| PETROBRAS
EMBARCA ETANOL PARA A VENEZUELA
O
primeiro carregamento de etanol combustível (álcool
anidro) exportado pela Petrobras para a Venezuela partiu do Rio
de Janeiro, a bordo do navio-tanque Nara. O contrato de cinco anos
ainda está sendo negociado e prevê, inicialmente, o
embarque mensal de cerca de 25 mil metros cúbicos do combustível.
LULA E CHÁVEZ LANÇARÃO REFINARIA EM
PERNAMBUCO
A
construção da refinaria de petróleo de US$
2 bilhões em Pernambuco deve ser iniciada até o segundo
semestre de 2006. O secretário de Desenvolvimento Econômico,
Turismo e Esportes do Estado, Alexandre Valença, declarou,
que serão necessários pelo menos dez meses para regularizar
toda a situação do empreendimento, tal como a concessão
de licença ambiental e a licitação para a obra,
a contar do anúncio oficial de sua implantação.
ANP AUTORIZA QUINTO PRODUTOR DE BIODIESEL
A
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) aprovou no último dia 26 de
julho, em reunião de diretoria, a autorização
para a empresa Brasil Biodiesel, de Floriano , Piauí, produzir
biodiesel. Outras quatro empresas já estão produzindo
o produto. A Soyminas, localizada no município de Cássia,
Minas Gerais, e a Agropalma, de Belém do Pará, receberam
autorização em março deste ano.
PETROBRAS
ALUGA PLATAFORMAS NO VALOR DE US$ 1,2 BILHÃO
Cartas
de intenção prevêem entrada em operação
no início de 2007 na Bacia de Campos. A Petrobras enviou
cartas de intenção à empresa Modec para alugar
dois navios-plataforma para operação na Bacia de Campos.
Juntos, os contratos têm um valor estimado em US$ 1,23 bilhão,
informou a estatal
PETROBRAS
QUEIMA 10 MILHÕES DE METROS CÚBICOS DE GÁS
POR DIA
A
queima diária de gás natural em maio corresponde a
quase duas vezes o consumo de gás natural veicular (GNV)
no País, utilizado pela frota de quase 950 mil veículos
convertidos para uso do combustível e mais de 20 vezes o
consumo residencial. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro
de Petróleo e Gás (IBP), o consumo diário de
GNV ficou em torno de 5,2 milhões em abril, enquanto o consumo
residencial está abaixo dos 500 mil metros cúbicos
diários.
ARACRUZ EXPANDE TRANSPORTE MARÍTIMO
A
Aracruz inaugurou oficialmente no dia 29 de julho, a expansão
do seu sistema de transporte marítimo de madeira por barcaças.
O evento, que ocorrerá no Espírito Santo, marca o
início da operação de transporte de madeira
com produtividade máxima, envolvendo quatro barcaças
e dois empurradores desenvolvidos pela empresa de navegação
Norsul.
PRODUÇÃO DE AÇO DEVE CAIR APÓS
TRÊS
A
siderurgia brasileira passará por ajuste forçado em
2005, com reduções na produção, nas
vendas internas e nas exportações comparativamente
a 2004, ano considerado "ímpar" em termos de bons
resultados pelos industriais do setor. A previsão revisada
do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), indica que a produção
de aço bruto ficará em 31,5 milhões de toneladas,
com queda de 4,4% em relação ao ano passado.
INPA
INVESTE R$ 62,5 MILHÕES EM NOVA PLANTA
A
Indústria de Embalagens Santana (Inpa), de Pirapetinga (MG),
investirá R$ 62,5 milhões na construção
de sua nova unidade. Segundo Antônio da Silva, coordenador
da gestão da qualidade e meio ambiente da companhia, a fábrica
será instalada em Uberaba e representará um incremento
de 20% no faturamento global de empresa que, este ano, chegará
a R$ 225 milhões. "E apenas com a unidade de Pirapetinga
já crescemos em receita, este ano, 20% em comparação
a 2004", ressalta Silva.
ANP: CONTEÚDO LOCAL SERÁ CRITÉRIO DE
ELIMINAÇÃO NA SÉTIMA RODADA
O
diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, explicou que a Sétima
Rodada de Licitações, marcada para outubro, no Rio
de Janeiro, é um desdobramento do modelo das 6 últimas
rodadas.
Segundo ele, esse é um processo que ainda está no
início uma vez que o país só explora 3% dos
6,5 milhões de quilômetros quadrados das suas 29 bacias
sedimentares, e só tem conhecimento sobre o subsolo de 7%
desse total.
PBGÁS
AGILIZA IMPLANTAÇÃO DO GASODUTO
Segundo
Franklin de Araújo Neto, presidente da PBGás, a obra
do gasoduto, que liga João Pessoa a Campina Grande, será
inaugurada em agosto próximo. Isso é o resultado de
investimento de R$ 49,3 milhões, e que oferecerá uma
malha interna na cidade campinense com extensão de 22 quilômetros.
VENDA DE MÁQUINAS CAI E ABIMAQ PROTESTA
A
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
e Equipamentos (Abimaq) encontrou o argumento que usará para
cobrar uma mudança imediata da política econômica
do governo Lula: a queda no consumo interno de bens de capital.
Uma carta assinada pelo presidente da entidade, Newton de Mello,
foi encaminhada ontem ao Palácio do Planalto com dois números
que, para a Abimaq, demonstram esse recuo.
CEG
E CEG RIO VÃO INVESTIR R$ 1,1 BI PARA ATENDER 42 MUNICÍPIOS
"Vamos
ter contratos de suprimento superiores à produção
da Bacia de Campos", afirma o secretário de Energia,
Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo
ele, o ritmo acelerado de expansão da malha de gasodutos
no estado está levando algumas indústrias ao interior
fluminense, a exemplo de uma cervejaria de origem alemã (não
revelada por ele) e siderúrgicas da Gerdau e da Thyssen.
COSIPA OBTÉM 1ª LICENÇA PARA DRAGAGEM
O
Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovou ontem a viabilidade
ambiental da dragagem do Canal de Piaçaguera, em Cubatão.
Mesmo com promotores do Ministério Público ameaçando
acionar os responsáveis pela concessão por improbidade
administrativa, o pedido de Licença Prévia (LP) do
projeto foi atendido. A expectativa da Cosipa, principal responsável
pelo empreendimento, é que os trabalhos comecem nos primeiros
meses do próximo ano.
OBRAS
NO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL TEM VERBA GARANTIDA
As
obras em andamento para a revitalização do porto de
São Francisco do Sul já estão com recursos
garantidos e devem ser concluídas até o final de 2006.
A previsão é do presidente da administração
do porto, Fernando José Camacho, que se reuniu ontem com
representantes das iniciativas pública e privada, responsáveis
pelos investimentos.
