemão sobre o apoio financeiro ou participação acionária na CSA.
Dirigentes da Thyssen e Aristides Corbellini, que será o presidente executivo da CSA, estiveram mês passado no banco, reunidos com o presidente Guido Mantega e seu vice, Demian Fioca. Os executivos da Thyssen mostraram interesse na participação do banco como associado ao projeto. O assunto está em discussão no BNDES, que não descarta a possibilidade de ter uma participação minoritária (de até 20%) na siderúrgica.
O financiamento do projeto será 100% em equity, conforme havia adiantado Corbellini, em entrevista recente. O executivo foi procurado para falar sobre a CSA, mas não quis dar entrevistas.
O projeto da CSA prevê, além da construção da usina, gastos de mais US$ 300 milhões com a uma coqueria para 1,4 milhão de toneladas/ano de coque, uma termelétrica com capacidade de 250 MW e dois terminais portuários, um para importação de carvão e outro para exportação de placas.
A Thyssen vai liderar a construção da usina, mas os projetos de energia e logística serão encabeçados pela Vale. A meta é a CSA começar a operar em meados de 2008. A Vale deverá fornecer 7,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para tocar a produção de placas, das quais 50% serão destinados a suprir as usinas do grupo Thyssen na Alemanha. Procurada através da sua assessoria, a Vale não deu retorno para falar sobre o projeto da CSA.
Além da participação na CSA, a mineradora brasileira tem parcerias anunciadas em mais três novos projetos siderúrgicos no país para produção de placas. Em todos, a Vale será minoritária, como reza a estratégia da companhia. No projeto da Usina Siderúrgica do Ceará (USC), a mineradora faz parceria com a italiana Danielli e a coreana Dongkuk Steel. Mas, este arranjo societário ainda não foi concluído, podendo entrar o BNDES na sociedade. Outro projeto é com a chinesa Baosteel, na região de São Luiz, no Maranhão. Também foi assinado um acordo de intenção com a coreana Posco, de construção de outra usina no Maranhão, também de 4,5 milhões de toneladas de placas por ano.
Até agora, o único projeto que realmente caminhou foi o da CSA. O projeto da Baosteel, segundo analistas do setor, pode acabar não saindo, pois está às voltas com questões ambientais e sociais na área da ilha de São Luis. Outro fato que perturbou seu andamento foi o estudo de viabilidade, que estimou um investimento 20% mais caro que o previsto por conta de carga tributária e outros custos.
Conforme o estudo, seriam necessários investimentos de US$ 2,2 bilhões para construir a usina e não os previstos US$ 1,5 bilhão. Este problema pode ter sido resolvido com a chamada MP do Bem, que abate carga tributária em projetos de investimento para exportar, como será o caso da usina de placas da Baosteel, com produção prevista de 4,5 milhões de toneladas.
O projeto da USC está emperrado por conta de um acordo de gás com a Petrobras. A usina será tocada pelo processo de redução direta na produção de aço, que necessita de gás. O Gasoduto do Nordeste (Gasene), que proveria a USC, ainda não saiu do papel. O valor do projeto é da ordem de US$ 750 milhões com produção estimada de 1,5 milhão de toneladas de aço por ano. O BNDES já enquadrou um pedido de financiamento da ordem de US$ 110 milhões, mas ainda não fez a análise do projeto. A USC quer a participação societária do banco no negócio. As conversas ainda estão em curso no BNDES.
A assinatura de um acordo de intenção entre a Vale e a coreana Posco para fazer uma usina de placas no Maranhão pode não ir para frente, na visão dos analistas. Recentemente, a maior siderúrgica da Coréia definiu um investimento na India, país que disputa com o Brasil projetos siderúrgicos, da ordem de US$ 12 bilhões, depois de ter obtido do governo indiano a concessão de exploração de uma mina de minério de ferro.

