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Março 2005
 

 
 

Petrobras deve investir US$ 1 bilhão no Espírito Santo neste ano

Entre os empreendimentos em curso no estado estão a Unidade de Tratamento de Óleo de Fazenda Alegre, em Jaguarão, a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no município de Linhares, e o Terminal Norte Capixaba, em São Matheus

Marítima confirma comercialidade de campo Uirapuru, no Recôncavo baiano

A Marítima confirmou a viabilidade comercial do campo terrestre Uirapuru, localizado na bacia do Recôncavo baiano. A declaração foi formalmente protocolada na Agência Nacional do Petróleo (ANP)

Estados produtores podem ter prioridade no refino

Os estados que produzem mais de 10% do petróleo bruto nacional podem ter o direito à exclusividade no refino de, no mínimo, 50% de sua produção

Obras do pólo petroquímico do Rio começam ano que vem

As obras do pólo petroquímico do Rio - projeto acalentado pelo Estado há mais de 20 anos - serão iniciadas já em 2006

Statoil perfurará primeiros poços de exploração no Brasil em 2006

A petroleira estatal norueguesa, Statoil, espera perfurar seus primeiros poços exploratórios no Brasil em 2006, já que continua investindo para converter o país na parte mais importante de sua carteira internacional

Petrobras supre necessidade investimentos no setor petrolífero

Está programado para o dia 10 de março a regulamentação de dois artigos fundamentais da lei de parceria público-privada, as PPPs

P-48 começa a produzir no campo de Caratinga

A plataforma P-48, a segunda plataforma do projeto Barracuda e Caratinga, já começou a produzir. A vazão inicial é de 21.700 barris por dia de óleo de 23º API, segundo informa a Petrobras.

Refinaria deve ampliar exportação de gasolina

A refinaria que a Petrobras pretende construir em parceria com a Petróleo da Venezuela (PDVSA) na região Nordeste e que exigirá investimentos de R$ 7,5 bilhões (cerca de US$ 2,5 bilhões) vai aumentar a capacidade do País de exportar gasolina

Transpetro adia mais uma vez prazo

A Transpetro decidiu prorrogar por mais 15 dias o prazo para a entrega dos envelopes com as propostas dos grupos interessados na licitação para construção de 22 navios petroleiros

Poloneses devem fechar consórcio com a Nuclep para participar de licitação da Transpetro

A estatal federal Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados), em Itaguaí, deverá formar um consórcio com o estaleiro polonês Gdnya para tentar se pré-qualificar para a licitação para a construção dos 22 navios da Transpetro

Estaleiro pode ficar fora de licitação

O estaleiro da Camargo Corrêa nem saiu do papel e já corre o risco de ficar de fora do edital de pré-qualificação da Transpetro para a construção de 22 navios orçados em US$ 1,1 bilhão

Exigência da Petrobras ameaça estaleiro

A implantação de um estaleiro na região do Porto de Santos está ameaçada. Apesar da localidade ser considerada a mais ideal do País para o empreendimento, o investimento pode ser inibido por uma única exigência da Petrobras

Bacia de Santos: gás vai gerar investimentos de US$ 1,5 bi em infra-estrutura offshore e logística

O desenvolvimento do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, onde a Petrobras descobriu a maior reserva de gás natural não associado do Brasil, demandará um investimento inicial de US$ 1,5 bilhão da empresa

Projetos de gás no Catar vão superar US$ 18 bilhões

A ExxonMobil e a Royal Dutch/Shell anunciaram joint ventures com a estatal Qatar Petroleum no valor conjunto de US$ 18,8 bilhões para a exploração de gás natural liquefeito nesse emirado árabe

BNDES aprova financiamento de US$ 200 milhões para construção de gasoduto

O BNDES aprovou financiamento no valor de até US$ 200 milhões para exportações de bens e serviços brasileiros para a Argentina, destinados ao projeto de expansão da capacidade de transporte de gás natural da TGS

Petrobras e Repsol fecham parceria no gás

A Petrobras está negociando a formação de uma parceria com a espanhola Repsol com o objetivo de compartilhar os investimentos necessários para o desenvolvimento da produção do campo de gás de Mexilhão

Alckmin quer agilizar exploração de gás natural em Santos

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer agilizar a instalação de uma base de exploração de gás natural em Santos

Aneel marca para 31 de março novo leilão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu para 31 de março a realização do próximo leilão de energia "velha", aquela proveniente de usinas que já operam.

Brasil precisa retomar planejamento energético

O professor da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da UFRJ e ex-presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa, reiterou que o País precisa antecipar o planejamento energético, para evitar novos problemas em abastecimento de energia

Como o país pode entrar nos trilhos

Privatizada em 1996, a ferrovia brasileira tem um longo caminho a percorrer

Alemães investem na siderurgia brasileira

Serão desembolsados US$ 2,3 bilhões para a construção de um complexo – envolvendo uma usina, uma termelétrica, uma coqueria e dois terminais portuários

Siderurgia: otimismo para 2005

A siderurgia brasileira faturou R$50,4 bilhões em 2004, um incremento de 43,1% ante o ano anterior, de acordo com uma estimativa preliminar do IBS

Normas e certificações colaboram para tornar a atividade metalúrgica mais segura e produtiva

A preocupação com a saúde e a segurança dos funcionários tem sido uma constante no interior do setor mínero-metalúrgico, ao menos nos últimos 30 anos

Acordo entre PETROBRAS e PQU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou em companhia do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, o Pólo Petroquímico do Grande ABC, para conhecer os projetos da Petrobras e da Petroquímica União (PQU) para a região

Programa de fomento à indústria tem relatório final assinado pelo Ministério de Minas e Energia

O projeto faz parte do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – PROMINP e foi coordenado pela Associação Brasileira dos Perfuradores de Petróleo (Abrapet).