CONVÊNIO VAI FOMENTAR MERCADO DE PEÇAS NAVAIS
Com
o objetivo de atingir a meta de 65% de conteúdo nacional
nas 42 embarcações em licitação na Petrobras
Transportes (Transpetro), a Associação Brasileira
da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e
o Sindicato Nacional da Indústria de Construção
Naval (Sinaval) assinaram ontem, na sede do Clube Naval, no Centro
do Rio, um convênio de cooperação.
VILLARES
ESPERA LICENÇA DE AMBIENTE PARA INICIAR USINA
A Aços Villares, empresa controlada pelo grupo espanhol Sidenor,
aguarda licença ambiental para iníciar a construção
da primeira usina de ferro-gusa com tecnologia Tecnored (produção
de ferro a partir de processo de auto-redução de metais).
O projeto seria realizado em Anchieta (ES), mas a siderúrgica
acabou optando por executá-lo na própria planta, em
Pindamonhangaba (SP). Apesar do entrave ambiental, está prevista
a conclusão do projeto no primeiro trimestre de 2006.
GOVERNO
PREPARA LEILÃO PARA VIABILIZAR AS USINAS TÉRMICAS
O Ministério de Minas e Energia já tem o esboço
de um modelo de licitação da energia de usinas termoelétricas,
e também uma data para esse leilão: dezembro. Dessa
forma, as térmicas não concorrerão diretamente
com a energia das hidrelétricas, cuja produção
é mais barata.
GERDAU
ACUMULA LUCRO SEMESTRAL DE R$ 1,7 BILHÃO
O crescimento das exportações, os altos preços
dos aços especiais e a consolidação de ativos
adquiridos em 2004 impulsionaram os lucros do grupo Gerdau no primeiro
semestre. O lucro líquido subiu 30%, atingindo R$ 1,7 bilhão.
No segundo trimestre, porém, essas atividades responderam
por 74,2% das vendas. Por conta da desaceleração da
economia brasileira e estoques em alta, a Gerdau intensificou as
exportações.
PETRÓLEO
PETROBRAS EMBARCA ETANOL PARA A VENEZUELA
O
primeiro carregamento de etanol combustível (álcool
anidro) exportado pela Petrobras para a Venezuela partiu do Rio
de Janeiro, a bordo do navio-tanque Nara. O contrato de cinco anos
ainda está sendo negociado e prevê, inicialmente, o
embarque mensal de cerca de 25 mil metros cúbicos do combustível.
A operação resulta de memorando de entendimentos assinado
durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao
presidente venezuelano Hugo Chávez. O documento visa a cooperação
na implantação de programa de adição
de etanol combustível à gasolina. Na Venezuela, uma
nova lei determina a eliminação do chumbo tetraetila
até agosto. Inicialmente, a Petroleos de Venezuela (PDVSA)
introduzirá na região oriental do país a adição
do etanol à gasolina na proporção de 8%. Após
período de adequação, o combustível
poderá ser usado no restante do país num percentual
de até 10%.
Para o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa,
"ao realizar essa primeira exportação de etanol
combustível para a Venezuela, a Petrobras conforme seu Planejamento
Estratégico, reforça sua posição como
empresa de energia, proporciona ganhos substanciais em relação
ao meio ambiente, consegue novos mercados e segmentos, incentiva
o crescimento do Brasil, além de colaborar para a integração
dos países da América do Sul".
Fonte:
Radiobras
LULA
E CHÁVEZ LANÇARÃO REFINARIA EM PERNAMBUCO
A
construção da refinaria de petróleo de US$
2 bilhões em Pernambuco deve ser iniciada até o segundo
semestre de 2006. O secretário de Desenvolvimento Econômico,
Turismo e Esportes do Estado, Alexandre Valença, declarou
que serão necessários pelo menos dez meses para regularizar
toda a situação do empreendimento, tal como a concessão
de licença ambiental e a licitação para a obra,
a contar do anúncio oficial de sua implantação.
O comunicado deve ser feito até a segunda quinzena de agosto
pelo presidente Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
em Suape. A refinaria será chamada Abreu e Lima, em homenagem
ao pernambucano que lutou pela libertação da Venezuela.
A data será fechada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, que ontem esteve reunida por mais de uma hora, em Brasília,
com o governador Jarbas Vasconcelos, com o secretário Alexandre
Valença e com o presidente do Porto de Suape, Matheus Antunes.
“A ministra disse que fará a programação
da visita, ajustando as agendas e lutando para que isso ocorra em
Pernambuco até agosto. Amanhã (hoje),ela irá
a Petrobras para ajustar os detalhes comerciais”, comentou
Valença.
A companhia petrolífera brasileira será sócia
da estatal Petroleos da Venezuela S.A. (PDVSA). Especula-se que
a estatal venezuelana entrará com 70% do capital e a empresa
brasileira, com 30%. Entretanto, nada oficial foi revelado a este
respeito. A refinaria é aguardada no Estado há mais
de 30 anos. No último dia 20 de julho, quando esteve no Recife,
o presidente Lula autorizou o governador Jarbas a confirmar que
a refinaria era do Estado. No dia 14 de fevereiro, o presidente
Lula foi a Caracas (Venezuela), onde assinou um protocolo de intenções
entre a PDVSA e a Petrobras para a implantação de
uma unidade de refino desse tipo em território brasileiro
e, na ocasião, a própria ministra Dilma, então
do Ministério de Minas e Energia, teria “vazado”
a informação de que o empreendimento viria para Pernambuco.
Fonte: Folha de Pernambuco
ANP AUTORIZA QUINTO PRODUTOR DE BIODIESEL
A
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) aprovou no último dia 26 de
julho, em reunião de diretoria, a autorização
para a empresa Brasil Biodiesel, de Floriano, Piauí, produzir
biodiesel. Outras quatro empresas já estão produzindo
o produto. A Soyminas, localizada no município de Cássia,
Minas Gerais, e a Agropalma, de Belém do Pará, receberam
autorização em março deste ano. A Biolix, de
Rolândia, Paraná, e a Brasil Biodiesel, de Teresina,
Piauí, em maio passado. Outros sete pedidos de empresas estão
em análise na Agência no momento.
PETROBRAS
ALUGA PLATAFORMAS NO VALOR DE US$ 1,2 BILHÃO
Cartas
de intenção prevêem entrada em operação
no início de 2007 na Bacia de Campos. A Petrobras enviou
cartas de intenção à empresa Modec para alugar
dois navios-plataforma para operação na Bacia de Campos.
Juntos, os contratos têm um valor estimado em US$ 1,23 bilhão,
informou a estatal. As embarcações devem chegar ao
Brasil no final do próximo ano.
Um dos navios -- com sistema de produção, armazenamento
e transferência de óleo -- será destinado ao
projeto de desenvolvimento das áreas dos poços RJS-409
e RJS-415, situadas ao sul do campo de Espadarte. Ele terá
capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo por dia
e armazenar 1,6 milhão de barris.
