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Agosto 2005
 

 
 

PETROBRAS EMBARCA ETANOL PARA A VENEZUELA

O primeiro carregamento de etanol combustível (álcool anidro) exportado pela Petrobras para a Venezuela partiu do Rio de Janeiro, a bordo do navio-tanque Nara. O contrato de cinco anos ainda está sendo negociado e prevê, inicialmente, o embarque mensal de cerca de 25 mil metros cúbicos do combustível.

LULA E CHÁVEZ LANÇARÃO REFINARIA EM PERNAMBUCO

A construção da refinaria de petróleo de US$ 2 bilhões em Pernambuco deve ser iniciada até o segundo semestre de 2006. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes do Estado, Alexandre Valença, declarou, que serão necessários pelo menos dez meses para regularizar toda a situação do empreendimento, tal como a concessão de licença ambiental e a licitação para a obra, a contar do anúncio oficial de sua implantação.


ANP AUTORIZA QUINTO PRODUTOR DE BIODIESEL

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou no último dia 26 de julho, em reunião de diretoria, a autorização para a empresa Brasil Biodiesel, de Floriano , Piauí, produzir biodiesel. Outras quatro empresas já estão produzindo o produto. A Soyminas, localizada no município de Cássia, Minas Gerais, e a Agropalma, de Belém do Pará, receberam autorização em março deste ano.

PETROBRAS ALUGA PLATAFORMAS NO VALOR DE US$ 1,2 BILHÃO

Cartas de intenção prevêem entrada em operação no início de 2007 na Bacia de Campos. A Petrobras enviou cartas de intenção à empresa Modec para alugar dois navios-plataforma para operação na Bacia de Campos. Juntos, os contratos têm um valor estimado em US$ 1,23 bilhão, informou a estatal

PETROBRAS QUEIMA 10 MILHÕES DE METROS CÚBICOS DE GÁS POR DIA

A queima diária de gás natural em maio corresponde a quase duas vezes o consumo de gás natural veicular (GNV) no País, utilizado pela frota de quase 950 mil veículos convertidos para uso do combustível e mais de 20 vezes o consumo residencial. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o consumo diário de GNV ficou em torno de 5,2 milhões em abril, enquanto o consumo residencial está abaixo dos 500 mil metros cúbicos diários.


ARACRUZ EXPANDE TRANSPORTE MARÍTIMO

A Aracruz inaugurou oficialmente no dia 29 de julho, a expansão do seu sistema de transporte marítimo de madeira por barcaças. O evento, que ocorrerá no Espírito Santo, marca o início da operação de transporte de madeira com produtividade máxima, envolvendo quatro barcaças e dois empurradores desenvolvidos pela empresa de navegação Norsul.


PRODUÇÃO DE AÇO DEVE CAIR APÓS TRÊS

A siderurgia brasileira passará por ajuste forçado em 2005, com reduções na produção, nas vendas internas e nas exportações comparativamente a 2004, ano considerado "ímpar" em termos de bons resultados pelos industriais do setor. A previsão revisada do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), indica que a produção de aço bruto ficará em 31,5 milhões de toneladas, com queda de 4,4% em relação ao ano passado.

INPA INVESTE R$ 62,5 MILHÕES EM NOVA PLANTA

A Indústria de Embalagens Santana (Inpa), de Pirapetinga (MG), investirá R$ 62,5 milhões na construção de sua nova unidade. Segundo Antônio da Silva, coordenador da gestão da qualidade e meio ambiente da companhia, a fábrica será instalada em Uberaba e representará um incremento de 20% no faturamento global de empresa que, este ano, chegará a R$ 225 milhões. "E apenas com a unidade de Pirapetinga já crescemos em receita, este ano, 20% em comparação a 2004", ressalta Silva.

ANP: CONTEÚDO LOCAL SERÁ CRITÉRIO DE ELIMINAÇÃO NA SÉTIMA RODADA

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, explicou que a Sétima Rodada de Licitações, marcada para outubro, no Rio de Janeiro, é um desdobramento do modelo das 6 últimas rodadas.
Segundo ele, esse é um processo que ainda está no início uma vez que o país só explora 3% dos 6,5 milhões de quilômetros quadrados das suas 29 bacias sedimentares, e só tem conhecimento sobre o subsolo de 7% desse total.

PBGÁS AGILIZA IMPLANTAÇÃO DO GASODUTO

Segundo Franklin de Araújo Neto, presidente da PBGás, a obra do gasoduto, que liga João Pessoa a Campina Grande, será inaugurada em agosto próximo. Isso é o resultado de investimento de R$ 49,3 milhões, e que oferecerá uma malha interna na cidade campinense com extensão de 22 quilômetros.


VENDA DE MÁQUINAS CAI E ABIMAQ PROTESTA

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) encontrou o argumento que usará para cobrar uma mudança imediata da política econômica do governo Lula: a queda no consumo interno de bens de capital. Uma carta assinada pelo presidente da entidade, Newton de Mello, foi encaminhada ontem ao Palácio do Planalto com dois números que, para a Abimaq, demonstram esse recuo.

CEG E CEG RIO VÃO INVESTIR R$ 1,1 BI PARA ATENDER 42 MUNICÍPIOS

"Vamos ter contratos de suprimento superiores à produção da Bacia de Campos", afirma o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo ele, o ritmo acelerado de expansão da malha de gasodutos no estado está levando algumas indústrias ao interior fluminense, a exemplo de uma cervejaria de origem alemã (não revelada por ele) e siderúrgicas da Gerdau e da Thyssen.


COSIPA OBTÉM 1ª LICENÇA PARA DRAGAGEM

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovou ontem a viabilidade ambiental da dragagem do Canal de Piaçaguera, em Cubatão. Mesmo com promotores do Ministério Público ameaçando acionar os responsáveis pela concessão por improbidade administrativa, o pedido de Licença Prévia (LP) do projeto foi atendido. A expectativa da Cosipa, principal responsável pelo empreendimento, é que os trabalhos comecem nos primeiros meses do próximo ano.

OBRAS NO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL TEM VERBA GARANTIDA

As obras em andamento para a revitalização do porto de São Francisco do Sul já estão com recursos garantidos e devem ser concluídas até o final de 2006. A previsão é do presidente da administração do porto, Fernando José Camacho, que se reuniu ontem com representantes das iniciativas pública e privada, responsáveis pelos investimentos.


