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Abril 2005
 

 
 

Petrobras desiste da compra da P-53

A Petrobras desistiu de encomendar a construção da P-53 e anunciou que vai alugar a unidade para produzir petróleo no campo de Marlim Leste

Refinaria não sai para ninguém , diz Maia Júnior

Apesar de garantir que o Ceará tem condições de infra-estrutura para sediar a refinaria que o governo federal planeja instalar no Nordeste, o vice-governador e secretário não acreditam na concretização do plano

Produção diária da Petrobras no Espírito Santo deve atingir 170 mil barris até 2007

A Petrobras espera aumentar até 2007 sua produção de óleo no Espírito Santo dos atuais 40 mil barris diários para 170 mil barris, tornando a região a segunda maior produtora nacional

SC terá 60 fornecedores para o setor pretrolífero

O esforço da Fiesc para ampliar o número de fornecedores catarinenses ao disputado segmento de petróleo e gás natural, que movimenta no país, por ano, cerca de US$ 12 bilhões, vai garantir resultado acima do esperado

Petrobras contrata três plataformas no Exterior

Pouco mais de dois anos após ter criticado, na campanha eleitoral para a Presidência, a contratação de plataformas de petróleo no Exterior, o governo Luiz Inácio Lula da Silva voltou atrás e decidiu buscar na China uma plataforma de produção de petróleo

Novas plataformas elevam extração de óleo

Depois de cair em 2004 pela primeira vez em 14 anos, a extração de petróleo voltou a bater recordes no país e contribuirá para o aumento da produção industrial em 2005

EIA reduz projeção de demanda mundial de petróleo

O crescimento da demanda mundial de petróleo que fez com que os preços atingissem níveis recordes está finalmente se estabilizando enquanto o consumo na China reduz a velocidade de expansão

Construção de plataforma P-53 beneficia indústria gaúcha

A construção de parte da P-53, plataforma petrolífera da Petrobras, no porto de Rio Grande anima empresários gaúchos

Conselho aprova nova licitação para petróleo e gás; decisão sobre Angra é adiada

O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou a realização da 7ª Rodada de licitações de áreas para exploração de petróleo e gás natural

PQU prepara estrutura logística para importar nafta

A PQU é a única, das três centrais petroquímicas brasileiras, que ainda não tinha divulgado projeto de importação de matéria-prima

Novos caminhos para o petróleo nacional

O petróleo extraído no Brasil é mais pesado que os importados

Escassez de petróleo deve durar 20 anos, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu um "choque do petróleo permanente", que pode durar até duas décadas, em seu relatório "Perspectivas da Economia Mundial".

Salvador ganhará indústria naval de grande porte

Um dos maiores estaleiros do país deverá ser construído na Base Naval de Aratu (BNA), em Salvador

Secretário critica desclassificação dos estaleiros na licitação

O secretário de Energia Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, criticou duramente a desclassificação de três estaleiros na primeira fase do processo de qualificação dos concorrentes da licitação para a construção dos 42 navios petroleiros da Transpetro

Gas Natural se expande

A empresa espanhola Gas Natural, controladora, entre outras, da Ceg, Ceg Rio e Comgás, investirá R$ 800 milhões no Brasil

Shell Brasil dará prioridade ao gás

A anglo-holandesa Royal Dutch Shell vai dar prioridade, no Brasil, a investimentos na cadeia de gás natural e no setor de exploração e produção

Tubulação: Sulgás investirá R$ 30 milhões

Investimentos de R$ 30 milhões estão sendo engatados pela Sulgás para esticar a rede de distribuição de gás natural no Rio Grande do Sul em 2005

Investimento eólico dos espanhóis chega ao RS

O investimento de R$ 160 milhões de empresários espanhóis, para serem aplicados na produção de energia eólica, chega em maio ao Estado

Projeto de PCH no Sul terá recursos do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, financiamento de R$ 34,32 milhões à C.J. Energética para a implantação da usina de São Bernardo

Hidrelétrica colombiana

As construtoras Norberto Odebrecht e Camargo Correa participam, ao lado de empresas espanholas, de concorrência para a construção da hidrelétrica Porce III

Itaipu propõe elevar vazão de água no rio da Prata

A Itaipu Binacional quer ampliar a vazão da água do reservatório da usina para o rio da Prata e, para isso, está negociando a revisão de um acordo firmado em 1979 com a Argentina e o Paraguai

Siderúrgicas se unem contra Vale

As siderúrgicas brasileiras resolveram se rebelar contra o poder de mercado da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) na mineração de ferro e na logística

Crescimento da Petrobras supera PDVSA e Pemex

Produção da estatal brasileira já é maior do que a da venezuelana e reservas provadas ultrapassam as da mexicana

Petrobras investe R$ 41 bi no RN

A força da economia potiguar vem do subsolo, do petróleo. Os números - quase sempre gigantescos - indicam que a atividade está a pleno vapor e gera riquezas a centenas de famílias do Rio Grande do Norte

