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Junho 2005
 

 
 

Plataforma P-47 segue para Bacia de Campos

A plataforma flutuante P-47, que estava sendo adaptada desde 2003 no Cais do Porto do Rio, seguirá para a Bacia de Campos, onde, dentro de 60 dias, vai estocar e tratar cerca de 180 mil barris de petróleo produzidos pelos campos de Marlin

Copesul investe na produção qúimica de petróleo

A Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) vai aproveitar uma parada de sua planta de eteno e propeno para aprimorar sua unidade produtiva

Rosinha entrega à Petrobras licença ambiental para operação da Reduc

A Governadora do Rio, Rosinha Garotinho, entregou a licença ambiental para a operação da Refinaria de Duque de Caxias ao presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. O licenciamento inclui também o projeto de reforma e modernização da unidade.

Pólo gás-químico de US$ 1 bi, da Rio Polímeros, será inaugurado em junho

Após investimento de US$ 1,08 bilhão, a Rio Polímeros vai inaugurar em junho um pólo gás-químico em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que vai produzir 540 milhões de toneladas anuais de polietileno, insumo da indústria plástica

Plataforma ficará pronta em 2006

A plataforma SSP300 ficará localizada na plataforma continental de Sergipe, a 37 km da cidade de Aracaju. A unidade está sendo construída no estaleiro de Yantai Raffles , na China, e estará pronta e disponível para operar em 2006

Concluída primeira etapa da coleta de amostras do petróleo em Sousa

Foi concluída a primeira etapa dos trabalhos de coleta de amostras de solo, para detectar a presença de petróleo na cidade de Sousa, no Alto Sertão paraibano. Cerca de 1,5 mil amostras foram recolhidas na região, que mede aproximadamente 1,5 quilômetro quadrados

No Sul, busca para inovar plataformas marítimas

Depois de três anos de trabalho, pesquisadores do Laboratório de Metalurgia Física da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveram um novo mecanismo de fixação de plataformas marítimas de exploração de petróleo que pode significar uma economia de milhões de dólares para a Petrobras

Investimento pode migrar da Bolívia para Santos

Os investimentos da Petrobras previstos para a Bolívia poderão migrar para a Bacia de Santos, com definições mais exatas no mês que vem, quando ficará pronto o Planejamento Estratégico da companhia

Gás está garantido como energia por quatro anos

O gasoduto Bolíva-Brasil (Gasbol) pode atender a demanda por gás natural no Rio Grande do Sul por pelo menos mais quatro anos

Petrobras volta a queimar gás natural

A Petrobras voltou a queimar gás natural em grande escala na bacia de Campos, como resultado do aumento da produção de petróleo nos últimos meses. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no mês de março a estatal queimou o equivalente a 7,576 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia

BNDES financia empresa privada para produzir gás na Bahia

A diretoria do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 245 milhões para a Manati S.A aplicar na produção e no transporte do gás natural extraído do campo de Manati

Nova lei na Bolívia ameaça resultado das distribuidoras

O aumento do custo do gás da Bolívia, depois da aprovação da Lei de Hidrocarbonetos, poderá resultar na redução da margem de lucro bruto das distribuidoras das regiões Sul e Sudeste neste ano

Petrobras estuda a aquisição de distribuidoras de gás

O diretor de gás e energia da Petrobras , Ildo Sauer, afirmou que a estatal está analisando a aquisição de distribuidoras de gás natural que foram colocadas à venda pela Gaspart , subsidiária da americana Enron , e pelo grupo italiano Eni

Dilma: estratégia brasileira está garantida

Ao comentar a decisão do governo da Bolívia de sobretaxar a exploração de gás e de petróleo naquele país, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, garantiu que a medida não prejudicará a estratégia brasileira de ampliar a oferta de gás natural

Especialista defende exploração nacional de gás

A exploração da reserva de gás de Campo de Mexilhão, entre os municípios de Angra dos Reis e Mangaratiba, no sul-fluminense, seria capaz de produzir 50% a mais do que todo o gás que o Brasil deverá importar da Bolívia nos próximos 20 anos

Gerdau troca óleo por gás da Bolívia

Com o apoio do laboratório de metalurgia física da UFRGS, o grupo Gerdau está substituindo o óleo combustível pelo gás natural no aquecimento das panelas e fornos da aciaria, laminação e forjaria da Aços Finos Piratini, em Charqueadas (RS)

Gasoduto para Dourados sai em junho

O senador Delcídio do Amaral (PT) anunciou, em Dourados, que em junho um grupo de investidores deverá anunciar a construção de ramais do gasoduto Bolívia-Brasil em direção às regiões sul (Dourados) e norte do Estado (Coxim).

Aumento de energia: Ceará pode perder investimentos

Enquanto o aumento da tarifa de energia elétrica continua sendo analisado pela Justiça, o setor produtivo do Estado ameaça rever investimentos programados para os próximos dois anos.

Eletrobrás procura parceiros no exterior

A Eletrobrás está tentando atrair investidores estrangeiros para projetos de nova geração no setor elétrico nos próximos anos, quando a abundância no fornecimento de energia no Brasil deve acabar

Estudo sobre hidrelétricas em RO está pronto

As duas usinas serão construídas no rio Madeira e terão capacidade de gerar mais de seis mil megawatts, o que representa 8% de toda energia elétrica do Brasil. A expectativa é que a construção comece no segundo semestre de 2006 e dure cerca de dez anos

Capacidade de geração de usina é inferior ao previsto

Testes realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) comprovaram que a Usina de Uruguaiana e a Companhia de Interconexão Energética (Cien) não são capazes de gerar a quantidade de energia que informavam ter disponíveis

Energia: setor elétrico lucra 142%

O lucro médio das empresas de energia elétrica no primeiro trimestre deste ano teve um crescimento real (descontada a inflação) de 142% comparado a igual período de 2004

Laudo comprova falhas na usina termelétrica de Araucária

O governador Roberto Requião anunciou, durante a reunião com o secretariado, a vitória do governo do Paraná contra a multinacional do setor energético El Paso

Aneel vai obrigar térmicas do Norte a controlar subsídios

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, por unanimidade, obrigar as usinas termoelétricas dos sistemas isolados, localizadas basicamente na Região Norte do País, a instalarem um sistema de coleta de dados sobre o combustível adquirido, o combustível consumido e o montante de energia gerada