Fonte: Valor Online


PETROBRAS RETIRA INCENTIVO DO GÁS DA BOLÍVIA

A Petrobras informou aos seus clientes a substituição do preço-teto do gás boliviano por um sistema temporário de descontos, implicando reajustes médios sobre o preço-final (commodity mais transporte) de 13% a partir de 1º de setembro de 2005 e de 10% adicionais a partir de 1º de novembro de 2005. As condições contratuais para o gás boliviano -- sem desconto -- voltarão a ser aplicadas, integralmente, a partir de 1º de janeiro de 2006.
A decisão foi tomada após a Petrobras ter absorvido, desde janeiro de 2003 (32 meses) reajustes de preços ocorridos no contrato de compra do gás da empresa boliviana YPFB, utilizando mecanismos comerciais para incentivar o mercado atendido pelo gás da Bolívia. O preço de aquisição do gás boliviano está vinculado a uma cesta de derivados de petróleo, que tem sofrido aumentos significativos nos últimos meses, refletindo no incremento do seu preço.
Para o consumidor final, o impacto imediato destes ajustes dependerá de cada integrante da cadeia de distribuição (distribuidoras e postos), de aspectos regulatórios específicos das diferentes áreas de concessão, e da participação do custo do gás no preço de cada segmento.
A Companhia informou também aos seus clientes que os preços do gás natural de produção nacional, igualmente fixos por um período de dois anos e oito meses (desde janeiro de 2003), serão atualizados em 6,5 %, a partir de 1º de setembro de 2005, e adicionalmente, em 5%, a partir de 1º de novembro de 2005.
A atualização dos preços se tornou necessária diante da significativa evolução dos custos de exploração, produção, aquisição e transporte de gás natural, neste período de 32 meses, de forma a assegurar a sustentabilidade dos esforços da Petrobras para o desenvolvimento do mercado desse combustível, que é de fundamental importância para o desenvolvimento industrial e para o meio ambiente. Além de reafirmar seu compromisso com o crescimento sustentável do mercado brasileiro de gás natural, a Petrobras entende que esses ajustes mantêm o produto competitivo em relação aos demais combustíveis, independentemente de suas significativas vantagens ambientais e operacionais como combustível nobre. Ao manter os preços do gás natural de produção nacional sem alteração desde janeiro de 2003, a Petrobras teve como objetivo contribuir para o desenvolvimento de uma política comercial que garanta a competitividade do produto, estimulando o seu consumo por segmentos que, a longo prazo, serão seus principais usuários, e trazendo vantagens para o país, tanto do ponto de vista econômico como de preservação ambiental.
Visando atender à expansão do mercado de gás natural, a Petrobras vem aplicando recursos crescentes para aumentar e desenvolver as reservas já descobertas, descobrir novos reservatórios e elevar a oferta do gás natural produzido no País.

Fonte: Petrobras

PAPEL E CELULOSE


SETOR DE PAPEL E CELULOSE LUCRA MAIS

A trajetória de queda do dólar no primeiro semestre de 2005 inflou os resultados da indústria de celulose e papel. É o que revela um levantamento da consultoria Economática, de São Paulo. Avaliação feita a partir dos balanços financeiros de janeiro a junho mostra que o lucro líquido de R$ 1,643 bilhão, 36,1% (em termos reais) superior ao do mesmo período do ano passado, foi ajudado pela desvalorização do dólar. "Foi apenas um efeito financeiro provocado pelo barateamento das dívidas em dólar em decorrência da desvalorização desta moeda. Basta ver que a receita líquida de venda e o lucro operacional das companhias, na média, caíram. A situação do setor piorou", diz Fernando Exel, presidente da Economática. O aumento dos preços internacionais não compensou a queda do dólar na formação do faturamento líquido, um efeito colateral que se contrapôs ao benefício na conta financeira das empresas. O recuo do dólar entre os dois períodos resultou numa economia de reais de R$ 1,189 bilhão. "Melhor seria se o dólar tivesse se valorizado. Seria um benefício mais efetivo para as empresas exportadoras. Muito melhor do que um ganho contábil, como houve", diz. Com a apreciação do real, as companhias precisaram de menos moeda local para pagar as dívidas em dólares. "Esse foi um benefício financeiro que se reflete no lucro líquido. O problema é que essa situação provoca um efeito colateral: reduz as receitas de vendas", diz Exel. O setor teve redução de 5,4% nas vendas líquidas, de R$ 7,726 bilhões para R$ 7,306 bilhões. O lucro operacional registrou queda ainda maior, 17,3% entre o primeiro semestre de 2004 e o de 2005; recuou de R$ 2,378 bilhões para R$ 1,967 bilhão. Apesar do lucro, a situação não é boa para o setor. "As condições da indústria de papel e celulose piorou do ano passado para cá", afirma. Há outro indicador importante. A relação lucro operacional sobre a dívida líquida do setor caiu de 15,3% para 14,3% - para cada R$ 100 em dívida, a indústria conseguiu gerar R$ 14 em lucro operacional. "Se avaliarmos linearmente, veremos que até o fim do ano a relação lucro operacional/dívida líquida será de 28%. É baixo, já que o setor deve tirar desse valor o pagamento de juros e de impostos", afirma Exel.