Linhas e gasodutos podem reduzir em 80% os subsídios

O montante gasto para subsidiar a geração termelétrica nos sistemas isolados da Região Norte do País poderá cair pelo menos 80% só com a entrada em funcionamento de duas linhas de transmissão e dois gasodutos na região

USC impulsiona outros investimentos

A Usina Siderúrgica do Ceará (USC) servirá como fator de atratividade para outros investimentos em unidades satélites fornecedoras de insumos

Municípios do Paraná disputam poço de petróleo

Ainda não se sabe se a exploração de petróleo no Norte Pioneiro do Paraná é economicamente viável, mas a disputa pelo poço aberto pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), do qual brotou óleo em vez de água, é grande

Eletrobrás quer parcerias no leilão de energia nova

Eletrobrás participará de forma bastante ativa no leilão de energia nova, que deverá licitar a concessão de 17 usinas no segundo semestre do ano

PETRÓLEO

Petrobras desiste da compra da P-53

A Petrobras desistiu de encomendar a construção da P-53 e anunciou que vai alugar a unidade para produzir petróleo no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos. O afretamento será realizado pelo ABN AMRO Real, que venceu concorrência junto a outras cinco empresas pelo contrato da unidade, por cerca de dez anos, estimado em US$ 550 milhões.
A licitação para erguer a P-53 foi interrompida por uma briga judicial entre a petroleira estatal e a Marítima. Excluída da concorrência, a companhia, do empresário German Efromovich, questionou na Justiça o direito de entrar na licitação. Conseguiu, mas foi novamente derrotada pela Petrobras, que a desclassificou do processo. A Justiça interveio novamente. Diante da pendência, a Petrobras abriu mão da compra e decidiu alugar a plataforma, um drible na Marítima. A P-53 deverá entrar em operação no início de 2008, no campo gigante de Marlim Leste. Sua capacidade é de 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Fonte: Jornal do Brasil

Refinaria não sai para ninguém , diz Maia Júnior

Apesar de garantir que o Ceará tem condições de infra-estrutura para sediar a refinaria que o governo federal planeja instalar no Nordeste, o vice-governador do Estado e secretário de Planejamento e Coordenação (Seplan), Francisco Maia Júnior, não acredita na concretização do plano. "Não estamos descartados do processo e a luta continua, mas acredito que a refinaria não sai para ninguém", declarou Maia Júnior, ontem, na reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária - Agropacto. "Esta é uma opinião pessoal, não estou falando pelo governo estadual", ressaltou, quando disse assumir a mesma postura do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. Na visão de Maia Júnior, apesar do desejo do governo federal em construir uma refinaria na região, a Petrobras tem colocado empecilhos às negociações.
"É uma empresa que tem uma visão muito corporativa, que age como empresa de desenvolvimento, quando quer benesses das públicas, e de mercado, quando quer outras vantagens", argumenta. Para ele, a Petrobras precisa "se posicionar" nesse sentido. Na sua opinião, a curto prazo, a "Petrobras só aceitará uma outra refinaria se imposta goela abaixo". Ele argumenta que a nova tecnologia usada impactaria fortemente nas refinarias já existentes, mesmo que modernizadas. Assim como o ministro Ciro Gomes, o vice-governador não acredita que a Petrobras esteja disposta a dividir com a estatal venezuelana PDVSA um mercado sobre o qual tem monopólio. "Além do mais, até agora nunca foi explicado por que a PDVSA foi a escolhida como parceira", questiona Maia Júnior.


Fonte: Diário do Nordeste


Produção diária da Petrobras no Espírito Santo deve atingir 170 mil barris até 2007

A Petrobras espera aumentar até 2007 sua produção de óleo no Espírito Santo dos atuais 40 mil barris diários para 170 mil barris, tornando a região a segunda maior produtora nacional. Em relação ao gás, a expectativa da estatal é que a produção suba de 1,5 milhão de metros cúbicos para 3 milhões de metros cúbicos. As projeções foram anunciadas pelo gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Paulo Mendonça, durante a abertura da feira e conferëncia Vitória Oil & Gás. "O primeiro poço foi perfurado no litoral do Espírito Santo em 1968, mas apenas recentemente a Petrobras obteve resultados positivos na região", disse Mendonça.
Entre as autoridades que participaram da solenidade de abertura do evento, estiveram o governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Hartung; o prefeito de Vitória, João Carlos Coser; o secretário de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo, Julio Bueno, e o secretário de Energia e Indústria Naval do Estado do Rio de Janeiro, Wagner Victer. Em seu discurso, o governador fez um histórico da economia capixaba e destacou o momento atual, "no qual o estado está vivendo o processo modernização da agricultura, das indústrias de siderurgia e de celulose e conquistando um espaço significativo como produtor de petróleo".