Empresas nacionais sofrem com a falta de sustentabilidade tecnológica

O estudo demonstra que, apesar da comprovada competência e eficiência operacional, evidenciada em mais de 15 anos de atuação no segmento de perfuração offshore, as empresas de controle nacional enfrentam enormes dificuldades em permanecer no mercado

Software para manutenção e calibração

Denominado Webmetro, o software de última geração da Toledo do Brasil viabiliza o acesso via Internet a todos os dados referentes à manutenção do parque de equipamentos da empresa, permitindo até mesmo a emissão de certificados de calibração

Política industrial em Minas Gerais

A Abimaq, através do diretor regional de Minas Gerais, Marcelo Veneroso, apresentou amplo estudo ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Wilson Brumer. Intitulado “Plano de Desenvolvimento para a Indústria de Máquinas e Equipamentos de Minas Gerais”

Sem o peso da dívida, Usiminas quer crescer

Uma dívida enorme, que deixou a Usiminas quase imobilizada nos últimos anos, não é mais vista como um problema no alto comando da siderúrgica mineira

Encontro discute parques tecnológicos e apresenta projeto em São Paulo

Os bons resultados alcançados com o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), instalado no Ipen, motivaram um projeto maior e mais ousado: o núcleo do Parque Tecnológico de São Paulo

Prêmio Inovação é a grande novidade da indústria moveleira

Contando com o apoio e a participação institucional da Abimaq,a Feira de Máquinas, Matérias primas e acessórios para a indústria moveleira – Fimma Brasil 2005 será realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, de 15 a 19 de março

Evento do ITBA discute rumos da tecnologia do Brasil

Encontrar uma forma de atrair investimentos à tecnologia desenvolvida no Brasil foi o principal pedido de João Carlos de Souza Meirelles


PETRÓLEO

Petrobras deve investir US$ 1 bilhão no Espírito Santo neste ano

A Petrobras informou que investirá US$ 1 bilhão em projetos no Espírito Santo neste ano. Entre os empreendimentos em curso no estado estão a Unidade de Tratamento de Óleo de Fazenda Alegre, em Jaguarão, a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no município de Linhares, e o Terminal Norte Capixaba, em São Matheus. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e o presidente da estatal, José Eduardo Dutra, sobrevoaram essas obras e visitaram a unidade de Fazenda Alegre.

Segundo nota da estatal, essas obras permitirão acelerar a entrada em produção de descobertas de óleo pesado próximas a Fazenda Alegre a também ao aumento da extração de gás no Norte do estado quando o Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste) ficar pronto. Além desses empreendimentos em cursos, os investimentos da estatal serão destinados à exploração de áreas capixabas no mar e em terra e ao desenvolvimento da produção de alguns campos do chamado Parque das Baleias (na parte capixaba da Bacia de Campos) e do campo de Golfinho, além do trecho do Gasene que corta o estado. Ao todo, a Petrobras prevê investir no Espírito Santo US$ 6 bilhões até 2010, fazendo do estado o segundo maior destino de recursos da estatal no país, atrás apenas do Rio.

A previsão da Petrobras é que a produção de petróleo no Espírito Santo, atualmente em 40 mil barris por dia, chegue a 180 mil barril diários, a partir do primeiro semestre do ano que vem, com o início das operações da P-34, no campo de Jubarte, e do FPSO Capixaba (navio-plataforma a ser arrendado) no campo de Golfinho. Com isso, o estado seria o segundo maior produtor do país.

Fonte: Globo Online

Marítima confirma comercialidade de campo Uirapuru, no Recôncavo baiano

A Marítima confirmou a viabilidade comercial do campo terrestre Uirapuru, localizado na bacia do Recôncavo baiano. A declaração foi formalmente protocolada na Agência Nacional do Petróleo (ANP), pouco mais de uma semana depois de a Petrobras anunciar a comercialidade do campo de Jandaia, localizado na mesma região. A concessão do bloco BT-REC-3, onde está localizado o Uirapuru, tem participação integral da Marítima. A empresa não divulgou mais informações sobre a declaração de comercialidade entregue à ANP.

O bloco BT-REC-3 fica na localidade Pau Lavrado, município de Catu, na Bacia do Recôncavo Baiano, a cerca de 120 quilômetros de Salvador (BA). O bloco foi adquirido pela empresa na segunda Rodada de Licitações da ANP, realizada em junho de 2000. A descoberta de hidrocarbonetos no local foi anunciada pela empresa em abril do ano passado.

Em julho de 2003 a Marítima já havia descoberto petróleo em sua primeira perfuração em Catu. A descoberta representou a consolidação da Marítima como primeira empresa brasileira independente a descobrir e produzir petróleo no país.

Fonte: TN Petróleo


Estados produtores podem ter prioridade no refino

Os estados que produzem mais de 10% do petróleo bruto nacional podem ter o direito à exclusividade no refino de, no mínimo, 50% de sua produção. É o que pretende o deputado José Divino (PMDB-RJ), autor do Projeto de Lei 1018/03. Esse projeto altera a Lei 9478/97, que define a Política Energética Nacional e as atividades relativas ao monopólio do Petróleo.

O parlamentar argumenta que a proposição busca suprir a falta de uma política, discutida no âmbito do Congresso Nacional e estabelecida em lei, que oriente a localização das instalações de produção de derivados de petróleo a serem futuramente implantadas no Brasil. "Isso evitará que os técnicos do setor venham a definir esse assunto com base em critérios puramente técnicos, desprezando os aspectos políticos que visam promover o desenvolvimento, ampliar o mercado de trabalho e valorizar os recursos energéticos".

Bacia de Campos - Divino lembra que, atualmente, a Bacia de Campos, situada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, é a maior produtora de petróleo do País. Essa bacia responde por cerca de 81% da produção total brasileira, ou seja, aproximadamente 1,25 milhão de barris de petróleo por dia. "Entretanto, apesar de produzir petróleo há mais de 25 anos, a região norte fluminense é uma das mais pobres do Sudeste brasileiro", ressalta o parlamentar.

Fonte: Agência Câmara


Obras do pólo petroquímico do Rio começam ano que vem

As obras do pólo petroquímico do Rio - projeto acalentado pelo Estado há mais de 20 anos - serão iniciadas já em 2006. A unidade que será construída pela Petrobras em parceria com o grupo Ultra vai processar petróleo pesado produzido no campo de Marlim, na Bacia de Campos. A unidade vai produzir diversas matérias-primas para as indústrias petroquímicas como propeno, eteno e aromáticos.

Segundo informou com exclusividade o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a capacidade dessa unidade será de 150 mil barris por dia de produtos, e exigirá investimentos iniciais da ordem de US$ 3,5 bilhões. Além disso, indústrias produtoras das matérias-primas deverão fazer investimentos de US$ 3 bilhões, sem contar outros US$2 bilhões que chegarão à região por meio das empresas fabricantes de plásticos.

As estimativas do Governo do Rio são de que somente durante as obras dessa unidade sejam gerados 15 mil empregos diretos. Mas o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer, já calcula que somando essas vagas às que serão abertas nas proximidades do pólo, com as indústrias de segunda geração e de plásticos, o complexo trará entre 25 mil e 30 mil empregos diretos para o estado do Rio.