Fonte: O Estado de São Paulo

FIBRA CURTA TERÁ MAIOR PRESENÇA NA INDÚSTRIA

O desenvolvimento de novas aplicações para a celulose de eucalipto, aliado à valorização da moeda canadense e à limitação nos cortes de madeira nas florestas norte-americanas, pode levar a uma substituição da celulose de fibra longa pela de fibra curta em alguns nichos papeleiros.
Esta é a opinião de Kurt Schaefer, economista norte-americano, que ressalta a grande oportunidade de ampliação nos negócios mundiais que esta tendência traria aos brasileiros. De acordo com Tulio César Reis Gomes, superintendente comercial da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), o Brasil exporta cerca de 90% de sua produção de celulose de mercado. Hoje, o consumo mundial deste setor é de 46,6 milhões de toneladas, das quais 44% referem-se à fibra longa, 42% correspondem à fibra curta e 18% dizem respeito a outros tipos de celulose.
Do total de 19,7 milhões de toneladas de celulose de fibra curta consumido no mundo, 44% são de eucalipto, o equivalente a 8,8 milhões de toneladas. O Brasil, quinto maior produtor de celulose de mercado do mundo, responde por 61% do consumo global de celulose de fibra curta de eucalipto, o que corresponde a 5,3 milhões de toneladas anuais. "Dentro de quatro anos ultrapassaremos o Japão, a Suécia e a Finlândia no fornecimento mundial", prevê Gomes.
Fonte: DCI

ENERGIA


GRANDES EMPRESAS SAEM DE PROJETOS HIDRELÉTRICOS

As altas estratosféricas dos custos de transmissão de energia levaram investidores como a Vale do Rio Doce e a BHP Billiton a tentar vender algumas de suas participações em projetos hidrelétricos já licitados. Estatais como Furnas e Eletronorte demonstram interesse e deverão ocupar o lugar desses grandes consumidores nos empreendimentos. A Vale quer vender sua participação de 40% na hidrelétrica de Foz do Chapecó, onde é sócia da CPFL Energia e da estatal gaúcha CEEE. A hidrelétrica é um projeto de R$ 1,8 bilhão e será construída na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os custos de transmissão da energia e os encargos setoriais passaram a ser inviáveis para a Vale, que pretende consumir a energia na Região Sudeste. A principal interessada na participação é Furnas, mas correm por fora Tractebel e a estatal Eletrosul. Outro grande autoprodutor de energia, a BHP Billiton quer se desfazer dos 16,48% que detém na hidrelétrica de Estreito, um projeto de R$ 2,5 bilhões. A mineradora já contratou a administradora de recursos financeiros Rio Bravo para coordenar a operação e o "data room" deverá ser aberto em setembro. A disposição da Eletronorte de entrar em Estreito foi anunciada formalmente pela estatal ao Ministério das Minas e Energia. Os grandes consumidores foram os maiores investidores em hidrelétricas nos leilões que ocorreram entre 2000 e 2002, e chegaram a pagar 3.000% de ágio em alguns projetos. Mas, agora, o cenário mudou. Levantamento feito pela associação dos autoprodutores de energia mostra que nos últimos dois anos as tarifas de uso da infra-estrutura elétrica e alguns encargos do setor aumentaram em sete vezes. Passaram de R$ 7 para R$ 69 por megawatt-hora.

Fonte: Valor on line

GÁS NATURAL

SETOR DE GÁS NATURAL ALERTA PARA RISCO DE DESABASTECIMENTO

O déficit de gás natural no Brasil neste ano será de 18 milhões de m3 por dia. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) lançou um alerta para o fato de haver desabastecimento em dois anos. Na Bahia, o mais antigo consumidor de gás natural do país, vigora neste momento um racionamento. O setor cobra rapidez do governo federal e do Ministério de Minas e Energia para estabelecer um programa nacional de infra-estrutura para expandir a oferta e, principalmente, fazer a interligação da malha nacional, seja no Sul - como porta de entrada do gás argentino -, seja a interligação Sudeste-Nordeste pelo Gasene. As reservas de gás natural no país chegam a 326,1 bilhões de m3, suficientes para atender à demanda.
Sem um plano nacional, a única política em vigor no país relacionada ao gás é a comercial, realizada pela Petrobras e pelas 19 distribuidoras. O governo federal, que promete há anos a política nacional para o gás, alega que "discute com o setor" uma proposta de Projeto de Lei de Política do Gás que enviará ao Congresso Nacional em dois meses.