Fonte: TN Petróleo

SC terá 60 fornecedores para o setor pretrolífero

O esforço da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) para ampliar o número de fornecedores catarinenses ao disputado segmento de petróleo e gás natural, que movimenta no país, por ano, cerca de US$ 12 bilhões, vai garantir resultado acima do esperado. Mais de 50 empresas participaram de uma série de reuniões individuais, até ontem, com técnicos da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e 95% delas devem tornar-se fornecedoras, informou o gerente de cadastros da Onip, Gerônimo Azevedo.
Como o Estado já conta com 11 fornecedores cadastrados, o total ficará em torno de 60, colocando SC em quinto lugar no país e em primeiro lugar na região Sul no ranking de fornecedores do segmento, informa Azevedo. Atualmente, o Estado está em oitavo lugar na lista de cadastros da Onip, que conta com 1,161 mil, a maioria de SP e RJ. A previsão de que 95% das empresas que se inscreveram serão aprovadas é baseada em avaliação prévia. Para os segmentos estratégicos, a Onip exige pelo menos a certificação ISO 9000. Já setores não-estratégicos poderão ter apenas tradição e qualidade reconhecidas pelo mercado. O gerente da Onip disse que as indústrias de SC estão preparadas para serem fornecedoras porque a maioria conta com a ISO 9000:2000.

Fonte: Diário Catarinense


Petrobras contrata três plataformas no Exterior

Pouco mais de dois anos após ter criticado, na campanha eleitoral para a Presidência, a contratação de plataformas de petróleo no Exterior, o governo Luiz Inácio Lula da Silva voltou atrás e decidiu buscar na China uma plataforma de produção de petróleo para o campo de Piranema, em Sergipe. Outras duas unidades, para o campo de Golfinho, no Espírito Santo, também serão construídas em estaleiros estrangeiros.
A estatal alega que precisa das plataformas o mais rápido possível e não há capacidade ociosa em estaleiros nacionais. Mas os críticos dizem que a empresa está mandando empregos e divisas para fora do país. O contrato para o afretamento da plataforma de Piranema foi assinado esta semana, com a companhia norueguesa Sevan Marine. Ontem, o presidente e o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Eduardo Dutra e Guilherme Estrella, foram à China acompanhar as obras da embarcação, que deve ser entregue em 2006.
- Essa plataforma já estava com as obras iniciadas, e isso facilita para que entre em operação mais cedo - disse o diretor de Serviços, Renato Duque, que assumiu interinamente a presidência da estatal.

Fonte: Zero Hora

Novas plataformas elevam extração de óleo

Depois de cair em 2004 pela primeira vez em 14 anos, a extração de petróleo voltou a bater recordes no país e contribuirá para o aumento da produção industrial em 2005. A Petrobras divulgou que a extração de óleo em campos nacionais alcançou o pico de 1,72 milhão de barris por dia. É o quarto recorde da empresa nos últimos oito dias -antes desse período, a melhor marca havia sido obtida em março de 2003 (1,641 milhão de barris por dia). O aumento acontece agora graças à entrada em operação de duas plataformas gigantes na bacia de Campos -a P-43 e a P-48. As unidades estão ampliando gradativamente suas produções até atingir a plena capacidade de 180 mil barris por dia cada uma até meados do ano.
"O fator decisivo para o alcance desses recordes é a produção crescente das plataformas, que, juntas, estão produzindo mais de 185 mil barris por dia. Com a entrada em operação de novos poços, a produção dessas plataformas deverá alcançar a marca de 300 mil barris por dia até julho", diz a estatal em nota. Justamente por causa do atraso na entrega dessas duas plataformas e por problemas em outras unidades de produção, a extração de óleo caiu 3,6% na média de 2004. Foi o primeiro resultado negativo desde 1990.
Em 2004, a produção média ficou em 1,431 milhão de barris por dia. Para 2005, a estatal prevê produzir 1,900 milhão de barris no pico a ser atingido ao final do ano, o que significa alcançar a tão almejada auto-suficiência. Na média anual, a Petrobras estima extrair em torno de 1,750 milhão de barris por dia.


Fonte: Folha de São Paulo

EIA reduz projeção de demanda mundial de petróleo

O crescimento da demanda mundial de petróleo que fez com que os preços atingissem níveis recordes está finalmente se estabilizando enquanto o consumo na China reduz a velocidade de expansão. A avaliação é da Agência Internacional de Energia (EIA). O relatório da EIA reduziu as projeções da demanda mundial de petróleo em 50 mil barris diários. O documento, no entanto, alerta que é muito cedo para se tirar conclusões definitivas sobre se o crescimento econômico na China continua forte.
Segundo o relatório, nos dois primeiros meses do ano, a demanda de petróleo na China cresceu 5,4%, que é um percentual bem abaixo dos 20,8% registrado em igual período do ano anterior. O relatório deixou a projeção de crescimento da demanda chinesa para o ano de 2005 inalterada em 500 mil barris por dia (7,9%). O aumento é bem inferior ao registrado no ano passado que foi de 860 mil barris diários (15,6%).

