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PETROBRAS
VAI INVESTIR US$ 56,4 BILHÕES EM CINCO ANOS
O
plano de negócios da Petrobras para o período 2006-2010
prevê investimentos de US$ 56,4 bilhões e a geração
de 419 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Do total a ser
investido, 65% dos investimentos serão empregados em projetos
desenvolvidos no país. O planejamento foi aprovado na reunião
do Conselho de Administração da Petrobras, no Rio,
com a presença dos ministros Antônio Palocci, da Fazenda,
Dilma Roussef, da Casa Civil, Silas Randeau, de Minas e Energia,
Jaques Wagner, da Coordenação Política, além
do presidente da Petrobras, Sergio Grabrielli e de toda a diretoria
da estatal.
MATRIZ
DA ALEMÃ THYSSEN APROVA USINA DE US$ 2 BILHÕES NO
BRASIL
Num
cenário de incertezas em relação a todos os
projetos siderúrgicos anunciados nos últimos meses,
a alemã ThyssenKrupp Steel garantiu os recursos necessários
à construção da Companhia Siderúrgica
Atlântica (CSA), no distrito de Santa Cruz, no Rio, um empreendimento
de US$ 2 bilhões.
PETROBRAS
RETIRA INCENTIVO DO GÁS DA BOLÍVIA
A Petrobras informou aos seus clientes a substituição
do preço-teto do gás boliviano por um sistema temporário
de descontos, implicando reajustes médios sobre o preço-final
(commodity mais transporte) de 13% a partir de 1º de setembro
de 2005 e de 10% adicionais a partir de 1º de novembro de 2005.
As condições contratuais para o gás boliviano
-- sem desconto -- voltarão a ser aplicadas, integralmente,
a partir de 1º de janeiro de 2006.
A decisão foi tomada após a Petrobras ter absorvido,
desde janeiro de 2003 (32 meses) reajustes de preços ocorridos
no contrato de compra do gás da empresa boliviana YPFB, utilizando
mecanismos comerciais para incentivar o mercado atendido pelo gás
da Bolívia. O preço de aquisição do
gás boliviano está vinculado a uma cesta de derivados
de petróleo, que tem sofrido aumentos significativos nos
últimos meses, refletindo no incremento do seu preço.
SETOR
DE PAPEL E CELULOSE LUCRA MAIS
A
trajetória de queda do dólar no primeiro semestre
de 2005 inflou os resultados da indústria de celulose e papel.
É o que revela um levantamento da consultoria Economática,
de São Paulo. Avaliação feita a partir dos
balanços financeiros de janeiro a junho mostra que o lucro
líquido de R$ 1,643 bilhão, 36,1% (em termos reais)
superior ao do mesmo período do ano passado, foi ajudado
pela desvalorização do dólar.
FIBRA CURTA TERÁ MAIOR PRESENÇA NA INDÚSTRIA
O
desenvolvimento de novas aplicações para a celulose
de eucalipto, aliado à valorização da moeda
canadense e à limitação nos cortes de madeira
nas florestas norte-americanas, pode levar a uma substituição
da celulose de fibra longa pela de fibra curta em alguns nichos
papeleiros.
Esta é a opinião de Kurt Schaefer, economista norte-americano,
que ressalta a grande oportunidade de ampliação nos
negócios mundiais que esta tendência traria aos brasileiros.
GRANDES
EMPRESAS SAEM DE PROJETOS HIDRELÉTRICOS
As
altas estratosféricas dos custos de transmissão de
energia levaram investidores como a Vale do Rio Doce e a BHP Billiton
a tentar vender algumas de suas participações em projetos
hidrelétricos já licitados. Estatais como Furnas e
Eletronorte demonstram interesse e deverão ocupar o lugar
desses grandes consumidores nos empreendimentos.
SETOR
DE GÁS NATURAL ALERTA PARA RISCO DE DESABASTECIMENTO
O
déficit de gás natural no Brasil neste ano será
de 18 milhões de m3 por dia. A Associação Brasileira
das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás)
lançou um alerta para o fato de haver desabastecimento em
dois anos. Na Bahia, o mais antigo consumidor de gás natural
do país, vigora neste momento um racionamento.
GÁS
NATURAL GARANTE ECONOMIA DE 50%
O
uso do gás natural em indústrias metalúrgicas
pode garantir economia de 45% a 50% nos processos produtivos movidos
a gás, se comparados ao GLP, sem perder eficiência
térmica. Esse é um dos resultados da pesquisa feita
pelo Instituto Superior Tupy, da Sociedade Educacional de SC (Sociesc),
de Joinville, que será divulgada dia 25 de agosto, às
9h, no auditório da instituição.
DEMANDA
PODE AUMENTAR PREÇO DO GÁS
O
crescimento na demanda do gás pode levar a Petrobras a reajustar
o preço do produto. A informação é do
presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ele informou
que desde 1998 a demanda cresceu numa média de 14 % ao ano,
mas somente de 2003 para 2004, superou 19%, e os dados de 2005 continuam
indicando para crescimento elevado. "Esse ritmo dificilmente
será sustentável em médio prazo", defendeu.