O início da produção está previsto para
o primeiro semestre de 2007. O aluguel terá prazo de 8 anos,
podendo ser estendido por mais quatro. O valor desse contrato será
da ordem de US$ 501 milhões, de acordo com a estatal.
O outro navio é um sistema flutuante de armazenamento de
mais de 2,1 milhões de barris de óleo e transferência.
Será utilizado para o escoamento dos campos de Roncador,
Marlim Leste e Marlim Sul através das plataformas P-51, P-52,
P-53, P-55 e a Unidade Estacionária de Produção
- UEP, do Módulo 4 de Roncador.
Os contratos de afretamento e serviço, a serem firmados por
um prazo de 20 anos, são da ordem de US$ 730 milhões
de dólares, segundo a Petrobras. A companhia italiana Saipem
confirmou a assinatura de contrato de aproximadamente US$ 600 milhões
com a estatal brasileira para o fornecimento de uma plataforma para
o projeto Golfinho, no Espírito Santo. O contrato de arrendamento
do Golfinho Módulo 2, de acordo com a empresa, foi seu primeiro
acordo isolado no crescente mercado de leasing de embarcações
de armazenagem e produção (FPSO).
A Saipem, que é controlada pelo grupo italiano de petróleo
e gás Eni, divulgou que o acordo preliminar vale por nove
anos, com mais três extensões de um ano. A embarcação
FPSO, com capacidade de produção de 100 mil barris
de petróleo por dia (bpd), será entregue no começo
de 2007. As receitas com arrendamentos de navios FPSO respondem
por menos de 1% das suas receitas totais.
Fonte:
Gazeta Mercantil
PETROBRAS
QUEIMA 10 MILHÕES DE METROS CÚBICOS DE GÁS
POR DIA
A
queima diária de gás natural em maio corresponde a
quase duas vezes o consumo de gás natural veicular (GNV)
no País, utilizado pela frota de quase 950 mil veículos
convertidos para uso do combustível e mais de 20 vezes o
consumo residencial. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro
de Petróleo e Gás (IBP), o consumo diário de
GNV ficou em torno de 5,2 milhões em abril, enquanto o consumo
residencial está abaixo dos 500 mil metros cúbicos
diários.
A
queima de gás natural pela Petrobras atingiu 10,1 milhões
de metros cúbicos diários em maio, segundo dados da
Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse nível
é cerca de três vezes o volume médio queimado
em maio do ano passado, quando a média diária oscilou
em torno de 3,8 milhões de metros cúbicos. O forte
aumento do desperdício coincide com a maior produção
de petróleo. Como no Brasil o petróleo é associado
ao gás natural, quando há aumento na extração
do óleo ocorre aumento simultânea da exploração
do gás. Como a estatal não desenvolveu infra-estrutura
para aproveitamento do insumo, a opção é queimar
o gás.
Além do aumento da extração de óleo
na Bacia de Campos, a Petrobras tem registrado problemas no Campo
de Urucu, no Amazonas, devido à quebra de um compressor,
que tem impedido a reinjeção do gás natural
extraído na região. A empresa divulgou nota no mês
passado explicando que o problema só deverá ser equacionado
em setembro e que a ANP autorizou a Petrobras a adotar esse procedimento.
No caso da Bacia de Campos, o aumento da queima deve-se à
entrada em operação de duas novas grandes plataformas
de produção (a P-43e a P-48), instaladas nos campos
de Barracuda e Caratinga, sem que os seus módulos de compressão
de gás estivessem em pleno funcionamento.
A queima diária de gás natural em maio corresponde
a quase duas vezes o consumo de gás natural veicular (GNV)
no País, utilizado pela frota de quase 950 mil veículos
convertidos para uso do combustível e mais de 20 vezes o
consumo residencial. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro
de Petróleo e Gás (IBP), o consumo diário de
GNV ficou em torno de 5,2 milhões em abril, enquanto o consumo
residencial está abaixo dos 500 mil metros cúbicos
diários.
Ainda segundo IBP, o consumo de gás para a geração
elétrica atingiu 6,4 milhões de metros cúbicos
diários, enquanto o consumo industrial foi responsável
por 22,6 milhões de metros cúbicos. O consumo total
no País atingiu 37 milhões de metros cúbicos
diários.
A queima de gás pela Petrobras em maio corresponde a cerca
de 40% das importações da Bolívia. O gasoduto
Bolívia-Brasil tem capacidade de transporte de até
30 milhões de metros cúbicos diários, mas a
Petrobras está "puxando" apenas 24 milhões,
visando principalmente ao mercado de São Paulo e da Região
Sul do País.
Fonte:
Tribuna da Imprensa
PAPEL
E CELULOSE
ARACRUZ
EXPANDE TRANSPORTE MARÍTIMO
A
Aracruz inaugurou oficialmente no dia 29 de julho, a expansão
do seu sistema de transporte marítimo de madeira por barcaças.
O evento, que ocorrerá no Espírito Santo, marca o
início da operação de transporte de madeira
com produtividade máxima, envolvendo quatro barcaças
e dois empurradores desenvolvidos pela empresa de navegação
Norsul.
Introduzido no Brasil pela Aracruz, este sistema entrou em operação
em maio de 2003 e foi responsável, em 2004, por 13,5% do
total da madeira consumida na fábrica de Barra do Riacho
(ES).
Cada barcaça tem capacidade para transportar cerca de 5 mil
metros cúbicos de madeira, o que equivale à carga
de 100 carretas. Significa que, além de otimizar os custos
de transporte, o sistema como um todo irá proporcionar uma
redução de 200 viagens/dia de carretas de madeira
pela BR-101, reduzindo o tráfego na rodovia e as emissões
de gases provenientes da queima de óleo diesel.
Fonte:
Suzano
PRODUÇÃO
DE AÇO DEVE CAIR APÓS TRÊS
A
siderurgia brasileira passará por ajuste forçado em
2005, com reduções na produção, nas
vendas internas e nas exportações comparativamente
a 2004, ano considerado "ímpar" em termos de bons
resultados pelos industriais do setor. A previsão revisada
do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), indica que a produção
de aço bruto ficará em 31,5 milhões de toneladas,
com queda de 4,4% em relação ao ano passado. Será
a primeira queda de produção desde 2001, quando a
parada para reforma de altos-fornos diminuiu, nos mesmos 4%, o volume
de aço produzido sobre 2000. De acordo com o IBS, as vendas
para o mercado doméstico totalizarão 16,9 milhões
de toneladas neste ano, com redução de 5% sobre o
ano passado. "A recuperação da demanda por aço
no mercado interno ocorrerá só no quarto trimestre",
previu o presidente do IBS, Luiz André Rico Vicente. Ele
informou que, no primeiro semestre do ano, a produção
de aço no país caiu 1,2% em relação
a igual período de 2004. As vendas internas recuaram 2,4%
e as exportações cresceram 1,2% em volume no período,
sempre na comparação com janeiro-junho do ano passado.