Fonte: Globo Online

Construção de plataforma P-53 beneficia indústria gaúcha

A construção de parte da P-53, plataforma petrolífera da Petrobras, no porto de Rio Grande anima empresários gaúchos. O principal motivo é que indústrias do Estado deverão ter prioridade no fornecimento de matéria-prima para a estrutura.
Segundo o presidente do Aker-Promar, Paulo Haddad, os módulos que compõem a plataforma P-53 começam a ser produzidos em parte do cais e da área destinada ao futuro estaleiro. Para o início da operação, são necessários guindastes e algumas oficinas.
- Vamos buscar, dentro do possível, fornecedores gaúchos. Mas há equipamentos que serão importados - afirma Haddad.
Na opinião do vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico do Estado do Rio Grande do Sul (Sinmetal), André Meyer da Silva, além da demanda por matéria-prima, as exigências da Petrobras deverão impulsionar a qualidade da produção local:
- Um estaleiro se instalar no Estado já é ótimo. Uma obra da complexidade de uma plataforma oceânica qualifica ainda mais as empresas.

Fonte: Zero Hora

Conselho aprova nova licitação para petróleo e gás; decisão sobre Angra é adiada

O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou a realização da 7ª Rodada de licitações de áreas para exploração de petróleo e gás natural. Em outubro, serão licitados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) 1.134 blocos exploratórios e 20 campos marginais (locais em terra, que já foram explorados e seriam revitalizados). Segundo o Ministério de Minas e Energia, a maior parte da área que será licitada é formada por regiões pouco conhecidas geologicamente. São 609 blocos, que ocupam 88,1% dos 397.661 km da área total a ser licitada.
Não houve decisão sobre construir ou não a usina nuclear de Angra 3. O projeto conta com a oposição dos ministérios de Minas e Energia e de Meio Ambiente, e com a aprovação do Ministério da Ciência e Tecnologia. O assunto foi retirado de pauta pelo ministro José Dirceu (Casa Civil). A decisão final sobre é do presidente da República.

Fonte: Folha de São Paulo

PQU prepara estrutura logística para importar nafta

Estratégia prevê construção de terminal de armazenamento em Santos. A Petroquímica União (PQU) prepara sua estrutura logística para receber importações de nafta petroquímica. A PQU é a única, das três centrais petroquímicas brasileiras, que ainda não tinha divulgado projeto de importação de matéria-prima. A estratégia, ainda em estudo, prevê a construção de um terminal de armazenamento de nafta no porto de Santos (SP), por onde deve chegar a nafta importada e de onde será transportada até o forno de transformação de nafta da PQU, instalado no pólo de Mauá (região do ABC paulista).
O programa de importação está sendo acordado com a Transpetro (braço logístico de derivados de petróleo da Petrobras), que detém os dutos e a estrutura pela qual deverá ser trazida a nafta de Santos para São Paulo. "Já temos o terreno, sob forma de arrendamento, próximo ao porto de Santos", disse Wilson Matsumoto, diretor superintendente da PQU. O executivo ressalta, entretanto, que o projeto principal de ampliação da central segue tendo como fornecedor a Petrobras. A importação é um passo estratégico em paralelo.
A PQU já obteve, em junho de 2004, autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para importar nafta petroquímica, juntamente com a autorização de embarques de solventes e gasolina automotiva. Esta foi a terceira vez que a ANP cedeu essa autorização à PQU desde 2000. Segundo levantamento feito pelo órgão regulador, a PQU esteve autorizada a importar nafta em julho de 2000 e também em junho de 2003.

Fonte: Gazeta Mercantil


Novos caminhos para o petróleo nacional

O petróleo extraído no Brasil é mais pesado que os importados. Além disso, o petróleo nacional apresenta, ainda, algumas contaminações, que, em geral, prejudicam os processos de catalisação do refino e provocam o aumento de sua corrosividade. As tecnologias disponíveis no mercado internacional não suprem a demanda nacional, pois são específicas para outros tipos de óleos. Por isso, é visando superar desafios tecnológicos específicos brasileiros que a Petrobras vem investindo, desde 1994, em pesquisas junto a indústrias e universidades, a fim de buscar soluções eficazes para o processamento de óleos pesados através do Biorrefino/Biodessulfurização.
Esse foi um dos principais temas abordados no I Simpósio Brasileiro de Biotecnologia do Petróleo (First Brazilian Symposium on Petroleum Biotechnology - I-BSPB), que aconteceu em Natal no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), evento que teve como objetivos congregar idéias e pesquisadores em torno das potencialidades da biotecnologia do petróleo, além de discutir políticas de formação de recursos humanos em biotecnologia. O palestrante a ministrar a conferência nacional sobre Biorrefino do petróleo foi o engenheiro Luiz Fernando Leite, coordenador do Programa de Tecnologias Estratégicas do Refino (Proter/Petrobras). De acordo com ele, o biorrefino do petróleo é um processo microbiológico que prevê a utilização de microrganismos como biocatalisadores das reações de remoção de enxofre e nitrogênio do óleo, promovendo a melhoria de propriedades, tais como densidade e viscosidade, além do aumento do valor agregado do óleo.