INDÚSTRIA
AUTOMOBILÍSTICA CRESCE, MAS HÁ SINAIS DE DESACELERAÇÃO
Produção, vendas e exportações de carros
caíram em julho frente a junho. Mas no acumulado do ano,
crescimento de 14,5% sobre 2004. Após meses de produção
e exportação recordes de veículos, o setor
automotivo voltou a registrar queda nos números em julho.
Assim como em junho, dados da Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram
desaceleração do crescimento da indústria.
No mês em questão, tanto a produção como
o licenciamento de veículos e as exportações
foram menores do que os valores registrados no mês anterior.
Já na comparação dos últimos 12 meses,
ou seja, julho de 2005 contra julho de 2004, os números continuaram
a subir, mas com menor intensidade. Segundo o presidente da Anfavea,
Rogelio Golfarb, foram fabricados 202,4 mil veículos em julho
contra 216 mil em junho — queda de 6,3%. Na comparação
com julho de 2004, houve alta de 7,8% na produção
de veículos.
DRAGAGEM
DE SANTOS DEVE SER RETOMADA NAS PRÓXIMAS SEMANAS, DIZ DIRETOR
Outro
problema enfrentado para a implantação do Terminal
de Exportação de Veículos (TEV), a paralisação
da dragagem do estuário deve estar solucionada até
a segunda quinzena do próximo mês, mesma época
prevista para a emissão do alfandegamento, informou o diretor
comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico.
O serviço foi suspenso no último dia 18 de julho,
devido a irregularidades detectadas pela Cetesb (subordinada à
Secretaria Estadual de Meio Ambiente) nos relatórios de monitoramento
ambiental da operação. A avaliação serve
para verificar a concentração de poluentes no material
escavado do fundo do canal de navegação.
SIDERURGIA
PERDE FÔLEGO E MARGEM
O
desempenho das siderúrgicas no segundo trimestre já
demonstra uma leve desaceleração em comparação
aos primeiros três meses do ano e a tendência é
de resultados financeiros ainda mais tímidos para o terceiro
trimestre, de acordo com especialistas ouvidos pelo Valor. A recuperação
de margens e de preços só deverá chegar no
fim do ano. Em comparação ao ano passado, as receitas
do segundo trimestre foram bem superiores. Entretanto, a margem
líquida das usinas praticamente ficou empatada com a de 2004
e caíram drasticamente em relação ao primeiro
trimestre. No período, as usinas foram impactadas pelo aumento
de custos das matérias-primas e pela queda de preço
no mercado internacional. A depreciação do dólar
e o consumo interno em desaceleração também
foram determinantes para os resultados mais fracos no período.
NÍVEL
DE EMPREGO NA INDÚSTRIA PAULISTA REGISTRA CRESCIMENTO
Segundo levantamento da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (FIESP), o nível de emprego
de julho apresentou alta de 0,81% o que representa 16.871 mil novas
vagas, contra 5.816 mil em relação a junho. Já
com ajuste sazonal, o índice apresenta crescimento de 0,47
%. Os dados divulgados nesta quinta-feira (18/08) mostram que houve
uma retomada na geração de empregos na indústria
paulista.
ACADÊMICOS
FALAM EM GUINADA DA ECONOMIA
Os
juros elevados e o baixo crescimento foram fortemente criticados
ontem por um grupo de acadêmicos que participou de seminário
sobre a obra do economista brasileiro Celso Furtado, encerrado ontem.
Eles apóiam uma guinada na política macroeconômica
e uma estratégia de desenvolvimento para o País. O
economista Yoshiaki Nakano disse que há muito espaço
para a queda dos juros. O Banco Central fixa a taxa de juros que
remunera a sobra de caixa dos bancos que é a mesma que remunera
títulos pós-fixados. Nossa taxa é a mais heterodoxa
do mundo e o banco Central é o mais heterodoxo do mundo.
PETRÓLEO
PETROBRAS
VAI INVESTIR US$ 56,4 BILHÕES EM CINCO ANOS
O
plano de negócios da Petrobras para o período 2006-2010
prevê investimentos de US$ 56,4 bilhões e a geração
de 419 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Do total a ser
investido, 65% dos investimentos serão empregados em projetos
desenvolvidos no país. O planejamento foi aprovado na reunião
do Conselho de Administração da Petrobras, no Rio,
com a presença dos ministros Antônio Palocci, da Fazenda,
Dilma Roussef, da Casa Civil, Silas Randeau, de Minas e Energia,
Jaques Wagner, da Coordenação Política, além
do presidente da Petrobras, Sergio Grabrielli e de toda a diretoria
da estatal.
O novo plano será detalhado nesta segunda-feira, em entrevista
coletiva pelo presidente da Petrobras, mas em linhas gerais adiantadas
em nota divulgada pela empresa, ele mantém as "metas
agressivas de crescimento da Companhia estabelecidas no plano anterior”.