Em junho, o quadro se agravou: a produção de aço
bruto caiu 9,1% ante junho de 2004 e as vendas de produtos laminados
recuaram 12,6%. Já as exportações de junho
cresceram 5,6%. Para o fechamento de 2005, o IBS projeta que as
exportações devem recuar 0,7% sobre 2004, situando-se
em 11,9 milhões de toneladas.
As projeções para 2005, divulgadas ontem pelo IBS,
contrastam com o cenário otimista projetado pela entidade
para este ano, no fim de 2004. As projeções para 2005
levaram em conta crescimento de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB),
acima da nova previsão do governo, de 3,4%. Rico Vicente
lembrou que o ajuste no setor se relaciona à alta na taxa
básica de juros, que freou o consumo, e à valorização
do real frente ao dólar, que encarece as exportações.
"Estamos ansiosos para que a relação (atual)
de câmbio seja alterada porque ela prejudica os exportadores
de manufaturados, que são nossos clientes, e interfere diretamente
no nosso setor. Mas não queremos que o câmbio seja
alterado por fatos políticos, como ocorreu ultimamente, porque
aí, conserta de um lado, e atrapalha de outro", disse
Rico Vicente. Questionado se a siderurgia está preocupada
com a crise política, respondeu: "Estamos preocupados
que os fatos se resolvam o mais breve possível porque cria-se
um clima de insegurança que pode contaminar a economia, como
ficou claro esta semana. Neste ambiente, em qualquer conselho (de
empresa) que se reúne, prevalece o clima de preocupação
porque se começa a perder a visão de futuro."
Ele lembrou que dos US$ 12,6 bilhões de investimentos projetados
pelo setor entre 2005 e 2010, US$ 2,7 bilhões estão
em obras e US$ 1,3 bilhão inclui projetos em fase de fim
de detalhamento. Restam a ser decididos, portanto, US$ 8,6 bilhões
em investimentos que, de acordo com Rico Vicente, não são
afetados por crises a curto prazo. Ele acrescentou que, ao analisar
o quadro do setor em 2005, também é preciso considerar
os grandes estoques de produtos siderúrgicos em poder de
clientes e da rede de distribuidores no país. Com receio
de que as altas nos preços do minério de ferro (71,5%)
e do carvão (120%) fossem repassados de forma integral para
os preços do aço, clientes e distribuidores da siderurgia
se anteciparam, elevando as compras para proteger-se de especulações
de mercado.
O resultado foi que o estoque na rede distribuidora de aços
planos, por exemplo, situou-se em junho acima das 700 mil toneladas.
Essa rede trabalha, em média, com estoque que corresponde
a duas vezes e meia a sua venda mensal. No momento, o estoque seria
equivalente a quase quatro vezes a venda de um mês, diz o
IBS. A rede distribuidora vende cerca de 30% do aço plano
comercializado no país. O presidente da entidade projetou
que a situação deverá se normalizar nos três
últimos meses do ano. E acrescentou: "Haverá
aumento das exportações já no terceiro trimestre,
período no qual o mercado interno ainda passará por
retração, recuperando-se no quarto trimestre, quando
os estoques com distribuidores estarão normalizados."
Fonte:
Valor Econômico
INPA
INVESTE R$ 62,5 MILHÕES EM NOVA PLANTA
A
Indústria de Embalagens Santana (Inpa), de Pirapetinga (MG),
investirá R$ 62,5 milhões na construção
de sua nova unidade. Segundo Antônio da Silva, coordenador
da gestão da qualidade e meio ambiente da companhia, a fábrica
será instalada em Uberaba e representará um incremento
de 20% no faturamento global de empresa que, este ano, chegará
a R$ 225 milhões. "E apenas com a unidade de Pirapetinga
já crescemos em receita, este ano, 20% em comparação
a 2004", ressalta Silva.
O início das obras está programado para setembro e,
atualmente, a nova unidade está em processo de Licenciamento
Ambiental. De acordo com Silva, a planta iniciará operação
em junho de 2007, quando produzirá 2.400 toneladas por mês
de papelão reciclado e empregará 280 pessoas diretamente.
"O foco da unidade será o atendimento aos mercados do
Triângulo Mineiro, Centro-Oeste e Norte do País",
afirma Silva.
Ele acrescenta que outras cidades no estado foram avaliadas, antes
de se decidir por Uberaba. "O local foi escolhido por atender
logisticamente os clientes da Inpa", conta. Silva revela que,
além dos recursos próprios, a Inpa não descarta
a possibilidade de recorrer à verba do Programa de Integração
e Diversificação Industrial e de Indução
à Modernização Industrial de Minas Gerais para
finalizar o empreendimento.
Atualmente, a produção da indústria destina-se
a clientes nacionais dos segmentos de produtos alimentícios,
como frigoríficos e laticínios, cerâmica, limpeza,
eletrodomésticos, bebidas, química, siderurgia, confecções,
vidros e enlatados. "Já a exportação é
destinada à Argentina e ao Chile, para onde enviamos um volume
de 250 toneladas de papéis por mês", explica Silva.
Isso representa 3% do faturamento da empresa. "A intenção
com a nova unidade é ampliar os negócios no mercado
doméstico. As vendas externas não são o foco
atual da companhia", adianta Silva.
Fundada em 1961, a Inpa emprega, hoje, 900 pessoas e produz, mensalmente,
10 mil toneladas de papéis para embalagens (como papel miolo,
papel capa e papel branco) e 7 mil toneladas de embalagens de papelão
ondulado por mês, utilizando como matéria-prima aparas
de papelão ondulado e celulose. A companhia dispõe
de sistema voltado ao tratamento dos efluentes industriais, com
foco na descontaminação de lâmpadas de mercúrio
por empresa especializada. Além disso, a Inpa mantém
uma fábrica de telhas e placas, a partir do uso de rejeitos
da fabricação de papel.
Os produtos são comercializados com a certificação
de manutenção da ISO 9001-2000. "Isso é
importante, pois nos dá garantia para atender ao setor, que
fica ciente da qualidade dos produtos que a empresa fabrica",
conclui.
Fonte:
DCI
GÁS
NATURAL
ANP:
CONTEÚDO LOCAL SERÁ CRITÉRIO DE ELIMINAÇÃO
NA SÉTIMA RODADA
O
diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, explicou que a Sétima
Rodada de Licitações, marcada para outubro, no Rio
de Janeiro, é um desdobramento do modelo das 6 últimas
rodadas.