Fonte: O Globo


Statoil perfurará primeiros poços de exploração no Brasil em 2006

A petroleira estatal norueguesa, Statoil, espera perfurar seus primeiros poços exploratórios no Brasil em 2006, já que continua investindo para converter o país na parte mais importante de sua carteira internacional, disse à BNamericas o gerente geral da companhia no Brasil, Jorge Camargo.

"A Statoil espera fazer de Brasil numa de suas regiões principais, já que tem as condições para produzir 100.000 barris de petróleo por dia (b/d)", destacou. Apesar de Camargo não querer revelar as cifras de investimento ou dar um prazo para o objetivo de 100.000 b/d, a companhia está assinando recursos simultaneamente na exploração e expansão.

Exploração - A companhia espera decidir de aqui a maio se perfura seu primeiro poço exploratório no bloco offshore BM-ES-11, na costa do Espírito Santo, destacou Camargo. A Statoil possui 100% do bloco. "Este é o primeiro bloco onde se concluirão as avaliações dos dados sísmicos", acrescentou.

A companhia também espera concluir os estudos sísmicos do bloco BM-J-3, adquirido em 2002 e situado na bacia do Jequitinhonha, frente à costa do noroeste do estado da Bahia, onde a Petrobras é a operadora com uma participação de 60%.

Fonte: BNamericas


Petrobras supre necessidade investimentos no setor petrolífero

Está programado para o dia 10 de março a regulamentação de dois artigos fundamentais da lei de parceria público-privada, as PPPs. Segundo declarou o deputado federal Paulo Bernardo (PT), relator do projeto na Câmara dos Deputados, nesta data serão constituídos o comitê gestor das PPPs e o regulamento da fundo garantidor, com dotações de até R$ 6 bilhões. As principais fontes de recursos serão o orçamento da União e ações de empresas estatais, principalmente do Banco do Brasil.

Entre os mais de 20 projetos de infra-estrutura já listados pelo governo, os primeiros as serem aprovados deverão ser os das rodovias BR 101, BR 116 e BR 153, a chamada de Transbrasiliana. A reforma dos portos também está no topo da lista, já as ferrovias e transporte intermodal ainda vão demorar a receber recursos de PPPs.

Para o setor de óleo e gás, o deputado considera que o investimento continuará sendo feito pela Petrobras com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A Petrobras já é um braço do governo no setor e essa possibilidade de exploração do gás de Santos junto com a Repsol é uma espécie de PPP", acredita.

Fonte: TN Petróleo


P-48 começa a produzir no campo de Caratinga

A plataforma P-48, a segunda plataforma do projeto Barracuda e Caratinga, já começou a produzir. A vazão inicial é de 21.700 barris por dia de óleo de 23º API, segundo informa a Petrobras. A capacidade de produção da P-48 e da P-43 é de 150 mil barris por dia, cada uma. As plataformas podem armazenar até 2 milhões de barris de petróleo.

O projeto Barracuda e Caratinga teve produção iniciada com plataforma P-43, no campo de Barracuda, em dezembro de 2004. Um total de 32 poços de produção e 22 poços de injeção serão conectados às duas plataformas e o pico de produção deverá ocorrer até julho de 2005.

A primeira conexão da P-48 é com o poço CRT-21, localizado a uma profundidade de cerca de mil metros, no campo de Caratinga. O complexo de Barracuda e Caratinga é constituído por campos de petróleo e gás em águas profundas, a 160 km a leste de Macaé, no nordeste do Estado do Rio de Janeiro. A área dos campos é de 493 km² na Bacia de Campos com profundidades que variam de 600 a 1.350 metros.

Fonte: TN Petróleo


Refinaria deve ampliar exportação de gasolina

A refinaria que a Petrobras pretende construir em parceria com a Petróleo da Venezuela (PDVSA) na região Nordeste e que exigirá investimentos de R$ 7,5 bilhões (cerca de US$ 2,5 bilhões) vai aumentar a capacidade do País de exportar gasolina, óleo combustível e nafta e reduzir as necessidades de importação de produtos como o GLP (gás de cozinha) e o diesel.

A construção da unidade começou a ser viabilizada durante a viagem do presidente Lula à Venezuela. Foram assinados vários protocolos de intenção e acordos para exploração e produção de petróleo naquele país, inclusive o da unidade de refino no Nordeste - que vai processar cerca de 150 mil barris de petróleo pesado por dia, provenientes tanto dos campos do norte fluminense quanto da própria Venezuela.

Conseqüentemente, a unidade precisará de alta capacidade tecnológica que viabilize a melhora da produtividade de derivados mais nobres como o GLP, o diesel e a nafta (matéria prima utilizada na petroquímica), que hoje a Petrobras é obrigada a importar para complementar sua capacidade de atendimento à demanda interna por esses produtos.

Fonte: Gazeta do Paraná

INDÚSTRIA NAVAL

Transpetro adia mais uma vez prazo

A Transpetro decidiu prorrogar por mais 15 dias o prazo para a entrega dos envelopes com as propostas dos grupos interessados na licitação para construção de 22 navios petroleiros. O prazo anterior terminava no próximo dia 28, mas a empresa decidiu conceder mais 15 dias e encerrar o período no dia 16 de março.

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, vinha cogitando estender a etapa da licitação desde a semana passada, devido às solicitações das diversas empresas que adquiriram o edital de pré-qualificação, que alegavam necessidade de mais tempo para consolidação dos documentos exigidos. No mês passado, a empresa já havia prorrogado a data de entrega dos envelopes, marcada para 31 de janeiro, para 28 de fevereiro. Desta vez, a Transpetro informa que este será o último adiamento.

67 empresas já haviam adquirido o Edital de Pré-Qualificação do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, que é considerado a maior encomenda já feita por uma única empresa para a indústria naval brasileira. O projeto é visto como um fator decisivo para a recuperação do segmento de construção de grandes embarcações.

Fonte: TN Petróleo


Poloneses devem fechar consórcio com a Nuclep para participar de licitação da Transpetro

A estatal federal Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados), em Itaguaí, deverá formar um consórcio com o estaleiro polonês Gdnya para tentar se pré-qualificar para a licitação para a construção dos 22 navios da Transpetro, avaliados em US$ 1,1 bilhão. De acordo com o presidente da Nuclep, Jaime Cardoso, foi fechado um acordo verbal entre as duas partes e o executivo espera que as empresas consigam reunir toda a documentação necessária para a formalização do consórcio até o dia 16, data da entrega das propostas de qualificação dos candidatos.