Siderurgia vai privilegiar mercado externo

O novo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Luiz André Rico Vicente, assumiu o cargo em Brasília, admitindo a possibilidade de um desempenho pior para o setor de aço neste ano na comparação com 2004

Petrobrás firma importantes acordos no Japão

O presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, assinou quatro memorandos de entendimento com instituições financeiras japonesas, relacionadas a parcerias para financiamento de projetos integrantes do Plano Estratégico da Companhia para o horizonte 2010

Severino Cavalcanti exige a diretoria de exploração e produção da Petrobras

O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), está exigindo da ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, a diretoria de Exploração e Produção da Petrobras para um de seus indicados, Djalma Rodrigues

Estatal ainda vive indefinição sobre importações da Bolívia

Os investimentos em produção de gás da Petrobras na Bolívia perdem metade do seu valor com a nova Lei dos Hidrocarbonetos daquele país, segundo avaliação preliminar da estatal brasileira

Petrobras é eleita a melhor empresa da América Latina

A Petrobras foi eleita a "melhor companhia da América Latina", durante a realização, em Nova Iorque, do "International Stevie Business Awards 2005", que contou com 600 indicações de empresas de todos os setores, em mais de 30 países

ANP reduz peso de setor nacional em licitações

A nacionalização de bens e serviços, que antes tinha um peso de 40% sobre o valor das ofertas, deixou de ser um critério-chave para a escolha de quem será o vencedor de um bloco, de acordo com pré-edital da Sétima Rodada de Licitações divulgado na semana passada

Argentina fixa prazo para Petrobras sair do controle da Citelec

A filial argentina da Petrobras está contestando uma ordem dada pelo governo, exigindo que a estatal brasileira venda sua participação na companhia transmissora de energia Citelec

Repsol YPF vai investir 8 bi de euros na América Latina

A petrolífera espanhola Repsol YPF revelou um plano estratégico para restaurar suas encolhidas reservas na América do Sul e para aumentar dividendos e recuperar a confiança dos investidores

Petrobras fica na Bolívia, diz Dutra

O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, afirmou que a situação política na Bolívia não é "nada alarmante" e não ameaça a atuação da empresa brasileira no país vizinho

Transpetro agiliza operação em Itaqui

A Transpetro, subsidiária da Petrobras no setor de logística, vai ampliar a linha de dutos para movimentação de derivados de petróleo no porto do Itaqui, em São Luís

Argentina lança plano de incentivo energético

A Argentina anunciou um plano para incentivar o aumento da produção de gás e petróleo. As medidas, enviadas ao Congresso como um projeto de lei, são uma tentativa de ampliar a oferta doméstica de combustíveis frente aos problemas com o suprimento de gás da Bolívia e de reagir à situação de queda nas reservas do país


PETRÓLEO

Plataforma P-47 segue para Bacia de Campos

A plataforma flutuante P-47, que estava sendo adaptada desde 2003 no Cais do Porto do Rio, seguirá para a Bacia de Campos, onde, dentro de 60 dias, vai estocar e tratar cerca de 180 mil barris de petróleo produzidos pelos campos de Marlin. A P-47 estocava o óleo produzido pela plataforma P-36, que afundou em abril de 2001, no campo de Roncador. O secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, explicou que a entrada em operação da P-47 não significa aumento de arrecadação de royalties de petróleo porque ela não produz óleo, mas vai trazer benefícios às operações em Marlin e à exportação de petróleo. Segundo Victer, ficou comprovado que o Cais do Porto é um bom local para reparos e adaptações em grandes plataformas de petróleo.

- Durante a adaptação da P-47, não houve nenhum acidente ambiental nem com os trabalhadores - afirmou Victer.

Fonte: Globo Online

Copesul investe na produção qúimica de petróleo


A Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) vai aproveitar uma parada de sua planta de eteno e propeno para aprimorar sua unidade produtiva. O coordenador de suprimentos da empresa, Alberto Lewis, informa que serão investidos na iniciativa, que será realizada em novembro, cerca de R$ 40 milhões. Lewis foi um dos participantes da 5ª edição do Fórum de Fornecedores da Copesul realizado na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Ele explica que por obrigação legal a empresa precisa realizar uma parada de seis em seis anos. Esta é a primeira parada da planta 2 e durará cerca de 30 dias. "Durante o processo nós verificamos todos os equipamentos e tentamos garantir mais seis anos de funcionamento", explica Lewis. Ele relata que o procedimento deve envolver cerca de 2,5 mil pessoas. A planta que será paralisada é responsável por cerca de 40% da fabricação de produtos básicos como eteno e propeno.

A executiva da unidade comercial da Copesul, Karim Madalena Hans, argumenta que as paradas de manutenção afetam o desempenho da empresa, mas foi feita uma combinação com os clientes da Copesul para diminuir o impacto da ação. Ela informa que algumas empresas que adquirem matéria-prima da Copesul vão parar ao longo do ano ou durante a própria parada da Copesul. "A Ipiranga parou entre abril e maio, a Braskem fará o mesmo em junho e no decorrer do ano. Isso é importante para não concentrar as paradas em um período apenas, facilitando o abastecimento do mercado", ressalta Karim.

Fonte: Jornal do Comércio


Rosinha entrega à Petrobras licença ambiental para operação da Reduc


A Governadora do Rio, Rosinha Garotinho, entregou a licença ambiental para a operação da Refinaria de Duque de Caxias ao presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. O licenciamento inclui também o projeto de reforma e modernização da unidade. De acordo com o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer, a licença saiu após quatro anos de trabalho de um comitê formado por representantes da Petrobras e do governo do estado. O comitê avaliou as condições de segurança na unidade após um acidente que provocou o vazamento de mais de 1 milhão de litros na Bahia de Guanabara em 2000.

Victer afirmou que a Reduc será a primeira refinaria do país a ter um licenciamento de todas as suas instalações concedido de acordo com a atual legislação ambiental brasileira. Todas as demais refinarias do país, disse, foram construídas antes que as novas regras de licenciamento ambiental entrassem em vigor.

Fonte: Globo Online


Pólo gás-químico de US$ 1 bi, da Rio Polímeros, será inaugurado em junho

Após investimento de US$ 1,08 bilhão, a Rio Polímeros vai inaugurar em junho um pólo gás-químico em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que vai produzir 540 milhões de toneladas anuais de polietileno, insumo da indústria plástica. Este total representa cerca de 20% da produção doméstica do produto, hoje ao redor de 2 milhões de toneladas. Segundo o diretor-financeiro da empresa, Abraham Zagury, nos próximos quatro anos o pólo vai exportar 150 mil toneladas de polietileno, ou em torno de 30% da produção, por meio de um contrato de dez anos com uma trading americana. A expansão do setor só será ameaçada, segundo ele, se não houver crescimento econômico, financiamento para as pequenas empresas e se os juros continuarem em alta. "A indústria de transformação precisa de capital de giro", acrescenta.