Segundo ele, esse é um processo que ainda está no
início uma vez que o país só explora 3% dos
6,5 milhões de quilômetros quadrados das suas 29 bacias
sedimentares, e só tem conhecimento sobre o subsolo de 7%
desse total. Haroldo Lima disse que para aumentar o levantamento
de dados sobre as bacias sedimentares brasileiras, a ANP precisa
receber os recursos necessários para estudos de sísmica,
geologia e geofísica.
O diretor-geral destacou ainda que a novidade da Sétima Rodada
é a oferta de 17 áreas inativas com acumulações
marginais voltadas para pequenas empresas. Além disso, Lima
comentou também o aperfeiçoamento das regras do compromisso
com a aquisição de bens, equipamentos e serviços
produzidos no Brasil (Conteúdo Local), que o tornaram uma
exigência de caráter eliminatório, e não
mais um critério de classificação. Segundo
o diretor-geral, essa mudança ocorreu devido à experiência
da Sexta Rodada, quando algumas empresas passaram a colocar 100%
de Conteúdo Local visando unicamente arrematar os blocos
em leilão.
O pré-edital com as regras da Sétima Rodada de Licitações
ficou em consulta pública de 12 de maio até 30 de
junho para receber sugestões de agentes de mercado. O texto
final do edital será divulgado pela Agência no dia
15 de agosto.
Fonte:
JB Online
PBGÁS
AGILIZA IMPLANTAÇÃO DO GASODUTO
Segundo
Franklin de Araújo Neto, presidente da PBGás, a obra
do gasoduto, que liga João Pessoa a Campina Grande, será
inaugurada em agosto próximo. Isso é o resultado de
investimento de R$ 49,3 milhões, e que oferecerá uma
malha interna na cidade campinense com extensão de 22 quilômetros.
É
intenção da PBGás realizar mais investimentos
para expandir a oferta de gás natural na Paraíba,
bem como o fornecimento do combustível alternativo para o
setor comercial e residencial, atingindo de imediato em João
Pessoa, os bairros de Cabo Branco, Manaíra, Miramar, Tambaú,
Bessa e Jardim Luna.
O
presidente da PBGás considera que o gás natural é
um instrumento importante para que a Paraíba possa atrair
mais investimentos: “Não tenho dúvida. Quanto
melhor a matriz energética oferecida pelo Estado, mais facilidades
ele terá de trazer mais investimentos, principalmente os
da área industrial. Eu diria que é um fator essencial
para a decisão de implantação de uma nova planta
industrial”, enfatizou Franklin Neto.
Franklin
Neto disse que os investimentos para a realização
da obra do Gasoduto são fruto de parcerias formadas com a
Petrobras, que é responsável por 15% da obra, sendo
o restante dos investimentos da parte do Governo do Estado. Também
estão envolvidos nessa parceria, a Companhia de Desenvolvimento
da Paraíba, a Gaspetro e a Gaspart que, de certa forma, participaram
e possibilitaram o financiamento a PBGás.
Franklin
Neto garante que o gasoduto campinense vai atender as indústrias
Alpargatas, Indústrias Felinto, Corebrás, Ipelsa e
mais quatro postos de gás natural veicular.
Fonte:
Pbgás
CEG E CEG RIO VÃO INVESTIR R$ 1,1 BI PARA ATENDER
42 MUNICÍPIOS
"Vamos
ter contratos de suprimento superiores à produção
da Bacia de Campos", afirma o secretário de Energia,
Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo
ele, o ritmo acelerado de expansão da malha de gasodutos
no estado está levando algumas indústrias ao interior
fluminense, a exemplo de uma cervejaria de origem alemã (não
revelada por ele) e siderúrgicas da Gerdau e da Thyssen.
"O Porto de Sepetiba terá gás natural até
o final do ano", completa.
Em troca de construir infra-estrutura para municípios do
interior, a CEG ganha mercado num lugar onde o gás é
30% mais barato para os consumidores em relação a
outras regiões do País que recebem o produto da Bolívia.
Em comparação com São Paulo, a diferença
chega a 40%.
Da privatização até o ano passado, a companhia
investiu R$ 992 milhões e conseguiu conquistar 112 mil novos
clientes. O mercado fluminense de Gás Natural Veicular (GNV)
também ganhou força, passando de 21 postos de GNV
para 370 no estado em sete anos.
O investimento foi acertado ontem entre representantes do governo
do Estado e das companhias operadas pelo grupo Gás Natural
durante solenidade de assinatura de um termo aditivo aos contratos
de concessão, revisados a cada cinco anos. O termo aditivo
prevê a expansão da rede para levar gás natural
aos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Maricá
e Saquarema.
Os investimentos para implantação dos gasodutos nas
quatro localidades serão da ordem de R$ 100 milhões.
A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, presente ao evento, afirmou
que as obras empregarão mil pessoas, sem contar com os empregos
indiretos.
Mangaratiba será o primeiro município do novo contrato
de concessão a receber o gás, no final do ano que
vem. Em 2007, Maricá e Angra dos Reis são atendidas,
seguidos de Saquarema, em 2008. Para levar o gás à
Angra dos Reis serão implantados 80 quilômetros de
dutos, o que poderá beneficiar o turismo e a indústria
naval em toda a região.
Fonte:
Gazeta Mercantil
INDÚSTRIA
AUTOMOTIVA
VENDA
DE MÁQUINAS CAI E ABIMAQ PROTESTA
A
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
e Equipamentos (Abimaq) encontrou o argumento que usará para
cobrar uma mudança imediata da política econômica
do governo Lula: a queda no consumo interno de bens de capital.
Uma carta assinada pelo presidente da entidade, Newton de Mello,
foi encaminhada ontem ao Palácio do Planalto com dois números
que, para a Abimaq, demonstram esse recuo.
A queda é diretamente atribuída à gestão
macroeconômica, ancorada na política dos juros altos.
No quinto parágrafo da carta, que pede uma “ruptura”
com a atual política econômica, a Abimaq afirma que
o setor acaba de registrar a primeira redução no consumo
de máquinas para fins industriais e agrícolas. Segundo
o índice de Produção Industrial Média
Produção Física do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), que apura a construção
de máquinas e equipamentos no País, houve entre julho
de 2004 e maio de 2005, em comparação com igual período,
redução de 6,29% na demanda de bens de capital para
fins industriais e de 41,80% para fins agrícolas. “Até
agora, não tínhamos estes números. Agora, nós
temos como mostrar que esta política de juros afeta a produção
de bens de capital”, afirma Mello.
Para corroborar com as alegações da Abimaq, o consumo
de máquinas importadas também registrou queda. A participação
do maquinário importado no consumo durante o primeiro semestre
de 2004 foi de 44,10% e baixou para 39,10% entre janeiro e junho
deste ano.