“Foi mantida a meta de produção no Brasil da
ordem de 2 milhões 860 mil barris de petróleo e gás
natural em barris equivalentes para 2010, o que possibilitará
uma maior utilização do petróleo nacional na
carga processada (91%), garantindo auto-suficiência para o
país já em 2006", disse o texto. No plano, a
estimativa é de que a produção total da companhia
no Brasil e no exterior chegue em 2010 na casa dos 3,4 milhões
de barris diários de petróleo.
O gerente-executivo de Portifólio de Exploração
e Produção da Perobras, José Luiz Marcusso,
relatou a evolução da produção e as
perspectivas da auto-sufiência de petróleo para o país
já em 2006. "Nós fechamos o primeiro semestre
do ano com uma produção média diária
de produção de 1,637 milhão de barris. No segundo
trimestre, esta média de produção vai crescer
algo em torno de 120 a 130 mil barris por dia. Já a partir
do último trimestre deste ano, a gente pode atingir a auto-suficiência
em termos mensais, mas não será uma auto-suficiência
em média anual", diz.
A Petrobras conta com essa meta a partir da entrada gradativa de
outras unidades produtivas na Bacia de Campos, no Norte Fluminense.
"[A auto-suficiência em petróleo] só acontecerá
no próximo ano quando a companhia estará produzindo
uma média diária da ordem de 1,910 milhão de
barris de petróleo pordia – para atender a um mercado
da mesma ordem de grandeza – isto sim, é a auto-suficiência",
garantiu.
Em seu plano de negócios, a estatal também prevê
um aumento de 74% para 91% do processamento de óleo nacional
no parque de refino da companhia.
Fonte:
Correio Braziliense
MATRIZ DA ALEMÃ THYSSEN APROVA USINA DE US$ 2 BILHÕES
NO BRASIL
Num
cenário de incertezas em relação a todos os
projetos siderúrgicos anunciados nos últimos meses,
a alemã ThyssenKrupp Steel garantiu os recursos necessários
à construção da Companhia Siderúrgica
Atlântica (CSA), no distrito de Santa Cruz, no Rio, um empreendimento
de US$ 2 bilhões.
Na sexta-feira, dia 20 de agosto, a direção mundial
da companhia, maior siderúrgica da Alemanha, bateu o martelo
e aprovou o projeto, onde terá participação
de 90% e aplicará US$ 1,88 bilhão. Sua parceira será
a Companhia Vale do Rio Doce, que terá 10% e deverá
investir US$ 200 milhões, como informou ao Valor Erwin Schneider,
assessor da ThyssenKrupp Steel alemã.
Schneider disse que o Brasil é estratégico para o
grupo alemão no mercado mundial. Segundo ele, a empresa produzirá
4,4 milhões de toneladas de placas a partir de 2008, para
exportação para os Estados Unidos e Europa. Ele não
mencionou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) como futuro sócio da empresa, apenas a Vale.
Mas, fontes do banco informaram que estavam aguardando a aprovação
do projeto pela Thyssen para retomarem as conversas com o grupo
alemão sobre o apoio financeiro ou participação
acionária na CSA.
Dirigentes da Thyssen e Aristides Corbellini, que será o
presidente executivo da CSA, estiveram mês passado no banco,
reunidos com o presidente Guido Mantega e seu vice, Demian Fioca.
Os executivos da Thyssen mostraram interesse na participação
do banco como associado ao projeto. O assunto está em discussão
no BNDES, que não descarta a possibilidade de ter uma participação
minoritária (de até 20%) na siderúrgica.
O financiamento do projeto será 100% em equity, conforme
havia adiantado Corbellini, em entrevista recente. O executivo foi
procurado para falar sobre a CSA, mas não quis dar entrevistas.
O projeto da CSA prevê, além da construção
da usina, gastos de mais US$ 300 milhões com a uma coqueria
para 1,4 milhão de toneladas/ano de coque, uma termelétrica
com capacidade de 250 MW e dois terminais portuários, um
para importação de carvão e outro para exportação
de placas.
A Thyssen vai liderar a construção da usina, mas os
projetos de energia e logística serão encabeçados
pela Vale. A meta é a CSA começar a operar em meados
de 2008. A Vale deverá fornecer 7,5 milhões de toneladas
de minério de ferro por ano para tocar a produção
de placas, das quais 50% serão destinados a suprir as usinas
do grupo Thyssen na Alemanha. Procurada através da sua assessoria,
a Vale não deu retorno para falar sobre o projeto da CSA.
Além da participação na CSA, a mineradora brasileira
tem parcerias anunciadas em mais três novos projetos siderúrgicos
no país para produção de placas. Em todos,
a Vale será minoritária, como reza a estratégia
da companhia. No projeto da Usina Siderúrgica do Ceará
(USC), a mineradora faz parceria com a italiana Danielli e a coreana
Dongkuk Steel. Mas, este arranjo societário ainda não
foi concluído, podendo entrar o BNDES na sociedade. Outro
projeto é com a chinesa Baosteel, na região de São
Luiz, no Maranhão. Também foi assinado um acordo de
intenção com a coreana Posco, de construção
de outra usina no Maranhão, também de 4,5 milhões
de toneladas de placas por ano.