No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) há outros exemplos de grandes investimentos em química e petroquímica: os planos de ampliação da Petroquímica União (PQU) e da Polietileno representam, juntos, R$ 1 bilhão. A Braskem apresentou projeto orçado em R$ 800 milhões e já foi aprovada a participação do banco em metade do investimento.

Fonte: O Estado de São Paulo


Plataforma ficará pronta em 2006


A plataforma SSP300 ficará localizada na plataforma continental de Sergipe, a 37 km da cidade de Aracaju. A unidade está sendo construída no estaleiro de Yantai Raffles , na China, e estará pronta e disponível para operar em 2006. O óleo a ser produzido se encontra em águas de 1.000 a 1.600 metros de profundidade e é do tipo leve, com 43 graus API. Equipada com uma planta de processo para produção de cerca de 20 mil barris de petróleo por dia e uma planta de injeção de gás para compressão de 3,6 milhões de m³ diários, a plataforma terá capacidade para armazenar 300 mil barris de petróleo.

De acordo com a Petrobras, plataformas menores, como a SSP300, são uma opção para baratear o desenvolvimento de pequenas acumulações de óleo em águas profundas. A SSP300 é uma unidade flutuante do tipo monocoluna, de casco duplo e formato redondo. Será a primeira do gênero a operar no mundo. A grande vantagem dessa estrutura é a flexibilidade de operação. Ela pode ser removida para outros campos pequenos com facilidade e usada para testes de longa duração.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

Concluída primeira etapa da coleta de amostras do petróleo em Sousa

Foi concluída a primeira etapa dos trabalhos de coleta de amostras de solo, para detectar a presença de petróleo na cidade de Sousa, no Alto Sertão paraibano. Cerca de 1,5 mil amostras foram recolhidas na região, que mede aproximadamente 1,5 quilômetro quadrados. De acordo com o coordenador dos trabalhos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM-PB) em Sousa, José Soares de Brito, o último lote de 500 amostras do material já foi enviado para o laboratório da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro. Ao todo foram três lotes, que estão sendo submetidos a exames geoquímicos e bacteriológicos.

Brito declarou que o convênio existente entre a ANP e as empresas responsáveis pela coleta está recebendo aditivos, para que a retirada de mais 2,5 mil amostras seja realizada. Os trabalhos, que tiveram início em fevereiro, não chegaram a ser suspensos após a conclusão da primeira fase e os técnicos continuam no local. "O que tudo indica é que os resultados dos testes está sendo positivo, devido à renovação do contrato", declara o coordenador dos trabalhos da CDRM em Sousa.


Fonte: Jornal da Paraíba


No Sul, busca para inovar plataformas marítimas

Depois de três anos de trabalho, pesquisadores do Laboratório de Metalurgia Física da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveram um novo mecanismo de fixação de plataformas marítimas de exploração de petróleo que pode significar uma economia de milhões de dólares para a Petrobras.

O sistema "aberto" de fixação de plataformas consiste basicamente em ganchos produzidos com uma liga metálica de cromo-molibdênio que ficam presos a estruturas no fundo do mar mas podem ser desconectados para inspeção e manutenção. Pelo método tradicional, as plataformas ficam ligadas por grandes correntes ou cordoalhas a 16 estacas fixas no leito do oceano e em caso de pane em alguma dessas amarras, que custa US$ 1 milhão cada, ela precisa ser descartada.

O projeto recebeu R$ 620 mil da estatal e da Finep, a agência de financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e ainda está em andamento, mas já resultou em um sistema em fase de testes na Bacia de Campos (RJ), explica o coordenador da pesquisa, professor doutor Telmo Strohaecker.


Fonte: Valor Econômico


GÁS NATURAL

Investimento pode migrar da Bolívia para Santos

Os investimentos da Petrobras previstos para a Bolívia poderão migrar para a Bacia de Santos, com definições mais exatas no mês que vem, quando ficará pronto o Planejamento Estratégico da companhia. O alvo é manter o abastecimento de gás natural diante da crise política deflagrada na Bolívia, aproveitando as novas reservas gigantes, que triplicaram depois das descobertas gigantes sob o campo de Mexilhão. "O aumento do imposto na Bolívia não é mais grave, mas a própria crise política", comenta o gerente de Investidor Individual da Petrobras, Paulo Maurício Campos. O executivo confirma que a antecipação da operação do campo de Mexilhão.

A importação de gás da Bolívia está na faixa de 25 milhões de metros cúbicos por dia, volume mais que superado pela produção brasileira, da ordem de 46 milhões de metros cúbicos diários. O problema é a falta de infra-estrutura para transportar o gás extraído de Urucu, na Amazônia. Mais barato, então, é aproveitar o potencial da Bacia de Santos, situada em frente aos principais mercados consumidores.

O executivo da Petrobras revela que a antecipação da produção de Mexilhão é quase certa, mas o ano da entrada em operação dos poços ainda é discutido. Fala-se em 2007, mas a decisão final ainda está por vir. Campos destaca que o óleo leve existente em Santos também seduz a empresa a investir.

Fonte: Gazeta Mercantil


Gás está garantido como energia por quatro anos

O gasoduto Bolíva-Brasil (Gasbol) pode atender a demanda por gás natural no Rio Grande do Sul por pelo menos mais quatro anos. Segundo o secretário de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres, depois desse período há previsão que outra fonte do insumo chegue ao Estado, seja proveniente da Argentina ou da Bacia de Santos localizada na região Sudeste do Brasil.

A situação do gás natural virou motivo de preocupação desde a implantação da Lei dos Hidrocarbonetos que onerou em 50% (aumento de 32%) o petróleo e o gás extraídos na Bolívia. Outro aspecto que causou apreensão foi o fato do Ministério de Minas e Energia ter afirmado que não irá adotar políticas que levem à expansão indiscriminada da frota de veículos movida a gás natural veicular (GNV). No entanto, Andres afirma que o abastecimento do gás natural e do GNV está garantido no Rio Grande do Sul. "Além disso, o governo do Estado vai atuar junto à Petrobras para a garantia dos preços praticados atualmente", diz o secretário.