Na avaliação de Cardoso, a liminar concedida nesta sexta-feira contra a participação dos chamados estaleiros virtuais (empresas que ainda não tenham estaleiros instalados no país) não impede a participação da Nuclep. Segundo ele, a empresa já tem os equipamentos para a construção do casco e a estrutura física industrial e só precisa fazer um dique-seco (local onde o navio é montado) em seu terminal portuário, além de alguns outros investimentos para aprimorar as instalações da unidade.

O presidente da estatal disse que as estimativas são de que a Nuclep precise de investimentos iniciais de US$ 50 milhões para candidatar-se à concorrência, mas a empresa ainda está fazendo estudos para definir com mais precisão os recursos que serão demandados. Ele acrescentou que a Nuclep precisará também de alguns guindastes.

Fonte: Globo Online


Estaleiro pode ficar fora de licitação

O estaleiro da Camargo Corrêa nem saiu do papel e já corre o risco de ficar de fora do edital de pré-qualificação da Transpetro para a construção de 22 navios orçados em US$ 1,1 bilhão. A Justiça concedeu liminar suspendendo a participação de empresas que ainda não possuem estaleiros no País, o que é o caso da holding que pretende instalar seu empreendimento de US$ 214 milhões no Porto de Suape. Embora o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes, Alexandre Valença, tenha dito que a Camargo Corrêa garante a vinda do empreendimento para Pernambuco com ou sem o edital, o vice-presidente do Conselho de Administração da holding, Luiz Roberto Nascimento, declarou, em agosto, no Recife, que a Petrobras seria a razão principal para o estaleiro.

O juiz que concedeu a liminar foi Afonso Henrique Ferreira Barbosa, da 1ª Vara Cível de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para atender a uma ação popular impetrada pelo vice-prefeito daquela cidade, José Gonçalves Bernardo (PL). No despacho, o magistrado alega que empresas que não têm estaleiro instalados no País não atendem ao interesse público. A Transpetro enviou uma nota à Imprensa para responder à ação, embora alegue não ter sido informada oficialmente sobre o assunto.

Fonte: Folha de Pernambuco


Exigência da Petrobras ameaça estaleiro

A implantação de um estaleiro na região do Porto de Santos está ameaçada. Apesar da localidade ser considerada a mais ideal do País para o empreendimento, o investimento pode ser inibido por uma única exigência da Petrobras, a de só negociar a encomenda de seus 42 navios com empresas que tenham em seu pátio de construção um dique seco. Os atrativos da Baixada Santista para ter um pólo industrial naval e as dificuldades enfrentadas no processo foram debatidas, durante a visita que o secretário de Assuntos Portuários de Cubatão, Ricardo Lascane e diretores da unidade cubatense do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Cosipa e de outras companhias da cidade fizeram à área da região mais cotada para receber o possível estaleiro, o Canal de Piaçaguera. A bordo de uma lancha, fretada pela Cosipa, os executivos percorreram as margens da via de navegação, debatendo principalmente as condições de exploração dos terrenos do lado direito, onde a atividade naval pode ser implantada.

A criação de novos estaleiros no País se deve ao anúncio da Petrobras de renovar sua frota, contratando somente empresas nacionais. É consenso no mercado que as instalações existentes hoje não serão suficientes para atender à encomenda. Atualmente, um pátio de construção representa um investimento de cerca de R$ 150 milhões, valor que pode aumentar em até R$ 100 milhões com a exigência da estatal. O dique seco é uma estrutura erguida no leito de um rio ou no litoral, onde os navios entram para serem reparados, após a água ser toda bombeada para fora. Segundo os empresários, a doca está sendo pedida pois a Petrobras também pretende fazer a manutenção de suas plataformas de petróleo no País.

Fonte: A Tribuna


GÁS NATURAL

Bacia de Santos: gás vai gerar investimentos de US$ 1,5 bi em infra-estrutura offshore e logística

O desenvolvimento do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, onde a Petrobras descobriu a maior reserva de gás natural não associado do Brasil, demandará um investimento inicial de US$ 1,5 bilhão da empresa, que já concluiu o desenho conceitual do projeto. A petroleira já sabe que o empreendimento, cuja produção poderá ser antecipada de 2009 para 2008, demandará a encomenda de uma plataforma semi-submersível semelhante à P-40, hoje em operação no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Em entrevista, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, revela que, dos recursos totais, pelo menos US$ 500 milhões serão desembolsados apenas na viabilização da unidade marítima de produção.

Primeiro empreendimento de gás natural não associado já desenvolvido pela Petrobras, o projeto do campo de Mexilhão tem merecido um cuidado todo especial dos corpos técnico e executivo da companhia. Sua complexidade é tanta, segundo Estrella, que mesmo disposta a produzir o gás de Santos o mais rapidamente possível, a companhia não pretende fazer da antecipação do empreendimento um cavalo de batalha. Talvez como em nenhum outro projeto hoje enquadrado no rol de prioridades da Petrobras, revela o executivo, a pressa não pode se revelar inimiga da perfeição.

A importância da área de E&P para a Petrobras pode ser demonstrada por números. Dos US$ 53,6 bilhões de investimentos previstos pela empresa para o período 2004-2010, um total de US$ 32,2 bilhões serão desembolsados na exploração e produção de campos. Com desembolsos anuais de US$ 4,6 bilhões, na média, a expectativa da empresa é atingir uma produção diária de 2,3 milhões de barris. Muito mais do que alcançar a tão sonhada auto-suficiência produtiva, que Estrella admite ser antecipada de 2006 – prazo originalmente previsto – para o próximo ano, a companhia precisa ampliar as reservas (hoje de 10 bilhões de barris) e, principalmente, aumentar o fator de recuperação dos poços do Brasil, que hoje varia de 25% a 30%, ante uma média mundial de 30% a 35%.

Matéria completa em
Fonte: http://www.gasnet.com.br/entrevistas/entrevistas_view2.asp?cod=88


Projetos de gás no Catar vão superar US$ 18 bilhões

A ExxonMobil e a Royal Dutch/Shell anunciaram joint ventures com a estatal Qatar Petroleum no valor conjunto de US$ 18,8 bilhões para a exploração de gás natural liquefeito nesse emirado árabe. O objetivo das duas gigantes do setor de energia é diminuir a dependência da Europa e dos Estados Unidos em relação ao petróleo, cujos contratos futuros projetam preços acima de US$ 50 o barril.