CONVÊNIO VAI FOMENTAR MERCADO DE PEÇAS NAVAIS

Com o objetivo de atingir a meta de 65% de conteúdo nacional nas 42 embarcações em licitação na Petrobras Transportes (Transpetro), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Naval (Sinaval) assinaram ontem, na sede do Clube Naval, no Centro do Rio, um convênio de cooperação.

VILLARES ESPERA LICENÇA DE AMBIENTE PARA INICIAR USINA

A Aços Villares, empresa controlada pelo grupo espanhol Sidenor, aguarda licença ambiental para iníciar a construção da primeira usina de ferro-gusa com tecnologia Tecnored (produção de ferro a partir de processo de auto-redução de metais). O projeto seria realizado em Anchieta (ES), mas a siderúrgica acabou optando por executá-lo na própria planta, em Pindamonhangaba (SP). Apesar do entrave ambiental, está prevista a conclusão do projeto no primeiro trimestre de 2006.

GOVERNO PREPARA LEILÃO PARA VIABILIZAR AS USINAS TÉRMICAS

O Ministério de Minas e Energia já tem o esboço de um modelo de licitação da energia de usinas termoelétricas, e também uma data para esse leilão: dezembro. Dessa forma, as térmicas não concorrerão diretamente com a energia das hidrelétricas, cuja produção é mais barata.

GERDAU ACUMULA LUCRO SEMESTRAL DE R$ 1,7 BILHÃO

O crescimento das exportações, os altos preços dos aços especiais e a consolidação de ativos adquiridos em 2004 impulsionaram os lucros do grupo Gerdau no primeiro semestre. O lucro líquido subiu 30%, atingindo R$ 1,7 bilhão. No segundo trimestre, porém, essas atividades responderam por 74,2% das vendas. Por conta da desaceleração da economia brasileira e estoques em alta, a Gerdau intensificou as exportações.

PETRÓLEO


PETROBRAS EMBARCA ETANOL PARA A VENEZUELA

O primeiro carregamento de etanol combustível (álcool anidro) exportado pela Petrobras para a Venezuela partiu do Rio de Janeiro, a bordo do navio-tanque Nara. O contrato de cinco anos ainda está sendo negociado e prevê, inicialmente, o embarque mensal de cerca de 25 mil metros cúbicos do combustível.
A operação resulta de memorando de entendimentos assinado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente venezuelano Hugo Chávez. O documento visa a cooperação na implantação de programa de adição de etanol combustível à gasolina. Na Venezuela, uma nova lei determina a eliminação do chumbo tetraetila até agosto. Inicialmente, a Petroleos de Venezuela (PDVSA) introduzirá na região oriental do país a adição do etanol à gasolina na proporção de 8%. Após período de adequação, o combustível poderá ser usado no restante do país num percentual de até 10%.
Para o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, "ao realizar essa primeira exportação de etanol combustível para a Venezuela, a Petrobras conforme seu Planejamento Estratégico, reforça sua posição como empresa de energia, proporciona ganhos substanciais em relação ao meio ambiente, consegue novos mercados e segmentos, incentiva o crescimento do Brasil, além de colaborar para a integração dos países da América do Sul".

Fonte: Radiobras

LULA E CHÁVEZ LANÇARÃO REFINARIA EM PERNAMBUCO

A construção da refinaria de petróleo de US$ 2 bilhões em Pernambuco deve ser iniciada até o segundo semestre de 2006. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes do Estado, Alexandre Valença, declarou que serão necessários pelo menos dez meses para regularizar toda a situação do empreendimento, tal como a concessão de licença ambiental e a licitação para a obra, a contar do anúncio oficial de sua implantação. O comunicado deve ser feito até a segunda quinzena de agosto pelo presidente Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Suape. A refinaria será chamada Abreu e Lima, em homenagem ao pernambucano que lutou pela libertação da Venezuela. A data será fechada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que ontem esteve reunida por mais de uma hora, em Brasília, com o governador Jarbas Vasconcelos, com o secretário Alexandre Valença e com o presidente do Porto de Suape, Matheus Antunes. “A ministra disse que fará a programação da visita, ajustando as agendas e lutando para que isso ocorra em Pernambuco até agosto. Amanhã (hoje),ela irá a Petrobras para ajustar os detalhes comerciais”, comentou Valença.
A companhia petrolífera brasileira será sócia da estatal Petroleos da Venezuela S.A. (PDVSA). Especula-se que a estatal venezuelana entrará com 70% do capital e a empresa brasileira, com 30%. Entretanto, nada oficial foi revelado a este respeito. A refinaria é aguardada no Estado há mais de 30 anos. No último dia 20 de julho, quando esteve no Recife, o presidente Lula autorizou o governador Jarbas a confirmar que a refinaria era do Estado. No dia 14 de fevereiro, o presidente Lula foi a Caracas (Venezuela), onde assinou um protocolo de intenções entre a PDVSA e a Petrobras para a implantação de uma unidade de refino desse tipo em território brasileiro e, na ocasião, a própria ministra Dilma, então do Ministério de Minas e Energia, teria “vazado” a informação de que o empreendimento viria para Pernambuco.


Fonte: Folha de Pernambuco


ANP AUTORIZA QUINTO PRODUTOR DE BIODIESEL

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou no último dia 26 de julho, em reunião de diretoria, a autorização para a empresa Brasil Biodiesel, de Floriano, Piauí, produzir biodiesel. Outras quatro empresas já estão produzindo o produto. A Soyminas, localizada no município de Cássia, Minas Gerais, e a Agropalma, de Belém do Pará, receberam autorização em março deste ano. A Biolix, de Rolândia, Paraná, e a Brasil Biodiesel, de Teresina, Piauí, em maio passado. Outros sete pedidos de empresas estão em análise na Agência no momento.