Fonte: Diário de Natal

Escassez de petróleo deve durar 20 anos, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu um "choque do petróleo permanente", que pode durar até duas décadas, em seu relatório "Perspectivas da Economia Mundial". "Devemos conviver nos próximos anos com preços do petróleo altos e voláteis, o que continuará a representar um risco para a economia mundial", afirmou o economista-chefe Rhaguram Rajan. Até o ano passado, o FMI considerava a alta do petróleo temporária. A alta recente reduzirá o crescimento econômico mundial em até 0,8 ponto percentual.
A previsão é de disparada da demanda e continuidade do baixo nível de capacidade ociosa na produção. "Qualquer interrupção na oferta ou movimento inesperado na demanda poderá causar mudanças abruptas no preço do petróleo", disse. A partir de 2010, a demanda mundial dependerá ainda mais da produção de países da Organização Mundial do Petróleo (Opep), com a maturação e declínio da produção em outras regiões do mundo. A previsão de longo prazo do FMI é de um preço do barril de US$ 34 em 2010 (valor do dólar atual) e entre US$ 39 e US$ 56 em 2030. Considerando os preços nominais, a expectativa para 2030 é de US$ 45 a US$ 64 por barril.

Fonte: Valor Econômico

INDÚSTRIA NAVAL

Salvador ganhará indústria naval de grande porte

Um dos maiores estaleiros do país deverá ser construído na Base Naval de Aratu (BNA), em Salvador. O projeto, orçado em US$150 milhões, ou cerca de R$400 milhões, pode gerar até cinco mil empregos diretos e 15 mil indiretos. Os estudos já foram concluídos e indicaram que o local tem as melhores condições geográficas e de infra-estrutura do país para instalação de empreendimento neste ramo. A Marinha do Brasil teria como parceiro o Grupo Ultratec, que busca um sócio estratégico para implantação da indústria naval, que construirá, em média, 2,5 navios de grande porte por ano, em uma primeira etapa.
O assessor da Ultratec, Bruno Dauster, detalhou o projeto para os presentes, no 1º Simpósio de Engenharia Naval da Base de Aratu, que acontece na Vila Naval de Inema. Ele afirmou que o empreendimento, caso seja concretizado, será a maior indústria da cidade de Salvador. "O impacto para a capital e região metropolitana será próximo ao da criação do Pólo Petroquímico", acredita. Os investimentos não são maiores em função da estrutura já em operação no local, e que é uma das maiores do setor no país.
O projeto indica que o estaleiro será implantado na Ponta da Pitangueira, na Baía de Aratu, em uma área total de 750 mil metros quadrados, sendo que 230 mil de área construída. Ele terá um dique seco com 400m2 de comprimento e um calado entre oito e 14 metros. A capacidade de içamento é de 500 toneladas, com dois guindastes. A infra-estrutura inclui ainda dois cais para atracamento e três grandes oficinas. "O projeto terá capacidade para trabalhar com seis mil toneladas de aço, podendo chegar a 12 mil", informou Dauster. Hoje, a Base Naval já conta com dois cais, com dois guindastes; pier de 350 metros; dique seco, com 220 metros de comprimento; um sistema elevatório de navios, oficinas e laboratórios.

Fonte: Correio da Bahia

Secretário critica desclassificação dos estaleiros na licitação

O secretário de Energia Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, criticou duramente a desclassificação de três estaleiros na primeira fase do processo de qualificação dos concorrentes da licitação para a construção dos 42 navios petroleiros da Transpetro, avaliados em US$ 1,9 bilhão. Segundo o secretário, que acredita na reversão da decisão da Transpetro após a entrega dos recursos pelas empresas, os estaleiros foram desqualificados por pequenos detalhes na documentação.
- Isso foi tão absurdo, que eu tenho certeza de que essa decisão vai ser revertida. A desqualificação do Renave (estaleiro localizado em Niterói) é uma agressão ao município de Niterói - afirmou.
Victer criticou ainda o fato de os chamados estaleiros virtuais (empresas que não tem instalações e participam da licitação apenas com o projeto de construir um estaleiro) não terem sido desqualificados.
- Os estaleiros virtuais não apresentam problemas nas documentações simplesmente porque eles não existem. Já os três desqualificados foram estaleiros constituídos, que já funcionam - acrescentou.

Fonte: Globo Online

GÁS NATURAL

Gas Natural se expande

A empresa espanhola Gas Natural, controladora, entre outras, da Ceg, Ceg Rio e Comgás, investirá R$ 800 milhões no Brasil até 2008. Desse total, R$ 362 milhões serão investidos no decorrer deste ano.