Segundo as autoridades do Catar, o acordo com a ExxonMobil é o maior já assinado, no mundo, envolvendo essa fonte energética. Trata-se também do maior financiamento a um projeto de gás natural, somando US$ 7,6 bilhões, a ser coberto por 57 bancos. Esta joint venture tem o objetivo de fornecer gás natural liquefeito à Grã-Bretanha pelos próximos 25 anos. Youssef Ibrahim, diretor do Grupo de Investimentos Estratégicos em Energia, disse que quando as remessas se concretizarem "o Catar se tornará, provavelmente, o país com a maior renda per capita do mundo". As primeiras remessas para a Grã-Bretanha começarão no final de 2007. Esta joint venture se chamará QatarGas 2. O emirado controlará 70% da companhia, e a Exxon, o restante.

Já o acordo da Shell prevê a construção de uma planta de gás natural na cidade de Ras Laffan. Serão fornecidos 7,8 milhões de toneladas métricas por ano, também por 25 anos, para os EUA e Europa, a partir de 2010. Esta joint venture, chamada QatarGas 4, será controlada em 70% pelo emirado e em 30% pela empresa anglo-holandesa.

Fonte: O Estado de São Paulo

BNDES aprova financiamento de US$ 200 milhões para construção de gasoduto

O BNDES aprovou financiamento no valor de até US$ 200 milhões para exportações de bens e serviços brasileiros para a Argentina, destinados ao projeto de expansão da capacidade de transporte de gás natural da TGS (Transportadora de Gás Del Sur). Trata-se da empresa controlada pela Ciesa (Compañía de Inversiones de Energía), que por sua vez tem participação acionária da Petrobras Energía, subsidiária da Petrobrás na Argentina. O acordo concretiza a retomada, após cinco anos, da utilização do CCR (Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos) da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) para curso das operações de financiamento do Banco a exportações de bens e serviços brasileiros à Argentina.

O CCR é um instrumento que permite a compensação de pagamentos decorrentes de exportações e importações entre países da região. A ampliação da capacidade de transporte do TGS garantirá maior oferta de gás natural e eletricidade à região da Grande Buenos Aires, que concentra mais de 50% da população da Argentina, país que, desde 2004, enfrenta crise energética. O financiamento será dividido em duas operações, sendo US$ 170 milhões para exportações de bens e serviços de engenharia e construção pela Construtora Norberto Odebrecht e US$ 30 milhões referentes a bens (tubos) produzidos pela Confab.

O fornecimento de mercadorias brasileiras pela CNO contemplará máquinas e equipamentos, tubos e outros materiais, inclusive chapas de aço produzidas no Brasil pelas siderúrgicas Usiminas e Cosipa. O projeto de expansão dos gasodutos General San Martín e Neuba II também envolverá exportações de bens de várias outras companhias brasileiras. As montadoras Scania e Volvo, por exemplo, irão fornecer caminhões e cavalo-mecânico.

Fonte: Canal do Transporte

Petrobras e Repsol fecham parceria no gás

A Petrobras está negociando a formação de uma parceria com a espanhola Repsol com o objetivo de compartilhar os investimentos necessários para o desenvolvimento da produção do campo de gás de Mexilhão, na bacia de Santos (SP), o maior do país, com reservas estimadas em 419 bilhões de metros cúbicos de gás natural, a maior descoberta já feita no país. O acordo para formar a parceria foi assinado em janeiro e vinha sendo guardado a sete chaves.

O Valor procurou a direção da Petrobras e da Repsol no Brasil, mas os executivos não quiseram se pronunciar. A possibilidade de uma multinacional no projeto está irritando a área mais nacionalista da estatal brasileira que considera um equívoco entregar agora a um parceiro estrangeiro um campo no qual estima-se que já foram investidos cerca de US$ 300 milhões e sobre o qual a Petrobras detém 100% dos direitos exploratórios. Segundo avaliação de técnicos da Petrobras, somente com o aluguel de equipamentos de perfuração a estatal já gastou cerca de US$ 285 milhões na área. A previsão de investimentos é estimada entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, dependendo da tecnologia a ser utilizada, e que segundo a área nacionalista poderiam ser perfeitamente financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou com recursos oriundos da securitização de recebíveis da estatal.

Uma fonte que defende a associação lembra que a Petrobras não tem dinheiro para desenvolver a produção de 4 bilhões de barris de óleo equivalente de gás descobertos nos últimos anos. Está prevista para hoje a realização de um seminário fechado na sede da Petrobras para a apresentação dos dados sobre o campo à Repsol. Só depois os espanhóis vão definir seu percentual de participação.

Fonte: Valor Econômico


Alckmin quer agilizar exploração de gás natural em Santos

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer agilizar a instalação de uma base de exploração de gás natural em Santos. O governador vai se reunir na próxima semana com a ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, e com técnicos da Petrobras para discutir o aproveitamento do gás natural descoberto na Bacia de Santos.

A informação foi dada pelo próprio governador durante café da manhã com os nove prefeitos da Região Metropolitana da Baixada Santista, realizado na segunda-feira. O governador afirmou aos prefeitos que a exploração só depende da Petrobras.

O Brasil consome cerca de 26 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Na Bacia de Santos (BS-400) são 55 milhões de metros cúbicos/dia, ou seja, o dobro do atual nível de consumo diário. O baixo custo do produto é outro fator que pode acelerar o projeto. Hoje, a maior parte do gás consumido no País vem da Bolívia. Em razão da grande distância, o transporte representa a metade do preço pago pelo consumidor.

Fonte: A Tribuna

 

ENERGIA

Aneel marca para 31 de março novo leilão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu para 31 de março a realização do próximo leilão de energia "velha", aquela proveniente de usinas que já operam. O edital do pregão foi aprovado ontem, em reunião extraordinária da diretoria da agência, e mantém os principais termos do megaleilão ocorrido em dezembro: os contratos terão duração de oito anos e as tarifas serão reajustadas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para as metas de inflação.

O leilão definirá a venda de energia, a partir de 2008 e de 2009, das geradoras para as distribuidoras de energia. Segundo Paulo Pedrosa, diretor da Aneel, houve apenas pequenos ajustes para aperfeiçoar os termos do primeiro pregão. Algumas dessas mudanças referem-se à terminologia usada no edital, explicou Pedrosa, sem alteração das regras principais.