O Gasbol tem uma capacidade para transportar cerca de 2,3 milhões de metros cúbicos ao dia para o Rio Grande do Sul. Andres lembra que o contrato da Bolívia com o Brasil é de cerca de 20 anos e o desrespeito do acordo implicaria retaliações internacionais.


Fonte: Jornal do Comércio


Petrobras volta a queimar gás natural

A Petrobras voltou a queimar gás natural em grande escala na bacia de Campos, como resultado do aumento da produção de petróleo nos últimos meses. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no mês de março a estatal queimou o equivalente a 7,576 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, o que representou aumento de 58% em relação à média diária de fevereiro e de 127% em relação ao registrado em março de 2004.

O petróleo descoberto pela Petrobras na bacia de Campos está associado ao gás natural e quando há aumento na extração do óleo há aumento proporcional da extração dos gás natural. Isso porque a empresa ainda não instalou infra-estrutura para aproveitamento do gás natural. Com isso, a saída urgente é a queima do combustível ou a reinjeção do gás até que se consiga aproveitar o insumo.

No período de 2003 a 2004 a Petrobras fez pesados investimentos para aproveitamento do gás que já era explorado na região para reduzir o desperdício. Com isso, a queima do gás registrou queda contínua nesse período. Em dezembro de 2004, por exemplo, pelos dados da ANP, a queima atingia o equivalente a 8,5 milhões de metros cúbicos diários. Esse volume foi sendo reduzido gradualmente até atingir 3,34 milhões de metros cúbicos em março de 2004. Desde então, porém, o desperdício cresceu, atingindo 5,237 milhões de metros cúbicos em dezembro passado, 4,267 milhões em janeiro, 5,055 milhões em fevereiro e os 7,576 milhões em março.


Fonte: Tribuna do Norte

BNDES financia empresa privada para produzir gás na Bahia

A diretoria do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 245 milhões para a Manati S.A aplicar na produção e no transporte do gás natural extraído do campo de Manati, no litoral da Bahia. O valor equivale a 40% dos investimentos que serão realizados pela empresa para a implantação de sete poços que deverão alcançar vazão máxima de 6 milhões de metros cúbicos por dia, nos primeiros quatro anos de produção. Os poços estarão conectados a uma plataforma de produção fixada em alto-mar, que será interligada, por meio de um gasoduto de 131 km de extensão, a uma estação de tratamento em terra, no município de São Francisco do Conde.

A Manati é uma empresa criada pelo grupo Queiroz Galvão com a finalidade exclusiva de produzir e comercializar gás natural e condensado extraídos do bloco BCAM-40, localizado na Bacia de Camamu, no litoral sul baiano. Nesse bloco, participam do projeto de exploração e produção o grupo Queiroz Galvão, a Petrobras e a Petroserv, com 55%, 35% e 10% dos investimentos, respectivamente. O financiamento aprovado pelo BNDES refere-se apenas aos investimentos da Manati. Com o projeto, a Bahia dobrará sua produção de gás natural, tornando-se capaz de atender à atual demanda reprimida do próprio Estado. As demais fontes de recursos do projeto são o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que vai participar com financiamento de igual valor ao do BNDES, e os acionistas, que irão aportar R$ 124,6 milhões.


Fonte: TN Petróleo


Nova lei na Bolívia ameaça resultado das distribuidoras


O aumento do custo do gás da Bolívia, depois da aprovação da Lei de Hidrocarbonetos, poderá resultar na redução da margem de lucro bruto das distribuidoras das regiões Sul e Sudeste neste ano, caso a Petrobras decida repassar o aumento para as empresas, segundo avaliação da Lafis Consultoria.

O analista André Campos de Azevedo explicou que as empresas têm restrições, pois só podem aumentar as tarifas a cada 12 meses. Até lá, teriam que arcar com o custo extra provocado pelo reajuste da Petrobras. O problema afetaria mais as distribuidoras de São Paulo e da região Sul, por dependerem significativamente do gás importado da Bolívia. Segundo Azevedo, Sulgás (RS), Compagas e SCGás (SC) são mais vulneráveis porque dependem do gás boliviano. Já a Comgás, maior distribuidora do país, importa em torno de 70% do gás que distribui em São Paulo.

O diretor-presidente da Sulgás, distribuidora do Rio Grande do Sul, Artur Lorentz, disse que a Petrobras ainda não decidiu se vai ou não repassar o aumento provocado pela nova legislação boliviana. Ele contou que esteve reunido com representantes da estatal, na semana passada, e que eles não foram "tão categóricos" em negar o reajuste dos preços. A Petrobras prometeu a ele uma resposta ainda nesta semana. Procurada pelo Valor, a assessoria da Petrobras informou que o diretor responsável pela área não poderia atender porque estava fora da empresa.


Fonte: Valor Econômico

Petrobras estuda a aquisição de distribuidoras de gás


O diretor de gás e energia da Petrobras , Ildo Sauer, afirmou que a estatal está analisando a aquisição de distribuidoras de gás natural que foram colocadas à venda pela Gaspart , subsidiária da americana Enron , e pelo grupo italiano Eni . Ele, no entanto, ressalta que a empresa dá prioridade para o estabelecimento de parcerias com grupos privados e os estados, desde que demonstrem capacidade técnica e financeira. "Para adquirirmos novos ativos, é necessário verificar se há aderência à nossa estratégia e se há perspectiva de retorno." Nos seis últimos meses, oito distribuidoras foram postas à venda. Desde dezembro a Gaspart busca comprador para a sua participação acionária de 41,5% na Algás , Bahiagás , Copergás , Pbgás , Scgás e Sergás , além dos 25,38% na Ceg (RJ). No início do mês, a Eni colocou à venda a Gás Brasiliano Distribuidora (GBD), que atua no interior de São Paulo.

De acordo com Sauer, faz parte da estratégia da Petrobras "participar de toda a cadeia do gás natural, por ser a maior produtora e a maior importadora do insumo no País". Das 25 distribuidoras existentes no Brasil, a Petrobras, por intermédio da subsidiária Gaspetro , é acionista em 21, em participação com grupos privados e com os governos estaduais.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria


Dilma: estratégia brasileira está garantida


Ao comentar a decisão do governo da Bolívia de sobretaxar a exploração de gás e de petróleo naquele país, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, garantiu que a medida não prejudicará a estratégia brasileira de ampliar a oferta de gás natural. "Essa decisão do governo boliviano de aprovar a Lei dos Hidrocarbonetos reforça a nossa estratégia de nacionalização maior do suprimento de gás", disse.