Fonte: Gazeta Mercantil

Shell Brasil dará prioridade ao gás

Às voltas com dificuldades políticas na Bolívia e na Argentina, onde o próprio presidente Néstor Kirchner convocou um boicote contra seus postos de combustíveis, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell vai dar prioridade, no Brasil, a investimentos na cadeia de gás natural e no setor de exploração e produção. A empresa não só negocia parcerias com a Petrobras, que poderão resultar em participação na sétima rodada de licitação de áreas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em outubro, como também na inclusão no projeto do campo de Mexilhão, que a estatal desenvolverá na Bacia de Santos com a petroleira hispano-argentina Repsol-YPF.

Fonte: Gazeta Mercantil

Tubulação: Sulgás investirá R$ 30 milhões

Investimentos de R$ 30 milhões estão sendo engatados pela Sulgás para esticar a rede de distribuição de gás natural no Rio Grande do Sul em 2005. Os projetos da estatal para este ano prevêem construção de city-gates de Araricá e de Igrejinha, além da ampliação da rede de Porto Alegre - agora, rumo à Zona Sul. Hoje com 400 quilômetros de dutos instalados no Estado e fornecimento de gás comprimido (via caminhões) a 17 cidades gaúchas, a Sulgás registrou lucro de R$ 22,6 milhões em 2004.

Fonte: Zero Hora


ENERGIA

Investimento eólico dos espanhóis chega ao RS

O investimento de R$ 160 milhões de empresários espanhóis, para serem aplicados na produção de energia eólica, chega em maio ao Estado. Serão 75 aerogeradores instalados em Osório. Segundo o governador Germano Rigotto, essa é uma ação efetiva para encontrar fontes energéticas alternativas, que não apenas as hidrelétricas. ´A estiagem mostrou que o Rio Grande do Sul precisa com urgência de outras formas de produzir energia´, afirmou.

Fonte: Correio do Povo

Projeto de PCH no Sul terá recursos do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, financiamento de R$ 34,32 milhões à C.J. Energética para a implantação da usina de São Bernardo, no Rio Grande do Sul, classificada como pequena central hidrelétrica (PCH). O projeto, que inclui o sistema de transmissão de energia, terá investimento total de R$ 52,76 milhões e foi aprovado no âmbito do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
A PCH São Bernardo, será construída no rio Bernardo José, divisas dos municípios gaúchos de Barracão e Esmeralda, e terá capacidade instalada de 15 MW, com energia assegurada de 71.306 MWh por ano. O projeto prevê a construção de três unidades geradoras, com entrada em operação em 2006. A linha de transmissão terá de 46,05 km de extensão, interligando a subestação da PCH São Bernardo ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina é um "aproveitamento a fio d´´água" ( não dispõe de reservatório), que explora uma queda líquida de 48,5 metros, com área inundada de apenas 18,2 hectares. A C.J. Energética, responsável pela usina, é controlada por Cristiano Johannpeter, filho de Klaus Gerdau Johannpeter, conselheiro do Grupo Gerdau.

Fonte: Gazeta Mercantil

Hidrelétrica colombiana

As construtoras Norberto Odebrecht e Camargo Correa participam, ao lado de empresas espanholas, de concorrência para a construção da hidrelétrica Porce III, na Colômbia, cujo custo está estimado em US$ 600 milhões. As obras devem começar em junho.

Fonte: Gazeta Mercantil

Itaipu propõe elevar vazão de água no rio da Prata

A Itaipu Binacional quer ampliar a vazão da água do reservatório da usina para o rio da Prata e, para isso, está negociando a revisão de um acordo firmado em 1979 com a Argentina e o Paraguai. Este ano, entram em operação duas novas turbinas, mas não é possível a operação simultânea de todas as 20 turbinas, já que pelo acordo a velocidade da água do rio não pode ultrapassar dois metros por segundo e a variação do nível do rio deve ser de meio metro por hora e, no máximo, dois metros a cada 24 horas. A Itaipu quer eliminar o limite de velocidade e aumentar a variação para um metro/hora e três metros em 24 horas. O presidente da empresa, Jorge Samek, já se reuniu com os chanceleres argentino e paraguaio para discutir a proposta.

Fonte: Gazeta Mercantil

SIDERURGIA

Siderúrgicas se unem contra Vale

As siderúrgicas brasileiras resolveram se rebelar contra o poder de mercado da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) na mineração de ferro e na logística. O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), que representa todas as siderúrgicas brasileiras, solicitou reunião com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As siderúrgicas vão defender o parecer da Secretaria de Direito Econômico (SDE) que recomenda à Vale que se desfaça de ativos em ferrovias, portos e renuncie a um acordo com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) que prevê preferência no minério de ferro da mina Casa de Pedra.
O Cade começa a julgar o processo de concentração nas próximas semanas. "A siderurgia se manteve às margens da discussão, mas agora não podemos mais ficar omissos", disse, ao Estado, Marco Polo de Mello Lopes, vice-presidente executivo do IBS. "A Vale é hoje a única alternativa para fornecimento de minério de ferro e logística. Temos informações de nossas associadas de que há problemas na relação da Vale com suas clientes."
Essa é a primeira vez que as siderúrgicas vêm a público contra a Vale. Segundo um analista desse mercado, as siderúrgicas ficaram caladas porque têm medo de represálias. Elas temiam ter o fornecimento de ferro cortado ou enfrentar obstáculos para escoar a produção.