Até agora, o único projeto que realmente caminhou
foi o da CSA. O projeto da Baosteel, segundo analistas do setor,
pode acabar não saindo, pois está às voltas
com questões ambientais e sociais na área da ilha
de São Luis. Outro fato que perturbou seu andamento foi o
estudo de viabilidade, que estimou um investimento 20% mais caro
que o previsto por conta de carga tributária e outros custos.
Conforme o estudo, seriam necessários investimentos de US$
2,2 bilhões para construir a usina e não os previstos
US$ 1,5 bilhão. Este problema pode ter sido resolvido com
a chamada MP do Bem, que abate carga tributária em projetos
de investimento para exportar, como será o caso da usina
de placas da Baosteel, com produção prevista de 4,5
milhões de toneladas.
O projeto da USC está emperrado por conta de um acordo de
gás com a Petrobras. A usina será tocada pelo processo
de redução direta na produção de aço,
que necessita de gás. O Gasoduto do Nordeste (Gasene), que
proveria a USC, ainda não saiu do papel. O valor do projeto
é da ordem de US$ 750 milhões com produção
estimada de 1,5 milhão de toneladas de aço por ano.
O BNDES já enquadrou um pedido de financiamento da ordem
de US$ 110 milhões, mas ainda não fez a análise
do projeto. A USC quer a participação societária
do banco no negócio. As conversas ainda estão em curso
no BNDES.
A assinatura de um acordo de intenção entre a Vale
e a coreana Posco para fazer uma usina de placas no Maranhão
pode não ir para frente, na visão dos analistas. Recentemente,
a maior siderúrgica da Coréia definiu um investimento
na India, país que disputa com o Brasil projetos siderúrgicos,
da ordem de US$ 12 bilhões, depois de ter obtido do governo
indiano a concessão de exploração de uma mina
de minério de ferro.
Fonte:
Valor Online
PETROBRAS RETIRA INCENTIVO DO GÁS DA
BOLÍVIA
A
Petrobras informou aos seus clientes a substituição
do preço-teto do gás boliviano por um sistema temporário
de descontos, implicando reajustes médios sobre o preço-final
(commodity mais transporte) de 13% a partir de 1º de setembro
de 2005 e de 10% adicionais a partir de 1º de novembro de 2005.
As condições contratuais para o gás boliviano
-- sem desconto -- voltarão a ser aplicadas, integralmente,
a partir de 1º de janeiro de 2006.
A decisão foi tomada após a Petrobras ter absorvido,
desde janeiro de 2003 (32 meses) reajustes de preços ocorridos
no contrato de compra do gás da empresa boliviana YPFB, utilizando
mecanismos comerciais para incentivar o mercado atendido pelo gás
da Bolívia. O preço de aquisição do
gás boliviano está vinculado a uma cesta de derivados
de petróleo, que tem sofrido aumentos significativos nos
últimos meses, refletindo no incremento do seu preço.
Para o consumidor final, o impacto imediato destes ajustes dependerá
de cada integrante da cadeia de distribuição (distribuidoras
e postos), de aspectos regulatórios específicos das
diferentes áreas de concessão, e da participação
do custo do gás no preço de cada segmento.
A Companhia informou também aos seus clientes que os preços
do gás natural de produção nacional, igualmente
fixos por um período de dois anos e oito meses (desde janeiro
de 2003), serão atualizados em 6,5 %, a partir de 1º
de setembro de 2005, e adicionalmente, em 5%, a partir de 1º
de novembro de 2005.
A atualização dos preços se tornou necessária
diante da significativa evolução dos custos de exploração,
produção, aquisição e transporte de
gás natural, neste período de 32 meses, de forma a
assegurar a sustentabilidade dos esforços da Petrobras para
o desenvolvimento do mercado desse combustível, que é
de fundamental importância para o desenvolvimento industrial
e para o meio ambiente. Além de reafirmar seu compromisso
com o crescimento sustentável do mercado brasileiro de gás
natural, a Petrobras entende que esses ajustes mantêm o produto
competitivo em relação aos demais combustíveis,
independentemente de suas significativas vantagens ambientais e
operacionais como combustível nobre. Ao manter os preços
do gás natural de produção nacional sem alteração
desde janeiro de 2003, a Petrobras teve como objetivo contribuir
para o desenvolvimento de uma política comercial que garanta
a competitividade do produto, estimulando o seu consumo por segmentos
que, a longo prazo, serão seus principais usuários,
e trazendo vantagens para o país, tanto do ponto de vista
econômico como de preservação ambiental.
Visando atender à expansão do mercado de gás
natural, a Petrobras vem aplicando recursos crescentes para aumentar
e desenvolver as reservas já descobertas, descobrir novos
reservatórios e elevar a oferta do gás natural produzido
no País.
Fonte: Petrobras
PAPEL
E CELULOSE
SETOR DE PAPEL E CELULOSE LUCRA MAIS
A
trajetória de queda do dólar no primeiro semestre
de 2005 inflou os resultados da indústria de celulose e papel.