PETROBRAS ALUGA PLATAFORMAS NO VALOR DE US$ 1,2 BILHÃO

Cartas de intenção prevêem entrada em operação no início de 2007 na Bacia de Campos. A Petrobras enviou cartas de intenção à empresa Modec para alugar dois navios-plataforma para operação na Bacia de Campos. Juntos, os contratos têm um valor estimado em US$ 1,23 bilhão, informou a estatal. As embarcações devem chegar ao Brasil no final do próximo ano.
Um dos navios -- com sistema de produção, armazenamento e transferência de óleo -- será destinado ao projeto de desenvolvimento das áreas dos poços RJS-409 e RJS-415, situadas ao sul do campo de Espadarte. Ele terá capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo por dia e armazenar 1,6 milhão de barris.
O início da produção está previsto para o primeiro semestre de 2007. O aluguel terá prazo de 8 anos, podendo ser estendido por mais quatro. O valor desse contrato será da ordem de US$ 501 milhões, de acordo com a estatal.
O outro navio é um sistema flutuante de armazenamento de mais de 2,1 milhões de barris de óleo e transferência. Será utilizado para o escoamento dos campos de Roncador, Marlim Leste e Marlim Sul através das plataformas P-51, P-52, P-53, P-55 e a Unidade Estacionária de Produção - UEP, do Módulo 4 de Roncador.
Os contratos de afretamento e serviço, a serem firmados por um prazo de 20 anos, são da ordem de US$ 730 milhões de dólares, segundo a Petrobras. A companhia italiana Saipem confirmou a assinatura de contrato de aproximadamente US$ 600 milhões com a estatal brasileira para o fornecimento de uma plataforma para o projeto Golfinho, no Espírito Santo. O contrato de arrendamento do Golfinho Módulo 2, de acordo com a empresa, foi seu primeiro acordo isolado no crescente mercado de leasing de embarcações de armazenagem e produção (FPSO).
A Saipem, que é controlada pelo grupo italiano de petróleo e gás Eni, divulgou que o acordo preliminar vale por nove anos, com mais três extensões de um ano. A embarcação FPSO, com capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo por dia (bpd), será entregue no começo de 2007. As receitas com arrendamentos de navios FPSO respondem por menos de 1% das suas receitas totais.

Fonte: Gazeta Mercantil

PETROBRAS QUEIMA 10 MILHÕES DE METROS CÚBICOS DE GÁS POR DIA

A queima diária de gás natural em maio corresponde a quase duas vezes o consumo de gás natural veicular (GNV) no País, utilizado pela frota de quase 950 mil veículos convertidos para uso do combustível e mais de 20 vezes o consumo residencial. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o consumo diário de GNV ficou em torno de 5,2 milhões em abril, enquanto o consumo residencial está abaixo dos 500 mil metros cúbicos diários.

A queima de gás natural pela Petrobras atingiu 10,1 milhões de metros cúbicos diários em maio, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse nível é cerca de três vezes o volume médio queimado em maio do ano passado, quando a média diária oscilou em torno de 3,8 milhões de metros cúbicos. O forte aumento do desperdício coincide com a maior produção de petróleo. Como no Brasil o petróleo é associado ao gás natural, quando há aumento na extração do óleo ocorre aumento simultânea da exploração do gás. Como a estatal não desenvolveu infra-estrutura para aproveitamento do insumo, a opção é queimar o gás.
Além do aumento da extração de óleo na Bacia de Campos, a Petrobras tem registrado problemas no Campo de Urucu, no Amazonas, devido à quebra de um compressor, que tem impedido a reinjeção do gás natural extraído na região. A empresa divulgou nota no mês passado explicando que o problema só deverá ser equacionado em setembro e que a ANP autorizou a Petrobras a adotar esse procedimento.
No caso da Bacia de Campos, o aumento da queima deve-se à entrada em operação de duas novas grandes plataformas de produção (a P-43e a P-48), instaladas nos campos de Barracuda e Caratinga, sem que os seus módulos de compressão de gás estivessem em pleno funcionamento.
A queima diária de gás natural em maio corresponde a quase duas vezes o consumo de gás natural veicular (GNV) no País, utilizado pela frota de quase 950 mil veículos convertidos para uso do combustível e mais de 20 vezes o consumo residencial. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o consumo diário de GNV ficou em torno de 5,2 milhões em abril, enquanto o consumo residencial está abaixo dos 500 mil metros cúbicos diários.
Ainda segundo IBP, o consumo de gás para a geração elétrica atingiu 6,4 milhões de metros cúbicos diários, enquanto o consumo industrial foi responsável por 22,6 milhões de metros cúbicos. O consumo total no País atingiu 37 milhões de metros cúbicos diários.
A queima de gás pela Petrobras em maio corresponde a cerca de 40% das importações da Bolívia. O gasoduto Bolívia-Brasil tem capacidade de transporte de até 30 milhões de metros cúbicos diários, mas a Petrobras está "puxando" apenas 24 milhões, visando principalmente ao mercado de São Paulo e da Região Sul do País.

Fonte: Tribuna da Imprensa

PAPEL E CELULOSE

ARACRUZ EXPANDE TRANSPORTE MARÍTIMO

A Aracruz inaugurou oficialmente no dia 29 de julho, a expansão do seu sistema de transporte marítimo de madeira por barcaças. O evento, que ocorrerá no Espírito Santo, marca o início da operação de transporte de madeira com produtividade máxima, envolvendo quatro barcaças e dois empurradores desenvolvidos pela empresa de navegação Norsul.
Introduzido no Brasil pela Aracruz, este sistema entrou em operação em maio de 2003 e foi responsável, em 2004, por 13,5% do total da madeira consumida na fábrica de Barra do Riacho (ES).
Cada barcaça tem capacidade para transportar cerca de 5 mil metros cúbicos de madeira, o que equivale à carga de 100 carretas. Significa que, além de otimizar os custos de transporte, o sistema como um todo irá proporcionar uma redução de 200 viagens/dia de carretas de madeira pela BR-101, reduzindo o tráfego na rodovia e as emissões de gases provenientes da queima de óleo diesel.