"Isso implica tanto a construção dos gasodutos como a antecipação da exploração do campo de Mexilhão, com 17 milhões de metros cúbicos de gás por dia." A ministra comemorou a modificação na legislação japonesa que autoriza a mistura de até 3% de álcool anidro na gasolina, dizendo que a medida abre excelentes perspectivas de negócios para o Brasil.

"Na área de álcool/etanol, o Brasil tem hoje uma grande possibilidade, pois o País é o produtor de etanol mais eficiente do mundo", garantiu Dilma. "Nós temos todas as condições para aproveitar essa possibilidade que o mercado mundial de energia nos oferece e também afirmar que o Brasil vai ser um imenso exportador de etanol para o Japão e para a Coréia.


Fonte: Tribuna da Imprensa


Especialista defende exploração nacional de gás


A exploração da reserva de gás de Campo de Mexilhão, entre os municípios de Angra dos Reis e Mangaratiba, no sul-fluminense, seria capaz de produzir 50% a mais do que todo o gás que o Brasil deverá importar da Bolívia nos próximos 20 anos, segundo o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer.

Ele disse que o país precisa investir na exploração de reservas nacionais de gás natural para tornar-se independente das importações da Bolívia, que junto com a da Bacia de Campos representam os grandes centros fornecedores de gás para o país.

- Tenho certeza que a Petrobras, por sua competência e tradição, tem condição de acelerar a produção nessa reserva porque é uma necessidade, não só energética e técnica, mas inclusive política, ao fazer um contraponto ao momento que a Bolívia vive - disse.

Fonte: Correio do Brasil

Gerdau troca óleo por gás da Bolívia


Com o apoio do laboratório de metalurgia física da UFRGS, o grupo Gerdau está substituindo o óleo combustível pelo gás natural no aquecimento das panelas e fornos da aciaria, laminação e forjaria da Aços Finos Piratini, em Charqueadas (RS). O trabalho foi iniciado em 2001 e neste ano incluirá, além de "um ou dois fornos" que faltam, o sistema de tratamento térmico na laminação, diz Cláudio Zandrano, diretor da siderúrgica.

"Trabalhamos há bastante tempo com a UFRGS e nos últimos anos já desenvolvemos 40 projetos com a universidade", relata o executivo. Segundo ele, a substituição do óleo pelo gás natural gerou uma economia de 15% na área de energia e proporcionou um sistema de aquecimento mais uniforme e limpo.

O projeto consistiu na adequação dos queimadores industriais adquiridos pela Aços Finos para operar com o gás do gasoduto Bolívia-Brasil, diz Telmo Strohaecker, chefe do laboratório da UFRGS. Os equipamentos, em sua maioria da Itália e da Alemanha, são configurados para trabalhar com o combustível disponível na Europa, que é diferente do boliviano.

Fonte: Valor Econômico


Gasoduto para Dourados sai em junho

O senador Delcídio do Amaral (PT) anunciou, em Dourados, que em junho um grupo de investidores deverá anunciar a construção de ramais do gasoduto Bolívia-Brasil em direção às regiões sul (Dourados) e norte do Estado (Coxim).

"Estamos na reta final e vamos dar a notícia nas próximas semanas", afirmou, em entrevista na Associação Comercial e Industrial de Dourados (Acid), em companhia do prefeito Laerte Tetila; do suplente de senador Antônio João Hugo Rodrigues; do deputado João Grandão; e de secretários estaduais.

Fonte: Correio do Estado


ENERGIA

Aumento de energia: Ceará pode perder investimentos

Enquanto o aumento da tarifa de energia elétrica continua sendo analisado pela Justiça, o setor produtivo do Estado ameaça rever investimentos programados para os próximos dois anos. Como insumo fundamental da indústria, a energia pode acabar inviabilizando a expansão do parque industrial e da produtividade cearense por conta de seu alto custo.

Na opinião de Iran Ribeiro, diretor de Infra-Estrutura do Sindicato da Indústria Têxtil no Ceará (Sinditêxtil), o preço da energia "saiu do controle" e empresários podem aplicar em São Paulo ou Estados do Sul, onde as tarifas estariam "mais comportadas". Entre os setores mais prejudicados, se destacam a indústria têxtil, de massas e metalmecânico.

De acordo com ele, caso a tarifa pedida pela Companhia Energética do Ceará (Coelce) e aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) venha a ser aplicada, os gastos com energia na indústria têxtil, por exemplo, saltariam de 12% para 18%. "O custo de produção do fio ficaria pelo menos 5% maior", afirma. Segundo seus cálculos, de março de 2003 até maio deste ano, o valor da conta de energia teria duplicado, se o aumento vigorasse.


Fonte: Diário do Nordeste

Eletrobrás procura parceiros no exterior

A Eletrobrás está tentando atrair investidores estrangeiros para projetos de nova geração no setor elétrico nos próximos anos, quando a abundância no fornecimento de energia no Brasil deve acabar. "Nós precisamos dar início a investimentos para chegarmos em 2010 sem qualquer problema de fornecimento de energia", disse, o vice-presidente financeiro da estatal, José Drumond, a repórteres em Madri.

"Nós temos interesse que as empresas estrangeiras estejam bem, para que possamos propor investimentos conjuntos a companhias dessa dimensão". Ele citou as espanholas Endesa e a Iberdrola como duas das que seriam bem aceitas para buscar oportunidades.

A Eletrobrás é controlada pelo governo brasileiro e representa cerca de 60% da geração de eletricidade no país. Drumond esteve em Madri para celebrar o quinto aniversário da listagem da empresa no mercado Latibex, de ações latino-americanas.


Fonte: Gazeta Mercantil


Estudo sobre hidrelétricas em RO está pronto


Técnicos de Furnas Centrais Elétricas e da Construtora Norberto Odebrecht, entregaram ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) estudos de impactos ambientais referentes à construção das usinas Santo Antônio e Jirau, localizadas, respectivamente, a dez e 110 quilômetros de Porto Velho, no estado de Rondônia. As duas usinas serão construídas no rio Madeira e terão capacidade de gerar mais de seis mil megawatts, o que representa 8% de toda energia elétrica do Brasil. A expectativa é que a construção comece no segundo semestre de 2006 e dure cerca de dez anos. O custo final da obras está previsto em US$ 17 bilhões.