É o que revela um levantamento da consultoria Economática,
de São Paulo. Avaliação feita a partir dos
balanços financeiros de janeiro a junho mostra que o lucro
líquido de R$ 1,643 bilhão, 36,1% (em termos reais)
superior ao do mesmo período do ano passado, foi ajudado
pela desvalorização do dólar. "Foi apenas
um efeito financeiro provocado pelo barateamento das dívidas
em dólar em decorrência da desvalorização
desta moeda. Basta ver que a receita líquida de venda e o
lucro operacional das companhias, na média, caíram.
A situação do setor piorou", diz Fernando Exel,
presidente da Economática. O aumento dos preços internacionais
não compensou a queda do dólar na formação
do faturamento líquido, um efeito colateral que se contrapôs
ao benefício na conta financeira das empresas. O recuo do
dólar entre os dois períodos resultou numa economia
de reais de R$ 1,189 bilhão. "Melhor seria se o dólar
tivesse se valorizado. Seria um benefício mais efetivo para
as empresas exportadoras. Muito melhor do que um ganho contábil,
como houve", diz. Com a apreciação do real, as
companhias precisaram de menos moeda local para pagar as dívidas
em dólares. "Esse foi um benefício financeiro
que se reflete no lucro líquido. O problema é que
essa situação provoca um efeito colateral: reduz as
receitas de vendas", diz Exel. O setor teve redução
de 5,4% nas vendas líquidas, de R$ 7,726 bilhões para
R$ 7,306 bilhões. O lucro operacional registrou queda ainda
maior, 17,3% entre o primeiro semestre de 2004 e o de 2005; recuou
de R$ 2,378 bilhões para R$ 1,967 bilhão. Apesar do
lucro, a situação não é boa para o setor.
"As condições da indústria de papel e
celulose piorou do ano passado para cá", afirma. Há
outro indicador importante. A relação lucro operacional
sobre a dívida líquida do setor caiu de 15,3% para
14,3% - para cada R$ 100 em dívida, a indústria conseguiu
gerar R$ 14 em lucro operacional. "Se avaliarmos linearmente,
veremos que até o fim do ano a relação lucro
operacional/dívida líquida será de 28%. É
baixo, já que o setor deve tirar desse valor o pagamento
de juros e de impostos", afirma Exel.
Fonte:
O Estado de São Paulo
FIBRA
CURTA TERÁ MAIOR PRESENÇA NA INDÚSTRIA
O
desenvolvimento de novas aplicações para a celulose
de eucalipto, aliado à valorização da moeda
canadense e à limitação nos cortes de madeira
nas florestas norte-americanas, pode levar a uma substituição
da celulose de fibra longa pela de fibra curta em alguns nichos
papeleiros.
Esta é a opinião de Kurt Schaefer, economista norte-americano,
que ressalta a grande oportunidade de ampliação nos
negócios mundiais que esta tendência traria aos brasileiros.
De acordo com Tulio César Reis Gomes, superintendente comercial
da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), o Brasil exporta cerca de
90% de sua produção de celulose de mercado. Hoje,
o consumo mundial deste setor é de 46,6 milhões de
toneladas, das quais 44% referem-se à fibra longa, 42% correspondem
à fibra curta e 18% dizem respeito a outros tipos de celulose.
Do total de 19,7 milhões de toneladas de celulose de fibra
curta consumido no mundo, 44% são de eucalipto, o equivalente
a 8,8 milhões de toneladas. O Brasil, quinto maior produtor
de celulose de mercado do mundo, responde por 61% do consumo global
de celulose de fibra curta de eucalipto, o que corresponde a 5,3
milhões de toneladas anuais. "Dentro de quatro anos
ultrapassaremos o Japão, a Suécia e a Finlândia
no fornecimento mundial", prevê Gomes.
Fonte: DCI
ENERGIA
GRANDES EMPRESAS SAEM DE PROJETOS HIDRELÉTRICOS
As
altas estratosféricas dos custos de transmissão de
energia levaram investidores como a Vale do Rio Doce e a BHP Billiton
a tentar vender algumas de suas participações em projetos
hidrelétricos já licitados. Estatais como Furnas e
Eletronorte demonstram interesse e deverão ocupar o lugar
desses grandes consumidores nos empreendimentos. A Vale quer vender
sua participação de 40% na hidrelétrica de
Foz do Chapecó, onde é sócia da CPFL Energia
e da estatal gaúcha CEEE. A hidrelétrica é
um projeto de R$ 1,8 bilhão e será construída
na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os custos de
transmissão da energia e os encargos setoriais passaram a
ser inviáveis para a Vale, que pretende consumir a energia
na Região Sudeste. A principal interessada na participação
é Furnas, mas correm por fora Tractebel e a estatal Eletrosul.