A carta foi enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
aos ministros Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento,
Indústria e Comércio) e Roberto Rodrigues (Agricultura)
e aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara,
Severino Cavalcanti (PP-PE). No texto, a Abimaq é dura. Chama
o modelo de gestão da economia de “neoliberal”
e afirma que o Banco Central deve ter o compromisso com o desenvolvimento
do País.
Fonte:
Tribuna do Norte
INDÚSTRIA
NAVAL
CEG
E CEG RIO VÃO INVESTIR R$ 1,1 BI PARA ATENDER 42 MUNICÍPIOS
"Vamos
ter contratos de suprimento superiores à produção
da Bacia de Campos", afirma o secretário de Energia,
Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo
ele, o ritmo acelerado de expansão da malha de gasodutos
no estado está levando algumas indústrias ao interior
fluminense, a exemplo de uma cervejaria de origem alemã (não
revelada por ele) e siderúrgicas da Gerdau e da Thyssen.
"O Porto de Sepetiba terá gás natural até
o final do ano", completa.
Em troca de construir infra-estrutura para municípios do
interior, a CEG ganha mercado num lugar onde o gás é
30% mais barato para os consumidores em relação a
outras regiões do País que recebem o produto da Bolívia.
Em comparação com São Paulo, a diferença
chega a 40%.
Da privatização até o ano passado, a companhia
investiu R$ 992 milhões e conseguiu conquistar 112 mil novos
clientes. O mercado fluminense de Gás Natural Veicular (GNV)
também ganhou força, passando de 21 postos de GNV
para 370 no estado em sete anos.
O investimento foi acertado ontem entre representantes do governo
do Estado e das companhias operadas pelo grupo Gás Natural
durante solenidade de assinatura de um termo aditivo aos contratos
de concessão, revisados a cada cinco anos. O termo aditivo
prevê a expansão da rede para levar gás natural
aos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Maricá
e Saquarema.
Os investimentos para implantação dos gasodutos nas
quatro localidades serão da ordem de R$ 100 milhões.
A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, presente ao evento, afirmou
que as obras empregarão mil pessoas, sem contar com os empregos
indiretos.
Mangaratiba será o primeiro município do novo contrato
de concessão a receber o gás, no final do ano que
vem. Em 2007, Maricá e Angra dos Reis são atendidas,
seguidos de Saquarema, em 2008. Para levar o gás à
Angra dos Reis serão implantados 80 quilômetros de
dutos, o que poderá beneficiar o turismo e a indústria
naval em toda a região.
Fonte:
Gazeta Mercantil
COSIPA
OBTÉM 1ª LICENÇA PARA DRAGAGEM
O
Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovou ontem a viabilidade
ambiental da dragagem do Canal de Piaçaguera, em Cubatão.
Mesmo com promotores do Ministério Público ameaçando
acionar os responsáveis pela concessão por improbidade
administrativa, o pedido de Licença Prévia (LP) do
projeto foi atendido. A expectativa da Cosipa, principal responsável
pelo empreendimento, é que os trabalhos comecem nos primeiros
meses do próximo ano.
Apesar da emissão do aval, a reunião de ontem —
iniciada às 10h30, com uma hora e meia de atraso —
foi marcada pela tensão entre os conselheiros que aprovam
a obra e os contrários à iniciativa. Ao lado destes
últimos, estavam ambientalistas e o Ministério Público.
Juntos, eles pretendiam adiar o debate da LP para uma data posterior
à da audiência pública, marcada para a próxima
segunda-feira. Esta audiência de
‘‘conciliação’’ foi exigida
pela prorrogação de uma liminar expedida no último
dia 7 de junho. Para eles, havia a necessidade do Estudo de Impacto
Ambiental e do Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA-Rima)
serem mais detalhados.
Do outro lado, estavam a Cosipa e a maioria dos conselheiros. Eles
defendiam que o EIA-Rima, apresentado pela siderúrgica à
Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA), tinha argumentos suficientes
para obter a aprovação.
Durante a sessão, integrantes do Consema contrários
à dragagem pediram o adiamento da votação,
para que fosse possível aprofundar ainda mais a análise
de pareceres da Secretaria de Meio Ambiente sobre o projeto. Também
foram sugeridas tornar a votação nominal e que técnicos
realizassem uma nova apresentação da obra. Somente
esta última foi autorizada.
O debate, então, ficou concentrado entre técnicos
da Cosipa, afirmando que o EIA-Rima continha todos os itens necessários,
e promotores do Ministério Público, que apontavam
a insuficiência de informações do relatório.
De acordo com o ambientalista e conselheiro Carlos Bocuhy, os estudos
feitos pelo corpo técnico da Cosipa concentraram-se nas alternativas
tecnológicas e nos serviços de dragagem, transportes
e disposição dos sedimentos. Para ele, a análise
da siderúrgica deixou a eliminação dos passivos
ambientais do Canal de Piaçaguera em um plano secundário.
‘‘O EIA-Rima apresenta irregularidades e deixou pontos
importantes para serem debatidos na (fase de requerimento da) Licença
de Instalação, quando só a Cetesb terá
condições de analisar (o processo)’’.
Depois de três horas de discussão sobre a viabilidade
ambiental da dragagem do Canal de Piaçaguera, o parecer foi
aprovado. O anúncio provocou uma mistura de euforia e alívio
por parte dos representantes da siderúrgica.
Do lado favorável ao conteúdo do EIA-Rima, o consultor
responsável pela elaboração do relatório,
Sérgio Pompéia, afirmou que todas as dúvidas
dos
‘‘opositores’’ tinham suas respostas no
levantamento. ‘‘Os elementos questionados já
estavam tratados no EIA-Rima e nas complementações,
que, infelizmente, não eram do conhecimento do Ministério
Público. Essas complementações foram analisadas
em exaustivas reuniões com técnicos do Estado’’.
Para o chefe geral da Usina da Cosipa e diretor titular do Ciesp
em Cubatão, Marco Paulo Penna Cabral, o projeto está
aberto para receber contribuições com objetivo de
incrementar o empreendimento. ‘‘Todos (os conselheiros,
inclusive ambientalistas) tinham uma visão de que o projeto
tem que ser feito, é urgente, e que atende às necessidades.
Mas se houver contribuições, elas serão incorporadas’’.
Com a obtenção da Licença Prévia, o
próximo passo da Cosipa e da Fosfertil (antiga Ultrafertil),
responsáveis pela obra, será obter a Licença
de Instalação (LI). O aval permite a contratação
do projeto executivo da obra. Depois, haverá a solicitação
de uma Licença de Operação (LO), que autoriza
o início da retirada da lama do estuário.
Penna
Cabral acredita que, até o final do ano, a Cosipa obtenha
a LI. ‘‘Uma vez respeitadas as exigências, acredito
que, em quatro ou cinco meses, possa ser conseguida a licença
seguinte’’. Segundo ele, a LO será requerida
logo em seguida, permitindo que o serviço de retirada da
lama do fundo do Canal de Piaçaguera seja iniciado nos primeiros
meses do próximo ano.