Um dos únicos pontos de impasse referia-se ao período dos contratos. As geradoras pediram que a duração fosse reduzida de oito para cinco anos. Elas temem que o leilão resulte em preços considerados baixos para a venda de energia, como em dezembro. A Aneel levou o assunto ao Ministério de Minas e Energia, que optou pela duração original dos contratos - embora um decreto permitisse a redução para cinco anos.

Fonte: Valor Econômico


Brasil precisa retomar planejamento energético

O professor da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ex-presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa, reiterou que o País precisa antecipar o planejamento energético, para evitar novos problemas em abastecimento de energia. Ele lembrou das perspectivas de queda na oferta a partir de 2007, conforme demonstraram estudos do Operador Nacional do Sistema (ONS). "Se o crescimento da economia for grande, com o atraso de obras poderemos ter dificuldade em atender à demanda a partir de 2007", afirmou.

Ele voltou a criticar o leilão de energia velha (existente) realizado em dezembro do ano passado, afirmando que a concorrência ficou restrita às companhias federais. "O leilão pouco adiantou. Só serviu para tirar dinheiro das estatais, que ficaram sem recursos para investir", avalia. De acordo com o professor, as empresas estatais são as grandes investidoras.

"As empresas estatais, em vez de geradoras de energia viraram geradoras de superávit primário", critica. Pinguelli acredita, entretanto, que os próximos leilões de energia previstos são necessários. "Está mais do que na hora", diz. Ele afirmou também que os projetos que estão incluídos no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), como a instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH's), são importantes, mas ainda não suficientes.

Fonte: O Estado do Paraná


INDÚSTRIA FERROVIÁRIA

Como o país pode entrar nos trilhos

Privatizada em 1996, a ferrovia brasileira tem um longo caminho a percorrer. Depois da absoluta falta de investimentos, que fez desaparecer empresas como a Cobrasma, a Mafersa, a FNV (Fábrica Nacional de Vagões) e a Santa Matilde, o setor retoma o vigor e volta a se expandir. Para as empresas que assumiram a concessão da malha ferroviária nacional, o horizonte é mais que promissor. È uma linha segura de crescimento.

A MRS Logística é uma das empresas que trabalha com perspectivas ambiciosas neste setor. Até 2009 a previsão é obter um crescimento médio de 15% ao ano, o que significa transportar 197 milhões de toneladas de carga, o dobro do esperado para 2004, - 98 milhões de toneladas, explica o presidente da empresa, Júlio Fontana Neto.

A América Latina Logística (ALL), que controla desde 1997 a malha Sul da Rede Ferroviária Federal vai investir R$12,5 milhões em 2005 na compra de 7 mil toneladas de trilhos para sua malha no Brasil. Como parte do plano de crescimento da companhia neste setor o seu investimento anual é de R$ 100 milhões. No biênio, a empresa destinou cerca de R$ 67 milhões para a compra de 37 locomotivas e mil novos vagões, que estarão em operação no início do próximo ano no transporte de alimentos.

Fonte: Revista Indústria Brasileira, Ed. 45, p. 30

SIDERURGIA

Alemães investem na siderurgia brasileira

A parceria entre a alemã Thyssen-Krupp Steel AG – um dos dez maiores grupos siderúrgicos do mundo – e a brasileira Companhia do Vale do Rio Doce (CDRD) – uma das três maiores exportadoras mundiais de minério de ferro – a qual resultou na criação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), em janeiro deste ano, promete aquecer o mercado brasileiro e potencializar o Rio de Janeiro como um dos pólos siderúrgicos no País. Serão desembolsados US$ 2,3 bilhões para a construção de um complexo – envolvendo uma usina, uma termelétrica, uma coqueria e dois terminais portuários – na região de Sepetiba, segundo Aristides Corbellini, Presidente da ThyssenKrupp Consultoria e principal executivo da recém-formada CSA. Só na usnia de placas de aço – da qual o grupo alemão participará com 70% do capital – será aplicado US$ 1,53 bilhão.

Fonte: Revista Brasil-Alemanha, p.26, Ed.1


Siderurgia: otimismo para 2005

A siderurgia brasileira faturou R$50,4 bilhões em 2004, um incremento de 43,1% ante o ano anterior, de acordo com uma estimativa preliminar do IBS. Apesar da redução na tonelagem, a receita das vendas ao exterior atingiu US$ 5 bilhões – um desempenho 28,2% superior em relação a 2003. “Dois fatores básicos contribuem para este faturamento; aumento das exportações de valor agregado, como aços galvanizados e inoxidáveis, em detrimento dos semi-acabados, e elevação dos preços internacionais do aço”, informou o IBS.

Em 2005, a produção de aço bruto deve atingir 33,6 milhões de toneladas. Na avaliação do IBS, “as perspectivas são positivas e refletem as expectativas gerais em relação ao comportamento da economia do país”.

Fonte: Revista Brasil-Alemanha, , Ed.,1 p.28


NORMALIZAÇÃO

Normas e certificações colaboram para tornar a atividade metalúrgica mais segura e produtiva

A preocupação com a saúde e a segurança dos funcionários tem sido uma constante no interior do setor mínero-metalúrgico, ao menos nos últimos 30 anos. Se no passado o trabalhador precisava lutar, às vezes recorrendo às greves, para convencer os empregadores da necessidade de melhores condições de trabalho, hoje as empresas assumiram a dianteira. As indústrias passaram a investir nessa área até como forma de aperfeiçoar seu próprio desempenho. A conta é simples: funcionários satisfeitos, seguros e saudáveis resultam em benefícios para toda a operação. Para alcançar esse objetivo, as empresas estão lançando mão de normas e certificações internacionais para aprimorar o gerenciamento da área. Em outras palavras, a mesma política adotada para garantir a qualidade dos produtos e o respeito ao meio ambiente está sendo utilizada em relação à saúde e segurança ocupacional.

Assim, depois da ISO 9000, na área da qualidade, da ISO 14000, de meio ambiente, a norma que está na ordem do dia das empresas é a OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series), norma internacional que regula as ações das empresas na área de saúde e segurança do trabalho. Levantamento recente, realizado pelo Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade para o Brasil e América Latina (QSP), encontrou no país 130 empresas já certificadas pela norma – que foi publicada em 1999 –, das quais cerca de 25% são dos setores de metalurgia e mineração, reafirmando o pioneirismo do setor, a exemplo do ocorrido com a ISO 14000. Entre as empresas já certificadas estão a Albras, Alcan, Alcoa, Alumar, Alunorte, Anglo American, Belgo-Mineira, Codemin, CBMM, Cosipa, Níquel Tocantins, CVRD, Samarco, MBR, Rio do Norte, Ucar, Usiminas, Votorantim, V&M Tubes e Vega do Sul.