Fonte: Suzano

PRODUÇÃO DE AÇO DEVE CAIR APÓS TRÊS

A siderurgia brasileira passará por ajuste forçado em 2005, com reduções na produção, nas vendas internas e nas exportações comparativamente a 2004, ano considerado "ímpar" em termos de bons resultados pelos industriais do setor. A previsão revisada do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), indica que a produção de aço bruto ficará em 31,5 milhões de toneladas, com queda de 4,4% em relação ao ano passado. Será a primeira queda de produção desde 2001, quando a parada para reforma de altos-fornos diminuiu, nos mesmos 4%, o volume de aço produzido sobre 2000. De acordo com o IBS, as vendas para o mercado doméstico totalizarão 16,9 milhões de toneladas neste ano, com redução de 5% sobre o ano passado. "A recuperação da demanda por aço no mercado interno ocorrerá só no quarto trimestre", previu o presidente do IBS, Luiz André Rico Vicente. Ele informou que, no primeiro semestre do ano, a produção de aço no país caiu 1,2% em relação a igual período de 2004. As vendas internas recuaram 2,4% e as exportações cresceram 1,2% em volume no período, sempre na comparação com janeiro-junho do ano passado. Em junho, o quadro se agravou: a produção de aço bruto caiu 9,1% ante junho de 2004 e as vendas de produtos laminados recuaram 12,6%. Já as exportações de junho cresceram 5,6%. Para o fechamento de 2005, o IBS projeta que as exportações devem recuar 0,7% sobre 2004, situando-se em 11,9 milhões de toneladas.
As projeções para 2005, divulgadas ontem pelo IBS, contrastam com o cenário otimista projetado pela entidade para este ano, no fim de 2004. As projeções para 2005 levaram em conta crescimento de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da nova previsão do governo, de 3,4%. Rico Vicente lembrou que o ajuste no setor se relaciona à alta na taxa básica de juros, que freou o consumo, e à valorização do real frente ao dólar, que encarece as exportações. "Estamos ansiosos para que a relação (atual) de câmbio seja alterada porque ela prejudica os exportadores de manufaturados, que são nossos clientes, e interfere diretamente no nosso setor. Mas não queremos que o câmbio seja alterado por fatos políticos, como ocorreu ultimamente, porque aí, conserta de um lado, e atrapalha de outro", disse Rico Vicente. Questionado se a siderurgia está preocupada com a crise política, respondeu: "Estamos preocupados que os fatos se resolvam o mais breve possível porque cria-se um clima de insegurança que pode contaminar a economia, como ficou claro esta semana. Neste ambiente, em qualquer conselho (de empresa) que se reúne, prevalece o clima de preocupação porque se começa a perder a visão de futuro." Ele lembrou que dos US$ 12,6 bilhões de investimentos projetados pelo setor entre 2005 e 2010, US$ 2,7 bilhões estão em obras e US$ 1,3 bilhão inclui projetos em fase de fim de detalhamento. Restam a ser decididos, portanto, US$ 8,6 bilhões em investimentos que, de acordo com Rico Vicente, não são afetados por crises a curto prazo. Ele acrescentou que, ao analisar o quadro do setor em 2005, também é preciso considerar os grandes estoques de produtos siderúrgicos em poder de clientes e da rede de distribuidores no país. Com receio de que as altas nos preços do minério de ferro (71,5%) e do carvão (120%) fossem repassados de forma integral para os preços do aço, clientes e distribuidores da siderurgia se anteciparam, elevando as compras para proteger-se de especulações de mercado.
O resultado foi que o estoque na rede distribuidora de aços planos, por exemplo, situou-se em junho acima das 700 mil toneladas. Essa rede trabalha, em média, com estoque que corresponde a duas vezes e meia a sua venda mensal. No momento, o estoque seria equivalente a quase quatro vezes a venda de um mês, diz o IBS. A rede distribuidora vende cerca de 30% do aço plano comercializado no país. O presidente da entidade projetou que a situação deverá se normalizar nos três últimos meses do ano. E acrescentou: "Haverá aumento das exportações já no terceiro trimestre, período no qual o mercado interno ainda passará por retração, recuperando-se no quarto trimestre, quando os estoques com distribuidores estarão normalizados."

Fonte: Valor Econômico

INPA INVESTE R$ 62,5 MILHÕES EM NOVA PLANTA

A Indústria de Embalagens Santana (Inpa), de Pirapetinga (MG), investirá R$ 62,5 milhões na construção de sua nova unidade. Segundo Antônio da Silva, coordenador da gestão da qualidade e meio ambiente da companhia, a fábrica será instalada em Uberaba e representará um incremento de 20% no faturamento global de empresa que, este ano, chegará a R$ 225 milhões. "E apenas com a unidade de Pirapetinga já crescemos em receita, este ano, 20% em comparação a 2004", ressalta Silva.
O início das obras está programado para setembro e, atualmente, a nova unidade está em processo de Licenciamento Ambiental. De acordo com Silva, a planta iniciará operação em junho de 2007, quando produzirá 2.400 toneladas por mês de papelão reciclado e empregará 280 pessoas diretamente. "O foco da unidade será o atendimento aos mercados do Triângulo Mineiro, Centro-Oeste e Norte do País", afirma Silva.
Ele acrescenta que outras cidades no estado foram avaliadas, antes de se decidir por Uberaba. "O local foi escolhido por atender logisticamente os clientes da Inpa", conta. Silva revela que, além dos recursos próprios, a Inpa não descarta a possibilidade de recorrer à verba do Programa de Integração e Diversificação Industrial e de Indução à Modernização Industrial de Minas Gerais para finalizar o empreendimento.
Atualmente, a produção da indústria destina-se a clientes nacionais dos segmentos de produtos alimentícios, como frigoríficos e laticínios, cerâmica, limpeza, eletrodomésticos, bebidas, química, siderurgia, confecções, vidros e enlatados. "Já a exportação é destinada à Argentina e ao Chile, para onde enviamos um volume de 250 toneladas de papéis por mês", explica Silva. Isso representa 3% do faturamento da empresa. "A intenção com a nova unidade é ampliar os negócios no mercado doméstico. As vendas externas não são o foco atual da companhia", adianta Silva.
Fundada em 1961, a Inpa emprega, hoje, 900 pessoas e produz, mensalmente, 10 mil toneladas de papéis para embalagens (como papel miolo, papel capa e papel branco) e 7 mil toneladas de embalagens de papelão ondulado por mês, utilizando como matéria-prima aparas de papelão ondulado e celulose. A companhia dispõe de sistema voltado ao tratamento dos efluentes industriais, com foco na descontaminação de lâmpadas de mercúrio por empresa especializada. Além disso, a Inpa mantém uma fábrica de telhas e placas, a partir do uso de rejeitos da fabricação de papel.
Os produtos são comercializados com a certificação de manutenção da ISO 9001-2000. "Isso é importante, pois nos dá garantia para atender ao setor, que fica ciente da qualidade dos produtos que a empresa fabrica", conclui.