Outro grande autoprodutor de energia, a BHP Billiton quer se desfazer
dos 16,48% que detém na hidrelétrica de Estreito,
um projeto de R$ 2,5 bilhões. A mineradora já contratou
a administradora de recursos financeiros Rio Bravo para coordenar
a operação e o "data room" deverá
ser aberto em setembro. A disposição da Eletronorte
de entrar em Estreito foi anunciada formalmente pela estatal ao
Ministério das Minas e Energia. Os grandes consumidores foram
os maiores investidores em hidrelétricas nos leilões
que ocorreram entre 2000 e 2002, e chegaram a pagar 3.000% de ágio
em alguns projetos. Mas, agora, o cenário mudou. Levantamento
feito pela associação dos autoprodutores de energia
mostra que nos últimos dois anos as tarifas de uso da infra-estrutura
elétrica e alguns encargos do setor aumentaram em sete vezes.
Passaram de R$ 7 para R$ 69 por megawatt-hora.
Fonte:
Valor on line
GÁS
NATURAL
SETOR
DE GÁS NATURAL ALERTA PARA RISCO DE DESABASTECIMENTO
O
déficit de gás natural no Brasil neste ano será
de 18 milhões de m3 por dia. A Associação Brasileira
das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás)
lançou um alerta para o fato de haver desabastecimento em
dois anos. Na Bahia, o mais antigo consumidor de gás natural
do país, vigora neste momento um racionamento. O setor cobra
rapidez do governo federal e do Ministério de Minas e Energia
para estabelecer um programa nacional de infra-estrutura para expandir
a oferta e, principalmente, fazer a interligação da
malha nacional, seja no Sul - como porta de entrada do gás
argentino -, seja a interligação Sudeste-Nordeste
pelo Gasene. As reservas de gás natural no país chegam
a 326,1 bilhões de m3, suficientes para atender à
demanda.
Sem um plano nacional, a única política em vigor no
país relacionada ao gás é a comercial, realizada
pela Petrobras e pelas 19 distribuidoras. O governo federal, que
promete há anos a política nacional para o gás,
alega que "discute com o setor" uma proposta de Projeto
de Lei de Política do Gás que enviará ao Congresso
Nacional em dois meses.
Fonte:
Diário do Comércio
GÁS
NATURAL GARANTE ECONOMIA DE 50%
O
uso do gás natural em indústrias metalúrgicas
pode garantir economia de 45% a 50% nos processos produtivos movidos
a gás, se comparados ao GLP, sem perder eficiência
térmica. Esse é um dos resultados da pesquisa feita
pelo Instituto Superior Tupy, da Sociedade Educacional de SC (Sociesc),
de Joinville, que será divulgada dia 25 de agosto, às
9h, no auditório da instituição.
O projeto, que estudou as vantagens do uso do gás em metalúrgicas,
recebeu investimento de R$ 530 mil. Foi financiado pela SCGás,
Petrobras, TBG e Finep. Em relação ao óleo
diesel, a economia ficou entre 10% e 15%.
A pesquisa apontou, também, um melhor aproveitamento na hora
da queima. O GLP queima até 85% e o restante se torna impureza,
que prejudica o meio ambiente.
Fonte: Diário Catarinense
DEMANDA
PODE AUMENTAR PREÇO DO GÁS
O
crescimento na demanda do gás pode levar a Petrobras a reajustar
o preço do produto. A informação é do
presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ele informou
que desde 1998 a demanda cresceu numa média de 14 % ao ano,
mas somente de 2003 para 2004, superou 19%, e os dados de 2005 continuam
indicando para crescimento elevado. "Esse ritmo dificilmente
será sustentável em médio prazo", defendeu.
A decisão sobre o reajuste está sendo analisada na
empresa, segundo Gabrielli, que destacou a concessão de benefícios
em momentos de cenários internacionais diferentes. Agora,
eles precisam ser avaliados: "Tivemos uma política de
dar descontos para o gás a fim de estimular a demanda, em
2003 e 2004. Nós temos, hoje, um aumento de custos na Bolívia
e temos um acelerado crescimento da demanda. É possível
que seja necessário um certo ajuste".
Fonte: O Dia
INDÚSTRIA
AUTOMOTIVA
Produção,
vendas e exportações de carros caíram em julho
frente a junho. Mas no acumulado do ano, crescimento de 14,5% sobre
2004. Após meses de produção e exportação
recordes de veículos, o setor automotivo voltou a registrar
queda nos números em julho. Assim como em junho, dados da
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea) mostram desaceleração do crescimento
da indústria. No mês em questão, tanto a produção
como o licenciamento de veículos e as exportações
foram menores do que os valores registrados no mês anterior.
Já na comparação dos últimos 12 meses,
ou seja, julho de 2005 contra julho de 2004, os números continuaram
a subir, mas com menor intensidade. Segundo o presidente da Anfavea,
Rogelio Golfarb, foram fabricados 202,4 mil veículos em julho
contra 216 mil em junho — queda de 6,3%. Na comparação
com julho de 2004, houve alta de 7,8% na produção
de veículos. No acumulado do ano, foram produzidos 1,23 milhão
de veículos, alta de 14,5% frente ao ano passado. Já
as exportações medidas em valores caíram 6,6%
entre julho e junho, com a redução do volume de US$
1,01 bilhão para US$ 940,9 milhões. Na comparação
com julho de 2004, os números aumentaram 25,8%. Na época,
as exportações ficaram em US$ 747,9 milhões.