Fonte: O Estado de São Paulo

MERCADO

Crescimento da Petrobras supera PDVSA e Pemex

Produção da estatal brasileira já é maior do que a da venezuelana e reservas provadas ultrapassam as da mexicana . Os sucessivos recordes de produção batidos pela Petrobras e o acréscimo de 2 bilhões de barris às suas reservas em 2005 estão fazendo com que a estatal brasileira seja identificada como a empresa do setor petrolífero com maior potencial de crescimento na América Latina. À frente das gigantes PDVSA, da Venezuela, e Pemex, do México.
Sobre a primeira, a Petrobras já conseguiu uma vitória: se forem considerados os barris produzidos fora do Brasil, a companhia brasileira já superou a produção diária da estatal venezuelana. Já sobre a segunda, a disputa ocorre em outro nível: a Petrobras está próxima de igualar suas reservas provadas às da Pemex, que também é controlada pelo governo.
"A companhia mexicana está atrelada diretamente aos interesses do Estado. Não tem como investir pesado na busca por novas reservas que substituam as atuais, que diminuem a cada dia, devido à elevada exportação de óleo do país para os Estados Unidos", destaca o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar Almeida. A Pemex tem relação entre produção e reserva de 26% para 57%, ou seja, para cada barril produzido hoje, 57% dele pode ser reposto com as novas reservas descobertas. No Brasil, esta relação supera os 100%.

Fonte: O Estado de São Paulo

Petrobras investe R$ 41 bi no RN

A força da economia potiguar vem do subsolo, do petróleo. Os números - quase sempre gigantescos - indicam que a atividade está a pleno vapor e gera riquezas a centenas de famílias do Rio Grande do Norte. Da exportação de óleo bruto aos projetos sociais, a Petrobras chega aos 25 anos de atividade no Estado com o desafio de manter o desenvolvimento. Os investimentos vão desde as pesquisas para descoberta de novas áreas de exploração até a implementação de projetos capazes de dar auto-suficiência ao RN em alguns derivados de petróleo, como a expansão da Planta de Querosene de Aviação (QAV), em Guamaré. Um projeto de R$ 240 milhões em fase de montagem. Desde que começou a explorar petróleo na Bacia Potiguar - no dia 29 de dezembro de 1979, através do poço MO-14, no Hotel Thermas (Mossoró) - a companhia investiu cerca de R$ 41,5 bilhões e a previsão para este ano é um aporte de recursos de R$ 2,2 bilhões na Unidade de Negócio de Exploração e Produção do RN e Ceará (UN_RNCE). Dinheiro que será usado em pesquisa, exploração, desenvolvimento de projetos e custeio de atividades. Recursos que chegam a superar em 16% o investimento feito em 2004.
A atividade faz da Petrobras a maior contribuinte de ICMS do Rio Grande do Norte, com repasse de R$ 251,4 milhões no ano passado, cerca de 9% a mais que em 2003. A produção chega aos 100 mil barris de petróleo/dia e mais de 4 milhões de metros cúbicos de gás natural processado em duas unidades instaladas no Pólo de Guamaré. Hoje, os investimentos têm como foco a ampliação da estrutura de processamento e canais de escoamento da produção.

Fonte: Tribuna do Norte


Linhas e gasodutos podem reduzir em 80% os subsídios

O montante gasto para subsidiar a geração termelétrica nos sistemas isolados da Região Norte do País poderá cair pelo menos 80% só com a entrada em funcionamento de duas linhas de transmissão e dois gasodutos na região. Ano passado, R$ 3,1 bilhões em recursos da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC) foram destinados à geração termelétrica no Norte do Brasil. Em vigor desde 1993, a CCC arrecada recursos junto a todos os consumidores de energia elétrica do País para financiar o óleo diesel consumido pela geração termelétrica das áreas isoladas.
Para 2012, a estimativa inicial era de que o volume de subsídios provenientes da CCC chegasse a R$ 5,7 bilhões. Esse custo pode cair para pouco mais de R$ 1 bilhão com a construção das linhas de transmissão Vilhena-Jauru (380 quilômetros de extensão) e Tucuruí-Macapá-Manaus (1.400 quilômetros). Os relatórios técnicos necessários para a licitação de ambas as linhas já foram concluídos. "São projetos fundamentais para o abastecimento das regiões isoladas, que hoje têm de ser sustentadas por esses encargos cobrados de todos os consumidores", afirma o presidente da Eletrobrás, Silas Rondeau.
Outros dois empreendimentos estratégicos que vão contribuir para a redução do consumo de óleo diesel nos sistemas isolados são os gasodutos Coari-Manaus e Urucu-Porto Velho. Com a chegada do gás natural às capitais do Amazonas e de Rondônia, o custo de geração nas usinas termelétricas - a partir da substituição do óleo diesel - cairia para aproximadamente um quarto do valor atual. De acordo com a Petrobras, as obras do gasoduto Coari-Manaus foram iniciadas no mês passado.