De acordo com a superintendente de Gestão Ambiental de Furnas, Norma Villela, o estudo foi feito em parceria com algumas entidades do estado de Rondônia. "Foram contratadas empresas com conhecimento da região amazônica e ambiental como a Universidade Federal de Rondônia, Instituto Nacional e Pesquisas da Amazônia, para fazer todo um trabalho de comunicação com essas populações tradicionais", disse. Cerca de 900 famílias que vivem próximo ao rio Madeira serão afetadas. Segundo ela, estão previstos trabalhos sociais com a comunidade ribeirinha atingida capazes de gerar renda no futuro.

Fonte: Agência Câmara

Capacidade de geração de usina é inferior ao previsto


Testes realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) comprovaram que a Usina de Uruguaiana e a Companhia de Interconexão Energética (Cien) não são capazes de gerar a quantidade de energia que informavam ter disponíveis. Atualmente, a Usina consegue gerar apenas 217 megawatts (MW) médios ao dia, ante a previsão inicial de 560 MW. Já as duas linhas de transmissão da Cien só conseguem importar da Argentina, fornecedora de gás, 400 MW - a perspectiva era de 2.200 MW.

Isso significa que o Rio Grande do Sul e o país como um todo não podem contar com 2.143 MW diários que estavam previstos antes dos testes. O número é significativo, uma vez que o consumo do Estado é de 7 mil MW/dia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) solicitou o procedimento devido à seca no Sul. A idéia era saber quanto a mais de energia poderia ser gerado caso se utilizasse o potencial total das usinas e linhas de transmissão da região.

Jerson Kelman, presidente da Aneel, informou dos testes ontem em evento organizado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e alertou os empresários para os impactos dessa redução do potencial de oferta nos preços de energia. Hoje, a Usina de Uruguaiana compra energia mais barata do que a gerada por ela mesma e vende às distribuidoras.

Fonte: Valor Online


Energia: setor elétrico lucra 142%


O lucro médio das empresas de energia elétrica no primeiro trimestre deste ano teve um crescimento real (descontada a inflação) de 142% comparado a igual período de 2004. A melhora dos resultados é decorrente especialmente da retomada do consumo e dos reajustes tarifários autorizados pelo governo, bem acima da inflação. Mas, segundo especialistas, as companhias também conseguiram mudar o perfil de endividamento, reduzindo a parcela em dólar e alongando vencimentos.

Levantamento da consultoria Economática, com 30 empresas do setor negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mostra que o lucro líquido médio subiu de R$ 681 milhões em 2004 para R$ 1,65 bilhão nos primeiros três meses deste ano. A receita líquida cresceu 10,7%, já descontada a inflação, e atingiu R$ 19,05 bilhões. Com isso, o lucro operacional, antes de juros e impostos, avançou 21,7%, de R$ 3,62 bilhões para R$ 4,41 bilhões.

Comparado com o conjunto das empresas de capital aberto no País, o ganho das elétricas no trimestre foi bem superior. Estudo preliminar feito pela Economática no início do mês mostrava que o lucro das companhias havia crescido, em média, 55%. Já os grandes ganhos dos quatro maiores bancos (Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa) evoluiram quase 50%.


Fonte: Tribuna do Norte


Laudo comprova falhas na usina termelétrica de Araucária

O governador Roberto Requião anunciou, durante a reunião com o secretariado, a vitória do governo do Paraná contra a multinacional do setor energético El Paso. Laudo pericial da Justiça constatou a denúncia do governo do Paraná que os equipamentos colocados pela empresa norte-americana na Usina Termelétrica de Araucária - UEG Araucária - não eram compatíveis com o sistema de produção de energia adotado no Brasil e ofereciam riscos. A El Paso detém 60% das ações da usina, a Copel é dona de outros 20% e a Petrobrás dos 20% restantes.

Segundo o governador, foi "absoluta irresponsabilidade do governo que o antecedeu ter deixado uma patifaria montada como essa da UEG Araucária". A UEGA é uma usina de geração de energia elétrica a partir do gás natural vindo da Bolívia e está parada desde o fim de 2002. O valor global do investimento é estimado em US$ 300 milhões de dólares. Entre os problemas apresentados pela usina está a unidade de processamento de gás natural, construída para adequar o combustível que alimentaria a usina e que custou US$ 43 milhões.


Fonte: Paraná On Line


Aneel vai obrigar térmicas do Norte a controlar subsídios

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, por unanimidade, obrigar as usinas termoelétricas dos sistemas isolados, localizadas basicamente na Região Norte do País, a instalarem um sistema de coleta de dados sobre o combustível adquirido, o combustível consumido e o montante de energia gerada. O objetivo é controlar os gastos com subsídios, que em 2004 atingiram R$ 3,1 bilhões. A proposta de resolução da Aneel, divulgada, ainda será submetida a audiências públicas de 25 de maio e 17 de junho.

A quase totalidade da energia consumida nos sistemas isolados da Região Norte é produzida com óleo diesel e de óleo combustível. Como é uma energia muito cara, os consumidores da região são subsidiados pelos consumidores do restante do País. O custo desse subsídio é cobrado na conta de luz.


Fonte: O Estado de São Paulo


SIDERURGIA

Siderurgia vai privilegiar mercado externo

O novo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Luiz André Rico Vicente, assumiu o cargo em Brasília, admitindo a possibilidade de um desempenho pior para o setor de aço neste ano na comparação com 2004. "Pode ser que o resultado tenha uma leve redução devido ao câmbio e à demanda menor do mercado interno", disse. Para compensar perdas domésticas, a alternativa será aumentar as exportações.

No ano passado, elas corresponderam a 40% das vendas totais e, neste ano, no primeiro trimestre, elas já estavam em 45%. Segundo Rico Vicente, apesar de haver compensação no caso do dólar devido à excessiva compra de equipamentos importados, a "ponta" já está sendo prejudicada, o que vai refletir nos resultados das siderúrgicas.

"Os setores que têm que agregar valor já estão com problemas. Corremos o risco de ver todo o esforço do governo perdido." O pessimismo chegou à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Para investir efetivamente, estamos esperando mudanças na política monetária. Não conseguimos investir com câmbio e juros como estão", afirmou o presidente do Conselho de Administração, Benjamim Steinbruch.