Fonte: Diário do Comércio

GÁS NATURAL GARANTE ECONOMIA DE 50%

O uso do gás natural em indústrias metalúrgicas pode garantir economia de 45% a 50% nos processos produtivos movidos a gás, se comparados ao GLP, sem perder eficiência térmica. Esse é um dos resultados da pesquisa feita pelo Instituto Superior Tupy, da Sociedade Educacional de SC (Sociesc), de Joinville, que será divulgada dia 25 de agosto, às 9h, no auditório da instituição.
O projeto, que estudou as vantagens do uso do gás em metalúrgicas, recebeu investimento de R$ 530 mil. Foi financiado pela SCGás, Petrobras, TBG e Finep. Em relação ao óleo diesel, a economia ficou entre 10% e 15%.
A pesquisa apontou, também, um melhor aproveitamento na hora da queima. O GLP queima até 85% e o restante se torna impureza, que prejudica o meio ambiente.

Fonte: Diário Catarinense

DEMANDA PODE AUMENTAR PREÇO DO GÁS

O crescimento na demanda do gás pode levar a Petrobras a reajustar o preço do produto. A informação é do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ele informou que desde 1998 a demanda cresceu numa média de 14 % ao ano, mas somente de 2003 para 2004, superou 19%, e os dados de 2005 continuam indicando para crescimento elevado. "Esse ritmo dificilmente será sustentável em médio prazo", defendeu.
A decisão sobre o reajuste está sendo analisada na empresa, segundo Gabrielli, que destacou a concessão de benefícios em momentos de cenários internacionais diferentes. Agora, eles precisam ser avaliados: "Tivemos uma política de dar descontos para o gás a fim de estimular a demanda, em 2003 e 2004. Nós temos, hoje, um aumento de custos na Bolívia e temos um acelerado crescimento da demanda. É possível que seja necessário um certo ajuste".

Fonte: O Dia

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

Produção, vendas e exportações de carros caíram em julho frente a junho. Mas no acumulado do ano, crescimento de 14,5% sobre 2004. Após meses de produção e exportação recordes de veículos, o setor automotivo voltou a registrar queda nos números em julho. Assim como em junho, dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram desaceleração do crescimento da indústria. No mês em questão, tanto a produção como o licenciamento de veículos e as exportações foram menores do que os valores registrados no mês anterior. Já na comparação dos últimos 12 meses, ou seja, julho de 2005 contra julho de 2004, os números continuaram a subir, mas com menor intensidade. Segundo o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, foram fabricados 202,4 mil veículos em julho contra 216 mil em junho — queda de 6,3%. Na comparação com julho de 2004, houve alta de 7,8% na produção de veículos. No acumulado do ano, foram produzidos 1,23 milhão de veículos, alta de 14,5% frente ao ano passado. Já as exportações medidas em valores caíram 6,6% entre julho e junho, com a redução do volume de US$ 1,01 bilhão para US$ 940,9 milhões. Na comparação com julho de 2004, os números aumentaram 25,8%. Na época, as exportações ficaram em US$ 747,9 milhões. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 4,46 bilhões, número 37,4% maior se comparado ao mesmo período de 2004. “A queda nos números do mês de julho na comparação com junho indicam a desaceleração do crescimento do setor no país. É uma queda contrária à sazonalidade do período. No entanto, na comparação com 2004, percebemos que a indústria automotiva ainda cresce, mas em um ritmo menos acelerado”, comenta Golfarb. As vendas de máquinas agrícolas para o mercado interno também voltaram a cair. Em julho, foram vendidas 2 mil unidades contra 2,2 mil em junho. Frente a julho de 2004, a queda é ainda maior: de 45,3%.