Fonte: DCI

GÁS NATURAL

ANP: CONTEÚDO LOCAL SERÁ CRITÉRIO DE ELIMINAÇÃO NA SÉTIMA RODADA

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, explicou que a Sétima Rodada de Licitações, marcada para outubro, no Rio de Janeiro, é um desdobramento do modelo das 6 últimas rodadas.
Segundo ele, esse é um processo que ainda está no início uma vez que o país só explora 3% dos 6,5 milhões de quilômetros quadrados das suas 29 bacias sedimentares, e só tem conhecimento sobre o subsolo de 7% desse total. Haroldo Lima disse que para aumentar o levantamento de dados sobre as bacias sedimentares brasileiras, a ANP precisa receber os recursos necessários para estudos de sísmica, geologia e geofísica.
O diretor-geral destacou ainda que a novidade da Sétima Rodada é a oferta de 17 áreas inativas com acumulações marginais voltadas para pequenas empresas. Além disso, Lima comentou também o aperfeiçoamento das regras do compromisso com a aquisição de bens, equipamentos e serviços produzidos no Brasil (Conteúdo Local), que o tornaram uma exigência de caráter eliminatório, e não mais um critério de classificação. Segundo o diretor-geral, essa mudança ocorreu devido à experiência da Sexta Rodada, quando algumas empresas passaram a colocar 100% de Conteúdo Local visando unicamente arrematar os blocos em leilão.
O pré-edital com as regras da Sétima Rodada de Licitações ficou em consulta pública de 12 de maio até 30 de junho para receber sugestões de agentes de mercado. O texto final do edital será divulgado pela Agência no dia 15 de agosto.

Fonte: JB Online

PBGÁS AGILIZA IMPLANTAÇÃO DO GASODUTO

Segundo Franklin de Araújo Neto, presidente da PBGás, a obra do gasoduto, que liga João Pessoa a Campina Grande, será inaugurada em agosto próximo. Isso é o resultado de investimento de R$ 49,3 milhões, e que oferecerá uma malha interna na cidade campinense com extensão de 22 quilômetros.

É intenção da PBGás realizar mais investimentos para expandir a oferta de gás natural na Paraíba, bem como o fornecimento do combustível alternativo para o setor comercial e residencial, atingindo de imediato em João Pessoa, os bairros de Cabo Branco, Manaíra, Miramar, Tambaú, Bessa e Jardim Luna.

O presidente da PBGás considera que o gás natural é um instrumento importante para que a Paraíba possa atrair mais investimentos: “Não tenho dúvida. Quanto melhor a matriz energética oferecida pelo Estado, mais facilidades ele terá de trazer mais investimentos, principalmente os da área industrial. Eu diria que é um fator essencial para a decisão de implantação de uma nova planta industrial”, enfatizou Franklin Neto.

Franklin Neto disse que os investimentos para a realização da obra do Gasoduto são fruto de parcerias formadas com a Petrobras, que é responsável por 15% da obra, sendo o restante dos investimentos da parte do Governo do Estado. Também estão envolvidos nessa parceria, a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba, a Gaspetro e a Gaspart que, de certa forma, participaram e possibilitaram o financiamento a PBGás.

Franklin Neto garante que o gasoduto campinense vai atender as indústrias Alpargatas, Indústrias Felinto, Corebrás, Ipelsa e mais quatro postos de gás natural veicular.

Fonte: Pbgás


CEG E CEG RIO VÃO INVESTIR R$ 1,1 BI PARA ATENDER 42 MUNICÍPIOS

"Vamos ter contratos de suprimento superiores à produção da Bacia de Campos", afirma o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo ele, o ritmo acelerado de expansão da malha de gasodutos no estado está levando algumas indústrias ao interior fluminense, a exemplo de uma cervejaria de origem alemã (não revelada por ele) e siderúrgicas da Gerdau e da Thyssen. "O Porto de Sepetiba terá gás natural até o final do ano", completa.
Em troca de construir infra-estrutura para municípios do interior, a CEG ganha mercado num lugar onde o gás é 30% mais barato para os consumidores em relação a outras regiões do País que recebem o produto da Bolívia. Em comparação com São Paulo, a diferença chega a 40%.
Da privatização até o ano passado, a companhia investiu R$ 992 milhões e conseguiu conquistar 112 mil novos clientes. O mercado fluminense de Gás Natural Veicular (GNV) também ganhou força, passando de 21 postos de GNV para 370 no estado em sete anos.
O investimento foi acertado ontem entre representantes do governo do Estado e das companhias operadas pelo grupo Gás Natural durante solenidade de assinatura de um termo aditivo aos contratos de concessão, revisados a cada cinco anos. O termo aditivo prevê a expansão da rede para levar gás natural aos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Maricá e Saquarema.
Os investimentos para implantação dos gasodutos nas quatro localidades serão da ordem de R$ 100 milhões. A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, presente ao evento, afirmou que as obras empregarão mil pessoas, sem contar com os empregos indiretos.
Mangaratiba será o primeiro município do novo contrato de concessão a receber o gás, no final do ano que vem. Em 2007, Maricá e Angra dos Reis são atendidas, seguidos de Saquarema, em 2008. Para levar o gás à Angra dos Reis serão implantados 80 quilômetros de dutos, o que poderá beneficiar o turismo e a indústria naval em toda a região.

Fonte: Gazeta Mercantil

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

VENDA DE MÁQUINAS CAI E ABIMAQ PROTESTA

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) encontrou o argumento que usará para cobrar uma mudança imediata da política econômica do governo Lula: a queda no consumo interno de bens de capital. Uma carta assinada pelo presidente da entidade, Newton de Mello, foi encaminhada ontem ao Palácio do Planalto com dois números que, para a Abimaq, demonstram esse recuo.
A queda é diretamente atribuída à gestão macroeconômica, ancorada na política dos juros altos. No quinto parágrafo da carta, que pede uma “ruptura” com a atual política econômica, a Abimaq afirma que o setor acaba de registrar a primeira redução no consumo de máquinas para fins industriais e agrícolas. Segundo o índice de Produção Industrial Média Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apura a construção de máquinas e equipamentos no País, houve entre julho de 2004 e maio de 2005, em comparação com igual período, redução de 6,29% na demanda de bens de capital para fins industriais e de 41,80% para fins agrícolas. “Até agora, não tínhamos estes números. Agora, nós temos como mostrar que esta política de juros afeta a produção de bens de capital”, afirma Mello.
Para corroborar com as alegações da Abimaq, o consumo de máquinas importadas também registrou queda. A participação do maquinário importado no consumo durante o primeiro semestre de 2004 foi de 44,10% e baixou para 39,10% entre janeiro e junho deste ano.
A carta foi enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos ministros Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Roberto Rodrigues (Agricultura) e aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE). No texto, a Abimaq é dura. Chama o modelo de gestão da economia de “neoliberal” e afirma que o Banco Central deve ter o compromisso com o desenvolvimento do País.