Participação – As mudanças propostas pela norma não alteram apenas a execução de um trabalho ou estimula a adoção de uma nova máquina, mas transformam o conceito de gerenciar toda a estrutura de operação e segurança. O gerente de relações industriais da Usiminas, José Geraldo de Oliveira Meireles, lembra que a empresa sempre priorizou a área desde sua fundação. "Essa preocupação foi herdada dos japoneses", afirma, referindo-se aos sócios da companhia. Para comprovar essa tese, ele lembra que a Usiminas – em seus 42 anos de operação – vem obtendo reduções consecutivas no número de acidentes. Em 1989, por exemplo, os casos totalizaram 350. No ano passado, caíram para 85. "Para 2004, a expectativa é atingir um nível bem menor, principalmente, tendo como base os números de acidentes até o momento." Parte desse recente sucesso foi obtido graças à aplicação das normas e a obtenção da certificação OHSAS 18001.

Segundo Meireles, a OHSAS trouxe uma série de vantagens para a Usiminas. A principal: a melhora contínua na eficácia de identificação, implementação, verificação e análise de ações preventivas e corretivas. "A implantação transcorreu tranqüilamente, pois a empresa já possuía a cultura de adoção de normas, certificações e auditorias", avalia. O investimento também não foi considerado alto, em razão de o sistema já estar voltado para a certificação das séries ISO. "Na verdade, houve apenas uma adequação."

Fonte: Revista Metalurgia e Materiais

Matéria completa em: http://www.revistametalurgia.com.br/apresenta2.php?edicao=550&pag_id=461


MERCADO

Acordo entre PETROBRAS e PQU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou em companhia do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, o Pólo Petroquímico do Grande ABC, para conhecer os projetos da Petrobras e da Petroquímica União (PQU) para a região. As duas empresas anunciaram após seis anos de negociações, o acordo que garantirá o fornecimento de 1,2 milhão de m³ por dia de gás da refinaria para a PQU. O insumo que será utilizado como matéria-prima para a produção de petroquímicosgarantirá a ampliação em 40% da mais antiga central petroquímica do país.

Esse gás, um hidrocarboneto leve proveniente das operações de refino será fornecido pelas refinarias Henrique Lage (Revap) e Capuava (Recap) da Petrobras. O início do fornecimento está previsto para o final de 2007, após a construção dos dutos para transportar o gás produzido nas duas refinarias até a PQU, que será responsável pelos investiemntos no projeto. O acordo permitirá o aumento da produção de eteno da PQU das atuais 500 mil toneladas para 700 mil toneladas por ano. Também tornará possível a implantação de uma nova unidade industrial para produção de polietilenos, matéria-prima para a indústria de transformação. Os investimentos da PQU chegarão a US$ 300 milhões dos quais US$ 42 milhões nas refinarias da Petrobras e US$ 258 milhões na ampliação da produção de eteno e polietileno.

Em nota, a Petrobras informou que, independentemente da ampliação da PQU realizará, até 2010, investimentos da ordem de US$ 200 milhões em unidades de hidrotratamento na Recap visando oferecer produtos, como gasolina e diesel para a área metropolitana em padrões de qualidade equivalentes aos internacionais.


Programa de fomento à indústria tem relatório final assinado pelo Ministério de Minas e Energia

Com o intuito de analisar e sugerir mecanismos que possibilitem a atuação sustentada, a longo prazo, de empresas de controle nacional prestadoras de serviços de perfuração offshore foi aprovado pelo Ministério de Minas e Energia o relatório final do projeto E&P – 2, que tem como objetivo a Implantação de Programa de Fomento à indústria brasileira de perfuração offshore. O projeto faz parte do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – PROMINP e foi coordenado pela Associação Brasileira dos Perfuradores de Petróleo (Abrapet).

Resultado de aproximadamente dez meses de trabalho envolvendo representantes do Ministério de Minas e Energia, da Petrobras e de empresas associadas a Abrapet, o relatório do projeto E&P-2 apresenta uma análise precisa sobre o mercado de prestação de serviços de perfuração offshore no Brasil e a participação das empresas brasileiras.

Fonte: Notícias PROMINP, edição de janeiro, número 12


Empresas nacionais sofrem com a falta de sustentabilidade tecnológica

O estudo demonstra que, apesar da comprovada competência e eficiência operacional, evidenciada em mais de 15 anos de atuação no segmento de perfuração offshore, as empresas de controle nacional enfrentam enormes dificuldades em permanecer no mercado. Devido ao capital intensivo e a alta tecnologia, a atividade de perfuração está cada vez mais concentrada em grandes empresas multinacionais.

O desenvolvimento do projeto E%P-2 se baseou no entendimento de que a atividade de perfuração e manutenção de poços de petróleo, quando exercida por empresas de controle nacional, é de importância estratégica para o país, pois elas garantem de forma efetiva e contínua a participação de brasileiros e, consequentemente, a retenção desse conhecimento tecnológico no país. Sem esta iniciativa, as poucas empresas brasileiras que ainda detêm a competência para desenvolver serviços de perfuração certamente teriam o mesmo destino de muitas outras que não resistiram e encerraram suas atividades.

Fonte: Notícias PROMINP, edição de janeiro, número 12


Software para manutenção e calibração

Denominado Webmetro, o software de última geração da Toledo do Brasil viabiliza o acesso via Internet a todos os dados referentes à manutenção do parque de equipamentos da empresa, permitindo até mesmo a emissão de certificados de calibração. Apresenta várias inovações que possibilitam ao usuário manter um controle sobre os certificados de calibração e/ou conformidade, bem como sobre a rastreabilidade das medições a padrões nacionais de medidas, por intermédio dos certificados de calibração dos padrões de trabalho. O software também torna possível a integração com PalmTop ou Pocket PC, agilizando o trabalho dos técnicos em campo.

Fonte: Revista P&S, Ed. 362, p. 7


Política industrial em Minas Gerais

A Abimaq, através do diretor regional de Minas Gerais, Marcelo Veneroso, apresentou amplo estudo ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Wilson Brumer. Intitulado “Plano de Desenvolvimento para a Indústria de Máquinas e Equipamentos de Minas Gerais”, o documento é o ponto de partida para Estado e iniciativa privada definirem em conjunto estratégias e ações para o sucesso da indústria de bens de capital mecânicos local.