Fonte: Diário de S. Paulo

INDÚSTRIA NAVAL

DRAGAGEM DE SANTOS DEVE SER RETOMADA NAS PRÓXIMAS SEMANAS, DIZ DIRETOR

Outro problema enfrentado para a implantação do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), a paralisação da dragagem do estuário deve estar solucionada até a segunda quinzena do próximo mês, mesma época prevista para a emissão do alfandegamento, informou o diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico.
O serviço foi suspenso no último dia 18 de julho, devido a irregularidades detectadas pela Cetesb (subordinada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente) nos relatórios de monitoramento ambiental da operação. A avaliação serve para verificar a concentração de poluentes no material escavado do fundo do canal de navegação. Os documentos que originaram o problema já foram revisados e devem ser apresentados à Cetesb nesta semana. À frente das negociações com o Estado para a retomada da dragagem, Pierdomenico acredita que o órgão possa liberar o serviço em sete dias (no final do mês), permitindo o recomeço dos trabalhos nas semanas seguintes. A operação das dragas terá como prioridade a região do TEV, informou o diretor. ‘‘Em alguns dias, tudo ali estará pronto’’, disse.
Os pontos de atracação do terminal apresentam atualmente oito metros (há alguns com dez metros) de calado. Para a escala dos navios especializados no transporte de veículos (os ro-ro), são necessários 12 metros. Nesse aprofundamento, a Volkswagen Transport estima que seja necessária a retirada de 67 mil metros cúbicos de sedimentos. Transport, Richard Schues, considerou os atrasos relacionados ao terminal como ‘‘preocupantes’’. Mas ele acredita que o alfandegamento seja obtido a partir da interferência da Codesp junto à Secretaria da Receita Federal.
Para o empresário, o TEV ‘‘é um empreendimento de interesse público’’. Segundo ele, a instalação irá resolver as limitações do Porto de Santos para o embarque de carros, situação considerada ‘‘caótica’’.
Subsidiária responsável pelo transporte da produção da multinacional, a VW Transport tem previsto um embarque de 1.500 modelos Fox no próximo dia 31. Como o Terminal de Exportação de Veículos ainda não estará pronto, Schues estuda utilizar o cais da margem direita ou até transferir parte da carga para o Porto de Paranaguá (PR). ‘‘Um certo volume a gente consegue embarcar pela margem direita do porto’’, afirmou. Capaz de movimentar até 150 mil autos por ano, o TEV será o segundo terminal do complexo especializado no embarque de veículos. Atualmente, apenas a Deicmar, com um pátio no Cais do Saboó (margem direita), realiza a operação. Mas a capacidade de sua instalação não é suficiente para abarcar a atual demanda de veículos movimentados pelo porto.
Procurada para se manifestar sobre os problemas enfrentados pelo TEV, a operadora portuária responsável pela implantação da unidade, a Santos Brasil, não fez qualquer declaração sobre o assunto. A empresa investiu R$ 36,5 milhões no projeto, o que envolveu a recuperação do aterro do terminal e a construção do pátio.
Fonte: A Tribuna de Santos