No acumulado do ano, as exportações somam US$ 4,46
bilhões, número 37,4% maior se comparado ao mesmo
período de 2004. “A queda nos números do mês
de julho na comparação com junho indicam a desaceleração
do crescimento do setor no país. É uma queda contrária
à sazonalidade do período. No entanto, na comparação
com 2004, percebemos que a indústria automotiva ainda cresce,
mas em um ritmo menos acelerado”, comenta Golfarb. As vendas
de máquinas agrícolas para o mercado interno também
voltaram a cair. Em julho, foram vendidas 2 mil unidades contra
2,2 mil em junho. Frente a julho de 2004, a queda é ainda
maior: de 45,3%.
Fonte:
Diário de S. Paulo
INDÚSTRIA
NAVAL
DRAGAGEM
DE SANTOS DEVE SER RETOMADA NAS PRÓXIMAS SEMANAS, DIZ DIRETOR
Outro
problema enfrentado para a implantação do Terminal
de Exportação de Veículos (TEV), a paralisação
da dragagem do estuário deve estar solucionada até
a segunda quinzena do próximo mês, mesma época
prevista para a emissão do alfandegamento, informou o diretor
comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico.
O serviço foi suspenso no último dia 18 de julho,
devido a irregularidades detectadas pela Cetesb (subordinada à
Secretaria Estadual de Meio Ambiente) nos relatórios de monitoramento
ambiental da operação. A avaliação serve
para verificar a concentração de poluentes no material
escavado do fundo do canal de navegação. Os documentos
que originaram o problema já foram revisados e devem ser
apresentados à Cetesb nesta semana. À frente das negociações
com o Estado para a retomada da dragagem, Pierdomenico acredita
que o órgão possa liberar o serviço em sete
dias (no final do mês), permitindo o recomeço dos trabalhos
nas semanas seguintes. A operação das dragas terá
como prioridade a região do TEV, informou o diretor. ‘‘Em
alguns dias, tudo ali estará pronto’’, disse.
Os pontos de atracação do terminal apresentam atualmente
oito metros (há alguns com dez metros) de calado. Para a
escala dos navios especializados no transporte de veículos
(os ro-ro), são necessários 12 metros. Nesse aprofundamento,
a Volkswagen Transport estima que seja necessária a retirada
de 67 mil metros cúbicos de sedimentos. Transport, Richard
Schues, considerou os atrasos relacionados ao terminal como ‘‘preocupantes’’.
Mas ele acredita que o alfandegamento seja obtido a partir da interferência
da Codesp junto à Secretaria da Receita Federal.
Para o empresário, o TEV ‘‘é um empreendimento
de interesse público’’. Segundo ele, a instalação
irá resolver as limitações do Porto de Santos
para o embarque de carros, situação considerada ‘‘caótica’’.
Subsidiária responsável pelo transporte da produção
da multinacional, a VW Transport tem previsto um embarque de 1.500
modelos Fox no próximo dia 31. Como o Terminal de Exportação
de Veículos ainda não estará pronto, Schues
estuda utilizar o cais da margem direita ou até transferir
parte da carga para o Porto de Paranaguá (PR). ‘‘Um
certo volume a gente consegue embarcar pela margem direita do porto’’,
afirmou. Capaz de movimentar até 150 mil autos por ano, o
TEV será o segundo terminal do complexo especializado no
embarque de veículos. Atualmente, apenas a Deicmar, com um
pátio no Cais do Saboó (margem direita), realiza a
operação. Mas a capacidade de sua instalação
não é suficiente para abarcar a atual demanda de veículos
movimentados pelo porto.
Procurada para se manifestar sobre os problemas enfrentados pelo
TEV, a operadora portuária responsável pela implantação
da unidade, a Santos Brasil, não fez qualquer declaração
sobre o assunto. A empresa investiu R$ 36,5 milhões no projeto,
o que envolveu a recuperação do aterro do terminal
e a construção do pátio.
Fonte: A Tribuna de Santos
SIDERURGIA
SIDERURGIA
PERDE FÔLEGO E MARGEM
O
desempenho das siderúrgicas no segundo trimestre já
demonstra uma leve desaceleração em comparação
aos primeiros três meses do ano e a tendência é
de resultados financeiros ainda mais tímidos para o terceiro
trimestre, de acordo com especialistas ouvidos pelo Valor. A recuperação
de margens e de preços só deverá chegar no
fim do ano.
Em comparação ao ano passado, as receitas do segundo
trimestre foram bem superiores. Entretanto, a margem líquida
das usinas praticamente ficou empatada com a de 2004 e caíram
drasticamente em relação ao primeiro trimestre. No
período, as usinas foram impactadas pelo aumento de custos
das matérias-primas e pela queda de preço no mercado
internacional. A depreciação do dólar e o consumo
interno em desaceleração também foram determinantes
para os resultados mais fracos no período. Segundo Pedro
Galdi, analista do ABN Amro Corretora, as usinas preferiram comercializar
volumes menores a perder margens maiores no segundo trimestre. "O
cenário não chega a ser desesperador". A mesma
estratégia deverá ser adotada no terceiro trimestre,
por conta dos altos estoques em toda a cadeia. Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN) e Gerdau revisaram para baixo suas expectativas de
vendas para este ano. Recentemente, a Acesita anunciou corte de
30 mil toneladas para adequar seus estoques à realidade do
mercado.