Fonte: Tribuna do Norte

INDÚSTRIA NAVAL

CEG E CEG RIO VÃO INVESTIR R$ 1,1 BI PARA ATENDER 42 MUNICÍPIOS

"Vamos ter contratos de suprimento superiores à produção da Bacia de Campos", afirma o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo ele, o ritmo acelerado de expansão da malha de gasodutos no estado está levando algumas indústrias ao interior fluminense, a exemplo de uma cervejaria de origem alemã (não revelada por ele) e siderúrgicas da Gerdau e da Thyssen. "O Porto de Sepetiba terá gás natural até o final do ano", completa.
Em troca de construir infra-estrutura para municípios do interior, a CEG ganha mercado num lugar onde o gás é 30% mais barato para os consumidores em relação a outras regiões do País que recebem o produto da Bolívia. Em comparação com São Paulo, a diferença chega a 40%.
Da privatização até o ano passado, a companhia investiu R$ 992 milhões e conseguiu conquistar 112 mil novos clientes. O mercado fluminense de Gás Natural Veicular (GNV) também ganhou força, passando de 21 postos de GNV para 370 no estado em sete anos.
O investimento foi acertado ontem entre representantes do governo do Estado e das companhias operadas pelo grupo Gás Natural durante solenidade de assinatura de um termo aditivo aos contratos de concessão, revisados a cada cinco anos. O termo aditivo prevê a expansão da rede para levar gás natural aos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Maricá e Saquarema.
Os investimentos para implantação dos gasodutos nas quatro localidades serão da ordem de R$ 100 milhões. A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, presente ao evento, afirmou que as obras empregarão mil pessoas, sem contar com os empregos indiretos.
Mangaratiba será o primeiro município do novo contrato de concessão a receber o gás, no final do ano que vem. Em 2007, Maricá e Angra dos Reis são atendidas, seguidos de Saquarema, em 2008. Para levar o gás à Angra dos Reis serão implantados 80 quilômetros de dutos, o que poderá beneficiar o turismo e a indústria naval em toda a região.

Fonte: Gazeta Mercantil

COSIPA OBTÉM 1ª LICENÇA PARA DRAGAGEM

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovou ontem a viabilidade ambiental da dragagem do Canal de Piaçaguera, em Cubatão. Mesmo com promotores do Ministério Público ameaçando acionar os responsáveis pela concessão por improbidade administrativa, o pedido de Licença Prévia (LP) do projeto foi atendido. A expectativa da Cosipa, principal responsável pelo empreendimento, é que os trabalhos comecem nos primeiros meses do próximo ano.
Apesar da emissão do aval, a reunião de ontem — iniciada às 10h30, com uma hora e meia de atraso — foi marcada pela tensão entre os conselheiros que aprovam a obra e os contrários à iniciativa. Ao lado destes últimos, estavam ambientalistas e o Ministério Público. Juntos, eles pretendiam adiar o debate da LP para uma data posterior à da audiência pública, marcada para a próxima segunda-feira. Esta audiência de
‘‘conciliação’’ foi exigida pela prorrogação de uma liminar expedida no último dia 7 de junho. Para eles, havia a necessidade do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA-Rima) serem mais detalhados.
Do outro lado, estavam a Cosipa e a maioria dos conselheiros. Eles defendiam que o EIA-Rima, apresentado pela siderúrgica à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA), tinha argumentos suficientes para obter a aprovação.
Durante a sessão, integrantes do Consema contrários à dragagem pediram o adiamento da votação, para que fosse possível aprofundar ainda mais a análise de pareceres da Secretaria de Meio Ambiente sobre o projeto. Também foram sugeridas tornar a votação nominal e que técnicos realizassem uma nova apresentação da obra. Somente esta última foi autorizada.
O debate, então, ficou concentrado entre técnicos da Cosipa, afirmando que o EIA-Rima continha todos os itens necessários, e promotores do Ministério Público, que apontavam a insuficiência de informações do relatório. De acordo com o ambientalista e conselheiro Carlos Bocuhy, os estudos feitos pelo corpo técnico da Cosipa concentraram-se nas alternativas tecnológicas e nos serviços de dragagem, transportes e disposição dos sedimentos. Para ele, a análise da siderúrgica deixou a eliminação dos passivos ambientais do Canal de Piaçaguera em um plano secundário. ‘‘O EIA-Rima apresenta irregularidades e deixou pontos importantes para serem debatidos na (fase de requerimento da) Licença de Instalação, quando só a Cetesb terá condições de analisar (o processo)’’.
Depois de três horas de discussão sobre a viabilidade ambiental da dragagem do Canal de Piaçaguera, o parecer foi aprovado. O anúncio provocou uma mistura de euforia e alívio por parte dos representantes da siderúrgica.
Do lado favorável ao conteúdo do EIA-Rima, o consultor responsável pela elaboração do relatório, Sérgio Pompéia, afirmou que todas as dúvidas dos
‘‘opositores’’ tinham suas respostas no levantamento. ‘‘Os elementos questionados já estavam tratados no EIA-Rima e nas complementações, que, infelizmente, não eram do conhecimento do Ministério Público. Essas complementações foram analisadas em exaustivas reuniões com técnicos do Estado’’.
Para o chefe geral da Usina da Cosipa e diretor titular do Ciesp em Cubatão, Marco Paulo Penna Cabral, o projeto está aberto para receber contribuições com objetivo de incrementar o empreendimento. ‘‘Todos (os conselheiros, inclusive ambientalistas) tinham uma visão de que o projeto tem que ser feito, é urgente, e que atende às necessidades. Mas se houver contribuições, elas serão incorporadas’’.
Com a obtenção da Licença Prévia, o próximo passo da Cosipa e da Fosfertil (antiga Ultrafertil), responsáveis pela obra, será obter a Licença de Instalação (LI). O aval permite a contratação do projeto executivo da obra. Depois, haverá a solicitação de uma Licença de Operação (LO), que autoriza o início da retirada da lama do estuário.