Fonte: O Tempo

MERCADO

Petrobrás firma importantes acordos no Japão

O presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, assinou quatro memorandos de entendimento com instituições financeiras japonesas, relacionadas a parcerias para financiamento de projetos integrantes do Plano Estratégico da Companhia para o horizonte 2010. Os acordos foram assinados esta semana, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão.

Acordos - Com o JBC (Japan Bank for International Cooperation), foi assinado um memorando de entendimento que estabelece parceria estratégica consolidando os laços entre as duas instituições e buscando identificar e estabelecer áreas de cooperação, fortalecendo os mecanismos de acompanhamento de projetos conjuntos. O documento confirma a importante contribuição dos financiamentos do banco japonês para os projetos da Petrobrás, nas áreas de Exploração e Produção, Refino e Gás Natural. Reconhece, ainda, a significativa contribuição da Companhia para o fortalecimento da relação bilateral entre o Japão e o Brasil, com a criação de várias oportunidades de negócios para entidades japonesas.

Para o Projeto de Modernização da Refinaria Henrique Lage, a Revap, localizada em São José dos Campos (SP), foi firmado um memorando estabelecendo os termos e as condições do financiamento de até US$ 900 milhões, envolvendo a construção de uma Unidade de Coqueamento Retardado e outra de Hidrotratamento de Diesel, além de obras correlatas. As obras devem começar no terceiro trimestre, com o início das operações previsto para o primeiro trimestre de 2008. Os signatários deste documento foram o JBIC, o NEXI (Nippon Export and Investment Insurance), o SMBC (Sumitomo Mitsui Banking Corporation), a Mitsui Co & Ltd, a Itochu Corporation e a Petrobrás.

Os termos e condições do financiamento estabelecem um prazo de 15 anos para pagamento da dívida, com 3,5 anos de carência. Os US$ 900 milhões serão provenientes das seguintes fontes: JBIC (US$ 486 milhões), um pool de bancos comerciais liderados pelo SMBC e com seguro do Nexi (US$ 324 milhões) e Mitsui e Itochu (US$ 90 milhões). O projeto de modernização da Revap, quarta maior refinaria da Petrobrás, visa aumentar a conversão de óleo combustível em derivados mais leves, elevar a capacidade da refinaria para processar óleo pesado nacional, ajustar o diesel às novas especificações nacionais, iniciar a comercialização de coque pela refinaria e reduzir a quantidade de emissão de poluentes.

Com o Nexi e o SMBC, foi firmado um memorando de entendimento definindo os termos e condições para um empréstimo de até US$ 300 milhões, destinado a financiar parte do programa de investimentos previsto no Plano Estratégico para o período 2004-2010. Os termos e condições do empréstimo estabelecem um prazo de até 12 anos para pagamento da dívida, com 4 anos de carência. Definem também que os US$ 300 milhões serão provenientes de um pool de bancos comerciais liderados pelo SMBC e com seguro do Nexi.

Fonte: Canal do Transporte


Severino Cavalcanti exige a diretoria de exploração e produção da Petrobras

O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), está exigindo da ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, a diretoria de Exploração e Produção da Petrobras para um de seus indicados, Djalma Rodrigues. Segundo reportagem de Ilimar Franco publicada no Jornal O Globo, a diretoria teria sido prometida ao partido do deputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a viagem a Roma no mês passado.

A ministra teria oferecido uma outra diretoria para Severino, alegando que a área técnica da empresa não aceitaria mudanças na diretoria de Exploração e Produção, a mais importante da estatal.

- O que o presidente me ofereceu foi a diretoria que fura poço e acha petróleo. É essa que eu quero - disse Severino.

Fonte: Globo Online


Estatal ainda vive indefinição sobre importações da Bolívia


Os investimentos em produção de gás da Petrobras na Bolívia perdem metade do seu valor com a nova Lei dos Hidrocarbonetos daquele país, segundo avaliação preliminar da estatal brasileira. O cálculo se refere aos ganhos esperados ao longo do período de concessão dos projetos, até 2023. A lei boliviana cria um imposto de 32% para empresas que atuam no setor de petróleo e gás e determina a alteração dos contratos vigentes em até 180 dias.

"A nova lei aponta para uma diminuição do valor presente líquido desses projetos da ordem de 50%", disse José Eduardo Dutra, presidente da Petrobras. Ele falou após reunião sobre o assunto com os ministros Dilma Rousseff (Minas e Energia) e José Dirceu (Casa Civil) e os bolivianos Guillermo Torres (Hidrocarbonetos), Juan Ignácio Siles Del Valle (chanceler) e Francesco Zaratti (Capitalização).

A Petrobras tem aproximadamente US$ 1 bilhão investido na Bolívia, e os rendimentos desses recursos respondem por cerca de 1,5% da receita total da empresa. Os bolivianos temem que, com a entrada em vigor da lei, investidores estrangeiros, como a Petrobras, deixem o país. Por isso, a delegação de ministros está visitando os países-sede das principais multinacionais que operam na exploração de gás e petróleo na Bolívia. "Esperamos paciência do governo brasileiro", disse Torres.


Fonte: Folha de São Paulo


Petrobras é eleita a melhor empresa da América Latina


A Petrobras foi eleita a "melhor companhia da América Latina", durante a realização, em Nova Iorque, do "International Stevie Business Awards 2005", que contou com 600 indicações de empresas de todos os setores, em mais de 30 países. Nota divulgada pela Assessoria de Imprensa da estatal informou que o evento elegeu, também, o diretor Financeiro e de Relações com o Mercado, José Sérgio Gabrielli, como o "Melhor Executivo de Finanças" da América Latina.

Ao saudar a Petrobras como vencedora, o presidente da empresa NII Holding disse que "a comissão julgadora ficou impressionada com a admirável posição da companhia no mercado e sua sólida posição financeira. A Petrobras, além do desenvolvimento tecnológico, incorpora em seus negócios o cuidado com o meio ambiente, a preocupação com o bem-estar das comunidades, os direitos trabalhistas e a luta contra a corrupção".

Além da Petrobras foram premiadas empresas de 22 países, entre as quais se destacam: Rolls-Royce, Microsoft, Siemens, Edelman, Unilever, Schering-Plough, Oracle, Monsanto, Hill & Knowlton, DaimlerChrysler, Bank of Montreal, Alcan e BBC-TV.