No mercado "spot" (importante balizador para os negócios
de longo prazo) o preço da placa para o terceiro trimestre
já é negociado entre US$ 350 e US$ 360 por tonelada.
No início do ano, a cotação era de US$ 550.
Marcelo Aguiar, analista do Merril Lynch, diz que os estoques elevados
deverão jogar os níveis de vendas para o "fundo
do poço" já no mês de agosto no mercado
interno. A situação é mais grave no segmento
de planos, em que os estoques são estimados atualmente em
82 dias, enquanto o normal é um volume suficiente para 57.
No caso dos longos (cujos principais produtores são Gerdau
e Belgo Mineira) os estoques são estimados em 30 dias, o
que é considerado saudável.
Dessa forma, o analista acredita em impactos menos significativos
para os produtores de longos no terceiro trimestre, que serão
beneficiados pela queda de preço de suas principais matérias-primas,
a sucata e o ferro-gusa. Pode ainda haver uma recuperação
do consumo, ligado à retomada da construção
civil. Nos planos, ao contrário, haverá entre julho
e setembro o reflexo do reajuste do carvão, em 120% neste
ano.
Aguiar ainda lembra o alto prêmio pago pelo mercado interno
(de 40%) em comparação aos preços externos.
O preço médio da tonelada de longos, a US$ 500 no
mercado internacional, enquanto a tonelada foi negociada no segundo
trimestre a US$ 740.
Para o quarto trimestre, os estoques internacionais deverão
estar regularizados, o que deverá elevar a cotação
do produto em cerca de 5%. Luiz Martinez, diretor de vendas da CSN,
afirmou que as vendas para setembro já mostram preços
entre 5% e 10% maiores para os laminados a quente.
Os preços das bobinas a quente devem se manter estáveis,
segundo o executivo, sendo cotadas entre US$ 630 a US$ 690 por tonelada.
A siderúrgica americana Nucor também anunciou reajustes
da ordem de 15%.
Galdi, do ABN só acredita em reajustes mais fortes caso a
China e os Estados Unidos voltem a comprar aço com voracidade.
Fonte:
Valor on line
MERCADO
NÍVEL
DE EMPREGO NA INDÚSTRIA PAULISTA REGISTRA CRESCIMENTO
Segundo levantamento da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (FIESP), o nível de emprego
de julho apresentou alta de 0,81% o que representa 16.871 mil novas
vagas, contra 5.816 mil em relação a junho. Já
com ajuste sazonal, o índice apresenta crescimento de 0,47
%. Os dados divulgados nesta quinta-feira (18/08) mostram que houve
uma retomada na geração de empregos na indústria
paulista.
De acordo com o estudo no acumulado do ano até julho, o nível
de emprego industrial registrou saldo positivo de 3,54% sem ajuste
sazonal, o que significa a criação de 72.805 novos
postos de trabalho. No acumulado de 12 meses, até o fim de
julho, sem ajuste sazonal a alta do emprego industrial foi de 4,47%,
o que corresponde a 91.435 empregos criados.
Resultados mensais comparativos mostram que o mês de julho
de 2005 foi o segundo melhor julho desde 2000. Segundo o diretor
do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, Paulo Francini,
“os dados devem ser analisados de forma racional e não
com muita euforia, pois não sabemos ainda se este crescimento
representa um pequeno espasmo ou uma retomada de fôlego”.
O estudo mostra ainda, que das variações percentuais
mensais disponibilizadas pelos 47 Sindicatos Pesquisados, 24 registraram
desempenho positivo enquanto 17, negativo. Do total, 06 permaneceram
estáveis. Os setores que apresentaram queda foram: Adubos
e Corretivos Agrícolas, 5,48%, Calçados de Franca,
2,17%, Lâmpadas e aparelhos Elétricos de Iluminação,
1,09%. Já os setores que mais cresceram foram: Congelados
e Supercongelados, 15,71%, Bebidas em Geral, 4,61% e Materiais de
Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, 3,28%.
Fonte: Fiesp
ACADÊMICOS
FALAM EM GUINADA DA ECONOMIA
Os
juros elevados e o baixo crescimento foram fortemente criticados
ontem por um grupo de acadêmicos que participou de seminário
sobre a obra do economista brasileiro Celso Furtado, encerrado ontem.
Eles apóiam uma guinada na política macroeconômica
e uma estratégia de desenvolvimento para o País. O
economista Yoshiaki Nakano disse que há muito espaço
para a queda dos juros. O Banco Central fixa a taxa de juros que
remunera a sobra de caixa dos bancos que é a mesma que remunera
títulos pós fixados. Nossa taxa é a mais heterodoxa
do mundo e o banco Central é o mais heterodoxo do mundo.
Fonte:
O Estado de S. Paulo |