A dragagem do Canal de Piaçaguera é essencial para
garantir a navegabilidade no principal acesso aos terminais portuários
da Cosipa e da Fosfertil. Está prevista a retirada de cerca
de 3 milhões de metros cúbicos de lama, ao custo de
R$ 62,5 milhões, a serem pagos pela Cosipa e pela Fosfertil.
Sem o serviço desde 1996, a profundidade do canal diminuiu
de 12 para 10,3 metros, em média. O baixo calado obriga os
navios que se destinam ao porto cubatense a não navegarem
levando sua capacidade máxima de carga, aumentando o custo
do frete e, consequentemente, o preço final das mercadorias.
A expectativa é que o processo leve 28 meses para ser concluído.
Fonte:
A Tribuna de Santos
OBRAS
NO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL TEM VERBA GARANTIDA
As
obras em andamento para a revitalização do porto de
São Francisco do Sul já estão com recursos
garantidos e devem ser concluídas até o final de 2006.
A previsão é do presidente da administração
do porto, Fernando José Camacho, que se reuniu ontem com
representantes das iniciativas pública e privada, responsáveis
pelos investimentos.
Durante o encontro - que contou com a participação
do diretor do departamento de programa de transporte aquaviários,
do Ministério dos Transportes, Paulo de Tarso, e do coordenador
da agenda portos, João Aparício dos Reis Costa - foram
discutidas as carências do porto em relação
às infra-estruturas portuária, rodoviária e
ferroviária e apresentados os projetos para superar os problemas
que prejudicam a movimentação de cargas. Segundo Paulo
de Tarso, o objetivo foi, não só justificar a necessidade
de recursos, mas colocar em debate os projetos e a parceria público-privada
para a qualificação do porto de São Francisco
do Sul. "A meta é acabar com todos os gargalos para
que o porto se torne competitivo, principalmente em relação
à exportação", ressaltou.
Segundo ele, o Ministério dos Transportes vai garantir os
recursos previstos, de forma que nenhuma obra fique afetada. "Este
ano, temos verbas de R$ 630 milhões para portos, o que significa
três vezes mais do que em 2004. Desse valor, aproximadamente
R$ 200 milhões são para o plano piloto e outros R$
200 milhões para complementos do projeto", afirmou,
referindo-se ao montante para aplicação nacional no
setor.
No porto de São Francisco do Sul, entre as principais obras
que fazem parte da agenda portos plano piloto de investimentos,
estão as de reforço e recuperação dos
berços 102 e 103, que iniciaram em maio, e terão um
investimento de R$ 21 milhões.
Fonte:
A Notícia
CONVÊNIO
VAI FOMENTAR MERCADO DE PEÇAS NAVAIS
Com
o objetivo de atingir a meta de 65% de conteúdo nacional
nas 42 embarcações em licitação na Petrobras
Transportes (Transpetro), a Associação Brasileira
da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e
o Sindicato Nacional da Indústria de Construção
Naval (Sinaval) assinaram ontem, na sede do Clube Naval, no Centro
do Rio, um convênio de cooperação. Na prática,
a medida permitirá que os fabricantes de peças para
navios tenham acesso facilitado às especificações
técnicas dos equipamentos das embarcações e
promoverá maior troca de informações entre
as duas entidades.
Segundo o presidente da Abimaq, Newton de Mello, os navios da Transpetro
e da da PDV Marina - subsidiária de transportes da Petróleos
de Velezuela (PDVSA) que poderá encomendar 40 embarcações
no Brasil - vão demandar aproximadamente US$ 2,5 bilhões
do setor de navipeças. Ele acrescentou que a principal dificuldade
hoje do mercado de navipeças brasileiro é a falta
de escala de produção, o que será resolvido
com as demandas em curso.
Fonte:
Jornal do Commercio
SIDERURGIA
VILLARES
ESPERA LICENÇA DE AMBIENTE PARA INICIAR USINA
A Aços Villares, empresa controlada pelo grupo espanhol Sidenor,
aguarda licença ambiental para iníciar a construção
da primeira usina de ferro-gusa com tecnologia Tecnored (produção
de ferro a partir de processo de auto-redução de metais).
O projeto seria realizado em Anchieta (ES), mas a siderúrgica
acabou optando por executá-lo na própria planta, em
Pindamonhangaba (SP). Apesar do entrave ambiental, está prevista
a conclusão do projeto no primeiro trimestre de 2006. - Constatamos
que haveria dificuldade logística para trazer o produto de
Anchieta para as unidades da Villares, por isso optamos por Pindamonhangaba,
onde será possível utilizar resíduos metálicos
da própria Villares e ferro líquido, gerando redução
adicional de custos na produção de aço - explicou
o gerente de organização da empresa, Gumersindo Fernandez.
Orçada em R$ 35 milhões, a usina já estava
nos planos da Aços Villares desde o final do ano passado,
quando a empresa adquiriu 10% da Tecno-Logos, holding que detém
os direitos sobre a tecnologia. A capacidade de produção
deste primeiro módulo da usina será de 75 mil toneladas
ao ano, menos de 10% do consumo total da siderúrgica, de
cerca de 800 mil toneladas anuais de sucata, ferro-gusa e ferro-ligas.
Segundo o Fernandez, após o resultado do primeiro módulo
será avaliada a expansão da produção
para o limite de até 40% da matéria-prima necessária.
O processo de produção de metais utiliza aglomerados
auto-redutores compostos de finos de minério de ferro e carvão,
resíduos, lamas e pós metálicos. A Tecnored
tem baixo custo de operação em função
da matéria-prima utilizada, reduz o consumo elétrico
e é considerada tecnologia limpa . Também possibilita
ampliação da capacidade por módulos, o que
reduz a necessidade de grandes investimentos de uma só vez.