De acordo com dados da Fiemg e da Abimaq, o crescimento do faturamento das indústrias de máquinas e equipamentos , em Minas Gerais (base setembro/2004), foi de 14,26%, contra a média nacional de 26,3%. Em relação às ações de infra-estrutura a serem desenvolvidas pelo Estado, o trabalho propõe, por exemplo, a modernização e ampliação da malha rodoviária e aeroportuária e dos portos secos, assim como programas de investimentos na geração e distribuição de energia elétrica e na área de saneamento básico. O trabalho entregue ao governo de Minas Gerais ratifica as propostas do documento “Rumos da competitividade”, que deu origem à política industrial em desenvolvimento pelo governo federal no tocante ao setor de bens de capital.

Fonte: Jornal Informaq, ed. 75, p. 8


Sem o peso da dívida, Usiminas quer crescer

Uma dívida enorme, que deixou a Usiminas quase imobilizada nos últimos anos, não é mais vista como um problema no alto comando da siderúrgica mineira. "Superamos essa questão", disse taxativo Rinaldo Campos Soares, na sexta-feira, sentado com ar tranqüilo em sua sala à frente de uma cesta de pães-de-queijo quentinhos, bem ao estilo mineiro. Poucas horas antes ele havia divulgado ao mercado o balanço da empresa de 2004 com um resultado operacional superior a R$ 5,6 bilhões e lucro líquido de R$ 3,02 bilhões. "Com a forte geração de caixa do sistema Usiminas, cortamos mais de US$ 600 milhões do endividamento", informou Soares, que já fixou como meta baixar pelo menos mais metade desse valor em 2005. Mas essa não é mais sua preocupação número 1. A relação dívida líquida sobre a geração de caixa fechou o ano em 0,6% no balanço consolidado do grupo. O número da Usiminas foi 0,1% e o da controlada Cosipa, que chegou a 9,4 em 2002, fechou dezembro em 1,6.

Segundo Soares, os balanços de todas as empresas do grupo fecharam o ano saudáveis. A siderúrgica paulista, durante algum tempo vista no mercado como uma espécie de peso-morto da Usiminas, lucrou R$ 900 milhões em 2004 - e faz quase metade do aço produzido pelo grupo. Para o executivo, é hora de colher os frutos da estratégia aplicada a partir de 1996 e retomar a linha do crescimento. "Muita gente esquece que desde sua privatização, em outubro de 1991, a Usiminas formatou um grupo 12 empresas produtivas que em 2004 teve receita líquida de R$ 12, 2 bilhões e emprega mais de 38 mil pessoas", desabafou Soares. Na consolidação desse grupo, informa, a partir de 1997 aplicou US$ 3,3 bilhões. "Coisas que a CST está fazendo agora e a CSN fez recentemente, já fizemos lá atrás", disse.

O executivo, que comanda a siderúrgica desde 1990, diz que a Usiminas está pronta para novo ciclo de investimentos e preparada para um movimento de consolidação da siderurgia no país, por meio de aquisições ou de uma fusão, se houver oportunidades. Soares é um árduo defensor da criação de um grupo nacional forte na produção de aços planos - material empregado na carroceria de automóveis, geladeiras, botijões de gás, autopeças, tubos, entre outros bens. "A Arcelor veio para o Brasil e já se firmou como um grande grupo estrangeiro e criou o seu espaço; o grupo Gerdau tem sua estratégia montada, firme e de expansão em aços longos no país e resto das Américas; ficamos nós e CSN", observou.

Fonte: Valor Econômico

EVENTOS

Encontro discute parques tecnológicos e apresenta projeto em São Paulo

Os bons resultados alcançados com o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), instalado no Ipen, motivaram um projeto maior e mais ousado: o núcleo do Parque Tecnológico de São Paulo, que conta com R$1,3 milhão oriundos do Fundo Verde Amarelo e recursos da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Paulo, no mesmo valor. O projeto tem apoio da Fapesp, no âmbito do seu programa de políticas públicas.

O núcleo do parque conta com uma área de 20 mil metros quadrados, no Ipen, no campus da Cidade Universitária. A previsão inicial de 12 empresas integrando o parque. Para o superintendente do Ipen e presidente do Conselho Deliberativo do Cietec, Claudio Rodrigues, o parque tecnológico é um caminho natural depois do sucesso obtido com a incubadora, que funcionou como um laboratório de boas idéias”. Das sete empresas iniciais, chegou-se a 99, em quase seis anos de funcionamento.

De acordo com dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec) existem dez parques tecnológicos em funcionamento no País, abrigando aproximadamente 130 empresas.

Fonte: Órbita Ipen, Ed. 23, p.8


Prêmio Inovação é a grande novidade da indústria moveleira

Contando com o apoio e a participação institucional da Abimaq,a Feira de Máquinas, Matérias primas e acessórios para a indústria moveleira – Fimma Brasil 2005 será realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, de 15 a 19 de março. Integrar empresas e fornecedores da cadeia produtiva da madeira é um dos objetivos da feira, que esse ano traz diversas novidades.

Entre elas, destaca-se a criação do Prêmio Inovação que, durante o evento, vai premiar novas idéias de referência em tecnologia, capacitação e inovação para toda cadeia produtiva de madeira e móveis da América Latina, com o objetivo de tornar a Feira Internacional um palco de lançamentos mundiais.

Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinas para Madeira (CSMEM), Valentin Verzenhassi, a Fimma Brasil por ser realizada em um dos pólos mais importantes da indústria moveleira e por ter uma grande abrangência, ela reúne as mais importantes inovações tecnológicas do setor e atrai um grande número de expositores nacionais e internacionais, o que contribui para a evolução do desempenho do segmento de máquinas para madeira.

Fonte: Jornal Informaq, ed. 75, p. 8


Evento do ITBA discute rumos da tecnologia do Brasil

Encontrar uma forma de atrair investimentos à tecnologia desenvolvida no Brasil foi o principal pedido de João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Paulo, no Workshop Novos Desenvolvimentos em Engenharia de Fabricação realizado Instituto Tecnológico Brasil Alemanha (ITBA), em dezembro. “É necessário criar modelos capazes de atrair capital de risco para financiar a pesquisa”, destacou Meirelles, acrescentando que o grande desafio do setor é estruturar um mercado de capitais com recursos destinados a projetos a projetos de tecnologia. “Precisamos dar segurança à pequena empresa e ao agricultor e ao mesmo tempo ao investidor. Assim será possível criar o capital de risco”, avaliou.

Fonte: Revista Brasil-Alemanha, p.26, Ed.1

 

   
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