Penna Cabral acredita que, até o final do ano, a Cosipa obtenha a LI. ‘‘Uma vez respeitadas as exigências, acredito que, em quatro ou cinco meses, possa ser conseguida a licença seguinte’’. Segundo ele, a LO será requerida logo em seguida, permitindo que o serviço de retirada da lama do fundo do Canal de Piaçaguera seja iniciado nos primeiros meses do próximo ano.
A dragagem do Canal de Piaçaguera é essencial para garantir a navegabilidade no principal acesso aos terminais portuários da Cosipa e da Fosfertil. Está prevista a retirada de cerca de 3 milhões de metros cúbicos de lama, ao custo de R$ 62,5 milhões, a serem pagos pela Cosipa e pela Fosfertil.
Sem o serviço desde 1996, a profundidade do canal diminuiu de 12 para 10,3 metros, em média. O baixo calado obriga os navios que se destinam ao porto cubatense a não navegarem levando sua capacidade máxima de carga, aumentando o custo do frete e, consequentemente, o preço final das mercadorias. A expectativa é que o processo leve 28 meses para ser concluído.

Fonte: A Tribuna de Santos

OBRAS NO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL TEM VERBA GARANTIDA

As obras em andamento para a revitalização do porto de São Francisco do Sul já estão com recursos garantidos e devem ser concluídas até o final de 2006. A previsão é do presidente da administração do porto, Fernando José Camacho, que se reuniu ontem com representantes das iniciativas pública e privada, responsáveis pelos investimentos.
Durante o encontro - que contou com a participação do diretor do departamento de programa de transporte aquaviários, do Ministério dos Transportes, Paulo de Tarso, e do coordenador da agenda portos, João Aparício dos Reis Costa - foram discutidas as carências do porto em relação às infra-estruturas portuária, rodoviária e ferroviária e apresentados os projetos para superar os problemas que prejudicam a movimentação de cargas. Segundo Paulo de Tarso, o objetivo foi, não só justificar a necessidade de recursos, mas colocar em debate os projetos e a parceria público-privada para a qualificação do porto de São Francisco do Sul. "A meta é acabar com todos os gargalos para que o porto se torne competitivo, principalmente em relação à exportação", ressaltou.
Segundo ele, o Ministério dos Transportes vai garantir os recursos previstos, de forma que nenhuma obra fique afetada. "Este ano, temos verbas de R$ 630 milhões para portos, o que significa três vezes mais do que em 2004. Desse valor, aproximadamente R$ 200 milhões são para o plano piloto e outros R$ 200 milhões para complementos do projeto", afirmou, referindo-se ao montante para aplicação nacional no setor.
No porto de São Francisco do Sul, entre as principais obras que fazem parte da agenda portos plano piloto de investimentos, estão as de reforço e recuperação dos berços 102 e 103, que iniciaram em maio, e terão um investimento de R$ 21 milhões.

Fonte: A Notícia

CONVÊNIO VAI FOMENTAR MERCADO DE PEÇAS NAVAIS

Com o objetivo de atingir a meta de 65% de conteúdo nacional nas 42 embarcações em licitação na Petrobras Transportes (Transpetro), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Naval (Sinaval) assinaram ontem, na sede do Clube Naval, no Centro do Rio, um convênio de cooperação. Na prática, a medida permitirá que os fabricantes de peças para navios tenham acesso facilitado às especificações técnicas dos equipamentos das embarcações e promoverá maior troca de informações entre as duas entidades.
Segundo o presidente da Abimaq, Newton de Mello, os navios da Transpetro e da da PDV Marina - subsidiária de transportes da Petróleos de Velezuela (PDVSA) que poderá encomendar 40 embarcações no Brasil - vão demandar aproximadamente US$ 2,5 bilhões do setor de navipeças. Ele acrescentou que a principal dificuldade hoje do mercado de navipeças brasileiro é a falta de escala de produção, o que será resolvido com as demandas em curso.

Fonte: Jornal do Commercio

SIDERURGIA

VILLARES ESPERA LICENÇA DE AMBIENTE PARA INICIAR USINA

A Aços Villares, empresa controlada pelo grupo espanhol Sidenor, aguarda licença ambiental para iníciar a construção da primeira usina de ferro-gusa com tecnologia Tecnored (produção de ferro a partir de processo de auto-redução de metais). O projeto seria realizado em Anchieta (ES), mas a siderúrgica acabou optando por executá-lo na própria planta, em Pindamonhangaba (SP). Apesar do entrave ambiental, está prevista a conclusão do projeto no primeiro trimestre de 2006. - Constatamos que haveria dificuldade logística para trazer o produto de Anchieta para as unidades da Villares, por isso optamos por Pindamonhangaba, onde será possível utilizar resíduos metálicos da própria Villares e ferro líquido, gerando redução adicional de custos na produção de aço - explicou o gerente de organização da empresa, Gumersindo Fernandez. Orçada em R$ 35 milhões, a usina já estava nos planos da Aços Villares desde o final do ano passado, quando a empresa adquiriu 10% da Tecno-Logos, holding que detém os direitos sobre a tecnologia. A capacidade de produção deste primeiro módulo da usina será de 75 mil toneladas ao ano, menos de 10% do consumo total da siderúrgica, de cerca de 800 mil toneladas anuais de sucata, ferro-gusa e ferro-ligas. Segundo o Fernandez, após o resultado do primeiro módulo será avaliada a expansão da produção para o limite de até 40% da matéria-prima necessária. O processo de produção de metais utiliza aglomerados auto-redutores compostos de finos de minério de ferro e carvão, resíduos, lamas e pós metálicos. A Tecnored tem baixo custo de operação em função da matéria-prima utilizada, reduz o consumo elétrico e é considerada tecnologia limpa . Também possibilita ampliação da capacidade por módulos, o que reduz a necessidade de grandes investimentos de uma só vez.