Fonte:
Jornal do Commercio
GOVERNO
PREPARA LEILÃO PARA VIABILIZAR AS USINAS TÉRMICAS
O Ministério de Minas e Energia já tem o esboço
de um modelo de licitação da energia de usinas termoelétricas,
e também uma data para esse leilão: dezembro. Dessa
forma, as térmicas não concorrerão diretamente
com a energia das hidrelétricas, cuja produção
é mais barata. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, no modelo em
estudo, as térmicas fariam oferta, em leilão, de determinada
remuneração para estarem disponíveis. O seu
custo de operação também será levado
em consideração, mas numa conta separada. O sistema
funcionaria de forma semelhante ao do seguro anti-apagão,
que aos poucos está sendo desativado e, se for realmente
adotado, beneficiará especialmente a Petrobras. A estatal
já apresentou proposta para vender mais de 3 mil megawatts
(MW) no leilão de energia nova -- cerca de 30% do total de
10,9 mil MW ofertados no total. Recentemente, a Petrobras adquiriu
a participação dos seus sócios El Paso, Enron
e MPX (do empresário Eike Batista) nas usinas Macaé
Merchant (900 MW); Eletrobolt (350 MW) e Termoceará (100
MW). As usinas estão sem comprador para a sua energia - um
total de 1.450 MW. Hoje, a Petrobras tem contratos para a venda
de 1,5 mil MW das usinas já em operação. O
principal desafio, porém, é encontrar mercado para
as usinas novas, como a TermoRio, maior térmica brasileira,
com capacidade superior a mil MW. A usina está incluída,
ao lado de projetos como Ibirité, Três Lagoas, Eletrobolt
e Canoas, entre outras, na lista que a estatal habilitou para o
leilão. Para definir qual termelétrica é mais
competitiva dentro das regras do leilão, está sendo
criado um estranho mecanismo chamado de "Índice de Custo
e Benefício", que levará em conta vários
fatores como por exemplo o grau de inflexibilidade da usina (de
acordo com o "take or pay" dos seus contratos de suprimento
de gás); os custos de ligação da energia no
sistema e a receita fixa total pleiteada pelo investidor no empreendimento.
Segundo Tolmasquim, esse modelo de contrato "por disponibilidade"
ainda está sob análise, e estão sendo feitas
discussões com os agentes para eventuais ajustes. O presidente
da Associação Brasileira das Geradoras Termelétricas
(Abraget), Xisto Vieira Filho, considera "boa a idéia"
do contrato de disponibilidade em elaboração pelo
governo. Mas, segundo Vieira Filho, a sua maior preocupação
é em garantir a construção de novas usinas
térmicas, e não apenas contratar a energia de térmicas
existentes, que possuem a prerrogativa de ter energia "botox"
(cuja produção pode concorrer em leilão com
a energia de usinas que ainda estão por construir). "Hoje,
quem quiser construir uma nova térmica no país tem
que apresentar um contrato de suprimento de gás, e isso não
é possível porque não há mais gás
suficiente no Brasil", diz Vieira Filho. Sobre a transformação
das usinas a gás em bicombustíveis (usariam também
diesel ou óleo combustível), o presidente da Abraget
considera a medida apenas paliativa.
Já o presidente da Associação dos Produtores
Independentes de Energia (Apine), Luiz Fernando Leone Vianna, acredita
que o contrato de disponibilidade pensado para viabilizar as térmicas
também poderia ser estendido às hidrelétricas.
Mas Tolmasquim afirmou que pretende adotá-lo apenas para
as térmicas. Maurício Tolmasquim participou ontem
do 7º Enercon, em São Paulo. Durante sua palestra, ele
disse ainda que em breve o governo deverá anunciar um pacote
de financiamento para o leilão de energia nova, que está
sendo fechado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES). Mas Tolmasquim não quis dar maiores detalhes
sobre esse programa de financiamento porque, segundo ele, ainda
não foram definidas taxas, garantias e tampouco o valor dos
empréstimos.
Fonte:
Valor Econômico
GERDAU
ACUMULA LUCRO SEMESTRAL DE R$ 1,7 BILHÃO
O crescimento das exportações, os altos preços
dos aços especiais e a consolidação de ativos
adquiridos em 2004 impulsionaram os lucros do grupo Gerdau no primeiro
semestre. O lucro líquido subiu 30%, atingindo R$ 1,7 bilhão.
No segundo trimestre, porém, essas atividades responderam
por 74,2% das vendas. Por conta da desaceleração da
economia brasileira e estoques em alta, a Gerdau intensificou as
exportações. 'Acreditamos na recuperação
do mercado no quarto trimestre', disse Schirmer, descartando a hipótese
de ajustes na produção. No mercado interno, as vendas
caíram de 1,04 milhão de toneladas para 877 mil entre
abril e junho. O volume total de vendas, entretanto, subiu 8,4%,
para 3,4 milhões de toneladas. O lucro líquido foi
de R$ 892,6 milhões, 2,7% superior ao ano passado. O faturamento
subiu 2,6%, para R$ 5,44 bilhões. O faturamento semestral
cresceu 18,6% , para R$ 13,4 bilhões. O Brasil representou
52% das receitas; a América do Norte respondeu por 43,8%.
O restante foi proveniente da Argentina, Chile e Uruguai. A dívida
bruta em 31 de junho era de R$ 5,7 bilhões, 40% menor ante
o ano passado. O prazo médio da dívida é de
4 anos. A valorização do real foi compensada pelos
bons preços no mercado internacional: a cotação
média dos itens produzidos pela Gerdau subiu de US$ 360 para
US$ 400 por tonelada no começo do ano e mantêm-se estáveis.
As atividades da Gerdau no exterior mais as exportações
foram responsáveis por 62% das vendas físicas do semestre,
afirmou Osvaldo Schirmer, vice-presidente executivo. A produção
de aço no primeiro semestre subiu 5,4%, alcançando
7 milhões de toneladas. O Brasil respondeu por 3,5 milhões
- empatando com o ano passado. As operações da Gerdau
Ameristeel somaram 3,2 milhões de toneladas (crescimento
de 12%); na América do Sul foram produzidas 228,4 mil toneladas
(alta de 18%). As vendas totais até junho somaram 6,7 milhões
de toneladas, uma alta de 7,5% em comparação ao ano
passado. Internamente foram comercializadas 1,7 milhão (queda
de 12% em comparação ao ano passado). Já as
exportações a partir do Brasil subiram 12%, atingindo
1,5 milhão de toneladas e faturamento de US$ 628 milhões.
A empresa confirmou o plano de investimentos de US$ 3,2 milhões
até 2007. No país, serão aplicados US$ 2,4
bilhões, US$ 900 milhões estão em fase de análise.
A capacidade de produção local saltará de 7,5
milhões de toneladas para 11,7 milhões toneladas de
aço. Já a de laminados crescerá de 4,7 milhões
para 6 milhões. Entre os planos em andamento estão
a expansão da Açominas e a construção
da usina de aços longos em Araçariguama (SP). No exterior,
a produção crescerá em 1 milhão de toneladas,
para 5 milhões; já a de laminados subirá em
600 mil toneladas, para 2,6 milhões. Em agosto a empresa
adotou nova estrutura operacional na América do Sul. A Gerdau
Açominas, que reúne as atividades da região,
foi cindida em quatro empresas, por tipo de operação.
A Açominas será mantida. Foram criadas a Gerdau Aços
Longos, a Gerdau Aços Especiais, a Gerdau Comercial de Aços
e a Gerdau América do Sul Participações (Argentina,
Chile, Uruguai e Colômbia). Segundo Schirmer, a reorganização
visa facilitar o entendimento de cada segmento de negócio
e trazer economias.
Fonte:
Valor Econômico |