Fonte: Agência Estado


ANP reduz peso de setor nacional em licitações


Sem estrondo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) mudou a regra para licitação de áreas para exploração de petróleo. A nacionalização de bens e serviços, que antes tinha um peso de 40% sobre o valor das ofertas, deixou de ser um critério-chave para a escolha de quem será o vencedor de um bloco, de acordo com pré-edital da Sétima Rodada de Licitações divulgado na semana passada. A nova rodada será em outubro. Em contrapartida, a importância do bônus de assinatura (volume pago pela empresa para explorar o bloco) subiu de 30% para 70%.

A agência continua estabelecendo que ao menos 30% dos bens e serviços adquiridos pelas empresas sejam comprados no Brasil nas fases de exploração e produção em blocos situados em águas profundas. Segundo a secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, as mudanças visam a garantir que as empresas cumpram os percentuais de nacionalização dos contratos.

Fonte: O Globo


Argentina fixa prazo para Petrobras sair do controle da Citelec


A filial argentina da Petrobras está contestando uma ordem dada pelo governo, exigindo que a estatal brasileira venda sua participação na companhia transmissora de energia Citelec. O governo argentino fixou dia 31 de março de 2006 como o prazo máximo para que a Petrobras deixe a Citelec.

O caso pode gerar um confronto com as autoridades argentinas, somando-se às dificuldades que a Petrobras já enfrenta na Bolívia. A avaliação de analistas é que, se tiver de sair da Citelec no prazo estipulado pelo governo argentino, a brasileira terá prejuízos. A empresa não quis fazer comentários sobre o caso.

A Petrobras possui metade das ações da Citelec, que por sua vez é controladora da Transener, principal transportadora de energia elétrica da Argentina. A participação na Citelec foi adquirida junto com os ativos da Pecom, comprada pela estatal brasileira em 2002. Para autorizar o negócio, a Secretaria de Defesa da Competição, órgão argentino equivalente ao Cade, determinou que a Petrobras teria de vender sua parte na Citelec, mas não foi estabelecido um prazo.

Fonte: Valor Econômico

Repsol YPF vai investir 8 bi de euros na América Latina


A petrolífera espanhola Repsol YPF revelou um plano estratégico para restaurar suas encolhidas reservas na América do Sul e para aumentar dividendos e recuperar a confiança dos investidores. O chairman da empresa, Antonio Brufau, afirmou que o grupo de petróleo e gás investirá 21,1 bilhões de euros entre 2005 e 2009, com 54% desse montante destinado á exploração e produção. Somente no Brasil, Argentinas e Bolívia os investimentos serão de 8 bilhões de euros no período.

Brufau identificou os negócios de produção no Caribe e na África do Norte como os motores do crescimento, ajudando a elevar a produção geral da empresa em 2,5% ao ano, para cerca de 1,31 milhão de barris por dia até 2009. A meta de crescimento é metade do objetivo de 2003 a 2007, mas que ainda ficará perto de 5% se descontados os ativos em Trinidad Tobago, comprados pela empresas depois que o plano estratégico anterior foi anunciado pelo grupo. A Repsol afirmou que irá concentrar a expansão em países onde já opera, principalmente em união com petrolíferas estatais, disse o executivo.


Fonte: Gazeta Mercantil


Petrobras fica na Bolívia, diz Dutra

O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, afirmou que a situação política na Bolívia não é "nada alarmante" e não ameaça a atuação da empresa brasileira no país vizinho. - Não passa pelos nossos planos sair da Bolívia, vamos aguardar os acontecimentos - explicou. Recentemente, a Bolívia aprovou lei que aumenta os tributos pagos por empresas na exploração de gás natural no país. Atualmente, a Petrobras tem, investidos ali, US$ 1 bilhão, segundo o presidente da empresa.

Dutra explicou que a nova tributação - que aumentou para cerca de 50% os impostos para as empresas estrangeiras que investem no setor de petróleo e gás na Bolívia - não chega a comprometer a viabilidade econômica dos projetos que a Petrobras já mantém no país, uma vez que esses investimentos já se pagaram ao longo dos anos. O problema, segundo ele, são novos projetos, como o de um pólo gasquímico na fronteira dos dois países.

Fonte: Diário Catarinense

Transpetro agiliza operação em Itaqui


A Transpetro, subsidiária da Petrobras no setor de logística, vai ampliar a linha de dutos para movimentação de derivados de petróleo no porto do Itaqui, em São Luís. A ampliação vai permitir maior agilidade nas operações de transbordo e descargas de navios. A previsão, é que a obra, orçada em R$ 3 milhões, seja iniciada a partir do segundo semestre e concluída em seis meses.

Com a nova estrutura, a vazão saltará de 1,3 mil m³ por hora para 2 mil m³ por hora. Os navios com capacidade para transportar até 100 mil m³ de derivados, por exemplo, que demoram em média oito a dez dias para descarregar, vão necessitar de apenas seis dias.

Os ganhos vão além da rapidez na operação, segundo o coordenador regional da Transpetro no Maranhão, Ubirajara Bezerra. A agilidade nas opera-ções permitirá rapidez na entrega dos produtos aos clientes. Outra vantagem é diminuição de custos. O valor da sobreestadia paga nos casos em que o navio é obrigado a ultrapassar o prazo estabelecido para as operações de descargas pode diminuir em 30%. O custo médio da taxa varia de US$ 800 a US$ 1.500 a hora, por navio.


Fonte: Gazeta Mercantil


Argentina lança plano de incentivo energético

A Argentina anunciou um plano para incentivar o aumento da produção de gás e petróleo. As medidas, enviadas ao Congresso como um projeto de lei, são uma tentativa de ampliar a oferta doméstica de combustíveis frente aos problemas com o suprimento de gás da Bolívia e de reagir à situação de queda nas reservas do país.

Ao mesmo tempo, o pacote de incentivos fiscais busca fortalecer a estatal de energia Enarsa, criada ano passado, mas que ainda não definiu com clareza como atuará no mercado. Segundo o plano, as empresas terão de se associar à estatal para usufruir os benefícios.

"Estamos fazendo um esforço fiscal muito grande", disse o presidente argentino, Néstor Kirchner, que pediu às empresas que colaborem com o Estado na iniciativa. As medidas incluem a diminuição de impostos para a importação de bens de capital e a redução dos royalties que terão de ser pagos pelas empresas durante a exploração. O pacote deve abrir caminho para que empresas como a brasileira Petrobras e a espanhola Repsol se associem à Enarsa para explorar o litoral argentino.

Fonte: Valor Econômico

   
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