Fonte: Jornal do Commercio

GOVERNO PREPARA LEILÃO PARA VIABILIZAR AS USINAS TÉRMICAS

O Ministério de Minas e Energia já tem o esboço de um modelo de licitação da energia de usinas termoelétricas, e também uma data para esse leilão: dezembro. Dessa forma, as térmicas não concorrerão diretamente com a energia das hidrelétricas, cuja produção é mais barata. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, no modelo em estudo, as térmicas fariam oferta, em leilão, de determinada remuneração para estarem disponíveis. O seu custo de operação também será levado em consideração, mas numa conta separada. O sistema funcionaria de forma semelhante ao do seguro anti-apagão, que aos poucos está sendo desativado e, se for realmente adotado, beneficiará especialmente a Petrobras. A estatal já apresentou proposta para vender mais de 3 mil megawatts (MW) no leilão de energia nova -- cerca de 30% do total de 10,9 mil MW ofertados no total. Recentemente, a Petrobras adquiriu a participação dos seus sócios El Paso, Enron e MPX (do empresário Eike Batista) nas usinas Macaé Merchant (900 MW); Eletrobolt (350 MW) e Termoceará (100 MW). As usinas estão sem comprador para a sua energia - um total de 1.450 MW. Hoje, a Petrobras tem contratos para a venda de 1,5 mil MW das usinas já em operação. O principal desafio, porém, é encontrar mercado para as usinas novas, como a TermoRio, maior térmica brasileira, com capacidade superior a mil MW. A usina está incluída, ao lado de projetos como Ibirité, Três Lagoas, Eletrobolt e Canoas, entre outras, na lista que a estatal habilitou para o leilão. Para definir qual termelétrica é mais competitiva dentro das regras do leilão, está sendo criado um estranho mecanismo chamado de "Índice de Custo e Benefício", que levará em conta vários fatores como por exemplo o grau de inflexibilidade da usina (de acordo com o "take or pay" dos seus contratos de suprimento de gás); os custos de ligação da energia no sistema e a receita fixa total pleiteada pelo investidor no empreendimento. Segundo Tolmasquim, esse modelo de contrato "por disponibilidade" ainda está sob análise, e estão sendo feitas discussões com os agentes para eventuais ajustes. O presidente da Associação Brasileira das Geradoras Termelétricas (Abraget), Xisto Vieira Filho, considera "boa a idéia" do contrato de disponibilidade em elaboração pelo governo. Mas, segundo Vieira Filho, a sua maior preocupação é em garantir a construção de novas usinas térmicas, e não apenas contratar a energia de térmicas existentes, que possuem a prerrogativa de ter energia "botox" (cuja produção pode concorrer em leilão com a energia de usinas que ainda estão por construir). "Hoje, quem quiser construir uma nova térmica no país tem que apresentar um contrato de suprimento de gás, e isso não é possível porque não há mais gás suficiente no Brasil", diz Vieira Filho. Sobre a transformação das usinas a gás em bicombustíveis (usariam também diesel ou óleo combustível), o presidente da Abraget considera a medida apenas paliativa.
Já o presidente da Associação dos Produtores Independentes de Energia (Apine), Luiz Fernando Leone Vianna, acredita que o contrato de disponibilidade pensado para viabilizar as térmicas também poderia ser estendido às hidrelétricas. Mas Tolmasquim afirmou que pretende adotá-lo apenas para as térmicas. Maurício Tolmasquim participou ontem do 7º Enercon, em São Paulo. Durante sua palestra, ele disse ainda que em breve o governo deverá anunciar um pacote de financiamento para o leilão de energia nova, que está sendo fechado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas Tolmasquim não quis dar maiores detalhes sobre esse programa de financiamento porque, segundo ele, ainda não foram definidas taxas, garantias e tampouco o valor dos empréstimos.

Fonte: Valor Econômico

GERDAU ACUMULA LUCRO SEMESTRAL DE R$ 1,7 BILHÃO

O crescimento das exportações, os altos preços dos aços especiais e a consolidação de ativos adquiridos em 2004 impulsionaram os lucros do grupo Gerdau no primeiro semestre. O lucro líquido subiu 30%, atingindo R$ 1,7 bilhão. No segundo trimestre, porém, essas atividades responderam por 74,2% das vendas. Por conta da desaceleração da economia brasileira e estoques em alta, a Gerdau intensificou as exportações. 'Acreditamos na recuperação do mercado no quarto trimestre', disse Schirmer, descartando a hipótese de ajustes na produção. No mercado interno, as vendas caíram de 1,04 milhão de toneladas para 877 mil entre abril e junho. O volume total de vendas, entretanto, subiu 8,4%, para 3,4 milhões de toneladas. O lucro líquido foi de R$ 892,6 milhões, 2,7% superior ao ano passado. O faturamento subiu 2,6%, para R$ 5,44 bilhões. O faturamento semestral cresceu 18,6% , para R$ 13,4 bilhões. O Brasil representou 52% das receitas; a América do Norte respondeu por 43,8%. O restante foi proveniente da Argentina, Chile e Uruguai. A dívida bruta em 31 de junho era de R$ 5,7 bilhões, 40% menor ante o ano passado. O prazo médio da dívida é de 4 anos. A valorização do real foi compensada pelos bons preços no mercado internacional: a cotação média dos itens produzidos pela Gerdau subiu de US$ 360 para US$ 400 por tonelada no começo do ano e mantêm-se estáveis. As atividades da Gerdau no exterior mais as exportações foram responsáveis por 62% das vendas físicas do semestre, afirmou Osvaldo Schirmer, vice-presidente executivo. A produção de aço no primeiro semestre subiu 5,4%, alcançando 7 milhões de toneladas. O Brasil respondeu por 3,5 milhões - empatando com o ano passado. As operações da Gerdau Ameristeel somaram 3,2 milhões de toneladas (crescimento de 12%); na América do Sul foram produzidas 228,4 mil toneladas (alta de 18%). As vendas totais até junho somaram 6,7 milhões de toneladas, uma alta de 7,5% em comparação ao ano passado. Internamente foram comercializadas 1,7 milhão (queda de 12% em comparação ao ano passado). Já as exportações a partir do Brasil subiram 12%, atingindo 1,5 milhão de toneladas e faturamento de US$ 628 milhões. A empresa confirmou o plano de investimentos de US$ 3,2 milhões até 2007. No país, serão aplicados US$ 2,4 bilhões, US$ 900 milhões estão em fase de análise. A capacidade de produção local saltará de 7,5 milhões de toneladas para 11,7 milhões toneladas de aço. Já a de laminados crescerá de 4,7 milhões para 6 milhões. Entre os planos em andamento estão a expansão da Açominas e a construção da usina de aços longos em Araçariguama (SP). No exterior, a produção crescerá em 1 milhão de toneladas, para 5 milhões; já a de laminados subirá em 600 mil toneladas, para 2,6 milhões. Em agosto a empresa adotou nova estrutura operacional na América do Sul. A Gerdau Açominas, que reúne as atividades da região, foi cindida em quatro empresas, por tipo de operação. A Açominas será mantida. Foram criadas a Gerdau Aços Longos, a Gerdau Aços Especiais, a Gerdau Comercial de Aços e a Gerdau América do Sul Participações (Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia). Segundo Schirmer, a reorganização visa facilitar o entendimento de cada segmento de negócio e trazer economias.

Fonte: Valor Econômico

   
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