Fonte: Perfil News

USC impulsiona outros investimentos

A Usina Siderúrgica do Ceará (USC) servirá como fator de atratividade para outros investimentos em unidades satélites fornecedoras de insumos, tais como a planta de gases industriais, com aplicação aproximada de US$ 30 milhões e a planta de cal, cujos investimentos somariam cerca de US$ 20 milhões. A planta de refratários representaria ainda mais US$ 10 milhões; além de um pólo metal-mecânico, cujo investimento ficaria em torno de pelo menos US$ 15 milhões. Cabe destacar ainda a duplicação do Gasoduto, a expansão da pelotização da Companhia Vale do Rio Doce e a complementação e a consolidação operacional do Porto do Pecém.
De grande significado sócio-econômico para o Estado, a usina terá capacidade para produzir cerca de 1,5 milhão de toneladas de placas de aço e gerará US$ 400 milhões/ano em divisas para o País. A previsão é de que sua construção - numa área de 300 hectares na área do Complexo Portuário, no município de São Gonçalo do Amarante - seja iniciada ainda este ano e concluída em 30 meses. Para o Estado, a construção da unidade deve gerar cerca de 3.400 empregos durante o pico da fase de implantação e 1.600 empregos diretos e indiretos na fase operacional.

Fonte: Diário do Nordeste

Municípios do Paraná disputam poço de petróleo

Ainda não se sabe se a exploração de petróleo no Norte Pioneiro do Paraná é economicamente viável. Mas a disputa pelo poço aberto pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), do qual brotou óleo em vez de água, é grande. O prefeito de Carlópolis, Isaac Tavares da Silva, mandou ofício ao colega da vizinha Joaquim Távora, Wil-lian Walter Ovçar, o Vatão, pedindo que retificasse informações sobre a localização. "Não interessa se o petróleo vai jorrar ou não, se tem valor comercial ou não. O que interessa é que existe um poço e está em Carlópolis", afirmou Silva.
Ele juntou documentos para provar que o sítio de Áurea de Oliveira Gomes, que deu permissão para a Sanepar perfurar o poço em 1986, fica no distrito de Ribeirão do Meio. "Não posso admitir que meu município seja violado em sua soberania de divisa", acentuou Silva. Todos ainda aguardam análises para saber se haverá interesse na exploração comercial. "Mas, no momento, nós somos os sheiks", brincou. Ele fez questão de afirmar que sua amizade com o prefeito de Joaquim Távora não vai se abalar. "Não tem guerra de jeito nenhum. Somos amigos e povo de paz."
Do outro lado da divisa, Vatão reconheceu que realmente o poço está em Carlópolis. "Mas fica próximo da divisa", ponderou. Por cerca de 600 metros ele perdeu a posse. No entanto diz que, apesar de estar no município vizinho, o poço só existe porque o distrito de São Roque do Pinhal precisa de água. "Se não fosse pelo meu município, não seria perfurado", argumentou. Ele ressaltou que somente concedeu entrevistas por ter sido procurado. "Nossa intenção não é prejudicar Carlópolis, mesmo porque, se houver exploração, será importante para toda a região", afirmou.

Fonte: O Estado do Paraná

Eletrobrás quer parcerias no leilão de energia nova

Eletrobrás participará de forma bastante ativa no leilão de energia nova, que deverá licitar a concessão de 17 usinas no segundo semestre do ano. Essa foi a mensagem passada pelo diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, José Drumond Saraiva, em evento realizado na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), em São Paulo. De acordo com o executivo, a princípio todas as 17 usinas interessam à Eletrobrás. "Vamos entrar, sim, no leilão de energia nova. E vamos entrar perseguindo o retorno, o lucro", garantiu Saraiva. O diretor da estatal afirmou ainda que a diretoria da Eletrobrás prefere entrar na disputa em parcerias com outras empresas. "Estamos completamente preparados, não só como holding mas cada uma de nossas controladas, para participar do leilão." Na semana passada, executivos da Energias do Brasil (ex - EDP Brasil) afirmaram que estão analisando junto com Furnas, controlada da Eletrobrás, dois projetos que irão a leilão.
Já o diretor-presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) - uma empresa do grupo Eletrobrás -, Dilton da Conti Oliveira, afirmou que a empresa estuda os projetos de oito empreendimentos. A capacidade instalada dessas usinas é estimada em 1,44 mil MW, com previsão de US$ 1,8 bilhão em investimentos.

Fonte: Gazeta Mercantil

   
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