SIDERURGIA

SIDERURGIA PERDE FÔLEGO E MARGEM

O desempenho das siderúrgicas no segundo trimestre já demonstra uma leve desaceleração em comparação aos primeiros três meses do ano e a tendência é de resultados financeiros ainda mais tímidos para o terceiro trimestre, de acordo com especialistas ouvidos pelo Valor. A recuperação de margens e de preços só deverá chegar no fim do ano.
Em comparação ao ano passado, as receitas do segundo trimestre foram bem superiores. Entretanto, a margem líquida das usinas praticamente ficou empatada com a de 2004 e caíram drasticamente em relação ao primeiro trimestre. No período, as usinas foram impactadas pelo aumento de custos das matérias-primas e pela queda de preço no mercado internacional. A depreciação do dólar e o consumo interno em desaceleração também foram determinantes para os resultados mais fracos no período. Segundo Pedro Galdi, analista do ABN Amro Corretora, as usinas preferiram comercializar volumes menores a perder margens maiores no segundo trimestre. "O cenário não chega a ser desesperador". A mesma estratégia deverá ser adotada no terceiro trimestre, por conta dos altos estoques em toda a cadeia. Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Gerdau revisaram para baixo suas expectativas de vendas para este ano. Recentemente, a Acesita anunciou corte de 30 mil toneladas para adequar seus estoques à realidade do mercado.
No mercado "spot" (importante balizador para os negócios de longo prazo) o preço da placa para o terceiro trimestre já é negociado entre US$ 350 e US$ 360 por tonelada. No início do ano, a cotação era de US$ 550. Marcelo Aguiar, analista do Merril Lynch, diz que os estoques elevados deverão jogar os níveis de vendas para o "fundo do poço" já no mês de agosto no mercado interno. A situação é mais grave no segmento de planos, em que os estoques são estimados atualmente em 82 dias, enquanto o normal é um volume suficiente para 57. No caso dos longos (cujos principais produtores são Gerdau e Belgo Mineira) os estoques são estimados em 30 dias, o que é considerado saudável.
Dessa forma, o analista acredita em impactos menos significativos para os produtores de longos no terceiro trimestre, que serão beneficiados pela queda de preço de suas principais matérias-primas, a sucata e o ferro-gusa. Pode ainda haver uma recuperação do consumo, ligado à retomada da construção civil. Nos planos, ao contrário, haverá entre julho e setembro o reflexo do reajuste do carvão, em 120% neste ano.
Aguiar ainda lembra o alto prêmio pago pelo mercado interno (de 40%) em comparação aos preços externos. O preço médio da tonelada de longos, a US$ 500 no mercado internacional, enquanto a tonelada foi negociada no segundo trimestre a US$ 740.
Para o quarto trimestre, os estoques internacionais deverão estar regularizados, o que deverá elevar a cotação do produto em cerca de 5%. Luiz Martinez, diretor de vendas da CSN, afirmou que as vendas para setembro já mostram preços entre 5% e 10% maiores para os laminados a quente.
Os preços das bobinas a quente devem se manter estáveis, segundo o executivo, sendo cotadas entre US$ 630 a US$ 690 por tonelada. A siderúrgica americana Nucor também anunciou reajustes da ordem de 15%.
Galdi, do ABN só acredita em reajustes mais fortes caso a China e os Estados Unidos voltem a comprar aço com voracidade.

Fonte: Valor on line

MERCADO

NÍVEL DE EMPREGO NA INDÚSTRIA PAULISTA REGISTRA CRESCIMENTO
Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o nível de emprego de julho apresentou alta de 0,81% o que representa 16.871 mil novas vagas, contra 5.816 mil em relação a junho. Já com ajuste sazonal, o índice apresenta crescimento de 0,47 %. Os dados divulgados nesta quinta-feira (18/08) mostram que houve uma retomada na geração de empregos na indústria paulista.
De acordo com o estudo no acumulado do ano até julho, o nível de emprego industrial registrou saldo positivo de 3,54% sem ajuste sazonal, o que significa a criação de 72.805 novos postos de trabalho. No acumulado de 12 meses, até o fim de julho, sem ajuste sazonal a alta do emprego industrial foi de 4,47%, o que corresponde a 91.435 empregos criados.
Resultados mensais comparativos mostram que o mês de julho de 2005 foi o segundo melhor julho desde 2000. Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, Paulo Francini, “os dados devem ser analisados de forma racional e não com muita euforia, pois não sabemos ainda se este crescimento representa um pequeno espasmo ou uma retomada de fôlego”.
O estudo mostra ainda, que das variações percentuais mensais disponibilizadas pelos 47 Sindicatos Pesquisados, 24 registraram desempenho positivo enquanto 17, negativo. Do total, 06 permaneceram estáveis. Os setores que apresentaram queda foram: Adubos e Corretivos Agrícolas, 5,48%, Calçados de Franca, 2,17%, Lâmpadas e aparelhos Elétricos de Iluminação, 1,09%. Já os setores que mais cresceram foram: Congelados e Supercongelados, 15,71%, Bebidas em Geral, 4,61% e Materiais de Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, 3,28%.
Fonte: Fiesp

ACADÊMICOS FALAM EM GUINADA DA ECONOMIA

Os juros elevados e o baixo crescimento foram fortemente criticados ontem por um grupo de acadêmicos que participou de seminário sobre a obra do economista brasileiro Celso Furtado, encerrado ontem. Eles apóiam uma guinada na política macroeconômica e uma estratégia de desenvolvimento para o País. O economista Yoshiaki Nakano disse que há muito espaço para a queda dos juros. O Banco Central fixa a taxa de juros que remunera a sobra de caixa dos bancos que é a mesma que remunera títulos pós fixados. Nossa taxa é a mais heterodoxa do mundo e o banco Central é o mais heterodoxo do mundo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

 


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